Google e a “tática do open”

A Google é conhecida por tratar a utilização de “posturas e tecnologias abertas” como tática de mercado. Em diversos livros escritos sobre a empresa, essa característica é ressaltada.

Em mercados que deseja conquistar e tem pouca participação, a Google adota uma postura aberta.  Por outro lado, em mercados em que está consolidada, adota uma postura fechada.

Percebe-se isso no mercado mobile (postura aberta com o Android) e no de buscas (postura fechada, o Pagerank é uma verdadeira caixa-preta).

Ao que tudo indica essa tática vem dando certo. O Android domina cada vez mais o mercado de sistemas operacionais móveis nos EUA, com 39% de participação, segundo dados da Nielsen divulgados nesta semana (em 2009, o sistema da Google tinha apenas 4%).

Em seguida vem o iOS da Apple (28%), RIM (20%), Windows Mobile/Windows Phone 7 (9%), WebOS (2%) e Symbian (2%).

Segundo a Nielsen, a Apple permanece como a maior vendedora de smartphones nos EUA, pois a empresa produz somente aparelhos com iOS. O Android, por sua vez, está distribuído em dispositivos de diversos fabricantes – HTC, Samsung, Motorola.

Com esses números, o questionamento é se essa liderança do Android será qualitativa e/ou quantitativa. Nem sempre liderança é “market share”. Uma coisa é ter participação maior de mercado. Outra é ser líder na capacidade de inovar e pautar o mercado.

iOS ou Android? Somente o tempo dirá.

Veja também: Com iCloud, Apple deixa evidente estratégia “device agnostic”

Publicado por Tiago Dória, em 28 de julho de 2011 (Quinta-feira).
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Ano que vem será dos tablets

Se você acha que 2010 foi o ano dos tablets, é melhor repensar um pouco.

Segundo relatório da consultoria IDC, na realidade, 2011 será o ano em que os tablets e os smartphones se tornarão “mainstream”. Isso em âmbito mundial.

Em todo mundo, segundo a consultoria, no ano que vem, serão vendidos 330 milhões de smartphones e 42 milhões de tablets. O iPad, lançado nesta sexta-feira no Brasil, continuará a dominar o mercado, contudo tablets com preços menores terão espaço garantido.

Ao lado do aumento do uso dos dispositivos móveis, está previsto também o crescimento de tecnologias relacionadas à mobilidade, como a de cloud computing.

O que esse possível crescimento dos tablets nos mostra é que a internet terá muitas portas entradas. Num futuro não distante, poderemos acessar a internet por meio de diversos dispositivos (móveis ou não) ao mesmo tempo. E o tablet será um deles.

Foi-se o tempo em que o acesso à internet era centrado apenas em “computadores desktop”.

Quem quiser dar uma olhada, o estudo da IDC está aqui (necessário cadastro).

Veja também: Internet vai passar os jornais em receita. E daí?

Publicado por Tiago Dória, em 3 de dezembro de 2010 (sexta-feira).
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