Google Telecom – Parte 2

A Google anunciou que planeja oferecer uma rede de fibra ótica na cidade de Kansas, nos EUA.

Segundo o Wall Street Journal, a intenção é fornecer não somente infraestrutura, mas serviços “triple play” – TV a cabo, telefonia e acesso à banda larga.

O serviço de TV seria disponibilizado por meio da Google TV, projeto que estaria passando por uma reformulação.

Há algum tempo, comentei sobre o quanto a Google Telecom começa a ganhar corpo, principalmente depois que Larry Page assumiu a diretoria da empresa.

Desde agosto, a Google fornece uma rede de fibra ótica para parte das pessoas residentes em Palo Alto, nos EUA.

Ao entrar no negócio de infraestrutura, a Google ganha uma vantagem sobre as demais empresas, que dependem de terceiros para fazer com que os seus serviços cheguem aos usuários finais. Por outro lado, com o posicionamento, a Google ganha novos competidores – as empresas de telecom.

Veja também: Google Telecom mais próxima da realidade

Crédito da foto: d-reichardt

Publicado por Tiago Dória, em 4 de novembro de 2011 (sexta-feira).
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Guerra de patentes e outras coisas mais em “Google + Motorola”

O anúncio da compra foi meio que inesperado, mas faz sentido:

A Google anunciou que vai comprar a Motorola Mobility por US$ 12,5 bilhões (a Motorola atualmente é dividida em duas unidades de negócios – Motorola Mobility, voltada para dispositivos móveis, e Motorola Solutions, ligada a serviços de comunicação para empresas).

A Motorola é uma das principais fabricantes de celular que trabalha com o sistema operacional Android e a compra é considerada a de maior valor até hoje feita pela Google.

Com a aquisição, a Google ganha mais poder de barganha na guerra de patentes, que vem se desenrolando há alguns meses entre Apple, Microsoft, Nortel, Motorola e a própria Google.

Pagar US$ 12,5 bilhões por patentes de “comunicação móvel” para depois licenciá-las não é para qualquer um. No entanto, existem mais coisas envolvidas na operação de compra.

A compra é consequência da histórica política da Google de cortar intermediários e verticalizar os negócios. A Google cortou um intermediário no setor mobile. Agora, a empresa controla não somente o software, mas também o hardware dos aparelhos com o Android.

Com isso, a Google tem um domínio melhor sobre a “experiência do usuário” com o Android. Aliás, com a compra, de certa forma, a Google dá um crédito à Apple que sempre defendeu a ideia de que “experiência” é hardware + software + serviços (os 3 devem estar integrados).

A aquisição pode ter diversas consequências mais imediatas: 1) acelerar a possível compra da Nokia (ou quem sabe RIM) por parte da Microsoft , 2) a Google pode estender a compra para outras áreas, como a de tablets, 3) a empresa de busca pode passar a ser vista como concorrente por seus antigos parceiros, como Samsung e HTC, que distribuíam o Android em seus dispositivos.

A operação de compra da Motorola deverá ser concluída até o final deste ano ou começo de 2012.

Atualização - O Lost Remote acrescentou uma questão que tem um possível efeito específico no mercado americano. A Motorola é a maior provedora de set-top boxes de TV nos EUA. Com a integração, a Google TV poderá ganhar mais distribuição, além de acesso a mais dados.

Veja também: A obsessão da Google por velocidade

Crédito da foto: Kham Tran

Publicado por Tiago Dória, em 15 de agosto de 2011 (Segunda-feira).
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YouTube mais profissional

Até o final do ano, o YouTube poderá não ser o mesmo. O site de vídeos da Google passará por um reposicionamento, segundo matéria do Wall Street Journal que repercutiu nesta semana.

A previsão é que, até o final do ano, o site invista US$ 100 milhões para a criação de 5 a 10 horas semanais de conteúdo, o que vai resultar no lançamento de 20 canais de “conteúdo profissional” e em uma nova home para o YouTube, que deixará em destaque a produção do material original.

Nesta semana, o Los Angeles Times confirmou que a Google está abrindo um escritório em Los Angeles, com a intenção de fechar acordos com diretores e produtoras locais. No mês passado, foi feita a aquisição da Next New Networks, responsável pela produção de vídeos de curta duração.

Com o reposicionamento, o possível objetivo da Google é conseguir equilibrar melhor a quantidade de “conteúdo profissional” e o chamado “conteúdo gerado pelo usuário” (UGC) publicado no site. Desse modo, o YouTube se tornaria mais atraente para anunciantes.

A postura da Google é até que esperada. Historicamente, “conteúdo gerado pelo usuário” sempre foi difícil de ser monetizado (o site de vídeos Blip.TV fez um caminho parecido. Começou aceitando sem controle conteúdo enviado pelos usuários, para depois passar a trabalhar apenas com produtores profissionais).

Caso seja concretizado, o reposicionamento poderá mudar um pouco a dinâmica do YouTube. A Google deixará de investir tanto no licenciamento de conteúdo para se focar mais na produção própria. Acostumado a gerar tráfego por meio de vídeos individuais, o site de vídeos contará com uma programação própria, com conteúdo primário e publicado com uma certa periodicidade.

Com a programação é bem provável que aumente o tempo de visita do usuário no site.

O conteúdo próprio poderá ter também o efeito de gerar uma fidelidade maior dos usuários.

A mudança não deixará de ser uma possível resposta ao crescimento de serviços como Netflix e Hulu, que trabalham com conteúdo profissional e de longa duração – filmes e seriados. Comparado com Hulu e Netflix, no YouTube um usuário, em média, passa pouco tempo (15 minutos por dia).

É lógico que, nessa briga com os dois, o YouTube tem uma certa vantagem – a Google possui infraestrutura de internet (recentemente, o Netflix foi prejudicado por uma decisão da operadora AT&T, que controla parte da infraestrutura de internet nos EUA).

A intenção de aumentar a quantidade de conteúdo profissional está relacionada também à Google TV, que tem como carro-chefe levar o conteúdo do site de vídeos aos aparelhos de TV. Logo após o lançamento no ano passado, a Google TV foi muito criticada por fornecer pouco conteúdo.

A possibilidade de poder assistir o atual conteúdo do YouTube na TV não foi suficiente para atrair usuários para a Google TV (parece que Steve Jobs estava certo quando disse que na TV as expectativas são outras. As pessoas gostam de ver conteúdo profissional e bem produzido).

Com esse reposicionamento, o YouTube também seguirá uma tendência detectada na última edição do relatório State of News Media, publicado no mês passado. Empresas que, antes eram apenas agregadoras de conteúdo, estão passando a investir na produção de conteúdo primário.

Veja também: YouTube 1 x Viacom 0

Publicado por Tiago Dória, em 8 de abril de 2011 (sexta-feira).
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Primeiras críticas à Google TV

Diversos blogs no exterior começaram a publicar as suas primeiras impressões sobre a Google TV, que ainda não foi lançada aqui, no Brasil.

O principal problema parece ser a falta de conteúdo. Além do Hulu, um dos sites de vídeos mais utilizados para assistir conteúdo da TV,  três das maiores redes de TV dos EUA – ABC, CBS e NBC – resolveram bloquear o acesso ao seu conteúdo via Google TV.

Sinal de que a Google terá que suar a camisa para fechar acordos com as emissoras.

Oliver Starr, no TechCrunch, é o mais otimista. Apesar do conteúdo bloqueado e da escassez de aplicativos, um dos principais atrativos da Google TV, elogia a integração TV e celular.

Além de poder utilizar o celular como controle remoto, é possível assistir a um vídeo no celular, parar e voltar a assisti-lo na TV do ponto exato que havia parado.

O jornalista Rich DeMuro, por sua vez, afirma que o navegador embutido e a forma como a informação é organizada na tela são os principais atrativos da Google TV. A Google adicionou brilhantemente um navegador de internet na “sala de estar”, opina.

O jornalista acredita que o ritmo de desenvolvimento, em constante beta, sempre com atualizações e novidades, colocará a Google TV  à frente dos concorrentes.

Doug Aamoth, do Techland, é mais comedido. Acredita que a Google TV é um produto feito para geeks. Um teclado Qwerty, igual ao usado em computadores desktop, não é o ideal para ser utilizado como controle remoto em uma TV.

Na realidade, é melhor utilizar dois controles remotos. O tradicional e deixar o teclado para quando for necessário digitar algo na tela.

E aponta para outro inconveniente, a Google TV exige uma conta da Google, o que poderá gerar um problema quando uma mesma TV for utilizada por várias pessoas.

De forma parecida, Danny Sullivan, do Search Engine Land, conclui que, por enquanto, a Google TV é mais para early adopters. Dependendo do caso, vale mais a pena utilizar um cabo HDMI, um site agregador como o Clicker e conectar o seu laptop à TV.

Veja também: ABC sincroniza tablet e TV

Publicado por Tiago Dória, em 22 de outubro de 2010 (sexta-feira).
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Sony Google TV – o comercial

Agora é oficial. A Sony anunciou a sua linha de televisores equipados com a Google TV.

Por enquanto, os aparelhos serão vendidos apenas nos EUA, com preços entre US$ 600 (24 polegadas) e 1.400 (46 polegadas).

A Google TV + Sony talvez seja a concretização do antigo conceito de usar a internet como platafoma de entrega de conteúdo para a TV. Afinal de contas, mesmo que parte do mercado tenha tentado frear a ideia, uma hora, mais cedo ou tarde, a internet iria parar na TV.

Abaixo o tão comentado comercial do televisor da Sony com a plataforma de TV da Google, que, na semana passada, apareceu meio que escondido em um programa da ABC.

Repare no controle remoto com teclado Qwerty.

Veja também: Tudo ao mesmo tempo: navegar na web e assistir TV

Publicado por Tiago Dória, em 14 de outubro de 2010 (Quinta-feira).
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Mais um pouquinho sobre a Google TV

Você usaria um controle remoto com teclado Qwerty para assistir TV?

Nesta terça-feira, o programa ABC Nightline, da emissora ABC, mostrou o trecho de um anúncio de uma TV da Sony equipada com a Google TV.

A novidade é o controle com teclado Qwerty (vídeo abaixo/trecho 2:33).

Apesar da Google TV permitir o controle por voz, a ideia de usar um controle remoto com teclado Qwerty chega no momento em que se discute justamente o contrário.

Para se ter uma ideia, a Prime Sense trabalha com o conceito de controlar uma TV apenas com o movimento das mãos, sem necessidade de controle remoto.

Veja também: Seu laptop sincronizado com a TV

Publicado por Tiago Dória, em 6 de outubro de 2010 (Quarta-feira).
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Vídeo da Google TV

Nesta segunda-feira, a Google divulgou um vídeo de apresentação da Google TV.

Desta vez, a questão dos aplicativos é ressaltada.

NYTimes e USAToday são duas publicações que já estão desenvolvendo versões otimizadas de seus sites para a Google TV. E a emissora CNBC já possui um aplicativo para a plataforma.

Veja também: YouTube ao vivo faz bem para a Google TV

Publicado por Tiago Dória, em 4 de outubro de 2010 (Segunda-feira).
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YouTube ao vivo faz bem para a Google TV

Mal iniciou a semana e o YouTube começou a testar uma plataforma de transmissão ao vivo, semelhante à fornecida por sites como Ustream.tv e Justin.tv.

A notícia dos testes não é muito bombástica. Há um bom tempo, o YouTube vem fazendo transmissões ao vivo de eventos – o pioneiro YouTube Live, shows de bandas como U2 e Arcade Fire, além do discurso de posse de Barack Obama, presidente dos EUA.

A diferença é que agora o YouTube pretende oferecer a tecnologia para terceiros (parceiros).

Num primeiro momento, durante dois dias, Young Hollywood, Next New Networks, HowCast e o velho conhecido videocast Rocketboom estarão testando a tecnologia de transmissão ao vivo do YouTube (a agenda completa das transmissões está aqui).

Enquanto escrevia esse post, o Young Hollywood era exibido ao vivo, com a participação do Steve-O, do Jackass. Não tive problemas ao assistir. A transmissão não travou. Somente achei que existe muito spam nos comentários que são postados ao vivo.

Segundo o contador do YouTube, 5.753 pessoas estavam assistindo à transmissão.

Os testes da plataforma de transmissão estão relacionados às recentes aquisições da Google. Em abril, a empresa de busca comprou a Episodic, startup voltada à tecnologia de streaming.

Acredito que o “YouTube ao vivo” também esteja ligado a outro produto da Google – a Google TV, que tem como carro-chefe levar o conteúdo do site de vídeos para os aparelhos de TV.

Antes mesmo de ser lançada, a Google TV é criticada por dar sinais de que fornecerá pouco conteúdo. A aposta da Google em lançar, até o final do ano, um serviço de aluguel de filmes no YouTube é uma tentativa de amenizar essas críticas.

E agora, com o “YouTube ao vivo”, a empresa de busca terá a chance de mostrar que as possibilidades da Google TV poderão ser maiores.

Veja também: Filme sobre a criação do Google

Publicado por Tiago Dória, em 13 de setembro de 2010 (Segunda-feira).
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Google TV (ao vivo e a cores)

Enquanto muitos aproveitavam o feriadão aqui, no Brasil, a Sony aproveitou a feira de eletrônicos IFA para mostrar o protótipo de um aparelho de TV rodando a Google TV. É a 1ª vez que o serviço, que pretende levar, efetivamente, a web aos aparelhos de TV, é exibido em público.

Durante conferência na mesma feira, Eric Schmidt, diretor geral da Google, afirmou que tem a intenção de tornar a Google TV um “produto internacional” em 2011.

Até o final de 2010, a previsão é que o serviço esteja disponível nos EUA (apenas em televisores HDTV e players Blu-ray da Sony, e num set-top box da Logitech).

Uma vez mais, Schmidt reafirmou a estratégia da Google TV – levar para a TV o conteúdo da web (Twitter, YouTube, Last.fm) e transformar os aparelhos de TV em “computadores”, com navegador, sistema de busca, aplicativos etc.

A partir da demonstração do protótipo da Sony (vídeo abaixo), percebe-se que, entre outras coisas, por meio da Google TV, o telespectador poderá fazer buscas e checar o Twitter enquanto assiste à televisão. Tudo na mesma tela. Ou seja, modelo diferente do conceito de duas telas do MetaMirror, que evita que a “interatividade” interrompa ou minimize a programação na TV.

Veja também: Briga boa? Apple TV vs Google TV

Publicado por Tiago Dória, em 8 de setembro de 2010 (Quarta-feira).
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