Segundo uma pesquisa da Harris Interactive, feita no Reino Unido, apenas 5% das pessoas entrevistadas pagariam para acessar o seu site de notícias preferido, caso ele começasse a cobrar por acesso ao conteúdo.
O resultado é meio óbvio, pois o estudo foi feito somente com leitores de sites de notícias. Ou seja, pessoas que já estão acostumadas a não pagar pelo acesso.
O interessante da pesquisa é outro detalhe. Caso fosse oferecida uma assinatura grátis da versão impressa do jornal (site de notícias), esse quadro mudaria, 48% pagariam para acessar o site online.
O PaidContent, que publicou o estudo em primeira mão, chega a uma conclusão parecida com um dos pontos centrais do livro Free (Grátis), de Chris Anderson, que comentei na segunda-feira, aqui, no blog. Quando um objeto físico entra na conta final, a nossa percepção sobre custos muda.
Valorizamos mais bens físicos, acreditamos que eles têm um custo natural. Diferente de produtos intangíveis, digitais (blogs, sites de notícias). Acreditamos que conteúdo digital deve ser naturalmente mais barato, pois o seu custo de armazenamento, processamento e distribuição cai a cada ano.
Segundo Chris Anderson, seria como se nós já tivéssemos absorvido naturalmente esse conceito.
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Como cobrar por conteúdo na web
Crédito da foto: Carbon NYC

O site oficial da Rainha Elizabeth II entrou no ar. O projeto chama a atenção, pois teve consultoria de Tim Berners-Lee, criador da web, que, em 2004, recebeu da rainha o título de “Sir”, Cavaleiro da Ordem do Império Britânico.
Entre as novidades, o destaque está na integração da agenda da rainha ao Google Maps. Com isso, as pessoas poderão conferir em um mapa por onde a rainha passará durante uma visita oficial.
Fora isso, digitalização e publicação de documentos inéditos, como um que descreve uma visita de Alexander Graham Bell à Rainha Vitória, que aproveitou para testar o novo invento de Bell, o telefone.
Apesar de Elizabeth II ter sido uma das primeiras rainhas a enviar um email, isso em 1976, por enquanto, o seu site tem um caráter tradicional, mais de diretório de conteúdos históricos (vídeos, fotos, textos) do que um canal de comunicação mais direta com a população.
O lançamento acontece poucas semanas após a Presidência de Portugal inaugurar o seu perfil oficial em sites como Twitter, Flickr e YouTube.
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