Ideias de #henryjenkinsbr e #sijol

Na sexta-feira e no sábado, estive em dois eventos importantes sobre mídia no Brasil. Primeiro, na palestra de Henry Jenkins, autor do livro Cultura da Convergência, realizada no Projac, no Rio de Janeiro.

Algumas ideias que circularam na apresentação e no debate após a palestra:

* A melhor forma de minimizar os trolls é fortalecendo e dando armas para os fãs. Não existem melhores defensores do seu trabalho do que a sua base fiel. Aliás, se você não tem ou não conseguiu identificar a sua base de fãs, é melhor rever o que tem feito até agora.
* Antes, as crianças brincavam com bonecos e armas de brinquedo. Hoje elas brincam de “fazer mídia”. Por exemplo, criar mashups e redublagens, que logo são publicadas no YouTube.
* Transmídia é um conceito mais antigo do que imaginamos. A história de Cristo é transmídia, a conhecemos por meio de vitrais de igrejas, por exemplo.
* Seja ela legal ou ilegal, toda a mídia produzida por nós estará disponível em diversas plataformas.

Depois, no sábado, estive no Seminário Internacional de Jornalismo Online, organizado pelo Knight Center, que aconteceu na Faculdade Cásper Líbero, em São Paulo.

* Não são os celulares que são móveis, mas sim as pessoas. As pessoas sempre foram móveis. Portanto, devemos fazer produtos pensando nas pessoas e não em aparelhos.
* Previsões sobre o uso do celular sempre são furadas. O uso do celular cresce bem mais rápido do que o previsto.
* Uma das vantagens do digital é a perenidade do conteúdo. Praticamente, tudo fica para sempre disponível.
* Sistemas automatizados como Google mudam os critérios de relevância da informação.
* Ainda há um culto ao improviso e ao voluntarismo nas “redações digitais”, com isso há um desgaste muito grande entre as equipes. É necessário planejamento e busca da excelência.

Veja também: O que aconteceu no 1º Transparência HackDay

Publicado por Tiago Dória, em 31 de maio de 2010 (Segunda-feira).
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Wikipedia e Britannica: cada vez mais parecidas

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Pontos-chave de várias discussões e rivalidades sobre a qualidade do conteúdo colaborativo na rede, a Wikipedia e a enciclopédia Britannica prometem ficar mais parecidas daqui para frente.

Em entrevista ao Sydney Morning Herald, o presidente da Britannica anunciou que a versão online da enciclopédia permitirá que as pessoas adicionem e editem os verbetes, num processo semelhante ao da Wikipedia.

A diferença é que as edições terão que ser aprovadas por um grupo de “editores da Britannica”.

Por coincidência, no mesmo dia, a Wikipedia anunciou mais uma decisão que aumentará a moderação do site. Em alguns verbetes, as edições somente serão visualizadas pelo público após a aprovação por um grupo de “editores da Wikipedia”.

No final das contas, as duas enciclopédias anunciaram decisões que vão pelo mesmo caminho, o do meio termo – nem a abertura nem o fechamento totais para a edição dos artigos.

Parece que uma frase que Henry Jenkins cita várias vezes em seu livro “Cultura da Convergência” em relação a essas experiências na rede está mais certeira do que nunca – a verdade nunca está nos extremos, mas no meio.

Publicado por Tiago Dória, em 22 de janeiro de 2009 (Quinta-feira).
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