Versão 3.0 potencializará WordPress como CMS

Até maio está prevista para sair a versão final 3.0 do WordPress. Pelo que pude acompanhar em blogs de desenvolvedores, uma das principais características da nova versão do sistema será potencializar ainda mais o WordPress como um sistema de gestão de conteúdo (CMS).

O que não seria nenhuma novidade. Cada vez mais o WordPress é utilizado como um publicador de conteúdo não somente para blogs, mas para todo tipo de site. A revista do WSJ e o site do Ministério da Cultura, por exemplo, rodam totalmente em WordPress.

Reflexo dessa ideia é uma das novidades previstas da versão 3.0 ser a função “posts personalizados“, que classificará os posts por tipo de mídia – podcast, citações, vídeos, chat – algo que ajudará a organizar melhor as informações e que atualmente é possível fazer por meio do uso de categorias, mas que, de forma mais intuitiva, facilitará a vida de quem utiliza o WordPress como CMS de site.

Veja também: WordPress virou coisa de gente VIP

Publicado por Tiago Dória, em 6 de abril de 2010 (Terça-feira).
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Chatroulette nos tira da zona de conforto

Google Buzz ou Foursquare? O novo site “revolucionário” é o Chatroulette, um serviço de videochat. Você entra, não precisa fazer nenhum cadastro; liga a webcam e tem a possibilidade de se encontar de forma aleatória com qualquer pessoa. Não há moderação, não há filtros.

Você decide se quer falar com cada pessoa que encontra ao apertar o botão de “next”. É uma espécie de roleta russa de pessoas.

O Chatroulette nasceu, em novembro de 2009, da cabeça de Andrey Ternovskiy, estudante russo de 17 anos, que, da mesma forma que o site, é descompromissado e não tem (ou tinha) intenção nenhuma de ganhar dinheiro.

O que se percebe é que de chat o site tem pouco, as conversas são efêmeras, a maioria parte logo para apertar o botão de “next”, que permite que você gire a “roleta russa humana”. A graça mesmo parece estar em zapear as pessoas e ter a possibilidade de encontrar os tipos mais variados. O principal atrativo do Chatroulette, portanto, está em sua aleatoriedade.

O principal efeito está em nos tirar da “zona de conforto”. Somos acostumados a socializar somente com alguém que conhecemos ou que temos algo em comum. No Chatroulette, você está aberto a interagir e ser observado por qualquer um.

É a antítese do modelo consagrado do Twitter ou do Facebook, ambientes nos quais relacionamos com pessoas que tenham conosco um mínimo de interesse em comum. Aliás, nestas redes, podemos até bloquear pessoas de quem não gostamos.

Acredito que o Chatroulette em si não traz muita novidade. Há bastante tempo, ainda que sem vídeo, o Omegle permitia, e permite, que você converse de maneira aleatória com qualquer pessoa na internet. E, antes mesmo dele, existiam ferramentas parecidas, mas na dinâmica de ter que baixar um aplicativo e ser utilizado numa conexão discada.

Talvez o Chatroulette tenha chegado na hora certa. Hoje em dia, a banda larga é mais comum e as webcams são quase um acessório nativo dos computadores.

Sarita Yardi, pesquisadora da Universidade de Tecnologia da Georgia, começou a estudar, de perto, o site e descobriu que já existem algumas regras internas e comportamentos comuns, o começo de uma espécie de auto-organização.

Entre elas – clicar em “next” não é socialmente aceito, mas é esperado (seria semelhante a você desligar o telefone na cara da pessoa). As pessoas não querem se encontrar com pessoas conhecidas (a graça é falar com desconhecidos). Usar animais empalhados ou placas em vez de colocar a sua cara visível na webcam não é uma atitude bem vista (quem está na chuva é para se molhar. Tem que mostrar o rosto).

Em princípio, com a popularização e a entrada de investimento externo, penso que dificilmente o Chatroulette continuará com essa dinâmica tão aberta. O site é um campo perfeito para pedófilos e outros tipos de criminosos. Não é recomendado para crianças e muito menos para ser acessado em local de  trabalho. Pornografia é comum.

É bem provável que passe a ter filtros que permitam que a gente bloqueie ou se encontre,  ainda que aleatoriamente, com outras pessoas, mas que tenham interesses comuns. Enfim, que nos coloque de novo na “zona de conforto”.

Logo abaixo, Casey Neistat fez um vídeo bem explicativo sobre o site.

Veja também: Quem está usando e abusando dos sites de streaming

Crédito das fotos: Chrisgallevo e New York Magazine

Publicado por Tiago Dória, em 26 de fevereiro de 2010 (sexta-feira).
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Minhas primeiras impressões sobre o Google Buzz

Apesar das comparações, o Google Buzz, novo produto da Google, não foi criado pela equipe do Google Wave. O Buzz, na realidade, foi desenvolvido pela turma do Jaiku, serviço de microblogging que a Google comprou em 2007 e que depois foi desativado.

Demorou 1 ano para ser desenvolvido.

É uma mistura do que Facebook, FriendFeed, Twitter e Foursquare já fazem.

Google Buzz é um complemento ao Gmail. Uma tentativa da Google de integrar e criar um fluxo de tudo o que você produz na rede em um único lugar. Neste sentido, é um pouco diferente do Google Wave, direcionado para criar conteúdo de forma colaborativa.

O Buzz é mais voltado para conversas e consumo de conteúdo. Mas vai um pouco além disso, tem uma proposta de misturar “social” com “mobile”. Na prática, é parecido com o FriendFeed ou o feed do Facebook, você segue e é seguido por outros usuários e pode comentar e acompanhar um fluxo constante do conteúdo produzido na web por essas pessoas.

Pelo que tenho percebido, o pessoal tem utilizado o Buzz de duas formas. Como um fórum de discussão, uma pessoa propõe um tópico e várias pessoas respondem, e/ou como um serviço de lifestreaming (reúne o que é publicado por uma pessoa no Flickr, Twitter, blog etc).

E justamente devido a funcionar como lifestreaming, algumas funções já fazem falta, como ter filtros de conteúdo (de repente, não quero visualizar os vídeos produzidos por uma pessoa que eu sigo) e um botão para republicar (retuitar) as mensagens.

Em relação a outros produtos de lifestreaming, não existe muita diferença. O fluxo do que você produz fica reunido em uma página e aberto a comentários (igual ao FriendFeed) e você pode integrar fotos, vídeos e o Twitter (igual ao Facebook e ao falecido Pownce).

Para mim, o grande atrativo do Buzz está na parte mobile. A versão para celular do Google Buzz tem uma função que permite que você visualize apenas as informações de pessoas que estão próximas a você. Ou seja, é bem útil quando você chega a uma cidade e quer saber o que as pessoas conversando, o que de mais interessante está acontecendo. No entanto, vale lembrar que o Outside.in, criado pelo escritor Steven Johnson, já faz isso há algum tempo.

O que achei irritante no Buzz foi a integração forçada com o Gmail, que no início não era possível desabilitar (no rodapé do Gmail, agora existe o link “turn off Buzz”).

Dessa forma, com a integração, automaticamente, a Google criou uma base de usuários para o produto. Você começa seguindo e sendo seguido por várias pessoas no serviço, contatos que você criou no Gmail e no Google Talk anteriormente.

Em resumo, o Google Buzz parece uma tentativa da Google de misturar social/lifestreaming com mobile e, de reboque, dar mais relevância ao Google Profile, produto que poucas pessoas utilizavam, e ao próprio Gmail (seria um posicionamento da Google ao possível Facebook Mail, que pretende integrar email com as funções da rede social?).

Por enquanto, para mim, o Buzz faz mais sentido com a integração com o celular.

Por isso que, tirando a parte mobile, não me interessou muito utilizar o novo serviço da Google. Já tenho lifestreaming com várias pessoas cadastradas e locais onde publicar/compartilhar/discutir conteúdo – blog e Twitter. Não vejo motivos para publicar conteúdo exclusivo lá.

Até por que sem filtros, por enquanto, o Buzz tem criado mais ruído do que informação para mim.

Porém, vale lembrar que, quase sempre, esses serviços são um bom exemplo do conceito de “efeito da rede” – o valor que um usuário dá a um produto depende de quantas outras pessoas o estão usando. O que é chato hoje pode ser legal depois que todo mundo começar a utilizar.

Veja também:
Minhas primeiras impressões sobre o Google Wave

Publicado por Tiago Dória, em 10 de fevereiro de 2010 (Quarta-feira).
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Época São Paulo pergunta: que tipo é você?

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Com o teste para descobrir “que tipo de paulistano é você?“, está no ar o “site teaser” da revista Época São Paulo. Totalmente dedicada à cidade de São Paulo, a publicação da Editora Globo chega às bancas no mês que vem, mais especificamente, no dia 26 de abril.

Na semana passada, estive no evento de lançamento da revista para o mercado publicitário, que aconteceu no Masp, em São Paulo. E foi bem interessante. Por ser mensal, um dos diferenciais da revista será o conteúdo, mais trabalhado e editado.

E o site, que será atualizado todos os dias, dará bastante ênfase ao conteúdo dos blogs, que abordarão diversos aspectos da cidade – noite, gastronomia, compras e por aí vai.

Publicado por Tiago Dória, em 28 de março de 2008 (sexta-feira).
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