O site do jornal britânico Guardian está realizando uma das coberturas mais criativas sobre o casamento de William e Kate.
Pioneira nos livebloggings, a publicação colocou no ar o Not the royal wedding live, blog minuto a minuto com informações e comentários sobre assuntos não ligados à cerimônia de casamento.
O blog é voltado para quem não está interessado na festa.
Ademais, na home do Guardian há o link “Republicans click here”.
Ao clicá-lo, as chamadas para notícias sobre o casamento são automaticamente retiradas da home do Guardian, como se essa sexta-feira fosse um dia normal.
Vale lembrar que os republicanos fazem oposição à monarquia.
Na manhã desta sexta-feira, o excesso de tráfego derrubou o site da BBC.
Atualização - A transmissão do casamento bateu recordes. Tornou-se o 6º evento mais visto na web, segundo números da Akamai.
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O Guardian começou uma boa discussão sobre o “futuro do liveblogging“, transmissão em tempo real de um evento via blog. Lembra muito a narração de um jogo de futebol via rádio (eu fiz vários livebloggings. Um da Pop!Tech 2007 e outro do Tsunami na Ásia em 2004, por exemplo).
Os blogs de tecnologia foram pioneiros nos livebloggings, que hoje são usados por boa parte das publicações online.
Segundo o artigo do Guardian, a grande vantagem do formato é que você pode reunir várias fontes em um único lugar, produzir um fluxo único de conteúdo, além de evitar ficar editando e reescrevendo uma matéria a cada nova informação. Com o surgimento do Twitter, o formato se tornou mais atraente, uma vez que, junto às atualizações minuto a minuto, você pode fazer uma seleção dos melhores tweets sobre um determinado assunto.
Um grande problema é a falta de contexto. Um leitor que acessa um liveblogging em andamento perde muito do contexto do que realmente está acontecendo.
Kevin Anderson, pesquisador de mídias digitais do Guardian, diz que “curadoria de conteúdo” não é apenas sobre velocidade e quantidade.
Para resolver isso, a BBC mudou a apresentação de seu formato de liveblogging. Ao lado das atualizações minuto a minuto (live updates), existe um box fixo com um resumo do que está sendo reportado (key points), além de um link para a última matéria publicada sobre o assunto.
Essa discussão sobre o futuro do liveblogging é reflexo de como alguns formatos nativos da web não são “fechados”. Estão em constante transformação.
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Pelo visto, na cerimônia do Oscar deste ano houve uma grande disputa para saber quem seria a “2ª tela” durante as transmissões do evento. Com o hábito de assistir TV e, ao mesmo tempo, navegar na internet tornando-se comum, é normal que aconteça essa competição (a TV como tela principal e diversos sites, aplicativos e dispositivos disputando o papel de 2ª tela).
A emissora de TV ABC e a produção do Oscar desenvolveram sites e aplicativos para ser utilizados antes, durante e após a transmissão na TV. No entanto, não foram únicos. O NYTimes, por exemplo, colocou no ar um videocast feito para ser visto durante os intervalos da transmissão na TV.
1) Conforme o prometido, o aplicativo da ABC para iPad trabalhou com o conceito de consumo simultâneo de conteúdo (TV e dispositivos móveis), mostrando 8 câmeras exclusivas dos bastidores da cerimônia do Oscar. O decepcionante é que existia uma diferença muito grande na qualidade da transmissão de uma câmera para a outra.
2) O NYTimes fez um liveblogging bem completo. Integrou tweets da audiência. Usou um aplicativo integrado ao Facebook que permitia fazer apostas em quem ganharia o Oscar.
O interessante é que, durante os intervalos da transmissão na TV, o NYTimes entrava na web com um vídeo ao vivo, direto da redação, com comentários sobre o Oscar. O colunista de mídia David Carr e o crítico de cinema Anthony Oliver Scott apresentavam o “talkshow do intervalo”.
3) Semelhante a Ashton Kutcher em outros eventos, James Franco, apresentador do Oscar, fez transmissões ao vivo com o celular direto dos bastidores e do próprio palco da cerimônia.
Pelo menos no Twitter, o ator roubou a cena.
4) O E!Online colocou no ar um agregador de tweets sobre o Oscar, que acabou servindo como termômetro do evento. Enquanto escrevia esse post, mais de 1 milhão de tweets sobre o Oscar foram publicados e James Franco foi o ator que mais recebeu comentários no serviço de microblogging.
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Para mim, fazer liveblogging de um evento é uma das coisas mais trabalhosas no uso da ferramenta de blog. Trabalhosa, mas legal de fazer.
Tem que prestar atenção no que está acontecendo, escrever rápido e ainda ficar de olho no relógio do computador para colocar a hora certa em cada nova linha de texto escrita. É como rádio, uma narração de uma partida de futebol, só que em texto e com uso de fotos e vídeos (confira o liveblogging que fiz da pop!tech).
Existe uma ferramenta que facilita esse trabalho – Cover it Live, utilizada pelos blogs mais populares no mundo e alguns importantes sites de mídia, como Newsweek, Statesman e TV Cultura (como sala de chat).
Ela automatiza todo o processo de colocar os horários; por meio de chat, permite a participação do público; arquiva toda a narração e ainda acrescenta um widget ao seu blog.
A novidade é que o sistema lançou nesta semana uma busca interna. Bem útil. Você pode saber o que o pessoal está narrando neste momento. Ou seja, quais eventos estão acontecendo ao vivo.