Em 3 meses, site consegue apenas 35 assinantes

Está causando burburinho nos blogs gringos de mídia a informação de que o “paredão de conteúdo pago” do jornal novaiorquino Newsday não funcionou. Em 3 meses, logo após aplicar o sistema de cobrança, o site do jornal conseguiu apenas 35 assinantes.

A pergunta imediata é – o suposto fracasso do Newsday seria um alerta para o NYTimes, que pretende adotar um modelo de cobrança em 2011? A priori, eu acredito que não.

Primeiro, o modelo de cobrança que o NYTimes quer aplicar é diferente do Newsday.

Não fecha o conteúdo. O NYTimes, na realidade, segmenta a audiência de acordo com a “fidelidade” e o “valor” que cada um dá às informações do jornal. Deixa de tratar igual os desiguais. A partir disso, gera receita.

Quem usa mais paga mais, mesmo modelo que a Google aplica no Gmail e no Google Apps.

Segundo, um ponto importante. Diferente do NYTimes, o Newsday é apenas pedaço de uma operação multimídia maior, que é a Cablevision, dona do jornal. Usuários do serviço de internet da Cablevision já são automaticamente assinantes do Newsday e, claro, não entraram nessa estatística de 35 assinantes em 3 meses.

Enfim, não dá para comparar o modelo do Newsday com o que o NYTimes pretende adotar.

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Publicado por Tiago Dória, em 29 de janeiro de 2010 (sexta-feira).
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Cobrar por conteúdo sem perder tráfego

Quem tem blog deve estar sentido isso na pele há um bom tempo. Mas quando acontece num dos jornais mais tradicionais vale mencionar.

O tráfego vindo de redes sociais e microblogs cresce em importância no NYTimes.com, sendo que hoje é responsável por quase 7% do tráfego total do site do jornal. Pouco, mas com um crescimento considerável entre 2008 e 2009.

Esses números ajudam a explicar por que o NYTimes decidiu que não restrigirá o acesso de quem vem de redes sociais em sistema de cobrança a ser implementado em 2011.

Ou seja, o acesso será aberto para quem vem desses sites (Facebook, Twitter). De alguma forma será gerado um “link gratuito/aberto” para que a pessoa possa acessar o NYTimes sem as restrições de seu sistema de cobrança (limite mensal de leitura de artigos).

O que faz sentido, mas por outro lado, essa possibilidade de gerar “links gratuitos” pode ser utilizada como uma forma de burlar o sistema de cobrança, igual ao que aconteceu com o Google News, no ano passado, em seu sistema “First Click Free“.

Foi o que eu comentei com a Ana aqui, nos comentários do blog. O que garantirá em grande parte o sucesso do sistema de cobrança por conteúdo no NYTimes será a forma de implementação. Não é à toa que o jornal deu um prazo de um ano para implementá-lo.

Até lá tem muito chão.

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Crédito da foto: respres

Publicado por Tiago Dória, em 22 de janeiro de 2010 (sexta-feira).
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Como anda o conteúdo pago

conteudopago

O La informacion publicou uma tabela sobre como andam as iniciativas de cobrança de conteúdo em alguns dos principais sites de notícias.

Todos não cobram por “breaking news”, notícias de “última hora” e factuais, mas alguns pensam em cobrar por conteúdos e recursos extras. Uma estrutura de cobrança que ficará parecida com a de agumas empresas, como Flickr e Vimeo, que oferecem contas gratuitas e pagas em seus serviços.

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Publicado por Tiago Dória, em 2 de setembro de 2009 (Quarta-feira).
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