O cientista Ray Tomlinson deve dar risada à toa. Quarenta anos depois, uma das suas principais criações – o email – permanece como a aplicação mais utilizada na web.
Segundo a Pew Internet, “enviar/ler emails” é a atividade mais popular na internet, ao lado da ação de “realizar buscas”. As duas atividades - email e busca – são realizadas por 92% dos usuários.
Há 10 anos, a Pew Internet fez o mesmo estudo no mercado americano e as conclusões não foram diferentes – as duas atividades eram as mais populares. A diferença é que, uma década depois, elas se tornaram mais habituais (as pessoas realizam com mais frequência durante o dia).
A porcentagem de pessoas que utiliza plataformas de redes sociais aumentou bastante nos últimos anos. No entanto, não chegou a quebrar a supremacia da atividade de ler e enviar emails.
Não é sem motivos que as plataformas de redes sociais tentam trazer as duas atividades para debaixo de seu chapéu. No ano passado, o Facebook lançou um serviço de email (na Europa, o Facebook já é o terceiro provedor de serviços de email no celular).
As buscas, por sua vez, são consideradas, cada vez mais, uma das funcionalidades mais importantes nas plataformas de redes sociais. Aliás, a discussão Google e Facebook gira justamente em torno de quem oferece a melhor experiência de busca (apesar de não existirem dados precisos sobre a utilização da funcionalidade de busca dentro das redes sociais).
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Governos locais que têm uma política de transparência e disponibilizam dados públicos são vistos como mais eficientes. E ainda – seus cidadãos se sentem mais fortalecidos, mais capazes de influenciar as ações do governo. Essa é uma das conclusões do estudo How the Public Perceives Community Information Systems, divulgado pela Pew Internet.
A pesquisa foi feita em 3 cidades dos EUA. Mesmo assim, vale conferir algumas conclusões.
Na hora de buscar informações locais (sobre seu bairro, rua, cidade etc), o Facebook e o Twitter são a principal plataforma de embarque. A maioria dos entrevistados acredita que, hoje em dia, tem um acesso maior a informações locais do que há 5 anos. Em parte, a web tem culpa nisso.
Mais da metade dos entrevistados acredita que a banda larga tem um papel crucial no dia a dia.
O estudo tem 13 páginas. Para resumir, o mais relevante está em mostrar que, a partir do momento que um governo local adota uma postura de transparência, ele gera um efeito dominó. Os cidadãos se sentem mais fortalecidos, logo ficam mais satisfeitos. A satisfação os leva a serem mais ativos – participar mais da dinâmica local, fazer propostas ao governo e dedicar-se mais a atividades locais, ajudando, desse modo, potencialmente a construir uma cidade melhor.
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Crédito da foto: Saturnwings
Apesar de algumas tecnologias terem um efeito cada vez maior no nosso dia a dia, a editoria de tecnologia não é a que ganha mais atenção. Ela responde por apenas 1,6% da cobertura da “grande imprensa”, ao lado das editorias de meio ambiente e educação. É o que mostra um estudo do Pew Research Center sobre como é feita a cobertura do setor de tecnologia.
Segundo a pesquisa, a Apple é a empresa que mais atrai a atenção da imprensa. Entre junho de 2009 e de 2010, o 2º assunto mais comentado foi o lançamento do iPhone 4.
O 1º foi a questão do perigo de dirigir um veículo e, ao mesmo tempo, publicar ou ler mensagens no celular, pauta que, diga-se de passagem, rendeu um prêmio Pulitzer para o NYTimes (série de matérias chamada Driven to Distraction).
Outro detalhe é que, em geral, o tom da cobertura da imprensa de tecnologia é meio dividido. Em sua maioria, as matérias são positivas (23%), dizem que a internet deixa a nossa vida mais produtiva. Porém, 18% mostram o lado negativo (cibercrimes e problemas de privacidade).
Nem é preciso ir muito longe para saber o motivo da Apple atrair tanta atenção da mídia. Nos últimos anos, a empresa vem lançando uma série de produtos que, direta ou indiretamente, têm alterado a forma como consumimos ou vemos o consumo de conteúdo – iTunes, iPod, iPad.
Além disso, a Apple passou a tratar computadores como objeto de consumo e não uma “ferramenta científica” (não é uma questão apenas de RP). Existe também a teoria, não confirmada, de que notícias relacionadas à Apple vendem mais jornal.
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Saiu um estudo da Pew Internet sobre “reputação digital“.
Em resumo simples e direto, a pesquisa mostra que, cada vez mais, as pessoas procuram, em redes sociais e sistemas de busca, informações e referências, sejam profissionais ou pessoais, sobre outras pessoas. O que, por outro lado, faz com que, crescentemente, as pessoas deem importância, se preocupem mais com a sua “reputação digital”, com o tipo e a quantidade de informação pessoal que elas mesmas disponibilizam ou são disponibilizadas nestes ambientes.
Outros pontos interessantes do estudo:
1) Ao contrário de um mito recorrente, jovens adultos (entre 18 e 29 anos) se preocupam sim com privacidade, com a quantidade e o tipo de informação pessoal que compartilham online. A preocupação é até maior que em faixas etárias mais avançadas.
Para se ter uma ideia, 71% dos entrevistados entre 18 e 29 anos modificaram as configurações de privacidade de seu perfis em redes sociais para limitar o que é compartilhado com os outros. O que faz sentido, pois nesta faixa etária existe uma percepção mais apurada de que é possível ser rotulado por informações pessoais expostas nesses ambientes.
2) Dos entrevistados, 69% já procuraram em sistemas de busca informações sobre outras pessoas. Quando esse tipo de pesquisa é feita, na maioria das vezes (69%), a intenção é encontrar alguma informação de contato – email, endereço ou telefone da pessoa. Somente em último caso (17%), segundo os entrevistados, o objetivo é encontrar alguma informação de cunho mais pessoal – com quem está namorando, se é casado, solteiro etc.
3) Apenas 8% dos entrevistados já pediram a retirada de um conteúdo pessoal publicado online por outra pessoa. Porém, desses 8%, 82% conseguiram a retirada do conteúdo do ar.
Dá para baixar o estudo completo aqui (em pdf)
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Crédito da foto: chilcy

O estudo da Pew Internet é voltado para o mercado norte-americano, mas ajuda a ratificar aspectos que eram evidentes. Apenas 11% dos americanos entrevistados usam algum serviço que mostra o seu “status updating” (o que você está sentindo, pensando ou fazendo em tal momento).
Apesar de acreditar que, hoje em dia, o Twitter não seria apenas um serviço de “status updating”, segundo a pesquisa, ele estaria nesta categoria e, por isso, estaria muito longe de ser um “serviço mainstream“, adotado por muitas pessoas.
O que a pesquisa mostra também é que, por enquanto, o Twitter e serviços similares são utilizados, em sua maioria, por um público jovem, “heavy internet user” (utiliza a rede com muito mais frequência do que a maioria das outras pessoas) e usuário constante de tecnologias móveis (76% usa a tecnologia de internet sem fios em pdas, celulares, laptops etc). O que não é nenhuma novidade.
Para mim, o estudo mais interessante atualmente seria sobre os diferentes públicos em torno deste tipo de ferramenta. Percebe-se, por exemplo, que, em relação ao Twitter, os usuários do Plurk, outro serviço que mostra o seu “status updating”, são mais jovens e menos “heavy internet users”.
Crédito da foto: friispray
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