Twitter e TV andam juntos há um bom tempo. Um reverbera e potencializa o outro.
No entanto, agora o casamento é oficial.
Pela 1ª vez, a Fox anunciou uma parceria oficial com o Twitter, que permitirá aos telespectadores votarem, por meio de Direct Messages, em quem deve ganhar o programa de calouros “The X Factor“.
Segundo o Lostremote, a Mass Relevance, empresa especializada em curadoria de conteúdo em plataformas de redes sociais, será responsável por parte do back-end do sistema de votação.
Em maio, o Twitter já havia divulgado um vídeo no qual mostrava diversos cases de sucesso de uso da rede de microblogs integrada à TV.
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A Fox anunciou o lançamento de um aplicativo de segunda tela, que permite comprar merchandise e figurino dos personagens de Sons of Anarchy enquanto você assiste à série na TV.
O aplicativo sincroniza com a TV por meio de uma tecnologia de identificação de som. Assim que os produtos aparecem no seriado, é possível comprá-los no tablet.
É o primeiro aplicativo de segunda tela que a Fox lança e que serve para fazer compras.
Em fevereiro deste ano, a emissora lançou um aplicativo de segunda tela para a série Bones, no entanto, exibia, em sincronia com a TV, apenas informações complementares sobre o seriado.
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Mais um sinal de que algumas empresas podem dar dois passos para frente e um para trás.
Há um bom tempo, nos EUA, a Fox disponibilizava na web alguns de seus programas 24 horas após irem ao ar na TV. No entanto, no último mês, foi tomada a decisão de que os programas estariam na web somente 8 dias após serem exibidos na TV.
Imagina esperar uma semana para assistir a um programa que você acabou de ver na TV?
A intenção da FOX era preservar o índice de assinantes e a receita de publicidade na TV.
Segundo um estudo do TorrentFreak, que monitora o compartilhamento de arquivos na rede, cinco dias após a decisão da FOX ser colocada em prática, houve um aumento significativo no número de “downloads ilegais” de programas da emissora de TV.
Downloads do seriado “Hell’s Kitchen”, por exemplo, aumentaram em 114%.
É quase não impossível fazer uma relação entre o aumento de programas baixados em sites de torrent e a decisão da FOX.
No cenário atual, por si só, a decisão da FOX não é lá muito inteligente, pois “deseduca” um público que, cada vez mais, estava acostumado a utilizar o próprio site da emissora e serviços como Hulu e Netflix para acessar o conteúdo. Serviços que, diga-se de passagem, são considerados legais.
O mesmo TorrentFreak vem levantando a bola há alguns meses de que o número de downloads ilegais de programas de TV e filmes vem caindo depois que serviços como Netflix e Hulu passaram a aumentar a quantidade de conteúdo oferecido e a fornecer uma experiência melhor que os “sites piratas de downloads”.
Ou seja, a decisão da FOX ignora que as pessoas estão, acima de tudo, atrás de facilidade, de ter uma boa experiência com o conteúdo.
As pessoas não pararam de assistir TV. Aliás, elas vêm assistindo como nunca. Contudo, essas mesmas pessoas agora querem poder assistir a um programa quando, onde e como quiser.
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“Eu sou Rupert Murdoch, o tirano bilionário”, com essa frase Rupert Murdoch abriu a sua participação no desenho Simpsons, galinha dos ovos de ouro da sua emissora, a Fox. A frase foi proferida pelo próprio Murdoch. E até hoje, Matt Groening, criador do Simpsons, não entende como um cara considerado tão retrógrado como Murdoch tem o controle supremo sobre o desenho.
Anti-intelectual e “outsider” são duas características que, a meu ver, melhor ajudam a entender Rupert Murdoch. Servem inclusive para justificar as suas ações tomadas durante os bastidores da compra da Dow Jones, empresa que administra o Wall Street Journal, e é o eixo central do livro “O Dono da Mídia“, de Michael Wolff, colunista da Vanity Fair, e que ganhou uma versão traduzida no Brasil.
A compra da Dow Jones em 2007 foi uma das ações mais ‘murdochianas” de toda a História. Mistura de fofocas, uso da rede de contatos ao máximo, um pouco de cinismo, além de altas doses da falta crônica de paciência de Murdoch.
Ao lado de Donald Trump e Ted Turner (CNN), Murdoch é resultado direto dos anos 80. É o típico empresário de mídia resultante daquela época, meio John Wayne (pé no chão, faz tudo sozinho, machão, anti-intelectual). É o contrário de empresários como Bill Gates, Sergey Brin e Larry Page, entre outros, que viriam com o crescimento do Vale do Silício.
A história de Murdoch começa nos anos 50, ainda na Austrália, sua terra natal, quando dá seguimento ao negócio de seu pai, que, claro, é jornal. Contudo, o grande momento climático de Murdoch se dá entre 1980 e 1990, quando começa a construção de seu feudo. Feudo mesmo, pois, segundo Murdoch, jornalismo em geral é algo em si feudal. É herdar a propriedade e todos seus trabalhadores. Jornais têm a ver com uso de autoridade. Não têm segredo. Não podem ser modestos.
O caráter “pé no chão”, não visionário, se reflete em vários momentos de sua carreira. Ao lado de Steve Ross, da Time Warner, foi ele quem colocou em prática o conceito de mídia global e multiplataforma, ao misturar debaixo do mesmo chapéu impresso, TVs, internet, mas não fez isso por uma questão de visão, mas sim por puro pragmatismo, pela necessidade de fluxo constante de caixa.
É pelo fato de ser um australiano em Londres que nasce o seu caráter “outsider” nos anos 60. O forasteiro que tenta ser aceito e enfrenta as dificuldades para ser levado a sério por uma elite local (e esnobe, na sua visão).
Segundo Wolff, é a partir dessa dificuldade de ser aceito, revestida de rejeição que a manutenção dos tabloides foi a sua marca de provocar todo dia esse establishment britânico. “Provoque o establishment e ele lhe dará ouvidos”.
O mesmo acontece quando parte para os EUA nos 70. O seu habitat natural, portanto, torna-se ficar do lado de fora. Isso justifica, em parte, por que a imprensa nos EUA trata Murdoch quase sempre de forma negativa, como um lobo mau. Murdoch não gosta da imprensa americana. Acha que ela é intelectual demais, fria, objetiva, fechada, uma panelinha. No final das contas, Murdoch não gosta deles e nem eles gostam dele.
“O Dono da Mídia” é um livro detalhista, pede uma leitura atenta em alguns momentos, devido à quantidade de nomes e datas que Wolff cita. O colunista levou um ano para concluir o livro. Somente com Murdoch consumiu mais de 50 horas de entrevistas.
A meu ver, a partir do livro dá até para montar um “Dicionário de Murdoch”. No vocabulário do magnata, por exemplo, tabloide significa urgência, eficiência, compressão e emoção. Ou seja, está muito longe da conotação americana, que associa o termo a notícias falsas e fofocas de celebridades.
Pela leitura do livro, passei a entender melhor as declarações públicas de Murdoch. É, antes de tudo, um instrumento para irritar um grupo de pessoas, a tal “elite intelectual” que tanto o excluiu ou ainda o exclui. Não é à toa que, até hoje, Murdoch não se sente à vontade em eventos badalados e mais pensantes, como o Fórum Econômico Mundial.
Ao longo dos anos, Murdoch acabou se assumindo como o anti-intelectual do jornalismo. Ele não gosta de “teóricos”, pois a maioria faz parte desse establishment que tanto o rejeitou.
Para ele, jornalismo é algo direto e cru. Não tem muito o que teorizar (o jornalista ideal para Murdoch é Steve Dunleavy, ex-colunista do tabloide New York Post, que durante 55 anos dividiu sua vida entre o jornal e o bar. Era um “operário da informação” antes de tudo).
Se a “intelligentsia do jornalismo” acha que os jornais devem derrubar o paredão de conteúdo pago, Murdoch afirma que vai começar a cobrar pelo acesso aos sites de seus jornais. Se acredita que as chamadas “velhas mídias” não abriram os olhos para as “novas mídias”, ele vai e compra a MySpace. Se acha que o Google é mais amigo do que inimigo, ele afirma que a empresa de busca rouba conteúdo de seus jornais.
Em suma, suas declarações não deixam de ser um recado para o mercado, mas são mais para marcar território, fazer contraponto, ser o que ele sempre foi, o cara de fora, além de brincar com os brios da “intelligentsia do jornalismo”, que, a cada declaração de Murdoch, logo corre para os seus perfis no Twitter e blogs para escrever mensagens e textos inflamados contra a sua pessoa.
Quem espera uma biografia completa de Murdoch, o livro de Wolff é um pouco decepcionante. “O Dono da Mídia” é, antes de tudo, sobre o Murdoch homem de negócios. A sua vida familiar é citada diversas vezes, contudo mais para justificar e explicar decisões tomadas em sua vida profissional.
Em 1999, por exemplo, o casamento com a sua terceira esposa, a chinesa Wendi Deng (foto acima), 40 anos mais nova, fez aumentar o seu interesse por investir na China. Tanto que Wendi foi convidada a gerenciar a filial da MySpace em território chinês.
Por isso que, para mim, o livro, às vezes, não é tanto sobre Murdoch, mas sobre uma época em que os jornais finalmente passaram a ser vistos como negócio por Wall Street.
É também sobre um estilo de gerenciar e criar grandes impérios de mídia, no qual uma aquisição abre caminho para fazer outra aquisição maior, em que o lema da indústria é ” faça um negócio, qualquer negócio”. E, acima de tudo, no qual jornalista é apenas um “operário da informação” e ponto final.
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Para complementar o que já publiquei sobre o Hulu, a Disney fechou nesta quarta-feira uma parceria com o site de vídeos, que fornece capítulos e filmes completos e de graça e que já é o 2º mais acessado nos EUA.
Em breve, conteúdo da emissora ABC e da Disney estará disponível no Hulu.
Enquanto isso, aqui, no Brasil, a audiência de pessoas que assistem “TV na internet” cresceu 17% em março, segundo pesquisa do ibope, publicada no site IDGNow!.
Durante a programação, o canal FX Brasil vem fazendo chamadas ao conteúdo que está no Mundo Fox, site que, de graça e sem necessidade de cadastro, fornece capítulos de seriados completos da Fox Networks no Brasil.
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Por que o Hulu já é o 2º site de vídeos mais acessado?

Para quem falava que “caras da velha mídia não sabem ‘fazer’ a internet”, o Hulu está ajudando a quebrar esse mito. O site de vídeos, parceria da Fox com a NBC, que oferece filmes e capítulos de seriados completos, já alcançou o posto de 2º site de vídeos mais acessado dos EUA, segundo pesquisa divulgada nesta quarta-feira.
Um crescimento tão chamativo quanto o do YouTube entre 2006 e 2007.
Na minha coluna desta semana na MTV, eu citei o Hulu como exemplo de um projeto que está tentando buscar o meio termo, ao mesmo tempo agradar estúdios de filmes e usuários de internet.
Ser ao mesmo tempo “user-friendly” e “advertiser-friendly”, mesmo que aos trancos e barrancos. É um caminho válido no momento em que os políticos franceses fazem leis radicais contra o download e o futuro do Pirate Bay está no tribunal.
Em popularidade, o YouTube lidera com folga. É o primeiro, com mais de 50% de todas as visitas a sites de vídeos. Mas em matéria de receita e lucro as coisas são um pouco diferentes.
Uma recente pesquisa mostrou que o Hulu é um negócio mais sustentável, além de ser mais atraente para anunciantes. O site já gera um lucro de US$ 12 milhões com publicidade. O YouTube? Por enquanto, nada.
Com problemas de engenharia e público meio que resolvidos, o futuro do Hulu agora passa por estar disponível não somente nos EUA (o site já está em negociações com parceiros na Inglaterra) e enfrentar a concorrência de outros grupos de mídia. No ano passado, a CBS lançou o TV.com.
Além de atender a uma demanda reprimida, o crescimento rápido do Hulu é atribuído ao site trabalhar dentro do mesmo princípio da iTunes, a loja online da Apple de músicas. Quer combater a “pirataria” para valer? Deixe os processos judiciais de lado e forneça um serviço melhor que os “piratas”, invista em uma “melhor experiência para o usuário” – interface simples, “busca inteligente”, propagandas discretas (você escolhe quais comerciais quer assistir).
Principalmente para a pessoa leiga que não sabe o que é BitTorrent e afins, o Hulu se mostra como a solução mais viável nos EUA, na hora de assistir a um programa completo na web.
É um projeto que acompanho desde o começo, pois, na época do lançamento, em 2007, marcou o momento em que as emissoras e produtoras finalmente pararam de dar murro em ponta de faca e resolveram disponibilizar, de uma forma mais estruturada e de graça, o seu conteúdo na rede.
Segundo Jason Killar, diretor geral do site, em entrevista à Wired, o Hulu nada mais é o que a grande mídia sempre deveria ter feito.
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BitTorrent é a TV da audiência global

A rede de TV Fox, que está debaixo do chapéu da NewsCorp que controla a MySpace, lança oficialmente, nesta sexta-feira, o Bem Simples, um site de dicas rápidas sobre como fazer alguma coisa em diversas áreas – beleza, saúde, carros, cozinha, tecnologia.
Lá fora esses sites estão fazendo bastante sucesso e são conhecidos como “HowTo“. Você pode tanto enviar dúvidas como tentar encontrar soluções para outros usuários.
Destaque para o conteúdo em vídeo, bem voltado para a prestação de serviços, com dicas desde como fazer um “doce de leite caseiro” até trocar o pneu de um carro.
O site entra no mercado brasileiro, onde já existem serviços parecidos, como o Yahoo!Respostas e o Brasigo.
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