Tecnologia atrás das grades


Ensaio interessante feito pela Wired sobre as tecnologias utilizadas pelos presos nos EUA.

O uso de diversos gadgets é proibido nas prisões. Contudo, os detentos dão um jeito de contornar isso se apropriando de algumas tecnologias.

MP3 players, por exemplo, em geral são banidos. Os presos são obrigados a utilizar os antigos CD players portáteis, com algumas modificações.

Veja também: Hedcuts de Steve Jobs, Cameron Diaz, Eddie Murphy e Sean Penn

Publicado por Tiago Dória, em 26 de agosto de 2010 (Quinta-feira).
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A web tem 7 vidas

Chris Anderson, editor da Wired e autor de best-sellers como Cauda Longa e Free, mostrou, uma vez mais, que sabe chamar a atenção na web. No artigo publicado, nesta terça-feira, na Wired “The Web Is Dead: Long Live the Internet”, Anderson afirma que a “web está morta”.

O autor toma como base um infográfico indicativo de que a maior parte do tráfego da internet vem de vídeos e troca de arquivos p2p e não da web em si.

Segundo Anderson, de forma crescente, as pessoas estão utilizando aplicativos e não mais navegadores para acessar o conteúdo da internet.

De certo modo, a matéria faz sentido. Quanto mais surgirem produtos que trabalhem com uma das principais caraterísticas da internet, ser device agnostic, mais a acessaremos por meio de diversos dispositivos, sem necessariamente sermos obrigados a utilizar navegadores.

Mas, a partir disso, achar que a web morreu são outros quinhentos.

Por si só, o BoingBoing acabou com o argumento da Wired e de Anderson. A matéria se apóia em um infográfico com dados da Cisco que se mostrou totalmente impreciso. Sem contar que banda nem sempre é o melhor (ou único) parâmetro para mensurar consumo.

Não dá para comparar 100MB de vídeo com 10MB de emails. É natural que vídeos sejam responsáveis pela maior parte do tráfego da internet. Gastem mais banda do que os emails, por exemplo. Mas isso não quer dizer que as pessoas não estão utilizando mais o correio eletrônico.

Nem vou comentar que, em 1997, a Wired já havia anunciado a morte da web (e dos navegadores) com um argumento parecido para a época.

Até hoje a web não morreu. Vai ver ela tem sete vidas.

Veja também: Chris Anderson: átomos são os novos bits

Crédito da foto: Wbb4

Publicado por Tiago Dória, em 17 de agosto de 2010 (Terça-feira).
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Estamos matando os telefonemas

Quantas vezes você deixou de fazer uma ligação de telefone e acabou, no final das contas, enviando um scrap, email ou tweet?

Na última edição da Wired, o articulista Clive Thompson bateu o martelo. Os telefonemas estão morrendo. As pessoas fazem cada vez menos ligações telefônicas em troca de utilizar serviços de SMS e mensagens em plataformas de redes sociais.

O colunista toma como base pesquisa da Nielsen indicativa de que não somente a quantidade, mas o tempo das ligações tem diminuído a cada ano, depois de atingir um pico em 2007.

Thompson faz uma análise interessante sobre a mudança de comportamento. Mas vale ir além.

Além de uma mudança de comportamento, acredito que esse movimento mostra algo mais – em qual barco estão as plataformas de redes sociais.

Ligações telefônicas e redes sociais têm o mesmo DNA – são tecnologias/ferramentas de comunicação. Elas estão no mesmo negócio – conectar pessoas.

Comentei isso uma vez aqui, no blog, redes sociais estão mais para ferramentas de comunicação do que propriamente plataformas de mídia.

Você não utiliza um telefone por causa do conteúdo, mas pelo motivo de existir uma pessoa do outro lado. Pela simples razão de que ele conecta você a outra pessoa.

Da mesma forma, primeiramente, as pessoas estão nas redes sociais pelo motivo de poderem se conectar a outras e não por causa do conteúdo. De nada adianta publicar um vídeo no Facebook se não há ninguém para assistir e comentar. Sem as pessoas conectadas o “conteúdo do telefone” ou o do Facebook não tem valor.

Parece um detalhe conceitual, mas ter noção disso pesa bastante na hora de formular uma estratégia ou estudar as redes sociais. Percebe-se que, atualmente, ainda existe a mentalidade de ver as redes sociais como plataformas de mídia, como veículo, como se o tipo de conteúdo compartilhado e não a ligação entre as pessoas fosse o mais importante.

Historicamente, ferramentas de comunicação geram melhor receita por meio de serviços e funcionalidades a mais, e não por meio de publicidade, pelo simples motivo de que os anúncios soam intrusivos neste tipo de produto/tecnologia. Imagine a situação, você está conversando com uma pessoa ao telefone e de repente a conversa é suspensa para entrar um anúncio. Ou uma ligação de telefone se encerra ou começa sempre com uma propaganda.

Não é sem motivos que tentativas de inserir propagandas nas redes sociais, como se fossem intervalos comerciais, nunca funcionaram muito bem (o que faz todo sentido, o Facebook é bem mais um telefone do que uma CNN. A expectativa é outra).

Se as redes sociais estão substituindo as ligações telefônicas, bem ou mal, é por que, de forma tão ou mais eficiente, conectam as pessoas e permitem uma comunicação sem intrusão, assim como a tecnologia de telefonema tem feito há tanto tempo.

Atualização às 17h50  – Por coincidência, a Telefônica, operadora de telefonia, anunciou nesta quarta-feira a compra da rede social Tuenti, bastante utilizada na Espanha.

Veja também: Eles estão cada vez mais desconectados

Crédito das fotos: stephangeyer e cizake

Publicado por Tiago Dória, em 4 de agosto de 2010 (Quarta-feira).
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Nerd Power 25 anos depois

Não sou fã da Wired (prefiro bem mais a FastCompany), mas a matéria de capa da edição de maio está bem interessante (apesar de deixar alguns nomes de fora).

A Wired convidou o jornalista Steven Levy para entrevistar, 25 anos depois, personagens que fizeram parte de seu livro “Hackers – Heroes of the Computer Revolution“, em que o autor registra os principais passos da “revolução do computador pessoal”, no começo dos anos 80.

A primeira observação de Levy é que toda aquele papo de computadores pessoais, códigos e hackers deixou de ser uma subcultura para se tornar mainstream. Hoje se tornou uma respeitada indústria multibilionária. Muitos protagonistas daquela revolução se tornaram executivos.

Do ponto de vista comportamental, virou chique ser nerd. A computação pessoal está inserida no nosso dia-a-dia. Andy Hertzfeld, desenvolvedor da Apple nos anos 80, chega a afirmar que, hoje, Google e iPhone influenciam mais a nossa cultura do que os Beatles nos anos 60.

Bill Gates é um dos símbolos desses 25 anos. Virou um executivo-celebridade e bilionário. O cofundador da Microsoft, no entanto, não se define mais como um hacker. Foi-se o tempo em que ficava codificando quase 24 horas por dia.

No entanto, nem todos que fizeram parte daquela revolução se tornaram conhecidos ou ganharam dinheiro. Outros até hoje torcem o nariz e acreditam que as ideias de liberdade e compartilhamento de informação deram espaço para um certo “comercialismo”.

Porém, segundo Levy, uma nova geração, que vê os negócios e o dinheiro não como um inimigo, mas um meio de tornar as suas ideias e inovações mais conhecidas e acessíveis para uma quantidade maior de pessoas, começa a tomar espaço.

Mark Zuckerberg, cofundador do Facebook, é apontado pelo jornalista como o melhor exemplo atual dessa geração. Dá para ler a matéria completa no site da Wired.

Veja também: Era uma vez, uma tal de internet…

Publicado por Tiago Dória, em 20 de abril de 2010 (Terça-feira).
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Transmissões ao vivo e em 360º

Em tempos em que o vídeo online cresce duas vezes mais que a TV, sempre é bom saber a respeito das novidades sobre o futuro dos players de vídeo.

A Immersive Media, criada em 1994, está explorando uma tecnologia de transmissão ao vivo (streaming) que permite assistir aos vídeos em 360º (você pode virar a câmera). Ou seja, é algo ao contrário da tradicional “experiência estática” de assistir apenas a um plano fixo.

A ideia é utilizar a tecnologia em transmissões ao vivo de shows.

“Vídeos em 360º” já existem, mas não ao vivo.

Um dos primeiros experimentos públicos está no vídeo abaixo e foi publicado no site da Wired nesta semana. Para virar a câmera para os lados, é só clicar no vídeo, segurar e arrastar.

O vídeo abaixo é gravado, mas a intenção é trabalhar ao vivo.

Veja também:
Melhores momentos da NewTeeVee Live

Publicado por Tiago Dória, em 3 de novembro de 2009 (Terça-feira).
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Alguém sempre paga a conta da internet

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Quando peguei Free (Grátis), de Chris Anderson, editor da revista Wired, para escrever (com certo atraso) esse post, esperava encontrar um livro pouco ponderado, resultado mais de uma escrita rápida de um autor tentando impor a todo custo uma teoria do que um trabalho de pesquisa. Mas errei ao acreditar no afirmado por pessoas que, pelo visto, leram apenas a orelha do livro.

Free está longe de ser um livro de autoajuda empresarial ou panfletário. Pelo contrário, achei Anderson, autor de outro sucesso, A Cauda Longa, bem ponderado. Diversas vezes, ele questiona e mostra o outro lado do modelo do grátis em seu livro, o que pode ser visto como uma contradição.

A versão em português, lançada recentemente pela editora Elsevier, não perde muito para a versão gratuita que está disponível na rede (em inglês), produzida em julho deste ano.

Mesma quantidade de capítulos, paginação parecida. Peca somente por apresentar alguns erros de revisão, corriqueiros em versões nacionais. Em um dos capítulos finais, por exemplo, o site de vídeos Hulu foi digitado diversas vezes como “Hulo”.

attention01Em Free, Anderson, na realidade, não apresenta novidades. Basicamente, mostra que a mentalidade de gratuidade na internet não existe por motivos ideológicos (cultura hippie, contracultura), mas sim por razões econômicas (os custos de armazenamento, processamento e transporte de informações são cada vez mais baixos). E, como pano de fundo, faz um histórico da aplicação do modelo do grátis.

Desde uma ferramenta de marketing – almoce grátis, mas pague a bebida – até uma tática para manter concorrentes fora do mercado. A Microsoft utilizou o grátis para manter concorrentes fora do mercado de navegadores, ao oferecer o Internet Explorer (gratuito) junto ao Windows (pago).

Dessa forma, Anderson mostra que alguém sempre paga a conta nos chamados “modelos grátis” – a publicidade subsidia sites de notícias,  em serviços como Flickr, 5% dos usuários que assinam contas pro pagam os gastos dos 95% usuários não-pagantes. E nos blogs que, apesar de não cobrarem por acesso, os leitores acabam pagando ao cederem seu tempo e atenção para lê-los. Não existe um custo monetário direto, mas há uma despesa.

Ou seja, alguém sempre paga o “almoço grátis”, mesmo que seja de forma não monetária, cedendo reputação, tempo e atenção. Coisas que até hoje são escassas. Aliás, reputação e atenção estão se tornando “quase moedas” na economia baseada na internet.

Segundo Anderson, a abundância de informação fez surgir um novo tipo de escassez, a de atenção e tempo. Não é à toa que pessoas pagam para baixar música no iTunes. Para não terem que perder tempo procurando por uma música na web. Elas sabem que o seu tempo tem valor.

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Contudo, nem sempre o grátis pode ser benéfico. Ele pode gerar um consumo sem responsabilidade, já que tudo está disponível em abundância. Na economia dos átomos, pode gerar uma superprodução de bens físicos e, como consequência, lixo. Anderson cita o filme Wall-e como exemplo em que os humanos são obrigados a sair da Terra devido ao acúmulo de lixo, ocasionado por anos de consumo sem responsabilidade. Pagar gera compremetimento.

Na área de mídia (jornais, especificamente), Anderson passeia muito pouco, é bem superficial. Mas ratitica a premissa de que a informação abundante quer ser grátis. A escassa quer ser paga. E lembra que a queda dos custos de distribuição fez gerar um ambiente hipercompetitivo de mídia.free Colocou em pé de igualdade diversos produtores de conteúdo.

O grátis, afirma Anderson, funciona muito bem para quem está entrando no mercado. É a tática da Google. Entrar no mercado oferecendo um produto de mesma ou qualidade superior com um custo zero para o usuário final, o que acaba minando a concorrência. Por outro lado, a empresa de busca usa o grátis para manter concorrentes fora do mercado por meio de estratégias de maximização.

E para concluir, num momento de incerteza (o livro foi fechado durante a crise econômica), Anderson termina afirmando que é bem provável que o conteúdo grátis conviverá lado a lado com o conteúdo pago. “Ele precisa da contraparte do pago”. No entanto, o grátis sempre terá um apelo psicológico maior. “O Grátis pode ser o melhor preço, mas não pode ser o único”, finaliza. Em suma, o grátis é uma atração em todos os mercados, mas ganhar dinheiro em função dele varia de mercado a mercado.

A meu ver, o único problema de Free (ou benefício, dependendo do ponto de vista) é ser muito simplista. O livro se aprofunda muito pouco no tema central. Apesar de toda a polêmica em seu lançamento, não traz novidades. Não sai muito do lugar.

Free é um bom livro, mas apenas como um pontapé bem inicial no assunto.

Veja também:
Como eles tiraram leite de pedra

Publicado por Tiago Dória, em 20 de setembro de 2009 (domingo).
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Wired lança newsgame sobre piratas

Newsgames WiredAgora que eu vi, a revista Wired resolveu publicar um newsgame próprio. Se não me engano, é o primeiro publicado por eles.

Cutthroat Capitalism é um jogo online sobre a ação de piratas na Somália e funciona como complemento da matéria An Economic Analysis of the Somali Pirate Business Model, também sobre o assunto.

No jogo, você é um pirata (ladrão/sequestrador de navios) que tem como missão conseguir uma certa quantidade de dinheiro e recrutar novos integrantes para a sua “equipe de piratas”.

O newsgame foi co-desenvolvido por Dennis Crothers, que já trabalha com interfaces na Wired.

Veja também:
Concurso de newsgames

Publicado por Tiago Dória, em 10 de agosto de 2009 (Segunda-feira).
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O pensamento vivo da Apple

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Como pensa o cofundador da Apple, empresa que lançou o iPod, o qual caminha para ser o aparelho eletrônico mais vendido de todos os tempos? Por qual motivo a Apple vem crescentemente pegando a fatia de mercado da Microsoft em algumas importantes áreas?

Foi por causa de algumas dessas perguntas que me motivei a ler A cabeça de Steve Jobs, 263 páginas, da editora Agir, escrito pelo jornalista Leander Kahney, autor do blog Cult of Mac. Produzido em 2008, o livro disseca a personalidade do cofundador da Apple.

Na edição final, a obra ficou muito com cara de auto-ajuda empresarial. Porém, o que Kahney faz, em resumo, é explorar toda a história, cultura e estratégias de mercado da empresa, tendo como desculpa falar da personalidade de Jobs, que se torna pano de fundo.

Semelhante à Wired, revista da qual é editor do respectivo site, Kahney dá uma dimensão grande a fatos pequenos e trabalha com muitas informações em off (de bastidores), o que é bom e, ao mesmo tempo, ruim para o seu livro – em certos momentos, alguns de seus argumentos ficam um pouco vagos.

E semelhante a todo livro com informações de bastidores tem algumas curiosidades (desconhecidas do grande público).  O iPod, um dos produtos da Apple feitos no mais absoluto segredo (de 7 mil funcionários, apenas 50 sabiam do projeto), tem como principal atrativo não a capacidade de armazenar uma grande quantidade de música (outros players de música já tinham esse diferencial), mas a possibilidade de poder navegar pelas músicas.

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Não é sem motivos que a Apple investe nessa questão. Primeiro com a click wheel e agora com o novo iPod Shuffle, lançado recentemente, que fala os nomes das músicas.

E ainda. O cabo de energia do Mac, que possui um imã em suas pontas de encaixe, foi inspirado nas panelas de arroz japonesas que possuem o mesmo detalhe. Caso alguém tropece no cabo de energia do Mac, não existe o perigo do computador ir ao chão. O cabo se destaca facilmente do computador.

No geral, o livro não traz nenhuma novidade factual bombástica, ratifica mais alguns aspectos que eram evidentes e que já foram explorados em reportagens da própria Wired e em revistas concorrentes.

A Apple não é uma empresa inovadora no sentido de criar novas tecnologias. Ela mais populariza/torna acessível do que propriamente cria novas tecnologias, o que, a meu ver, não tira a sua importância, vide a tecnologia de touchscreen (tela sensível ao toque de mão), que não foi criada pela Apple, mas popularizada por meio do iPhone.

E o iPod que não foi gerado na Apple. Seu projeto básico foi comprado de uma pequena empresa do Vale do Silício chamada Portal Player, que, há pouco tempo, havia criado um “player portátil de música do tamanho de um maço de cigarros”.

No entanto, a parte mais interessante é quando Kahney busca dissecar por que a Apple, de forma crescente, vem retirando espaço da Microsoft na área de sistemas operacionais de computadores pessoais e domésticos. Não é uma questão de software (as duas empresas trabalham com código fechado), mas de uma antiga diferença de visão de mundo e que começa a se refletir agora.

Lá atrás, enquanto a Microsoft via os computadores como ferramentas do ambiente de trabalho. Jobs previu que, com o crescimento da internet, os computadores deixariam de estar ligados a trabalho para serem vistos como centros de entretenimento (ver DVD, ouvir música etc).

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Essa diferença de visão é bem evidente se olharmos para o “killer app” de cada um (programa fundamental, carro-chefe de um equipamento). Enquanto no Windows o carro chefe é o Office (ligado a trabalho, claro), no Mac é o iMovie, o software de edição de vídeo conhecido por sua simplicidade e associado a entretenimento.

Nesse sentido, a visão estratégica da Apple tem bastante a ver com a forma com que a web evoluiu nestes últimos 20 anos (algo que já comentei por aqui), de ser somente associada ao ambiente de trabalho e área acadêmica para estar ligada a entretenimento e consumo de mídia.

Por isso que a Apple parece ser a empresa mais conectada com os tempos atuais, pois lá atrás viu os computadores como meios de entretenimento e aparelhos domésticos. E o livro de Kahney é o que melhor descreve atualmente a personalidade do cofundador e da cultura dessa empresa, de sempre crescer nas brechas, evidenciando as diferenças de visão de mundo em relação aos concorrentes.

Crédito das fotos: shapeshift juanpol e reprodução da capa

Veja também:
Na verdade, somos viciados em eletricidade

Publicado por Tiago Dória, em 17 de março de 2009 (Terça-feira).
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A Wired pergunta: o quanto você é celebridade na rede?



Kevin Rose e George Bush – cada um lidera uma lista

A Wired colocou no ar o Celebrity Meter, uma ferramenta para você descobrir o quanto é popular na rede. Tem que digitar o endereço de seu twitter, blog e perfil na MySpace. Ou seja, não é para qualquer um.

O sistema leva em conta número de contatos e links apontados para os seus sites e perfis em redes sociais.

Segundo o ranking da Wired, em 1º lugar está Kevin Rose, fundador do Digg, seguido de Julia Allison, ex-namorada do fundador do Vimeo e colunista da Time Out; Barack Obama, candidato democrata à presidência dos EUA, e Veronica Belmont, apresentadora do videocast do site Mahalo Tekzilla.

Dos quatro, o mais conhecido do grande público deve ser Barack Obama – para vocês verem como esses rankings, às vezes, são um mundo à parte

Segundo o site WIP do Elpais, que utiliza a tecnologia da Buzztrend, esse ranking é diferente. A pessoa mais popular na rede é o presidente dos EUA George Bush, seguido de Barack Obama e Britney Spears.

No Brasil, esse ranking é liderado pelo jogador Ronaldinho; em 2º, o músico Tom Zé e 3º, o presidente Lula.

A foto é de Thomas Hawk

Post relacionado:

Seja uma celebridade por um dia

Publicado por Tiago Dória, em 30 de julho de 2008 (Quarta-feira).
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