Futuro das telas (vídeo conceitual)

A Corning, responsável pelo vidro utilizado em telas de smartphones e tablets, publicou um vídeo conceitual sobre como a empresa vê o futuro das telas.

O vídeo é continuação ao A Day Made of Glass, que ficou muito conhecido em 2011.

/via Co.Create

Veja também: E o carro do futuro, segundo a Volvo

Publicado por Tiago Dória, em 3 de fevereiro de 2012 (sexta-feira).
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E o carro do futuro, segundo a Mitsubishi

Mais uma empresa que aposta no modelo de “carro movido a software“.

A Mitsubishi apresentou o que seria o painel de controle de um carro no futuro  – dashboard com tela sensível ao toque de mão, UX personalizada, sensores capazes de detectar a sua temperatura e batidas do coração e indicar se você está apto para dirigir.

A interface conceitual foi apresentada durante o Tokyo Motor Show 2011.

Veja também: Carro do futuro, segundo a Toyota

Publicado por Tiago Dória, em 12 de dezembro de 2011 (Segunda-feira).
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Futuro do mobile, segundo a Samsung

Celular ou tablet? Segundo a Samsung, os dois sofrerão uma simbiose e ganharão uma tela transparente e flexível (AMOLED). Realidade aumentada, UX personalizada, videoconferência e tradução em tempo real também fazem parte do pacote.

Veja também: Impressora conceitual

Publicado por Tiago Dória, em 5 de dezembro de 2011 (Segunda-feira).
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Tecnologia de banheiro em alta

Por essa nem Steve Jobs esperava. O banheiro pode se tornar a última fronteira da revolução digital.

Cada vez mais, o banheiro disputa com a sala de estar o título de próximo ambiente a ser afetado pelas tecnologias emergentes. Se na sala de estar, a disputa é entre Microsoft, Google e Apple; no banheiro, empresas como Toto, Kohler e Panasonic tentam dominar o mercado.

Algumas invenções high-tech para banheiro até fazem sentido, como um chuveiro com rádio e player de MP3 (para quem gosta de cantar no banho) ou um vaso sanitário que funciona por meio de sensores de movimento ou comando de voz, evitando assim o contato manual (útil e higiênico para banheiros públicos).

Outras, no entanto, parecem estar fora da curva, como um vaso sanitário que faz massagens e outro que toca uma música toda vez que você levanta a tampa do assento.

Na Ásia, o mercado de tecnologia para banheiro cresce a 25% ao ano. A revista Appliance Magazine, especializada em produtos domésticos, já decretou que o banheiro é a última fronteira da revolução digital.

Nos EUA, a tecnologia de banheiro ganha cada vez mais espaço em resenhas de blogs de tecnologia e editorias de informática de jornais.

Há 2 motivos para esse burburinho. O primeiro é comportamental. Cada vez mais, os banheiros são vistos como um ambiente de relaxamento e refúgio.

O outro é estratégico. Empresas japonesas, tradicionais neste tipo de tecnologia, resolveram expandir os seus mercados. Algumas começaram a invadir o mercado americano.

O Brasil não fica de fora dessa. A marca japonesa Toto entrou neste ano no mercado brasileiro, com vasos sanitários futuristas.

Semelhante a outras tecnologias de ruptura, os vasos sanitários high-tech emergem com alto custo – em média, US$ 6 mil, quase 12 mil reais.

Sam Grobart, editor de tecnologia pessoal no NYTimes, fez durante um mês as suas necessidades num vaso sanitário deste tipo. O jornalista mandou instalar em sua casa, em Nova Jersey, um vaso Numi, da empresa Kohler.

O primeiro detalhe é que Grobart precisou não somente de um pedreiro, mas também de um eletricista. Você precisa plugar o vaso na tomada.

Para o jornalista, o recurso mais interessante é o painel LCD, que permite que você crie preferências para cada pessoa da família – tipo e volume da descarga, temperatura da tábua do assento, além da opção de ouvir música ou notícias enquanto está sentado no vaso.

Segundo Grobart, o único problema foi ter que reiniciar o vaso sanitário. Num dia qualquer, simplesmente o computador embarcado no vaso travou.

Você deve estar se perguntando, por que uma pessoa compraria um vaso sanitário cheio de botões e recursos? A explicação é simples. Semelhante a outras tecnologias, a de banheiro é capaz de, por meio do uso progressivo, condicionar a expectativa do usuário.

Exemplo: depois de usar progressivamente tecnologias sem fio, dificilmente você utilizará produtos com fio. Ou seja, a tecnologia condicionou a sua expectativa. Daqui para frente, você sempre vai querer produtos sem fio.

No caso do vaso sanitário high-tech, o princípio é o mesmo. O que antes parecia desnecessário torna-se algo que você não viveria sem.

Portanto, da próxima vez que você avistar um vaso sanitário cheio de luzes e botões, tente segurar a risada. Talvez, daqui a alguns anos, esse apetrecho seja tão normal quanto “qualquer pessoa andar com um telefone no bolso”.

Veja também: Não percebemos, mas podemos controlar o futuro

Publicado por Tiago Dória, em 29 de novembro de 2011 (Terça-feira).
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O mobile vai matar o dinheiro

Nem PayPal, nem cartão de crédito. Quem vai matar o dinheiro (de papel) de vez serão os sistemas móveis de pagamentos. Tomi Ahonen, escritor e especialista em telecom, faz a aposta.

Palestrante da HSM ExpoManagement 2011, que acontece em São Paulo, o especialista acredita que, semelhante ao que fez com outros setores (câmeras fotográficas e games), o celular mudará a indústria do dinheiro.

Os motivos para que isso aconteça são simples. Primeiro, diferente do dinheiro, o celular, ao registrar tudo, não é um meio de pagamento, mas sim um mecanismo de pagamento.

Dinheiro terá uma tela, poderá falar – prevê o especialista.

Além disso, segundo Ahonen, o celular possui uma vantagem. É o dispositivo mais próximo de nós quando fazemos ações por impulso – 70% dos americanos usam o celular enquanto fazem compras numa loja física.

Para o especialista, o crescimento da tecnologia móvel é único na história da humanidade.

Antes de tudo, é uma tecnologia viciante. Uma pessoa checa o celular, em média, 150 vezes por dia, de acordo com um estudo da Nokia, de 2010.

Até 2001, o número de celulares crescia junto com a população. Hoje, já existe mais celular do que gente no mundo. Algumas partes do mundo não têm acesso à eletricidade, mas têm às redes de celular.

Com essa alta densidade, historicamente o celular acaba impulsionando o uso de outras tecnologias e produtos, como games, câmeras fotográficas e email.

Para ter sucesso no setor, Ahonen acredita que o celular deve ser tratado como uma tecnologia diferente da internet. Ou seja, a relação entre internet e mobile deve ser parecida com a de TV e rádio. São próximos, mas diferentes. O celular cria conceitos que a internet não tem, como os ringtones.

Mesmo com essa visão, o especialista em telecom levanta um ponto que já comentei no blog – na realidade, o futuro não será mobile, mas sim multiplataforma (device agnostic). O celular será apenas um dos dispositivos entre tantos outros.

Veja também: Tributar excessivamente a internet é impedir a geração de riquezas

Publicado por Tiago Dória, em 8 de novembro de 2011 (Terça-feira).
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E o carro do futuro, segundo a Volvo

Há duas semanas publiquei um vídeo sobre um carro conceito da Ford.

Nesta semana, durante o Salão de Frankfurt 2011, a montadora Volvo divulgou um vídeo do carro conceitual “Concept You“.

Enquanto a Ford aposta na tecnologia de cloud computing, a Volvo segue pelo caminho das interfaces, com a tecnologia Pads.

O painel do carro conta com duas telas sensíveis ao toque de mão.

Semelhante a um tablet, as telas contam com um dashboard que centraliza todos os controles e as informações sobre o veículo. É possível instalar aplicativos e controlar o dashboard apenas com o gesto das mãos ou o movimento dos olhos.

A intenção é trazer um pouco da dinâmica dos tablets para o mercado de automóveis.

Cada vez mais, a tecnologia embarcada nos veículos é vista como um elemento dinâmico de (re)estruturação do setor.

Veja também: Não percebemos, mas podemos controlar o futuro

Publicado por Tiago Dória, em 16 de setembro de 2011 (sexta-feira).
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Não percebemos, mas podemos controlar o futuro

Em tempos de rápidos avanços tecnológicos e de transformação da Lei de Moore em um mantra, parece que o futuro está pré-determinado. Como se fossem vítimas do futuro, pessoas e empresas não têm muito o que fazer a não ser esperá-lo e tentar se adaptar a ele.

Ledo engano. Temos mais poder do que imaginamos. A internet e outras recentes tecnologias de telecomunicações deram mais liberdade para que cada vez mais controlemos o nosso futuro. O futuro existe para ser projetado.

Na realidade, o futuro determina o presente. A partir da visão que temos do futuro fazemos as nossas escolhas no presente. Se mudamos a nossa expectativa sobre o futuro, alteramos a maneira como hoje tomamos decisões. Por isso, a importância de sempre termos uma visão sobre o futuro.

Por exemplo, se temos a ideia de, no futuro, trabalhar e morar em Paris, desde já isso nos impulsionará a fazer certas escolhas – aprimorar-se nas aulas de francês, economizar dinheiro, procurar pessoas que tenham contatos na capital francesa. Ou seja, a partir do momento em que você tem a visão, já está controlando e projetando o seu futuro. Ele não é tão determinado quanto parece.

O mesmo se aplica a empresas de tecnologias, startups, por exemplo. Ao ter a concepção de que, no futuro, uma startup será a maior plataforma de rede social do mundo, desde hoje, essa ideia influenciará certas decisões – contratar os melhores engenheiros, investir mais em pesquisa e desenvolvimento, gerar mais dados a partir das ações dos usuários.

Essa noção de que podemos projetar e controlar o futuro e não simplesmente prevê-lo parece óbvia, mas nem todo mundo a coloca em prática, afirma o futurista Thomas Frey (foto acima), diretor do Da Vinci Institute, no livro “Communicating with the future” (Editora CGXPublishing/126 páginas).

Segundo Frey, cada vez mais, é importante termos uma visão sobre o futuro, principalmente pelo fato de estarmos passando pelo que é chamado de “Maximum Freud“, período de interseção de tecnologias e caos no qual devemos fazer uma autoanálise para entender o que realmente está acontecendo.

Engenheiro durante 15 anos na IBM, o futurista acredita que os grandes visionários tinham uma percepção muito clara sobre o futuro, sabiam que podiam projetá-lo. Ao fazerem isso, conseguiam não somente dar um sentido a mais às suas vidas, mas também às das pessoas ao seu redor.

Nos anos 90, programadores trabalhavam na Microsoft não por que ela pagava bem, mas sim para estarem ao lado de Bill Gates. Ou seja, as pessoas gostavam de se sentir envolvidas em um objetivo maior. A Microsoft estava construindo o futuro. Os desenvolvedores sentiam que o seu trabalho tinham um relevante impacto social.

O que, no final das contas, se mostrou verdadeiro. A empresa construiu a estrada para que depois viessem empresas como Google e Facebook.

Empresas de tecnologia constantemente colocam protótipos em campo como forma de construir o futuro e influenciar o mercado. Ao colocar um protótipo no mercado, tornam o futuro mais tátil.

Segundo o futurista, uma das coisas mais importantes ao dialogar com o futuro é gerar um “attractor“. Um “attractor” pode influenciar e modelar o futuro. Ele surge quando uma ideia futurista passa a ser aceita e a se autoperpetuar.

Leonard Da Vinci foi uma pessoa que criou um “attractor” ao elaborar o conceito de voar. Ela usava a arte para registrar a sua visão sobre o futuro. Muito antes de inventarem os balões de ar e os aviões, o artista dedicou 500 das suas gravuras ao conceito de voar.

As visões de Da Vinci sobre o futuro serviram como inspiração para milhares de inventores que tentaram construir máquinas voadoras.

Neste sentido, é importante divulgar a sua visão sobre o futuro. Quanto mais uma ideia for divulgada, inevitavelmente ficaremos mais familiarizados com ela (neste ponto, a internet ajuda bastante em projetarmos o nosso futuro).

Hoje, por exemplo, a ideia de termos chips implantados no corpo para o tratamento de doenças nos parece bem menos estranha do que há 30 anos.

Porém, esse movimento de antever e controlar o futuro pode ser nocivo se cairmos no erro de achar que tudo é maleável. É preciso ter em mente que algumas coisas são constantes. Normalmente, são situações por trás do que o mercado costuma chamar de “tendências”.

As leis da física, por exemplo, não serão alteradas tão cedo. Aliás, todas as tecnologias mais recentes respeitam a lógica das leis da Física.

Revolucionária mesmo será a tecnologia que subverter tais leis.

A Lei de Moore continuará com os seus efeitos – o número de componentes nos chips dobra a cada 18 meses. Ou seja, todos os aparelhos que têm chips tendem a ficar mais baratos e cada vez melhores (o cientista Michio Kaku tem uma visão diferente de Frey, pois acredita que a Lei de Moore é falha, uma hora não será mais possível dobrar a quantidade de componentes em um chip, o que levará todo o modelo do Vale do Silício ao colapso).

Outra constante é que pequenas ações continuarão a ter grandes efeitos, hoje e sempre (efeito borboleta).

O telefone surgiu por que Graham Bell queria se comunicar melhor com a sua namorada, que era surda. O simples desejo de querer conversar melhor com a namorada abriu uma torrente de inovação na área de comunicação.

O Dropbox foi desenvolvido porque Drew Houston, criador do serviço de armazenamento, notou, durante uma aula na universidade, ter esquecido o seu pendrive em casa. Ou seja, esse fato singelo abriu uma série de mudanças na indústria de armazenamento de dados digitais (confesso que aposentei os meus pendrives depois que passei a usar o Dropbox).

O plástico, uma das tecnologias mais presentes no nosso dia a dia, surgiu a partir da necessidade de ter bolas de sinuca mais baratas. Anteriormente, as bolas eram feitas a partir dos dentes dos elefantes, o que as tornava caras.

Mais uma constante é a inevitável mudança na sociedade em consequência da velocidade do acesso à informação.

Há 10 anos, para encontrar uma resposta a uma pergunta, uma pessoa, em média, necessitaria de 10 horas até achá-la – teria que pegar um carro e ir até a biblioteca mais próxima para encontrar a resposta. Hoje, com o advento da internet, a mesma pessoa gasta 10 minutos para encontrar a mesma informação na web. A tendência é que isso não pare e, daqui a alguns anos, serão necessários apenas 10 segundos, 10 milésimos de segundo e por aí vai.

O que pode criar a falsa impressão de que temos mais conhecimento. Ter acesso mais rápido a informações não quer dizer necessariamente que sabemos o que fazer com elas. Informação existe em abundância. Conhecimento ainda é escasso.

Segundo Frey, o que precisamos ter em mente é que tudo o que existe entre nós e uma informação está sendo destruído. É uma tendência histórica.

Esse culto à velocidade (time compression) estaria criando um novo tipo de trabalhador (work class hero). Foi-se o tempo do executivo de uma companhia só.

Hoje é comum o profissional independente que anda de projeto em projeto, num fluxo constante de criatividade e desafios. Ele escolhe o projeto que quer trabalhar não tanto pelos ganhos financeiros, mas pelo quanto o projeto se alinha à sua personalidade e ao seu estilo de vida.

Hoje, em média, uma pessoa de 30 anos nos EUA, já passou por 11 empregos diferentes. Em apenas 10 anos, ela já terá passado de 200 a 300 projetos diferentes.

Com essa rotatividade, a marca e a reputação individuais se mostram cada vez mais importantes. A cada novo projeto, ele põe a sua reputação em jogo. Enfim, é um profissional mais individualista, preocupado com a sua própria trajetória/aventura profissional.

Por isso, na visão de Frey, os freelancers precisam ser respeitados. Eles estão produzindo impactos na “cultura corporativa” bem maiores do que imaginamos.

Além de compilar algumas das principais ideias de Thomas Frey, “Communicating with the future” é um livro que mistura tecnologia, negócios e filosofia. Na realidade, é um chamado do futurista para que tenhamos uma posição menos passiva em relação ao futuro.

Os últimos avanços criaram um certo “determinismo tecnológico” de achar que o futuro está pronto e distante. O futuro, na realidade, é criado na mente das pessoas.

Nós não devemos simplesmente planejar e esperar pelo futuro, mas sim projetá-lo. Nossos desejos, antecipações e esperanças emitem sinais poderosos que podem influenciar e ser direcionados. Temos uma capacidade de auto influenciar e de influenciar os outros bem maior do que imaginamos.

Uma visão futurista tem uma capacidade muito grande de modificar tudo o que ela toca (cria desejos, necessidades e mercados). Podemos transformar o futuro em oportunidade.

Deixe a bola de cristal de lado (afinal de contas, não servem para nada) e projete o futuro, assim você dará um sentido a mais não somente a você, mas aos outros, convoca Frey.

A lição, no final das contas, vale tanto para startups quanto para as pessoas.

Não precisamos mais nos ver como vítimas do futuro.

Veja também: Como é ser pai de Bill Gates

Publicado por Tiago Dória, em 14 de setembro de 2011 (Quarta-feira).
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Iris: tablet conceito (vídeo)

Tela OLED, tradução instantânea de textos, permite escanear documentos, realidade aumentada…

Veja também: Bê-á-bá da tecnologia

Publicado por Tiago Dória, em 6 de setembro de 2011 (Terça-feira).
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