6 minutos sobre a importância dos dados abertos

Uma semana após o Yahoo! Open Hack Day, vale assistir à apresentação de Tim Berners-Lee sobre o que acontece quando os dados são públicos e abertos.

O pesquisador é rápido e direto. A apresentação dura quase 6 minutos. Foi feita no último TED e está com legendas e transcrição em português (é só clicar em “view subtitles”).

Sobre a importância dos dados abertos, Berners-Lee usa como argumento diversos exemplos de aplicativos e mashups, além do Data Gov.uk Newspaper, publicação que reúne um conjunto de informações sobre uma região – estatísticas sobre crimes, sistema de saúde, transporte, saneamento. Bem relevante para quem quer ou acabou de se mudar para uma região.

Para colocar a cereja no bolo na apresentação, faltou aquela provocação sobre a “credibilidade” dos dados e que ajuda a levar a discussão sobre dados abertos a um outro patamar.

É muito relevante e bacana os governos fornecerem dados públicos e abertos, mas será que esses dados fornecidos correspondem à realidade; como cidadãos, qual garantia temos de que eles não foram manipulados?

Veja também: Site cria infográficos a partir de dados pessoais

Publicado por Tiago Dória, em 28 de março de 2010 (domingo).
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O mundo visto por meio do Twitter e do Facebook

Redes sociais facilitam o contato de jornalistas com fontes, mas, por outro lado, são um ambiente propício para a propagação de boatos e falsas informações, o que ajuda a destacar o papel de “curadoria” que a mídia tradicional realiza.

Essas são, em resumo, as primeiras conclusões que se dá para tirar do relato do jornalista Janic Tremblay e respeito de um experimento que ele participou recentemente.

Durante 5 dias, Tremblay e outros 4 jornalistas viram o mundo por meio do Twitter e do Facebook. Os cinco ficaram hospedados, isolados, em uma fazenda no sul da França, apenas utilizando os dois sites como fonte de informação.

O objetivo era testar a veracidade e o valor das notícias trafegadas nas redes sociais.

O experimento chegou ao fim nesta semana e Tremblay deu uma entrevista para a BBC Radio com as suas impressões preliminares.

As conclusões vão bem ao encontro do que escuto quando converso com jornalistas profissionais.  Redes sociais e de microblogs são uma faca de dois gumes para o jornalismo. Ao mesmo tempo que facilitam o trabalho dos jornalistas (no contato com fontes e informação em primeiro mão, por exemplo), tornam o ofício mais trabalhoso para os jornalistas.

O jornalista que retira informações ou participa dessas redes sociais precisa ter um senso de apuração muito bom para não propagar falsas informações ou cair, por exemplo, em pegadinha de perfil “falso” no Twitter e, no final das contas, acabar entrevistando uma fonte falsa.

Por outro lado, essa conclusões preliminares mostram um dilema com qual a mídia (jornais, tvs e blogs profissionais) tem que lidar hoje em dia, que é manter os seus critérios de apuração e publicação e, ao mesmo tempo, competir com o ciclo de velocidade com que as informações são publicadas no Twitter e no Facebook. Informações frescas ou bem apuradas?

Veja também:
Jornal bonito e provocador

Crédito da foto: Jason Roger

Publicado por Tiago Dória, em 5 de fevereiro de 2010 (sexta-feira).
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Tecnologia é o setor com mais credibilidade no Brasil

O setor de tecnologia (83%), em primeiro lugar, seguido por biotecnologia (74%) e entretenimento (71%), é o que tem mais credibilidade entre os brasileiros. Em âmbito geral, o setor privado (empresas) é o que tem mais confiança da população no Brasil, com 62%.

Governo é o que tem pior desempenho, fica em 4º lugar, com apenas 39% no ranking de credibilidade. ONGs ficam em 2º lugar com 57%, seguidas do setor de Mídia com 54%.

Os números são da 11ª edição do Estudo de Confiança da Edelman, realizado todo ano em 22 países, inclusive Brasil. O estudo foi feito com pessoas de 25 a 64 anos e com formação superior.

No Brasil, entre os motivos que contribuem para a reputação positiva de uma empresa estão – qualidade dos produtos e serviços (75%), práticas honestas e transparentes (72%) e tratamento positivo de seus funcionários (67%).

E, entre as razões do setor de tecnologia ter um índice de credibilidade tão alto, está o fato das empresas dessa área terem uma visibilidade muito grande atualmente (vide Google e Microsoft), além de fazerem produtos que estão melhorando e reduzindo custos no dia-a-dia das pessoas.

É o segundo ano em que o setor de tecnologia fica à frente da pesquisa.

O estudo completo pode ser visto aqui.

Veja também:
Por que a internet é importante para as pessoas idosas?

Publicado por Tiago Dória, em 4 de fevereiro de 2010 (Quinta-feira).
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Google é mais confiável que “mídias tradicionais”

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O estudo é das universidades de Manchester e Leeds e foi publicado em parceria com o Instituto de Jornalismo da Reuters, uma das mais tradicionais agências de notícias. Quando as pessoas estão em dúvida sobre um acontecimento ou buscam uma análise, o Google é a fonte mais confiável.

Apesar de aparecerem links para sites consagrados de notícias nos primeiros resultados das pesquisas, a percepção do público é de que esse método de buscar no Google é mais confiável, tem mais credibilidade. Existe uma percepção de que o conteúdo que é publicado na internet é produzido “por gente como a gente” e um caminho para ter acesso a “fontes independentes de informação”.

Segundo a pesquisa, a chamada “grande mídia” é vista como falha na hora de proporcionar profundidade e explicar um acontecimento ao público. No final, gera mais confusão do que conhecimento.

Achei a pesquisa um pouco simples e deixa muitas questões em aberto, mas ratifica bem que o Google vem sendo utilizado como um grande oráculo, mesmo quando se trata de buscar por notícias e análises. Não é somente para responder a perguntas banais, do tipo “como dar nó em gravata”.

Veja também:
Histórias escondidas nas buscas

Publicado por Tiago Dória, em 1 de julho de 2009 (Quarta-feira).
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Maioria dos brasileiros confia no setor de tecnologia

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Nesta semana, a Edelman publicou a 10ª versão do seu Estudo de Confiança, que analisa como os brasileiros vêem  a credibilidade de diversos setores da sociedade.

Uma das principais conclusões é que o setor de tecnologia apresenta um dos maiores índices de confiança (80%), na frente do automotivo (78%) e de biotecnologia e energia (73%).

Em resposta por email, Ronald Mincheff, presidente da Edelman Brasil, disse que um dos principais motivos desse alto índice é que o setor é visto como representante do futuro e palco de investimentos e de geração de emprego para o Brasil.

“O brasileiro viu seu poder de compra se consolidar, possibilitando mais acesso aos benefícios das novas tecnologias, o resultado não poderia ser diferente”.

Ainda segundo a pesquisa, as empresas (67%), seguidas de ONGs (62%), da mídia (60%) e governo (43%) são os líderes de confiança do brasileiro, com um detalhe importante - no Brasil, a forma como uma empresa trata os empregados é um dos principais fatores que influencia em sua reputação.

O estudo pode ser visto na íntegra aqui.

Publicado por Tiago Dória, em 30 de janeiro de 2009 (sexta-feira).
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Como anda a credibilidade dos blogueiros não-jornalistas no Brasil

O Nós da Comunicação deu destaque a uma recente pesquisa da LVBA sobre o grau de credibilidade dos blogs entre jornalistas do Brasil.  Dos profissionais pesquisados, 46,2% consideram blogs mantidos por não-jornalistas boas fontes de informação.

No entanto, quase metade, 40,4% desconfiam do conteúdo veiculado nestes blogs e 13,2% disseram não consultar blogs desse tipo, de não-jornalistas.

De certa forma, essa visão se reflete nos blogs mais populares e citados pela grande mídia no Brasil. Apesar de seu discurso democratizante de dar voz aos que nunca tiveram oportunidade, em sua maioria, esses blogs são mantidos por jornalistas, publicitários ou outros profissionais com experiência e formação no mercado de comunicação.

Ou seja, pessoas que vêm do mesmo meio cultural, acadêmico e social. Têm as mesmas referências de sempre.

A pesquisa promete render debates, mas gostaria de ver outro tipo de estudo aqui, no Brasil. Qual a influência dos outros meios nos blogs? Muito se fala da influência dos blogs nas outras mídias, mas não o contrário.

Percebe-se que, além de pautar, em momentos cruciais, o jornalismo de internet, aqui, no Brasil, a TV tem uma influência significativa nos blogs. Em definir quem é o mais popular.

Os blogs mais influentes são justamente de profissionais ligados ao meio impresso e eletrônico – no caso específico, TV e rádio.

Outro dia, li a Rosana Hermann, que neste ano começou a apresentar o programa Atualíssima, na Band, revelar que o número de comentários aumenta com a exposição na TV.

Milton Neves e Juca Kfouri mantêm alguns dos blogs mais bem lidos. Ambos estão ou têm passagem pela TV. Puxam audiência. De certa forma, o Te Dou um Dado está indo pelo mesmo caminho.

Para se ter uma idéia, quem vem despontando com o blog mais popular no Brasil atualmente é o apresentador de TV Marcos Mion, que aliás tem feito uma integração interessante entre blog e TV. Há um mês venho acompanhando o blog do apresentador.

Apesar daquela mesma parte dos blogs brasileiros sempre torcer o nariz e tentar ignorar ao máximo quando esses profissionais começam a ter seus próprios blogs e a fazer sucesso com os mesmos, o Mion vem realizando um cross-media interessante.

Algumas das pautas de seu programa na MTV surgem no blog e ele repercute os comentários dos leitores no seu programa ao vivo.

Será ele convidado para a próxima Blogcamp?

Post relacionado:
Mesmo com a web, as pessoas ainda se informam pelas mesmas fontes

Publicado por Tiago Dória, em 4 de agosto de 2008 (Segunda-feira).
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