Frase da semana

Nós não criamos serviços para ganhar dinheiro; nós ganhamos dinheiro para criar melhores serviços

Dizeres da carta de Mark Zuckerberg aos investidores no processo de IPO do Facebook.

Publicado por Tiago Dória, em 4 de fevereiro de 2012 (sábado).
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Que tipo de tecnologia o Facebook é?

O Facebook perdeu. Foi obrigado a fazer um acordo com a Federal Trade Commission (FTC), Comissão Federal de Comércio dos EUA, a respeito de acusações sobre violações da privacidade dos usuários da plataforma de rede social. Nos próximos 20 anos, o site será obrigado a submeter-se a auditorias independentes.

Mark Zuckerberg, cocriador do Facebook, foi a público, no blog oficial da empresa, pedir desculpas à “comunidade” do Facebook. Admitiu que vem errando a mão. Detalhe: é a 10ª vez que ele pede desculpas públicas por alterações feitas na plataforma.

Em razão dos instrumentos de influência que a plataforma de rede social construiu nos últimos anos e do fato de ter se tornado um importante utilitário de comunicação, era natural que num momento qualquer recebesse regulação do governo. Com grandes poderes vêm grandes responsabilidades.

A principal modificação que a medida traz é que, agora, o Facebook será obrigado a solicitar o consentimento dos usuários antes de fazer qualquer alteração na política de privacidade da plataforma.

O Facebook tem um histórico de fazer mudanças na experiência de uso e na política de privacidade da plataforma de rede social sem pedir previamente a concordância dos usuários. Postura que ajuda a colocar o Facebook na categoria de “tecnologias estéreis” – conceito criado por Jonathan Zittrain, cofundador do Centro Berkman para Internet e Sociedade, no livro The Future of Internet and How to Stop It.

Segundo Zittrain, existem dois tipos de tecnologias.

As “tecnologias generativas” que se mantêm abertas a qualquer modificação externa. Os usuários guiam as mudanças e a inovação e a disrupção são condições de uso. A própria internet entra nesta categoria.

Nas “tecnologias estéreis“, por sua vez, os usuários são obrigados a usar o produto da forma como o fabricante deseja (por isso não é pedido o consentimento dos usuários antes de qualquer alteração), além disso, nesse tipo de tecnologia, as aplicações são amarradas a uma rede de controle. Até existe a possibilidade de construir aplicações, mas todas elas são monitoradas por uma central. Troca-se o risco por um controle regulatório.

Para Zittrain, entram nessa categoria o iPhone e o Facebook.

Existem vantagens e desvantagens em cada tipo de tecnologia. Por exemplo, teoricamente, “tecnologias estéreis” proporcionam por meio do controle mais segurança aos usuários, mas, por outro lado, são menos adaptáveis. Ou seja, dependendo da sua necessidade, uma pode ser mais interessante que a outra.

O importante mesmo é saber que existe essa distinção de tecnologias, para que, como usuários, saibamos onde estamos pisando…

Veja também: “The Social Network” é sobre mobilidade social

Publicado por Tiago Dória, em 30 de novembro de 2011 (Quarta-feira).
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Facebook em 2005

Anthony de Rosa, editor da Reuters, resgatou um vídeo histórico. Uma entrevista feita com Mark Zuckerberg em junho de 2005, quando o Facebook era  acessado somente por estudantes de algumas universidades.

O vídeo apareceu no YouTube no final do ano passado, foi retirado e voltou de novo.

Em 2005, a plataforma de rede social tinha 1 milhão de usuários e era avaliada em US$ 100 milhões.

O site tinha 1 ano e pouco de vida.

Na época, Zuckerberg utilizava menos frases prontas e o QG do Facebook era diferente do atual – uma casa em Palo Alto, na Califórnia, com um barril de cerveja no centro da sala (lembra uma república de estudantes).

Veja também: Há 5 anos, MySpace era a última bolacha do pacote

Publicado por Tiago Dória, em 18 de julho de 2011 (Segunda-feira).
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Com Skype, Facebook reafirma ser um “utilitário de comunicação”

Uma das discussões existentes a respeito das “plataformas de redes sociais” envolve saber em qual negócio elas estão. Se são “utilitários de comunicação”, “plataformas de mídia” (empresas de conteúdo) ou ambos. Dependendo da escolha você tem dinâmicas diferentes.

Historicamente, se você se posiciona no mercado como uma empresa de conteúdo, gera receita por meio de publicidade e/ou assinaturas. Se você se coloca como utilitário de comunicação, a receita se dá via “serviços adicionais” (email por voz, SMS a mais, mais armazenamento etc). É meio difícil, por exemplo, imaginar uma empresa de telefonia (telefones são utilitários de comunicação) inserindo um anúncio no meio de uma conversa telefônica.

No final das contas, as plataformas de redes sociais podem ser duas coisas – plataformas de comunicação e de distribuição de conteúdo. Contudo, elas têm demonstrado que se posicionam melhor no negócio de comunicação do que no de conteúdo.

Em 2007, numa entrevista à TIME, Mark Zuckerberg disse que o Facebook era, antes de tudo, um utiliário. O futuro estava em reforçar cada vez mais o caráter comunicativo da plataforma de rede social. O Facebook seria mais próximo de uma empresa de telefonia do que qualquer outra coisa.

Ou seja, proporcionaria o mesmo tipo de experiência de um telefone – fornecer uma base tecnológica “neutra” para que as pessoas pudessem se comunicar e se conectar.

Não é à toa que, muitas vezes, no dia a dia, as plataformas de redes sociais substituem os telefonemas. Quantas vezes você não deixou de fazer uma ligação e preferiu enviar uma mensagem por meio do Facebook, Twitter ou Orkut?

Nesta quarta-feira, o Facebook reforçou mais ainda esse caráter de utilitário de comunicação com o lançamento da integração com o Skype, que permite aos usuários fazer videochamadas.

Segundo Zuckerberg, a parceria já existia há algum tempo e o lançamento não teria qualquer ligação com o Hangouts, do Google+, declaração que não convenceu muito (a parceria com o Skype poderia existir, mas talvez foi apressada devido ao recente lançamento da Google).

Com a parceria, o Skype tem acesso a uma base de 750 milhões de usuários do Facebook. E os usuários do Facebook, por sua vez, ganham mais um formato para se comunicar.

Por essas e outras, a gente vê que o Facebook vem se tornando um importante utilitário de comunicação com diversos formatos, algo que não será nenhuma surpresa se começar a chamar a atenção das empresas de telecom (aliás, a Telefônica já andou comprando plataformas de redes sociais).

Veja também: Google e uma das coisas mais íntimas que temos online

Publicado por Tiago Dória, em 6 de julho de 2011 (Quarta-feira).
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“The Social Network” é sobre mobilidade social

Neste final de semana, Mark Zuckerberg, cofundador do Facebook, utilizou o respeitado programa 60 minutes, da emissora de TV CBS, para apresentar uma nova funcionalidade da plataforma de rede social. Por aí, a gente vê a influência atual do Facebook.

Também neste final de semana estreou no Brasil o filme The Social Network (A Rede Social), dirigido por David Fincher. Outro exemplo da importância atual da plataforma de rede social.

O filme conta a história de Zuckerberg nos primeiros dias como estudante em Harvard e sua motivação em deixar uma marca na Universidade, ser respeitado e aceito por seus colegas por meio do lançamento de um site, o Facebook.

Toda essa narrativa é intercalada com disputas judiciais e uma boa lavagem de roupa suja sobre quem realmente criou a plataforma de rede social.

A Rede Social” é o típico filme que você vai assistir com um pé atrás, principalmente sabendo que é uma adaptação do livro “Bilionários por Acaso”, de Ben Mezrich.

Além de mal escrito, o livro se propõe a contar a história do Facebook a partir de uma única fonte direta de informação – Eduardo Saverin, o brasileiro cofundador do Facebook que entrou em uma longa batalha judicial com Zuckerberg.

O próprio Mezrich já afirmou que o livro é cheio de especulação, repleto de “talvez” e “pode ser”.

Não é à toa que David Fincher, diretor do filme, mostra um Mark Zuckerberg com dificuldades de ter um relacionamento duradouro com garotas. Enquanto que o Zuckerberg da vida real, apesar da fama e de todo o assédio repentino, mantém até hoje o relacionamento com Priscilla Chan, que ele conheceu em uma festa logo no primeiro ano em Harvard.

Em outras palavras, “A Rede Social” não é um filme feito com base em um trabalho jornalístico preciso, de pesquisa apurada. É um filme semi-factual.

Dada a importância atual, acredito que o Facebook merecia mais.

Não acredito que será o melhor filme que retrata a geração nascida com o boom da internet. Para retratar a geração dos nativos digitais seria mais plausível um filme sobre a história da web.

A Rede Social” não é um filme sobre a história da internet ou da web, mas sim a respeito do Facebook. A “geração internet” vai muito além de uma plataforma de rede social, que, por enquanto, está sob os holofotes da mídia.

Contudo, é certo que várias características da web e da “geração internet” estão presentes no filme. A não diferenciação de online e offline é uma delas. Se, no Facebook, você indica que está solteiro, é por que está solteiro mesmo. Saverin que o diga.

O conceito de efeito de rede (economia de escala) também está presente. Quanto mais pessoas usam o Facebook, mais valor, mais sentido há em utilizá-lo. Os cofundadores do site trabalham o tempo todo com isso.

A questão da perenidade do conteúdo também fica clara. Em um diálogo na metade do filme, Erica, fictícia namorada de Zuckerberg, diz que as coisas na internet não são escritas a lápis. Elas são eternas. Você não consegue apagá-las depois.

Aliás, o filme de Fincher é repleto de bons diálogos. Dava para escrever um post somente com as melhores frases do filme.

A Rede Social” consegue cumprir o papel de mostrar para um público mais amplo o que é o Facebook. Duas características históricas da plataforma de rede social são retratadas.

A primeira delas – a preocupação de Zuckerberg  para que o Facebook tivesse, desde o seu início, uma infraestrutura tecnológica superior às das plataformas concorrentes. Essa característica é apontada até hoje como um dos principais motivos do sucesso do Facebook.

Em um bate-boca com Saverin, Zuckerberg conta que o diferencial do site em relação ao Friendster e ao MySpace é justamente não cair, não ficar fora do ar, estar sempre acessível.

A segunda inquietação é em relação à velocidade. Zuckerberg sabe que, no mercado de internet, o fato de ser sempre o primeiro pode se transformar em uma vantagem competitiva. O cofundador mostra uma preocupação em colocar o mais rápido possível novas funcionalidades no ar.

Porém, ficam de fora outros aspectos históricos relevantes e que influenciaram o caminho trilhado pelo Facebook, como, por exemplo, o acordo fechado com a Microsoft, que garantiu 1,6% de participação para a empresa cofundada por Bill Gates.

E ainda – o fato da plataforma de rede social ter aberto o acesso público à API, permitindo que desenvolvedores construam novas redes e aplicativos em cima dela. Algo histórico e tão importante quanto criar o recurso de status de relacionamento – você pode indicar para os seus contatos se está solteiro, casado ou namorando.

Em “A Rede Social“, talvez por conhecer a história do Facebook, o que mais chamou a minha atenção foi a mensagem secundária do filme, sobre a importância da existência da mobilidade social em nossas vidas. É o que nos faz tocar a vida em frente e enfrentar desafios – o desejo de ser aceito, de ser respeitado entre os colegas, de mudar de vida (para melhor), de exclusividade.

Enfim, saber que é possível subir na vida.

Aliás, o próprio Facebook tinha como atrativo inicial justamente esse desejo humano de exclusividade. O Facebook era uma plataforma de rede social exclusiva dos alunos de Harvard. Somente estudantes com o email harvard.edu tinham acesso ao site.

É essa possibilidade de mudar de vida, de ser aceito, que motiva Zuckerberg e guia todo o filme. O que fica registrado numa determinada cena, quando ele grita com Saverin, ao telefone, questionando-o se ele quer voltar a ser o cara de antes, aquele cara rejeitado.

É também essa mobilidade social que mantém o mito em torno de Bill Gates, Sergey Brin e Larry Page, Steve Jobs, entre outros. Acima de tudo, essas pessoas são referências. Pessoas que mostram que o sonho americano ainda existe. De que com ousadia e persistência tudo é possível.

Para mim, a melhor cena do filme, a mais simbólica, é justamente a final, quando Zuckerberg deixa de ser criador para se tornar apenas usuário do Facebook. Talvez seja a cena que melhor resume o mito criado em torno dele. Zuckerberg é um cara que criou um “negócio genial”, mas ao apagar as luzes é um cara frágil, um cara normal como você e eu.

Veja também: Intrigas de Estado é um filme tributo

Publicado por Tiago Dória, em 6 de dezembro de 2010 (Segunda-feira).
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Facebook reforça o seu caráter comunicativo

Facebook é uma plataforma de rede social. Sua missão é fornecer uma base tecnológica para que as pessoas possam se comunicar e se conectar.

Na prática, o Facebook está bem mais no negócio de comunicação do que de conteúdo.

Esse caráter ficou mais evidente ainda com o lançamento do novo sistema de mensagens do Facebook, que integra email, messenger, chat e SMS.

A ideia é criar uma grande caixa de entrada, um lugar que armazene todas as conversações que você tem no dia a dia, via SMS, messenger, chat e email.

O detalhe é que você poderá enviar ou responder a qualquer mensagem, não importa o formato ou dispositivo. O que acompanha um comportamento meio comum.

Na prática, será possível responder um email com um SMS, por exemplo. Ou uma mensagem no messenger com um email e vice-versa.

Como parte do sistema, um endereço de email com a terminação “@facebook.com” será disponibilizado para cada usuário. E semelhante ao Priority Inbox, do Gmail, o sistema de mensagens terá um “filtro de relevância” – o “Social Inbox”, que dará destaque às mensagens enviadas por pessoas com quem você mais se comunica.

O lado positivo é que, em parte, o novo sistema do Facebook resolve dois problemas comuns nas plataformas de redes sociais – a ausência de um histórico das conversas e o fato de seus sistemas de mensagens não “conversarem” com outros sistemas (você pode enviar mensagens somente para as pessoas que são usuárias de uma determinada rede social).

Com o novo sistema do Facebook, a promessa é a de que será possível receber e enviar mensagens (no caso, emails) para pessoas que estão fora do Facebook e ainda arquivar/registrar/catalogar e fazer buscas nas conversas.

Outra questão é que o novo sistema pode reduzir a quantidade de spam, visto que é possível controlar melhor quem pode enviar mensagens para você.

O lado negativo é a questão da privacidade. Todas as  mensagens (SMS, emails e chats) ficarão armazenadas nos servidores do Facebook. Além disso, o sistema de email do Facebook não aceita IMAP ou POP. Ou seja, não é assim tão universal.

E, na medida em que a ideia é criar um hub de conversas, o sistema falha ao não agregar mensagens de vídeo e voz.

O novo sistema de mensagens, claro, é voltado para o público jovem, que, no dia a dia, se comunica de forma mais descompromissada e imediata.

Na apresentação do projeto à imprensa, Mark Zuckerberg, cofundador do Facebook, falou que email é “algo muito formal” e o público jovem quer algo mais dinâmico. Enfim, deixou claro que o produto é voltado para o público mais jovem.

Dificilmente uma empresa vai utilizar um email com a terminação @facebook.com ou alguém que trabalha com “informações cruciais” deixará os seus dados com uma empresa cujo o cofundador disse recentemente que, hoje em dia, a privacidade não tem tanta importância.

Internamente, o projeto teve uma relevância grande. Quinze engenheiros do Facebook trabalharam no novo sistema de mensagens, que, nos próximos meses, estará disponível, mas somente para usuários convidados e com acesso a partir dos EUA.

Com esse lançamento, o Facebook reforça o seu caráter de plataforma de comunicação.

Veja também: Google e uma das coisas mais íntimas que temos online

Publicado por Tiago Dória, em 15 de novembro de 2010 (Segunda-feira).
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Facebook em formato HQ

Se você já acha The Social Network hype demais, saiba que a breve trajetória de vida de Mark Zuckerberg, cocriador do Facebook, será contada em formato de história em quadrinhos.

O lançamento está previsto para o final do ano, em dezembro, nos EUA.

Ao que tudo indica, 2010 será o ano do Facebook.

Veja também: Para Facebook, o que mais importa numa mensagem é quem a envia

Publicado por Tiago Dória, em 27 de setembro de 2010 (Segunda-feira).
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Frase da semana

“É um filme. É a minha vida e eu sei que ela não é tão dramática”

No programa da Oprah, Mark Zuckerberg falou sobre o filme a respeito da criação do Facebook. Segundo ele, The Social Network é “repleto de ficção”.

Publicado por Tiago Dória, em 25 de setembro de 2010 (sábado).
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Frase da semana

“Você não consegue 500 milhões de amigos sem fazer alguns inimigos”

Dizeres no cartaz do filme The Social Network, sobre a criação do Facebook.

Além do primeiro pôster, nesta semana foi divulgado o teaser trailer do filme.

Publicado por Tiago Dória, em 26 de junho de 2010 (sábado).
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