Não sou fã da Wired (prefiro bem mais a FastCompany), mas a matéria de capa da edição de maio está bem interessante (apesar de deixar alguns nomes de fora).
A Wired convidou o jornalista Steven Levy para entrevistar, 25 anos depois, personagens que fizeram parte de seu livro “Hackers – Heroes of the Computer Revolution“, em que o autor registra os principais passos da “revolução do computador pessoal”, no começo dos anos 80.
A primeira observação de Levy é que toda aquele papo de computadores pessoais, códigos e hackers deixou de ser uma subcultura para se tornar mainstream. Hoje se tornou uma respeitada indústria multibilionária. Muitos protagonistas daquela revolução se tornaram executivos.
Do ponto de vista comportamental, virou chique ser nerd. A computação pessoal está inserida no nosso dia-a-dia. Andy Hertzfeld, desenvolvedor da Apple nos anos 80, chega a afirmar que, hoje, Google e iPhone influenciam mais a nossa cultura do que os Beatles nos anos 60.
Bill Gates é um dos símbolos desses 25 anos. Virou um executivo-celebridade e bilionário. O cofundador da Microsoft, no entanto, não se define mais como um hacker. Foi-se o tempo em que ficava codificando quase 24 horas por dia.
No entanto, nem todos que fizeram parte daquela revolução se tornaram conhecidos ou ganharam dinheiro. Outros até hoje torcem o nariz e acreditam que as ideias de liberdade e compartilhamento de informação deram espaço para um certo “comercialismo”.
Porém, segundo Levy, uma nova geração, que vê os negócios e o dinheiro não como um inimigo, mas um meio de tornar as suas ideias e inovações mais conhecidas e acessíveis para uma quantidade maior de pessoas, começa a tomar espaço.
Mark Zuckerberg, cofundador do Facebook, é apontado pelo jornalista como o melhor exemplo atual dessa geração. Dá para ler a matéria completa no site da Wired.
Veja também: Era uma vez, uma tal de internet…
O Guardian está gostando mesmo dessa história de “hackear sites de jornais”. Neste final de semana, aconteceu a segunda edição do Guardian Hack Day.
O esquema foi o mesmo. Um encontro entre desenvolvedores e jornalistas e uma competição para criar aplicativos e mashups em torno do site do jornal. O evento foi organizado por Matt McAlister, ex-Yahoo! e atualmente diretor da rede de desenvolvedores do site do jornal britânico
Dos aplicativos criados lá:
1) Um que mostra quais partidos políticos respondem e recebem mais perguntas no Twitter. É uma forma de mostrar quem realmente dá atenção aos eleitores no Twitter.
2) Mapa da gripe suína, que relaciona matérias que foram publicadas e áreas onde a epidemia está presente. É um pouco para uso interno, para alertar a redação sobre quais áreas estão carentes de cobertura sobre o assunto.
3) Um aplicativo que permite às pessoas classificarem como quiserem as matérias, inserirem as palavras-chaves que desejarem. Normalmente, quem define que tal assunto deve entrar na editoria de política ou cultura é o jornalista.
No caso, quem define é o leitor. Ele pode achar que um assunto tem mais a ver com tecnologia do que com economia. Enfim, ele é quem faz a classificação, ele pode definir novos rótulos. Existe essa possibilidade, além da categorização tradicional.
Em breve, esses aplicativos poderão ser inseridos como novos produtos ou novas funcionalidades oficiais do site do Guardian.
Com a realização desses “dias de hacker”, de um jeito ou de outro, o Guardian está adotando a mesma estratégia do Twitter, de trazer inovação de fora, conforme expliquei melhor no post Compra do Summize pelo Twitter mostra a importância da API pública.
Veja também:
Guardian também trabalha com crowdsourcing em documentos
Crédito da foto: Pigsaw

“A Telefônica informa que, nos últimos dias, parte da sua infraestrutura que dá suporte ao acesso à internet tem sido alvo de ações deliberadas e de origem externa”
Em comunicado enviado à imprensa, a Telefônica revelou que diversos ataques de “hackers” teriam causado problemas de conexão que já duram quase uma semana no serviço Speedy.
Também nesta semana, a Anatel aprovou o uso da tecnologia de internet pela rede elétrica. A decisão permitirá que tomadas elétricas sejam usadas como pontos de acesso à internet.
Com isso, espera-se que novas empresas entrem no mercado e aumente a competição entre as que exploram o acesso a rede.
Crédito da foto: RadioFree