Futuro das telas (vídeo conceitual)

A Corning, responsável pelo vidro utilizado em telas de smartphones e tablets, publicou um vídeo conceitual sobre como a empresa vê o futuro das telas.

O vídeo é continuação ao A Day Made of Glass, que ficou muito conhecido em 2011.

/via Co.Create

Veja também: E o carro do futuro, segundo a Volvo

Publicado por Tiago Dória, em 3 de fevereiro de 2012 (sexta-feira).
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E o carro do futuro, segundo a Mitsubishi

Mais uma empresa que aposta no modelo de “carro movido a software“.

A Mitsubishi apresentou o que seria o painel de controle de um carro no futuro  – dashboard com tela sensível ao toque de mão, UX personalizada, sensores capazes de detectar a sua temperatura e batidas do coração e indicar se você está apto para dirigir.

A interface conceitual foi apresentada durante o Tokyo Motor Show 2011.

Veja também: Carro do futuro, segundo a Toyota

Publicado por Tiago Dória, em 12 de dezembro de 2011 (Segunda-feira).
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Novo Twitter reforça tendência que foi comum em 2011

Sobre a nova interface do Twitter, Nick Bilton, colunista de tecnologia do NYTimes, escreveu uma análise interessante. O novo layout é bem mais voltado para a pessoa leiga, que não entende bulhufas de tecnologia, @s ou hashtags.

No entanto, acredito que há outra coisa importante por trás dessa mudança.

Ela ratifica uma dinâmica que foi bem comum em 2011 – as interfaces mobile e desktop ficarem cada vez mais homogêneas e integradas.

A grande mudança que existe no novo Twitter é essa.

Neste ano, ao lançar o sistema operacional Mac OS Lion, a Apple trouxe diversos elementos das interfaces dos tablets para o desktop. Mesclou ainda mais a experiência mobile com a desktop.

Da mesma forma, o Windows 8, apresentado neste ano pela Microsoft, levou para o desktop vários recursos visuais do sistema Windows Phone 7.

E, na área de mídia, também neste ano, a BBC lançou uma nova versão de sua home que mistura elementos do desktop com o mobile/touch.

A motivação para essa postura que marcou 2011 é simples. Para suportar experiências mais intuitivas e unificadas, cada vez mais, as empresas estão mesclando a visão mobile com a desktop. Como consequência, elementos de uma estão na outra.

Por isso, para alguns especialistas, daqui a algum tempo, não fará mais sentido falar em “conteúdo mobile” ou “publicidade mobile”, pois, progressivamente, para os usuários, a experiência entre os dispositivos – smartphones, tablets, desktop – será cada vez mais unificada.

Veja também: Três novas formas de apresentar velhos conteúdos

Publicado por Tiago Dória, em 9 de dezembro de 2011 (sexta-feira).
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Por que a CNN comprou a Zite?

Em meados de agosto, a CNN comprou a Zite, empresa responsável pelo aplicativo de mesmo nome – uma revista personalizável que agrega e recomenda conteúdo de diversos sites.

Na época, logo após o anúncio da compra, criou-se uma especulação. A CNN adquiriu a empresa para brecar novos entrantes? Aumentar o portfolio digital?

A resposta saiu nesta semana. Na realidade, a CNN comprou a tecnologia por trás do Zite, que recomenda conteúdos de acordo com a navegação do usuário.

Durante o Digital Publishing Summit, na Flórida (EUA), Meredith Artley, editora da CNN.com, afirmou que a intenção é integrar a tecnologia de personalização ao site da emissora.

Recentemente, a CNN anunciou que a interface do site se adaptará ao que o usuário está fazendo.

Ou seja, utilizará uma dinâmica um pouco parecida com a do sistema de busca Bing, da Microsoft. Quando você procura por um tênis, o Bing se transforma num “guia de compra”, permitindo visualizar os sapatos por preço, marca, estilo.

No caso da CNN, somente nos finais de semana, a interface do site da emissora emulará a experiência de leitura de uma revista digital.

Segundo Artley, essa mudança surgiu a partir da constatação de que, durante o final de semana, a quantidade de usuários cai, contudo o tempo de permanência dobra (time-spent) no site da CNN. Sinal de que, fora dos dias úteis, as pessoas estão mais propensas a ler matérias mais aprofundadas.

Veja também: Nova home da BBC aponta para mudanças na área de mídia?

Publicado por Tiago Dória, em 26 de outubro de 2011 (Quarta-feira).
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Guardian open news: uma boa ideia, mas mal implementada

O Guardian lançou nesta semana um experimento chamado Newslist (#opennews). Uma lista das pautas que estão sendo trabalhadas pelo Guardian é publicada diariamente no site do jornal. A intenção é que os leitores acompanhem dia a dia as pautas e façam sugestões e comentários.

As pessoas podem fazer comentários por meio da hashtag #opennews.

Semelhante a diversos projetos ditos “open”  na internet, o Newslist é “open” até certo ponto. Matérias de fôlego e exclusivas não entram na lista pública.

Ser furão ainda é uma das qualidades mais valorizadas num jornalista. E um profissional que comete furos certamente não gostaria de ver aquela pauta exclusiva exposta para qualquer um.

Contudo, a principal questão do projeto nem é essa, mas sim a forma como foi implementado.

A lista de pautas é apresentada numa planilha inserida em um blog, formato que, cá entre nós, não é lá muito atraente para um leitor. Faria mais sentido uma interface mais dinâmica, na qual as pessoas pudessem comentar e votar nas pautas.

A implementação desse experimento do Guardian é um exemplo de algo que bato na tecla há tempos. Jornalistas que trabalham com web precisam ter noções de UX (user experience). Colocar uma planilha num blog não é a melhor forma de engajar uma audiência.

Veja também: Guardian: mais um jornal com base em HTML5

Publicado por Tiago Dória, em 11 de outubro de 2011 (Terça-feira).
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Nova home da BBC aponta para mudanças na área de mídia?

No livro Wharton on Managing Emerging Technologies, o estrategista Don S Doering bate na tecla de que, em tempos de disrupção, umas das coisas mais cruciais e, ao mesmo tempo, difíceis é identificar uma tecnologia emergente no mercado. Pequenos sinais são dados pelo mercado.

Na área de mídia, é meio difícil identificar esses sinais, principalmente por ser uma indústria que muitas vezes vive sob o “efeito manada”, um começa e o resto vai atrás sem muito saber o motivo.

Geralmente, o que é apontado como futuro é apenas uma moda passageira.

A BBC lançou em versão beta a sua nova home. Mais do que uma mudança coméstica, a nova home promete apontar para tendências futuras, além de ser reflexo de mudanças na forma como as pessoas interagem com conteúdo na web. Três modificações são interessantes de observar.

1) Menos é mais
Na nova home, a BBC reduziu, de forma intencional, o número de chamadas para canais e editorias do site.

Interfaces minimalistas e elegantes fazem mais sentido numa época de “overload informativo”, em que as pessoas buscam clareza, concisão e contexto (Steven Rosenbaum comentou sobre isso durante o Digital Age 2.0).

2) Interfaces mobile e web mais integradas.

Uma tendência cada vez mais comum é que as empresas mesclem ainda mais a sua visão mobile com a desktop. Com isso, as interfaces mobile e desktop ficam mais homogêneas.

A gente viu isso acontecer recentemente na área de sistemas operacionais, com o lançamento do Lion, da Apple, e a apresentação do Windows 8, da Microsoft. Diversos elementos da interface mobile foram trazidos para o desktop.

O mesmo está acontecendo na área de mídia. A nova home da BBC é reflexo dessa tendência.

A interface é toda baseada em “swiping”, bem comum em interfaces touchscreen. Você mexe nos elementos como se estivesse virando uma página no iPad.

Ao trazer elementos do mobile para o desktop, o objetivo é proporcionar uma experiência mais unificada em todos os dispositivos.

3) Filtros e não customização

Segundo a BBC, menos de 1/3 dos usuários utilizava as funcionalidades de customização da antiga home. Desses que usavam as funções, personalizavam a exibição das informações de acordo com a localidade, ao alterar a cidade de origem de acesso.

O uso de filtros tem se mostrado mais eficiente do que a personalização da home. As pessoas têm a opção de filtrar os assuntos de acordo com os seus interesses (uso de palavras-chaves). Para a BBC, as pessoas querem filtrar e não customizar o conteúdo.

A home faz parte da nova estratégia da BBC ‘one service, ten products, four screens‘ revelada em junho (slides logo abaixo)

A nova estratégia revela o fim de uma crise de identidade na BBC. Por algum tempo, o grupo de mídia se autoquestionou a respeito de qual seria o seu papel no atual ecossistema de informações, formado por players como Google e Facebook.

A BBC (re)descobriu que o seu diferencial é contar histórias. Ninguém faz isso melhor do que ela no mercado. A internet, na visão da BBC, trouxe a possibilidade de contar histórias conectando audiência, dispositivos e editorial.

Referência nos estudos de tecnologias emergentes, C.K. Prahalad, falecido professor da Universidade de Michigan, dizia que, em tempos de disrupção tecnológica, é crucial que uma empresa descubra e fique focada em sua “competência central”. Ou seja, no que ela faz de melhor e é aplicável a diversos mercados e produtos.

Pelo visto, a BBC (re)encontrou a sua competência – contar histórias – e ainda lançou uma nova home que pode apontar para alguns caminhos comuns na área de consumo de conteúdo na web.

Veja também: UX vs sites de jornais

Publicado por Tiago Dória, em 4 de outubro de 2011 (Terça-feira).
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Facebook em crise de identidade

Demorou, mas aconteceu. O Facebook entrou em crise de identidade.

Quem estuda a estratégia dessas empresas que fornecem plataformas de redes sociais sabe que, a partir de certo momento, elas entram em algum tipo de crise de identidade. Não sabem mais em qual negócio estão. Foi assim com Friendster, Twitter e MySpace. Naturalmente, não seria diferente com o Facebook.

Há 4 anos, o MySpace queria ser tudo ao mesmo tempo. O principal player e loja de música, o mais popular site de compartilhamento de vídeos e fotos (em 2007, o MySpace comprou o Photobucket), o mais relevante site de notícias (quem lembra do MySpace News?), a melhor ferramenta de chat e a maior plataforma de publicidade.

No final das contas, acabou sendo vendida, neste ano, por apenas US$ 35 milhões para uma semidesconhecida rede de anúncios.

Em 2009, mais ou menos, o Twitter também entrou em crise. Começou a crescer e não sabia se era uma empresa de tecnologia, plataforma de rede social ou de conteúdo. Em 2010, Kevin Thau, vicepresidente de negócios corporativos do serviço de microblogging, bateu o martelo – o Twitter não era uma rede social, mas uma empresa de conteúdo.

Apesar de não produzir nenhum conteúdo e de grande parte das informações que circulam pelo serviço de microblogging poder ser encontrada em outros lugares, o Twitter se vê de tal forma.

A crise de identidade resultou em alguns mortos e feridos, como a saída do conceituado engenheiro Alex Payne, que, desde o início, estava no Twitter.

O Facebook chegou àquele momento em que quer ser tudo ao mesmo tempo. A principal plataforma de vídeos, o nosso principal serviço de email e de chat, a mais relevante plataforma para ler notícias, comprar e usar aplicativos, jogar games, nosso principal player de música, compartilhamento de fotos, serviço de geolocalização, de compras coletivas, de videoconferências.

No começo da semana, o Facebook começou a anunciar diversas mudanças, como o botão de assinaturas, por meio do qual é possível assinar o feed de uma pessoa, igual ao Twitter.

Você não é, a rigor, amigo, mas “assinante” de uma pessoa. O que descaracteriza um pouco a rede, tornando-a mais impessoal.

A intenção é fornecer o mesmo tipo de experiência do serviço de microblogging. Ou seja, até o Twitter o Facebook quer ser.

Já a entrada oficial do Facebook no negócio de distribuição de conteúdo foi validada nesta quinta-feira, durante a F8, conferência voltada para desenvolvedores. A plataforma anunciou parcerias com Netflix, Washington Post, Guardian, Spotify, entre outras empresas de conteúdo.

O posicionamento resultou em diversas modificações na interface e na experiência de uso da rede, como a criação de novos botões e uso de verbos (além do “curtir”).

Teoricamente, o novo posicionamento é natural. Empresas de TV a cabo têm essa posição faz tempo. Com uma mão distribuem/entregam conteúdo (TV). Com a outra, fornecem utilitário de comunicação (telefone).

Portanto, nada impede que o Facebook seja, ao mesmo tempo, um utilitário de comunicação e um distribuidor de conteúdo.

A estratégia é natural, contudo gera alguns riscos. É um desafio reunir em um único ambiente e interface expectativas, modelos e experiências tão diferentes.

Utilitários de comunicação geram receita por meio de serviços adicionais. Plataformas de conteúdo por meio de publicidade e assinaturas. Além disso, as expectativas dos usuários são outras. É muito diferente a sua experiência perante a uma MTV (conteúdo), por exemplo, daquela diante de um telefone (utilitário).

Uma coisa que sempre acreditei é que a interface de um site reflete muito quem está por trás dele (o escritor de cultura digital Steven Johnson bate um pouco nessa tecla no livro A Cultura da Interface).

Por exemplo, por trás de um site feio, abandonado e com difícil usabilidade, bem provável que esteja uma empresa que não liga para o digital. Um blog com visual minimalista reflete a personalidade de seu dono. Talvez uma pessoa mais objetiva e direta. Um site de notícias poluído reflete uma empresa que se preocupa com o conteúdo, mas pouco com a forma e o conforto do leitor.

A nova interface do Facebook, que não agradou a maioria dos usuários, reflete a atual fase pela qual a plataforma de rede social está passando. A nova interface é mais efeito que causa.

A interface é complicada, confusa, não é objetiva – destaca a maioria dos comentários sobre as modificações. E o que está acontecendo com o Facebook é justamente isso – uma fase confusa de querer ser várias coisas ao mesmo tempo.

Acredito que o Facebook não reverterá as mudanças. Em 2006 e 2009, a plataforma de rede social fez mudanças tão drásticas quanto as atuais na experiência de uso. As reclamações foram quase idênticas em volume e quantidade, e o Facebook não voltou atrás. Modificações que no início eram tidas como erros, depois passaram a ser vistas como “geniais” pelos usuários.

Pelo visto, o Facebook se apóia numa premissa comum em algumas empresas de tecnologias emergentes. O cliente sempre tem importância, mas nem sempre tem razão.

Dependendo do ponto de vista, pode ser uma ideia positiva ou negativa. Algumas vezes é bom não ouvir mesmo os usuários. Outras vezes, porém…

Veja também: Para Facebook, o que mais importa numa mensagem é quem a envia

Publicado por Tiago Dória, em 22 de setembro de 2011 (Quinta-feira).
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Versão beta do NYTimes

O NYTimes lançou o aguardado beta620, site que reúne alguns dos projetos experimentais do jornal que podem ser testados por leitores e desenvolvedores.  Anunciado desde junho de 2010, o site registra também bastidores da criação de alguns produtos, como o Times Skimmer.

Com o lançamento, o NYTimes passa a ter dois sites de projetos experimentais  – o NYT Labs (mais ligado a dispositivos e ao comportamento do consumidor) e o beta620.

Além de incentivar a pesquisa de novos projetos e tentar associar a sua marca à inovação, uma das intenções do NYTimes é parecida com a de empresas de outros setores – obter ainda na fase de “início” um feedback maior de seus produtos.

Na área de mídia, a ideia não é muito nova.

A agência de notícias Reuters foi a primeira a ter uma página com experimentos. Isso em 2007. A BBC é a que tem o laboratório mais completo – o BBC Research and Development.

Mesmo assim, vale acompanhar o beta620, principalmente pelo fato do NYTimes.com ser um dos poucos sites de jornais que trata UI não como meio, mas sim como fator de geração de valor.

Veja também: Como funciona o jornal que não quer ser mais jornal

Publicado por Tiago Dória, em 8 de agosto de 2011 (Segunda-feira).
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Hackathon de Nova York

Hackathon é um evento em que desenvolvedores se reúnem para criar de forma colaborativa “hacks”. Ou seja, desenvolver formas alternativas de resolver ou contornar um problema específico.

Um hackathon (hack + marathon) pode durar um final de semana, dois dias ou quase uma semana. Google, Technorati, Facebook, Linkedin e até empresas de mídia, como NYTimes e Guardian, realizam as maratonas.

Os motivos para uma organização realizar um hackathon são os mais variados – disseminar conhecimento, criar uma “cultura hacker” na empresa, potencializar talentos, trazer inovação de fora, associar a marca à inovação, reduzir custos com desenvolvimento.

É algo comum em algumas áreas, mas não na administração pública. Neste final de semana, a prefeitura de Nova York realizou o seu primeiro hackathon. Desenvolvedores, arquitetos de informação e designers foram convidados a criar novas formas de interação no site da prefeitura.

Os principais problemas encontrados no atual site da prefeitura são bem comuns a outros sites governamentais. Arquitetura de informação confusa, poucos níveis de navegação, poluição visual, sistemas de buscas desatualizados, uso de linguagem prolixa e pouco objetiva.

Enfim, sites desenvolvidos mais para atender a necessidades do governo do que à população.

Chama a atenção que a maioria dos hacks criados neste final de semana em Nova York segue uma tendência cada vez mais comum e irresistível em novos projetos de sites governamentais – a navegação focada para busca.

Semelhante à interface minimalista do Google, logo quando você acessa o site, vai ao encontro de uma caixa de busca, perguntando o que você deseja fazer ou qual informação está procurando sobre a cidade de Nova York.

A ideia é fazer com que o cidadão encontre a informação que deseja de forma rápida (o governo britânico tem um site parecido em testes – o alpha.gov.uk).

As ideias apresentadas no hackathon serão utilizadas no relançamento do site da prefeitura de NY, previsto para os próximos meses.



Veja também: O que aconteceu no Yahoo! Open Hack Day 2010

Crédito da foto: NYCdigital

Publicado por Tiago Dória, em 1 de agosto de 2011 (Segunda-feira).
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