Segundo recente estudo da Intel, um dos principais desafios atuais dos gestores de TI é a questão da “consumerização“, a introdução de novas tecnologias no ambiente de trabalho é, cada vez mais, impulsionada pelos próprios usuários, o que gera pressão para os setores de TI das empresas.
Em simples palavras. Antes, tecnologias de ponta apareciam primeiro no ambiente corporativo. O ambiente de trabalho estava na vanguarda. Hoje se inverteu. Os avanços tecnológicos acontecem com mais rapidez em produtos voltados para os consumidores finais, na computação pessoal.
O que gera um conflito nas empresas. Para os profissionais, a tecnologia fornecida pela empresa deve ser semelhante à que ele utiliza normalmente em casa. Devem ter a mesma flexibilidade e agilidade. Ou seja, o sistema de email da empresa deve ser tão “inteligente” quanto o Gmail. O sistema de publicação de conteúdo do jornal deve ser tão “simples e amigável” quanto o Tumblr.
O mesmo pode acontecer na web. Esperamos de um novo aplicativo a mesma ou superior agilidade de ferramentas as quais estamos acostumados e preferimos.
Quando se fala sobre uma ferramenta de upload de fotos, por exemplo, pensa-se logo em uma interface parecida com a de um Fotolog ou do Flickr e não em um serviço que você leva de 5 a 6 cliques até chegar a ação desejada – publicar imagens na web.
De olho nisso, o jornal novaiorquino Daily News lançou o uPhoto, funcionalidade que permite aos leitores publicar fotos em matérias do jornal, de forma tão simples quanto compartilhar uma foto no Facebook. Basta clicar e arrastar a imagem para um box azul no rodapé da página.
O recurso é utilizado em reportagens nas quais os leitores são convidados a enviar uma foto, como uma sobre o calor em Nova York e outra sobre a Parada Gay na cidade.
Para criar o recurso, o jornal utiliza a plataforma da startup Olapic, já adotada pela AOL.
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Até hoje, blog é considerado o formato mais nativo da internet para se ler notícias. Mas, aqui e acolá, vão surgindo alguns experimentos.
O labs da agência Associated Press, por exemplo, apresentou o Timeline Reader.
Com base em experimentos em HTML05 + CSS3 +JS, permite navegar pelas notícias por meio de uma linha do tempo.
A interface parece ser interessante, principalmente para uso em dispositivos com telas multitouch.
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Mais um protótipo direto do laboratório de pesquisa e desenvolvimento da BBC, que funciona como uma startup dentro da emissora.
O conceito não é muito novo, mas foi aplicado à área de jornalismo. A ideia é ter um aplicativo que exiba na tela da TV links para assuntos relacionados durante uma transmissão ao vivo.
Não sei não, acho que num tablet ou laptop faz mais sentido essa interface.
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A navegação do aplicativo é centrada num globo.
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“Parece que todos esses caras estão ansiosos para experimentar plataformas emergentes”
Dessa forma, meio descontraída, David Karp, 24 anos, criador da plataforma de publicação Tumblr, reagiu aos números que chegaram às suas mãos. Em menos de 15 dias, 20 tumblrs foram criados por importantes publicações nos EUA.
NYTimes promete lançar um em breve. As revistas Newsweek, Vice, LIFE, New Yorker, Elle e o portal Huffington Post já estão com os seus tumblrs no ar.
De que existe uma recente onda de uso do Tumblr no jornalismo lá fora não há dúvidas. Mas, sinceramente, com exceção da Newsweek (comentei aqui sobre o uso), ainda não vi nenhuma utilização muito diferenciada da ferramenta por parte dessas publicações.
Por enquanto, parece que tudo ainda está numa fase bem experimental.
Em 2008, utilizei o Tumblr pela 1ª vez durante a cobertura da primeira Campus Party Brasil. É um sistema de publicação parecido com uma mistura de WordPress e Twitter, mas com diversas particularidades que essas publicações precisam estar atentas.
Entre elas, a interação/diálogo com a audiência é um pouco diferente – se dá principalmente pela atividade de “reblogar” um post, equivalente a “retuitar” uma mensagem no Twitter.
Meu tumblr está em tiagodoria.tumblr.com, mas atualmente utilizo para fazer lifestreaming.
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A interface do Guardian tem uma diferença. Permite rever como foi a movimentação no Twitter em partidas anteriores.
Percebe-se, claro, que, na hora dos gols, dos cartões amarelos e do início da partida, a quantidade de tweets aumenta.
Mais uma amostra de que como a “visualização de dados” anda na moda, principalmente na cobertura desta Copa do Mundo.
Veja também: Twitter Buzz da CNN (twitter visualization)
Com uma queda constante na audiência dentro de casa, nos EUA, a CNN vem voltando cada vez mais os seus olhos para a internet.
Semelhante às emissoras NBC e MTV dos EUA, o canal 24 horas de notícias lançou o Twitter Buzz, interface que, em tempo real, mostra o que é mais discutido no serviço de microblogging a respeito de um assunto. No caso, a Copa do Mundo.
Cada vez mais comum em sites de emissoras, esse tipo de interface já tem um nome – “twitter visualization”. Existe até empresa se especializando nisso, como a americana Stamen Design, desenvolvedora das interfaces dos sistemas da NBC e da MTV dos EUA.
É algo que nasce de olho num comportamento crescente entre os telespectadores/ usuários de internet – assistir a um evento e, ao mesmo tempo, navegar na internet; no caso, utilizando o Twitter para comentar e opiniar sobre o que está sendo exibido na TV.
Exemplo de como TV e Twitter se complementam.
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A MTV dos EUA vem fazendo muita coisa interessante.
No final do ano passado, uso de vídeo em 360º em transmissões ao vivo e agora a volta do famoso Tweet Tracker, que funciona como um “termômetro do Twitter”.
Na prática, é uma interface que, em tempo real, mostra o que é mais discutido no serviço de microblogging a respeito de um programa da emissora, no caso, a entrega do MTV Movie Awards 2010. O MTV Tweet Tracker está sendo utilizado neste domingo.
É uma forma mais atraente de mostrar o que está sendo discutido sobre a premiação no Twitter. Quanto mais comentários (tweets) sobre um artista, maior fica a sua foto na interface. Os tweets sobre o evento podem ser visualizados em forma de lista ou “nuvem de fotos”.
Vale lembrar que, em fevereiro, durante os Jogos Olímpicos de Inverno de Vancouver, a emissora de TV NBC lançou ferramenta parecida, o Olympic Tracker.
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Parece que na Economist o negócio está se invertendo. Repecurte em vários blogs de mídia e tecnologia a ferramenta que a publicação lançou em seu site.
O Conversation Cloud agrega e disponibiliza em formato de nuvem de tags todos os comentários feitos em blogs e artigos da Economist. Tudo em caráter experimental.
Ao clicar em uma palavra, o leitor visualiza os comentários relacionados a mesma. Por exemplo, se você clicar em “Barack Obama”, visualizará todos os comentários em que o presidente dos EUA é citado.
A ferramenta foi criada pela agência Jodange, especializada em criar “tecnologias agregadoras” de opiniões na web. Com o Conversation Cloud, a ideia da Economist é permitir inverter a ordem tradicional, você lê primeiro os comentários e depois a matéria.
Pesquisas feitas pela agência detectaram que há pessoas que lêem os comentários antes das matérias, além disso muitas vezes eles são determinantes na hora de decidir ler uma reportagem.
Para testar a ferramenta, é só seguir aqui. O Conversation Cloud aparece na barra à direita.
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