Google Telecom mais próxima da realidade

Lembra que eu comentei sobre a Google estar mais próxima de uma empresa de telecom e da visão de Larry Page a respeito da Google se transformar em uma empresa verticalizada de comunicação, que forneça não somente serviços, mas também infraestrutura?

Nesta semana, a Google passou a oferecer uma rede própria de fibra ótica para pessoas residentes próximas à Universidade de Stanford, em Palo Alto, nos EUA. A próxima cidade a receber a infraestrutura de internet da Google será a de Kansas.

A intenção é que a velocidade de conexão da rede da Google seja cem vezes mais veloz que uma conexão normal com a qual os americanos estão acostumados.

Ao verticalizar as suas operações e entrar no negócio de infraestrutura, por um lado, a Google ganha uma vantagem competitiva sobre as demais empresas – Apple, Facebook, Microsoft -  que dependem de terceiros para fazer com que os seus serviços cheguem aos usuários finais (recentemente, o Netflix foi prejudicado por uma decisão da AT&T). Por outro lado, com o posicionamento, a Google ganha novos competidores – as empresas de telecom.

Ao que tudo indica, a Google percebeu que quem domina a infraestrutura de internet tem um grande poder em mãos.

Com a nomeação de Larry Page como CEO da Google, era meio que esperado que a empresa retomasse de forma mais acelerada o seu projeto de ter uma rede própria de telecomunicação.

Segundo o livro Confessions of Google Employee 59, Page sempre defendeu a visão (o que a empresa será daqui a alguns anos) de que a Google deveria se tornar uma empresa verticalizada de comunicação. Além disso, internamente, o executivo foi o principal responsável por incentivar o projeto do Android, sistema operacional da Google para dispositivos móveis.

Aos poucos, as peças vão se encaixando. A Google passa a fornecer chamadas telefônicas via Gmail, compra a Motorola, retoma o projeto de oferecer infraestrutura de telecomunicação. Parece que a Google Telecom está bem mais próxima da realidade.

Veja também: Com Skype, Facebook reafirma ser um “utilitário de comunicação”

Publicado por Tiago Dória, em 24 de agosto de 2011 (Quarta-feira).
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Números oficiais do Google+

Durante a divulgação do balanço do segundo trimestre, a Google revelou números oficiais sobre o Google+:

- Mais de 10 milhões de pessoas cadastradas
- 1 bilhão de itens são compartilhados por dia (No Facebook, são 4 bilhões)
- Circles é o recurso mais utilizado no Google+

Enquanto Larry Page, cofundador da Google, comemorava os números, circulava na web um post do ex-Google Paul Adams. Adams é considerado um dos principais teóricos por trás do Google+.  Atualmente, é gerente de produtos no Facebook. O pesquisador foi para a empresa de Zuckerberg um pouco antes do lançamento do Google+.

No post, Adams lava um pouco de roupa suja em público. Comenta que até hoje a Google não lhe deu autorização para publicar “Social Circles“, livro no qual explica a ideia que serviu de base para o recurso Circles. O livro chegou a entrar no catálogo da Amazon, mas foi retirado.

Ao explicar sua mudança para o Facebook, Adams comenta que a Google é uma “empresa de engenheiros”, que valoriza mais a tecnologia do que a sociologia, por isso suas pesquisas nunca tiveram a devida atenção.

Segundo ele, a Google teria transformado-se em uma instituição burocrática e política.

O pesquisador tem uma apresentação interessante feita no ano passado, na qual ele explica todo o conceito que serviu de base para a arquitetura do Google+.

Publicado por Tiago Dória, em 14 de julho de 2011 (Quinta-feira).
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Google não precisa mais de adulto

Por coincidência, na mesma semana em que Steve Jobs, CEO da Apple, anuncia a sua licença do cargo por questões médicas, a Google indica mudanças em sua diretoria, a maior desde 2001. O anúncio foi feito após a divulgação do balanço trimestral da empresa.

A partir de 4 de abril, Eric Schmidt deixa de ser CEO da Google para dar lugar a Larry Page, cofundador da empresa de busca.

Em 2001, Schmidt assumiu o cargo de diretor geral com a missão de atender a pressão de investidores que queriam um “diretor geral experiente” para a Google.

Durante 10 anos, o executivo foi responsável por polir as ideias e muitas vezes segurar o ímpeto de execução de Page e Sergey Brin, também fundador da empresa. Por isso, muitas vezes era visto pela imprensa como uma espécie de “pai”, um adulto entre Brin e Page (Schmidt é 18 anos mais velho).

Com a mudança na diretoria, o executivo, conhecido por sua ampla rede de contatos (trabalhou em importantes empresas de tecnologia e foi assessor de Obama), passará a se focar justamente na parte de parcerias da Google com governos, consumidores e outras empresas.

Após o anúncio do balanço financeiro e das mudanças na diretoria, as ações da Google subiram 2% (no after-market). A expectativa é que a Google retome a competividade em algumas áreas.

Segundo o escritor John Battelle, autor de “A Busca“, livro em que disseca a história da empresa de busca, ao que tudo indica, Page não será um CEO convencional, pois, além de evitar a imprensa, tem uma personalidade mais comedida.

Page como CEO marca o fim do triunvirato que “governava” a Google.

Veja também: Dá para fuçar o DNA da Google?

Crédito da foto: Joi Ito

Publicado por Tiago Dória, em 20 de janeiro de 2011 (Quinta-feira).
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Filme sobre a criação do Google

Parece que histórias e personagens do Vale do Silício estão voltando a interessar Hollywood.

Faz sentido, algumas empresas da região estão se tornando importantes marcas.

Uma vez mais, voltaram os rumores de que a Google será tema de um filme. Eles chegam na mesma época em que um filme sobre o Facebook caminha para a sua estreia.

Segundo o influente blog Deadline, Ken Auletta, colunista da New Yorker, vendeu os direitos de adaptação de seu livro  “Googled – The End of the World as We Know It” para Michael London e John Morris, da produtora Groundswell, responsável por filmes como Milk e Desinformante.

O filme seria focado nos dois fundadores da Google, Sergey Brin e Larry Page, e mostraria uma visão positiva da empresa de busca – sobre como os dois fundadores tentaram manter durante todos esses anos o princípio original da Google – “não seja evil”.

Não sei não, mas acho que Zach Braff daria um bom Sergey Brin.

Veja também: Steve Jobs e o “culto ao empreendedor”

Publicado por Tiago Dória, em 20 de agosto de 2010 (sexta-feira).
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