Drudge Report ainda é rei

Outra pesquisa que repercutiu nos últimos dias foi a do Pew Project for Excellence in Journalism, que analisou os 25 principais sites de notícias nos EUA.

A pesquisa revela algumas coisas que, para quem acompanha este blog, não chegam a ser exatamente grandes novidades. Exemplo – o Facebook tem se tornado uma importante fonte de tráfego para os sites americanos de notícias. Leitores casuais trazem mais tráfego que leitores fiéis…

Daí, o mais interessante deste estudo está na revelação de que o Drudge Report continua a ser um grande redirecionador de tráfego. Dependendo do site de notícias, redireciona mais que o Google e o Facebook, chegando a ser responsável por mais de 30% do tráfego.

O Drudge Report é um dos sites pioneiros da web. Foi criado por Matt Drudge em 1997.

E, desde então, mantém o mesmo layout, pouco se importando com a moda de colocar botões para plataformas de redes sociais. Assim como o email, teve a sua morte anunciada inúmeras vezes.

A importância do The Drudge Report reside no fato de que, ainda no começo da internet comercial, foi um dos primeiros sites de notícias a demonstrar que a web pode furar e pautar a chamada grande mídia. Foi o primeiro a publicar informações sobre o escândalo entre Bill Clinton e Monica Lewinsky, além dos celulares hackeados de diversas celebridades americanas.

Muito antes do tema virar moda, era um “agregador/curador de conteúdo”.

E até hoje é uma referência.

Veja também: Google e uma das coisas mais íntimas que temos online

Publicado por Tiago Dória, em 10 de maio de 2011 (Terça-feira).
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As pessoas estão consumindo notícias como nunca visto

Quando o videocassette se popularizou, houve um crescimento no consumo de vídeos. As pessoas consumiram conteúdo visual como nunca antes registrado.

Com a web não é muito diferente. Com a popularização dela, uma explosão de sites de notícias aconteceu. As pessoas estão consumindo conteúdo noticioso como nunca – por ironia do destino, na mesma época em que o urubu voa baixo em algumas redações de jornais impressos.

Segundo pesquisa do Pew Research Center, as publicações online são responsavéis por esse crescimento.

Em 2000, um americano passava, em média, 57 minutos por dia consumindo notícias. Em 2010, esse número subiu para 70 minutos.

Quase sempre, o mais interessante da pesquisa do Pew Research está nas entrelinhas:

- Cada vez mais, as pessoas estão consumindo informações em diversos lugares e dispositivos (email, tablets, celular, redes sociais, blogs)
- Cresce o número de pessoas que utilizam mecanismos de busca para se informar
- Apenas 7% utiliza plataformas de redes sociais para obter notícias. Porém, esse número tende a crescer.

Veja também: Mídia, mas com agendas diferentes

Publicado por Tiago Dória, em 15 de setembro de 2010 (Quarta-feira).
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Para daqui a 40 anos…

O negócio é puro exercício de futurologia, mas não deixa de ser interessante. Em seu 40º aniversário, a revista Smithsonian, ligada ao instituto de mesmo nome, convidou diversas personalidades para fazer uma previsão do que poderá acontecer nos próximos 40 anos.

A questão das fontes de energia parece pautar o pensamento futurista de muita gente (nesta terça-feira, a Google fechou um acordo para comprar energia eólica pelos próximos 20 anos).

Se depender de gente como Richard Branson, criador da Virgin; Kevin Kelly, da Wired; Vinton Cerf, “pai da internet”, grande parte da energia utilizada pela gente será gerada em usinas no espaço; aliás, o espaço será palco da III Guerra Mundial.

Além disso, teremos lentes de contatos que funcionarão como uma interface de computador, poderemos recarregar a bateria de gadgets com a energia de nosso próprio corpo, e, cada vez mais, vírus serão utilizados para a criação de materiais, como hoje é feito para produzir baterias da espessura de um cartão de crédito.

Recente pesquisa do Pew Research Center mostrou que a maioria das pessoas está otimista em relação ao futuro. Em 2050, o homem encontrará e utilizará fontes alternativas de energia e os computadores se comunicarão quase de forma humana com a gente.

A lista completa de ideias para o futuro está aqui.

Veja também: Uma espiada no futuro em 2019

Publicado por Tiago Dória, em 20 de julho de 2010 (Terça-feira).
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Mídia, mas com agendas diferentes

Outra pesquisa que repercutiu nesta semana foi a do Pew Research Center. O estudo indica que as chamadas “mídias tradicionais” e “sociais” não compartilham a mesma agenda.

Apesar de tais rótulos não fazerem muito sentido na maioria das vezes, uma das principais conclusões é que os assuntos mais debatidos e compartilhados nas “mídias sociais” são diferentes daqueles que são destacados pelas “mídias tradicionais”.

A meu ver, a essa altura do campeonato, não interessa tanto saber o quanto a agenda das duas é diferente, mas sim por qual motivo isso acontece.

Parte da resposta pode ser encontrada em um estudo anterior sobre compartilhamento de notícias. Segundo a pesquisa, na maioria das vezes, na web, a motivação para compartilhar uma notícia é para que a outra pessoa sinta a mesma emoção que você sentiu quando fez a leitura. Em suma, a preferência é repartir com os demais algo que seja inspirador.

No livro YouTube e a Revolução Digital, os autores Jean Burgess e Joshua Green já indicavam que, antes de tudo, as pessoas compartilham e publicam vídeos noticiosos no YouTube como uma forma de autoexpressão. Não é à toa que você encontra o mesmo vídeo várias vezes.

Logo, com motivações e critérios de relevância distintos, é natural que as agendas também tenham diferenças.

Veja também: Twitter é grande redirecionador de tráfego para os blogs

Publicado por Tiago Dória, em 28 de maio de 2010 (sexta-feira).
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