Futurologia: removedor portátil de manchas

Um removedor portátil de manchas, alimentado por uma bateria de açúcar cristal, foi o vencedor do Electrolux Design Lab 2011.

Todo ano, o concurso elege os produtos conceituais mais inovadores em design e tecnologia na área de eletrodomésticos.

O removedor vem com 4 pré-programas de limpeza – óleo, café, tinta, suor – e tem a ver com algo que comento bastante aqui, no blog – mobilidade.

O designer Adrian Mankovecký, idealizador do projeto, conceituou o removedor pensando em seu uso para qualquer lugar. Tanto que o gadget usa pouca energia.

Mais um que entra para a lista de vídeos conceituais do blog.

Veja também: Vida acadêmica virou filme

Publicado por Tiago Dória, em 8 de setembro de 2011 (Quinta-feira).
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Iris: tablet conceito (vídeo)

Tela OLED, tradução instantânea de textos, permite escanear documentos, realidade aumentada…

Veja também: Bê-á-bá da tecnologia

Publicado por Tiago Dória, em 6 de setembro de 2011 (Terça-feira).
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Walkman pode até ter morrido…

… mas os seus comerciais continuam eternizados no YouTube.

Nesta semana, a Sony anunciou o fim definitivo da produção e venda do Walkman de fita-cassette.

A história do gadget é parecida com a de outras tecnologias. Ao cair nas mãos dos usuários, tomam um rumo um pouco ou muito diferente do que pretendiam os seus criadores.

Os executivos da Sony, por exemplo, empresa pioneira em comercializar o Walkman, acreditavam que o principal atrativo do gadget era portabilidade (você poderia levar para qualquer lugar), no entanto, ao cair nas mãos das pessoas, a autonomia e o isolamento proporcionados pela tecnologia passaram a ser o aspecto mais significativo – você poderia ouvir música sem ninguém encher o saco.

Ouvir música passou a ser uma atividade mais pessoal e autonôma.

Veja também: Flickr virou um… guia de viagens

Publicado por Tiago Dória, em 25 de outubro de 2010 (Segunda-feira).
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Uma espiada no futuro em 2020

De tempos em tempos, empresas de tecnologia publicam vídeos conceituais sobre o futuro. Microsoft, Nokia e AT&T são craques em fazer isso.

Neste sentido, a Ericsson lançou a série 2020 Shaping Ideias, que convida pesquisadores para discutir o futuro. Como será o mundo, os nossos hábitos, a nossa relação com as tecnologias digitais daqui a 10 anos?

Apesar da movimentação recente em torno do “conteúdo pago”, Jeffrey Cole, por exemplo, acredita que, no futuro, todo conteúdo será gratuito e subsidiado por publicidade

Do engenheiro Adrian Bowyer vem a ideia mais futurista. Bowyer é criador da RepRap, impressora 3D autoreplicável, capaz de imprimir as próprias peças – a partir de uma impressora você pode construir outra.

Palestrante na POP!Tech 2007, o engenheiro acredita que a popularização da impressora 3D causará mudanças profundas na economia.

Tipo de mudança semelhante à proporcionada pelos computadores pessoais. Da mesma forma que os PCs descentralizaram a computação, de mainframes para computadores pessoais, as impressoras ajudarão a descentralizar a indústria de artefatos.

Segundo Bowyer, cada pessoa terá a possibilidade de produzir qualquer objeto que utiliza no dia-a-dia. Está precisando de uma nova maçaneta, cabides ou novas sandálias? Com baixo custo, a própria impressora 3D imprime para você.

Veja também: O que esperar de 2010, além de computador no sapato?

Publicado por Tiago Dória, em 18 de abril de 2010 (domingo).
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5 coisas que estão falando sobre o iPad

Enquanto muitas pessoas aproveitavam o feriado de Páscoa, o iPad foi lançado nos EUA e alguns comentários foram publicados por aí. Separei os melhores:

1) iPad é mais sobre games do que notícias
Apesar das empresas de jornalismo tentarem puxar as atenções para o seu lado, segundo o VentureBeat, o iPad seria mais um console de game do que um e-reader – 44% dos aplicativos para o gadget são classificados como games. Atualmente, os mais baixados da AppStore estão nesta categoria. Eletronics Arts, Activision Blizzard e Gameloft são algumas das produtoras que estão desenvolvendo games exclusivos para o gadget. Será que, por meio do iPad, a Apple finalmente entraria no mercado de games? Ao que tudo indica, a concorrência será no mercado de consoles portáteis, hoje dominado pela Nintendo e o seu Nintendo DS.

2) iPad mata o mouse e não o laptop
Segundo Walter S. Mossberg, colunista de tecnologia do WSJ, um dos primeiros jornalistas a publicar um review sobre o gadget, o iPad chega perto, mas não mata o laptop. O que o iPad tem condições é de mudar a “computação móvel” com sua tela sensível ao toque de mão. Enfim, com a tela sensível ao toque de mão, o iPad prova que, na computação pessoal, é possível existir uma interface que seja diferente das atuais, que não seja baseada no uso do mouse.

3) iPad repete frenesi do CDROM
Cory Doctorow, do blog BoingBoing, e Danny O’Brien, da Electronic Frontier Foundation, ecoam as palavras de Scott Rosenberg, cofundador da revista Salon. O hype das empresas de mídia em torno do iPad lembra o feito em torno do CDROM nos anos 90. Uma suposta demanda por conteúdo “multimídia e interativo” salvaria os negócios das empresas. Jack Shafer, na revista Slate, é mais direto e seco. Se surgir realmente alguma inovação no iPad, ela não virá dos badalados aplicativos das empresas de mídia – NYTimes, TIME etc. Essas empresas não estão mais à frente da inovação, mesmo com um novo gadget ou meio de entregar conteúdo.

4) iPad é computador para os “simples mortais”
Falta de uma câmera nativa, USB e multitasking (poder utilizar mais de um aplicativo ao mesmo tempo no iPad)? Segundo Omar Wasow, do The Root, não adianta os nerds reclamarem. O iPad não foi feito para eles, mas para “pessoas comuns” que querem um computador simples, elegante e intuitivo que atenda às necessidades mais triviais do dia-a-dia, como ler algumas notícias no café da manhã, buscar e conferir uma receita na internet ou ainda jogar um jogo de tabuleiro com os amigos, algo casual.

5) iPad simboliza o “futuro das notícias”
Valleywag, o blog de fofocas do Vale do Silício, é um dos que enche a bola dos aplicativos feitos pelas empresas de mídia. Conteúdo atualizado constantemente, vídeos ao vivo, slideshows, esse é o “futuro das notícias” segundo o blog. TIME, GQ, USAToday, NYTimes, WSJ são algumas das publicações que marcam presença no gadget, além das emissoras BBC, CNN, NPR e ABC, sendo que essa última dá acesso gratuito à sua programação (a CBS faz o mesmo, mas por meio de seu site que pode ser acessado pelo navegador do iPad).

E mais: O blog Gizmodo publicou uma lista bem completa dos melhores aplicativos para o iPad, inclusive com games e utilitários.

Veja também: iPad: Apple entende que o futuro é agnóstico

Crédito das fotos: Tom Winn e divulgação

Publicado por Tiago Dória, em 5 de abril de 2010 (Segunda-feira).
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Frase da semana

“Esse projeto está tentando trazer o ‘digital’ para os alimentos”

Marcelo Coelho, brasileiro e pesquisador do MIT, que está desenvolvendo uma “impressora de comida“, tecnologia capaz de materializar alimentos.

Chamado de Cornucopia, o projeto foi destaque em diversos sites nas últimas semanas.

Publicado por Tiago Dória, em 13 de fevereiro de 2010 (sábado).
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Qual é a plataforma de games que mais cresce? iPhone

Está aí algo que a gente comentou lá na Campus Party.

O que também pode gerar um potencial uso para o iPad – games.

1) Sucessos como The Sims 3 e GTA são vendidos a US$ 30 e 40. Na iTunes, na versão para iPhone, esses jogos custam de US$ 7 a 10.

2) O jogo mais vendido para iPhone é Pocket God (Deus no Bolso), no qual você deve controlar uma ilha. Custa US$ 1.

3) A velocidade de processamento da última versão do iPhone, o 3GS, abriu espaço para o desenvolvimento de jogos mais complexos para o gadget.

4) Executivos de desenvolvedoras de jogos, como Sega e Eletronic Arts, estão empolgados com a potencialidade de games no iPhone.

5) Devido à questão de GPS e por deixar pessoas em rede, social games caem bem no iPhone.

São tópicos de uma matéria do NYTimes sobre o crescimento dos jogos no iPhone.

Veja também:
Concurso de newsgames

Crédito da foto: Steve Kay

Publicado por Tiago Dória, em 3 de fevereiro de 2010 (Quarta-feira).
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iPad: Apple entende que o futuro é agnóstico

As profecias estavam certas. Era um tablet. A Apple anunciou nesta quarta-feira o lançamento de seu aguardado gadget – o iPad. Tela sensível de 24,6 cm, bateria de 10 horas, Wi-fi, 3G, Bluetooth. Possibilidade de assistir a filmes, ouvir música e, claro, navegar na internet.

A interface e as funções são muito parecidas às do iPhone. A diferença é que você não pode enviar mensagens de texto nem fazer chamadas (atualização: na sexta-feira, a Apple anunciou que será possível fazer chamadas por meio de aplicativos que utilizam a tecnologia VoIP)

Confesso que fazia tempo que eu não via tanto hype em torno do lançamento de um gadget. A última vez foi no lançamento do iPhone em 2007.

Esse burburinho em torno do lançamento não é uma questão apenas de RP, que a Apple sempre dominou muito bem, simboliza também o quanto a computação pessoal e a cultura digital estão inseridas entre nós. O lançamento de um computador consegue mobilizar milhares de jornalistas e autores de blogs. Mobiliza pessoas. Algo inimaginável há alguns anos.

E, longe das especificações técnicas, esse lançamento representa o quanto a Apple entendeu que o futuro é agnóstico em relação a dispositivos.

Uma das características mais poderosas da internet é o fato dela poder ser acessada de qualquer lugar. Ela pode estar em todos lugares. Até alguns anos atrás, isso era apenas um conceito.

Tínhamos as tecnologias para isso – banda larga e cloud computing, mas faltavam os dispositivos. A Apple parece ter percebido isso e está trabalhando nesses dispostivos, mas dentro de uma ideia de coexistência. Dessa forma, nos empurra para um futuro agnóstico.

Com o iPhone, a Apple trouxe efetivamente a internet para o celular (é o celular que proporciona a melhor navegação, não há dúvidas) e agora busca trazer a internet realmente para a mesa de café, a cozinha, o quarto. O iPad é o meio termo entre o celular e o laptop.

É aquele dispositivo que não é mobile, mas é portátil e flexível (quase o tamanho de uma revista), você pode levar para quase qualquer lugar, sem as limitações de tela de um celular nem o desconforto de um laptop.

Para mim, daqui para frente, após a poeira baixar, o interessante será acompanhar todo o desenvolvimento em torno do gadget. Certamente surgirão diversos aplicativos para o iPad.

O lado ruim será ter que ler artigos afirmando que o iPad vai salvar, de uma hora para outra, a mídia impressa. Como se o iPad não fosse um gadget, mas uma tábua de salvação.

Veja também:
O pensamento vivo da Apple

Crédito das fotos: Divulgação e lrussell810

Publicado por Tiago Dória, em 27 de janeiro de 2010 (Quarta-feira).
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The iPhone 3G Guided Tour Video

A Apple divulgou hoje o vídeo que mostra as funcionalidades da nova versão do telefone, entre elas GPS e suporte a 3G. Confira aqui.

Na área de mídia, a agência AP lançou um aplicativo que filtra as notícias que você recebe em seu iPhone de acordo com a sua localização geográfica.

Publicado por Tiago Dória, em 1 de julho de 2008 (Terça-feira).
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