Por coincidência, na mesma semana em que Steve Jobs, CEO da Apple, anuncia a sua licença do cargo por questões médicas, a Google indica mudanças em sua diretoria, a maior desde 2001. O anúncio foi feito após a divulgação do balanço trimestral da empresa.
A partir de 4 de abril, Eric Schmidt deixa de ser CEO da Google para dar lugar a Larry Page, cofundador da empresa de busca.
Em 2001, Schmidt assumiu o cargo de diretor geral com a missão de atender a pressão de investidores que queriam um “diretor geral experiente” para a Google.
Durante 10 anos, o executivo foi responsável por polir as ideias e muitas vezes segurar o ímpeto de execução de Page e Sergey Brin, também fundador da empresa. Por isso, muitas vezes era visto pela imprensa como uma espécie de “pai”, um adulto entre Brin e Page (Schmidt é 18 anos mais velho).
Com a mudança na diretoria, o executivo, conhecido por sua ampla rede de contatos (trabalhou em importantes empresas de tecnologia e foi assessor de Obama), passará a se focar justamente na parte de parcerias da Google com governos, consumidores e outras empresas.
Após o anúncio do balanço financeiro e das mudanças na diretoria, as ações da Google subiram 2% (no after-market). A expectativa é que a Google retome a competividade em algumas áreas.
Segundo o escritor John Battelle, autor de “A Busca“, livro em que disseca a história da empresa de busca, ao que tudo indica, Page não será um CEO convencional, pois, além de evitar a imprensa, tem uma personalidade mais comedida.
Page como CEO marca o fim do triunvirato que “governava” a Google.
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Crédito da foto: Joi Ito
Parece que histórias e personagens do Vale do Silício estão voltando a interessar Hollywood.
Faz sentido, algumas empresas da região estão se tornando importantes marcas.
Uma vez mais, voltaram os rumores de que a Google será tema de um filme. Eles chegam na mesma época em que um filme sobre o Facebook caminha para a sua estreia.
Segundo o influente blog Deadline, Ken Auletta, colunista da New Yorker, vendeu os direitos de adaptação de seu livro “Googled – The End of the World as We Know It” para Michael London e John Morris, da produtora Groundswell, responsável por filmes como Milk e Desinformante.
O filme seria focado nos dois fundadores da Google, Sergey Brin e Larry Page, e mostraria uma visão positiva da empresa de busca – sobre como os dois fundadores tentaram manter durante todos esses anos o princípio original da Google – “não seja evil”.
Não sei não, mas acho que Zach Braff daria um bom Sergey Brin.
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