Escola de vídeo (e-Videolog)

Durante o seminário TV 2.0, eu me encontrei com Ariel Alexandre, cofundador do Videolog. Sempre quando a gente se encontra (conheço o Ariel há um bom tempo), ele me bombardeia com um montão de experimentos e novidades que estão fazendo com o site de vídeos.

Dentre eles, o que mais chamou a minha atenção foi o e-Videolog, espaço onde usuários mais experientes do site ensinam outros mais novos a editar vídeos, adicionar músicas, trabalhar com programas de edição, captar áudio. Cada tópico é acompanhado de um tutorial em vídeo.

Segundo Ariel, a ideia é incentivar a comunidade de usuários do site a trocar conhecimento. As dicas servem tanto para pessoas iniciantes quanto para os mais experientes com a produção de vídeos.

Por enquanto, o e-Videolog já conta com 17 tutoriais sobre vídeo.

Veja também: Banco gratuito de vídeos é lançado durante a Campus Party

Publicado por Tiago Dória, em 31 de março de 2010 (Quarta-feira).
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Pré-seleção de comercial é solução para vídeo online

Numa época em que boa parte da indústria busca um “modelo de negócios” para o mercado de vídeo online, Joe Michaels, responsável pelo desenvolvimento do MSN Video, apontou esse caminho para a publicidade em vídeos, durante palestra no Congresso TV2.0, em São Paulo.

Segundo ele, o Hulu é o melhor exemplo de que é viável o modelo de vídeo subsidiado por publicidade. No Hulu, 2º site de vídeos mais visitado nos EUA, os usuários podem escolher quando e qual comercial querem assistir.

Durante a sua apresentação, Michaels, que desde 2001 trabalha na divisão de vídeos do portal MSN, compartilhou erros e acertos cometidos no mercado.

Segundo ele, as pessoas gostam de assistir a grandes eventos online porque têm mais controle sobre o conteúdo. O executivo citou a transmissão ao vivo dos Jogos Olímpicos de Pequim em 2008, feita em parceria com o site da emissora de TV NBC. As pessoas podiam escolher até qual ângulo de câmera queriam assistir.

Pelo que percebi, durante a apresentação, Michaels defendeu muito o papel da internet como “equalizadora” de eventos. Ele chegou a afirmar que, num futuro próximo, será difícil encontrar um grande evento que não seja transmitido pela web e não tenha integração com redes sociais.

Porém, o executivo lembrou que muito do conteúdo consumido na internet ainda vem da TV (como conteúdo, a TV é a grande referência), mas a tendência é isso mudar. Neste sentido, a internet segue o mesmo caminho da TV que, em seu início, reproduzia conteúdo de outras mídias. Somente após um tempo passou a ter produção própria.

Sobre o futuro dos vídeos online, Michaels arriscou alguns caminhos – uso crescente do cloud computing, de funções que permitam assistir e comentar vídeos com outras pessoas ao mesmo tempo, além de algo na linha do conceito do Projeto Natal, da Microsoft, ou seja, câmeras que captem nossos movimentos e permitam interagir com o que está sendo exibido na tela.

“Internet é amiga” – Durante o período da tarde no TV2.0, aconteceram debates que reuniram representantes das principais emissoras e empresa de TV a cabo no Brasil, além de Ariel Alexandre, fundador do Videolog. Em resumo, o consenso geral foi de que a internet é mais amiga do que inimiga da TV. O consumidor utiliza várias e não uma única plataforma para consumir conteúdo. Na realidade, uma pode ajudar a alavancar a audiência da outra.

Veja também: Curadoria humana terá mais importância na web

Publicado por Tiago Dória, em 21 de março de 2010 (domingo).
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