Além de ser exemplo do casamento de uma empresa de tecnologia com outra de mídia (Microsoft + emissora de TV NBC), o portal MSNBC sempre foi inovador em suas interfaces.
Antes de muitos portais de notícias, contava com uma home que poderia ser adaptada a diversas ocasiões – textos, manchetes e fotos poderiam ser abertas em diversos tamanhos e posicionamentos na tela. Enfim, um layout maleável.
Para quem trabalha com interface de notícias, é uma publicação que vale a pena ficar de olho.
Falo isso porque, nesta segunda-feira, um novo layout para as matérias foi lançado.
Fotos e títulos com tamanhos maiores, player com transcrição do conteúdo dos vídeos, uso de linhas do tempo, textos centralizados na tela.
É o que, no release de lançamento, eles chamam de “multimedia storytelling”. Em vez de os elementos multimídia (vídeos, fotos) serem alinhados ao lado ou no meio do texto (como tradicionalmente é feito), eles são posicionados de forma sequencial, um abaixo do outro.
Outro detalhe é a barra de ferramentas na parte inferior. Parecida com a do site da Reuters, possibilita compartilhar links por email, Twitter e Facebook, além de ter um sistema de notificação que permite saber quando alguém respondeu a um comentário feito por você no portal.
O novo layout já foi pensado para a visualização em tablets.
Para testá-lo, é só clicar em qualquer notícia da home do portal.
Veja também: Startup do escritor Steven Johnson sai do “anonimato”
Da mesma forma que os comerciais sobre search overload do Bing, sistema de busca da Microsoft, a nova fase da campanha de US$ 100 milhões do Yahoo! busca bater no líder do mercado de buscas - o Google. No caso, criticando a simplicidade de sua home.
O vídeo abaixo (de pontapé da campanha) enaltece o Yahoo! como portal (homepage).
Somente pela curiosidade, um comercial do Yahoo! nos anos 90, totalmente focado na busca.
Veja também: Você sofre de “Search Overload”?
Enquanto alguns se estapeiam discutindo a decisão mais do que esperada do TimesOnline de cobrar por acesso ao seu site, o Guardian lançou a sua versão do Chatroulette (em fase de testes).
Não tem nada a ver com videochat, mas com aleatoriedade no consumo de informação. Você entra no GuardianRoulette e ele recomenda a esmo uma matéria do site do jornal. Não gostou? Clique em “play again” que ele indica outra reportagem.
Tudo aleatório. É a mesma dinâmica do Chatroulette (no caso, uma “roleta russa” de matérias).
Enfim, mais um post para a minha série sobre “firulas” em sites de notícias.
Veja também: Cinco “firulas” em sites de notícias em 2009
Crédito da foto: Cry2

Encontro aconteceu na redação do jornal
O The Guardian, outro “jornal que não se vê mais como um jornal, mas uma plataforma de conteúdo”, promoveu recentemente o seu primeiro Hack Day.
É um evento de 24 horas com palestras e uma competição para incentivar estudantes e desenvolvedores a criar aplicativos em torno do conteúdo e dos serviços do site do jornal. É semelhante ao Open Hack Day, que o Yahoo! promoveu há duas semanas por aqui, no Brasil.
A competição foi comandada por Matt McAlister, ex-Yahoo! e atualmente diretor da rede de desenvolvedores do site do jornal britânico. McAlister foi contratado neste ano para acelerar a transformação do The Guardian em uma plataforma online (aberta) de conteúdo.

Diversos aplicativos foram criados, todos para serem utilizados dentro do contexto do jornal. Entre eles, os que chamaram mais a minha atenção:
=> um “hack” que permite bloquear certos comentaristas de matérias do jornal. Por exemplo, você pode bloquear aquele cara que sempre faz comentários nos artigos, mas que você não gosta muito.
=> jornalistas adoram citar números – 1 bilhão de reais, 100 mil carros – mas normalmente sem contexto. Um dos participantes criou um menu que aparece toda vez que esses números grandiosos são citados em uma matéria. O menu indica uma proporção e ajuda a dar uma noção melhor dos valores. Por exemplo, “50 mil reais, o que equivale ao salário de não sei quantos meses de um professor”.
=> um outro aplicativo que completa frases, do tipo “Chinese Democracy é…” e ele completa a frase com diversas citações já feitas no jornal em relação ao Chinese Democracy, disco do Guns and Roses.
Por fim, o vencedor foi um “aplicativo de tags” que permite brincar com palavras-chaves de matérias diferentes do jornal. Por exemplo, você pode arrastar a palavra-chave “economia” em cima de “Brasil”, e o aplicativo retorna a você todas as matérias relacionadas.
As fotos do post são de Matt McAlister
Post relacionado:
Como são os melhores jornais do mundo

Há até uma máquina de fliperama lá atrás
O portal MSNBC, parceria da Microsoft com a rede de TV NBC, inaugurou nesta segunda-feira o seu Open Digital Cafe, em Nova York. O local funciona como uma mistura de Starbucks com Apple Store.
Segundo o Lost Remote, lá uma pessoa pode tomar um café, comer alguma coisa, aproveitar o WiFi de graça, jogar conversa fora, fazer uma reunião e testar os novos produtos do portal de internet, que ainda estão em fase beta, como newsgames e o sistema Spectra, que permite a você navegar em um ambiente 3D pelas notícias do MSNBC.
A idéia do “Café MSNBC” é ter “um feedback mais próximo e direto de seus usuários e trazer a marca do portal para mais perto das pessoas”.
Na inauguração do local, um programa da emissora NBC foi transmitido ao vivo de lá. O vídeo está aqui. Dá para ver mais ou menos como é o espaço.
Post relacionado:
Microsoft e NBC lançam “laboratório de novas mídias”

Site conta com 10 mi usuários – 10 vezes menos que a MySpace
Está aí uma rede social/portal para ficar de olho.
Depois de comprar o Stereogum e o Idolator, ambos blogs influentes sobre música, a Buzznet recebeu um investimento da Universal Music Group, uma das quatro principais gravadoras do mundo.
O valor não foi revelado. Artistas da gravadora terão blogs no portal de música, que, nesta semana, lançou o seu novo layout. Músicas e vídeos também estarão disponíveis via streaming.
A Buzznet surgiu em 2005. No começo, funcionava mais como uma agência de fotos de shows para jornalistas e onde usuários podiam compartilhar imagens. Com o tempo foi mudando o seu foco, e hoje é mais dedicada à parte editorial.
Post relacionado:
Apple dá aquele empurrãozinho em cantora