O Telegraph colocou no ar a sua nova página de eleições.
Pelo que acompanho, é uma das melhores.
Trabalha com a questão de visualização de dados. Tem o que já virou “arroz com feijão” – liveblogging, twitter, linhas do tempo -, mas entre as ferramentas presentes:
1. UK Political Database – Banco de dados com informações sobre os políticos do Reino Unido. Você pode fazer buscas detalhadas por candidatos – desde as mais óbvias (por partido e local) até por profissão e nível educacional (somente candidatos que sejam advogados, por exemplo).
A partir desses dados, você pode comparar os candidatos. Para facilitar o entendimento, algumas informações pode ser visualizadas em um mapa.
2. Vote Match. Você é convidado a responder a diversas perguntas sobre economia, saúde e imigração. No final, o sistema indica quais partidos mais se identificam com a sua visão de mundo. Feito para auxiliar os indecisos ou ratificar o pensamento dos decisos.
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O Open Plataform, do Guardian, colocou no ar uma galeria que reúne todos os aplicativos feitos em torno do conteúdo do jornal. Funciona, mais ou menos, como as lojas de aplicativos da Apple e da RIM (BlackBerry). A diferença é que todos os aplicativos são fornecidos de graça e nem todos são voltados para uso exclusivo no celular.
Entre os disponíveis, o “Guardian Anywhere“, feito para o Android, sistema operacional da Google para celular, e outro que rastreia as despesas de viagens dos políticos britânicos, o MPs Travel Expenses Map. Na área de música, um que mescla a tradicional lista de “1.000 músicas que todo mundo tem que ouvir” com dados do Last.fm e links para sites de letras de músicas.
Graças ao uso de APIs públicas e padrões abertos por parte do Guardian, hoje é possível fazer esses mashups e aplicativos com base em informações e dados da publicação. Algo que, claro, enriquece o conteúdo do jornal e o transforma em uma plataforma online de conteúdo (o site torna-se um meio e não um fim em si mesmo).
Vale lembrar que um dos assuntos deste ano do seminário sobre mídia na Cásper foi justamente sobre o uso de banco de dados e APIs no jornalismo.
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