Carro de um futuro muito próximo, segundo a Ford

A Ford publicou um vídeo a respeito do carro conceitual Evos.

A montadora aposta na tecnologia de cloud computing e no consequente sincronismo de informações e dados. A ideia é que, por meio da tecnologia, o carro converse com o celular, despertador e serviços de informações sobre tráfego e tempo.

A partir de suas preferências e informações em tempo real sobre condições de tráfego e tempo, o carro pode indicar que horas você deve acordar para não perder os primeiros compromissos do dia.

Parece que não é somente Apple, Amazon e Hulu que têm como estratégia tirar proveito de uma das principais características da internet – ser “device agnostic“ (por meio de cloud computing).

Veja também: Carro do futuro que não chegou

Publicado por Tiago Dória, em 31 de agosto de 2011 (Quarta-feira).
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Cloudcomputing é uma das tecnologias mais disruptivas na educação

Uma discussão que chamou a minha atenção durante o 2º e último dia do Fórum da Liberdade, que aconteceu em Porto Alegre, foi a sobre “Educação no futuro”, que reuniu Alex Dias, ex-diretor geral da Google Brasil e atual CEO da Anhanguera Educacional, e o presidente da IBM Brasil Ricardo Pelegrini.

Segundo o ex-diretor da Google Brasil, o sistema de educação com base na presencialidade está falido. Cada vez mais a experiência educacional como um todo terá importância (não apenas a presença em sala de aula).

Mais do que marcar presença, o aluno terá a responsabilidade de trazer habilidades para a sala de aula.

A tecnologia de cloudcomputing é vista por Dias como uma das mais disruptivas na área educacional. “O conteúdo não ficará mais restrito à sala de aula, ao caderno ou laptop. Estará acessível por meio de diversos dispositivos”. O conhecimento terá portabilidade, segundo Dias.

O presidente da IBM Brasil, por sua vez, aposta no potencial educacional da tecnologia de natural language processing, utilizada no sistema Watson da IBM, que é capaz de entender perguntas em linguagem natural de maneira precisa.

Em sua apresentação, Pelegrini fez algumas críticas ao sistema educacional brasileiro.

Na formação básica dos brasileiros, não existe um incentivo ao conhecimento técnico, o que acaba se tornando uma vantagem competitiva para os outros países. Além disso, o setor de serviços é o que mais cresce no Brasil, no entanto faltam faculdades para formação de profissionais nessa área.

* Viajei a convite do Fórum da Liberdade *

Veja também: As pessoas estão nas “nuvens” faz tempo

Crédito da foto: Tiago Trindade

Publicado por Tiago Dória, em 13 de abril de 2011 (Quarta-feira).
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Era pós-PC, segundo Ray Ozzie

Ray Ozzie, o substituto de Bill Gates na Microsoft, anunciou a sua saída da empresa, na semana passada. Nesta segunda-feira, publicou Dawn of a New Day, carta de despedida de seu trabalho como arquiteto-chefe de software na Microsoft.

(Ozzie continua na empresa, na área de entretenimento, mas durante um período de transição até a sua saída definitiva).

A carta tem um peso histórico, bem como o texto The Internet Services Disruption, escrito por Ozzie há 5 anos para os funcionários da Microsoft.

O executivo acredita que a Microsoft deve se preparar para a Era pós-PC, o que, segundo ele, seria um mundo com serviços centrados nas nuvens (cloud computing) e de dispositivos sincronizados e conectados. Esses dispositivos iriam muito além da tradicional tríade tela, teclado e mouse (tablets?) e seriam capazes de reconhecer o que está a nossa volta – localização, gestos, altura, temperatura, direção e nosso estado emocional.

Não haveria distinção entre aplicativos para web e para desktop.

Em 5 anos, Ozzie acredita que a Microsoft errou e acertou. Competidores tiveram uma visão melhor sobre experiências mobile. Mas, por outro lado, a Microsoft conseguiu, por meio do Xbox 360 e da rede Xbox Live, transformar a TV em uma experiência mais rica.

Com essa carta, Ozzie é mais um executivo que detalha o fim do PC ou talvez do computador como o conhecemos. Em junho, Steve Jobs adotou um discurso parecido, assim como Nicholas Carr vem batendo nessa tecla faz tempo.

Veja também: Uma espiada no futuro em 2020

Crédito da foto: Jeff S.

Publicado por Tiago Dória, em 25 de outubro de 2010 (Segunda-feira).
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Roc: site permite criar músicas no próprio navegador

Aviary é um dos poucos conjuntos de ferramentas online que sobreviveu ao boom deste tipo de tecnologia em 2008, pico da chamada Web 2.0. Lembra que toda semana era lançado um editor online e gratuito de algum tipo de mídia?

Criado pelo pessoal do Worth1000, na verdade, o Aviary é uma suíte online – reúne editor de imagens vetoriais, fotos, áudio. Todos com versões gratuitas que rodam no navegador. Você não precisa instalar nada no computador. Trabalha com a ideia de cloud computing.

A novidade é que, nesta quinta-feira, foi lançado o Roc, que permite criar músicas, trilhas, ringtones. Faz par com o Myna, editor online de áudio.

Semelhante a outras ferramentas deste tipo, tem várias limitações, é voltada para estudantes e pequenos produtores de conteúdo que querem ter uma ferramenta simples e barata para criar trilhas para podcasts e outros projetos de áudio.

Veja também: Pandora dos filmes

Publicado por Tiago Dória, em 11 de junho de 2010 (sexta-feira).
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Pré-seleção de comercial é solução para vídeo online

Numa época em que boa parte da indústria busca um “modelo de negócios” para o mercado de vídeo online, Joe Michaels, responsável pelo desenvolvimento do MSN Video, apontou esse caminho para a publicidade em vídeos, durante palestra no Congresso TV2.0, em São Paulo.

Segundo ele, o Hulu é o melhor exemplo de que é viável o modelo de vídeo subsidiado por publicidade. No Hulu, 2º site de vídeos mais visitado nos EUA, os usuários podem escolher quando e qual comercial querem assistir.

Durante a sua apresentação, Michaels, que desde 2001 trabalha na divisão de vídeos do portal MSN, compartilhou erros e acertos cometidos no mercado.

Segundo ele, as pessoas gostam de assistir a grandes eventos online porque têm mais controle sobre o conteúdo. O executivo citou a transmissão ao vivo dos Jogos Olímpicos de Pequim em 2008, feita em parceria com o site da emissora de TV NBC. As pessoas podiam escolher até qual ângulo de câmera queriam assistir.

Pelo que percebi, durante a apresentação, Michaels defendeu muito o papel da internet como “equalizadora” de eventos. Ele chegou a afirmar que, num futuro próximo, será difícil encontrar um grande evento que não seja transmitido pela web e não tenha integração com redes sociais.

Porém, o executivo lembrou que muito do conteúdo consumido na internet ainda vem da TV (como conteúdo, a TV é a grande referência), mas a tendência é isso mudar. Neste sentido, a internet segue o mesmo caminho da TV que, em seu início, reproduzia conteúdo de outras mídias. Somente após um tempo passou a ter produção própria.

Sobre o futuro dos vídeos online, Michaels arriscou alguns caminhos – uso crescente do cloud computing, de funções que permitam assistir e comentar vídeos com outras pessoas ao mesmo tempo, além de algo na linha do conceito do Projeto Natal, da Microsoft, ou seja, câmeras que captem nossos movimentos e permitam interagir com o que está sendo exibido na tela.

“Internet é amiga” – Durante o período da tarde no TV2.0, aconteceram debates que reuniram representantes das principais emissoras e empresa de TV a cabo no Brasil, além de Ariel Alexandre, fundador do Videolog. Em resumo, o consenso geral foi de que a internet é mais amiga do que inimiga da TV. O consumidor utiliza várias e não uma única plataforma para consumir conteúdo. Na realidade, uma pode ajudar a alavancar a audiência da outra.

Veja também: Curadoria humana terá mais importância na web

Publicado por Tiago Dória, em 21 de março de 2010 (domingo).
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Google vs China: cloud computing é uma das vítimas

Depois dos boatos sobre o suposto tablet da Apple a ser lançado no dia 27, na semana que vem, um dos assuntos que mais martela no noticiário de tecnologia neste primeiro mês de 2010 é a briga entre Google e China.

O caso ganhou novos contornos de filme de espionagem depois que a Reuters publicou uma nota, que revela que o ataque contra as contas do Gmail aconteceu graças à ajuda de funcionários internos da Google China. O que ajuda a explicar em parte o motivo da reação tão radical da Google, de ameaçar sair do país, após aceitar durante anos as imposições do governo chinês para que censure os resultados das buscas do Google em sua versão local.

Outro motivo da reação é que o ataque ameçou o alicerce dos negócios da Google, o cloud computing. Ou seja, antes de tudo, os crackers não atacaram contas de emails de ativistas de Direitos Humanos, mas sim um dos principais conceitos nos quais a Google está apoiada, além da publicidade online, que é a ideia de “computação nas nuvens”.

O ataque, claro, arranhou a imagem de seguridade e deu pano para manga para quem é contra o cloud computing. É um dos efeitos colaterais. É tão seguro assim deixarmos tantos dados cruciais nas “nuvens”?

Daqui para frente, além de colocar um ponto final nesta história, um dos próximos desafios da Google será provar ainda mais que a “nuvem” é segura. Não é à toa que logo após o anúncio de que aconteceu o ataque, a empresa de busca reforçou a segurança do Gmail.

Veja também:
As pessoas estão nas “nuvens” faz tempo

Crédito da foto: 2 dogs

Publicado por Tiago Dória, em 19 de janeiro de 2010 (Terça-feira).
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As pessoas estão nas “nuvens” faz tempo

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As grandes empresas podem até estar com um pé atrás, mas os usuários já abraçaram e perceberam os benefícios do cloudcomputing faz tempo. Esse foi um dos argumentos utilizados pelo pesquisador Nicholas Carr para provar que a ideia de “computação nas nuvens” não é somente hype.

YouTube, Wikipedia, Twitter, Gmail são exemplos de que as pessoas já adotaram o cloudcomputing em seu dia-a-dia.

Em passagem pelo Brasil, nesta terça-feira, o pesquisador do MIT (Massachusetts Institute of Technology) participou como palestrante  do HSM ExpoManagement 2009. Eu estive por lá.

Para quem acompanha a sua carreira (livros e blog), Carr não trouxe novidades. Sua apresentação tomou como base o seu último livro publicado, A Grande Mudança (que já comentei aqui, no blog). A internet é uma tecnologia disruptiva tão quanto a eletricidade foi em sua época.

No entanto, o pesquisador do MIT bateu mais na tecla do cloudcomputing e os seus possíveis benefícios – integração entre dispositivos, portabilidade de dados, possibilidade de acessar informações de qualquer lugar.

Apesar de mostrar um estudo indicando que apenas 3% das grandes empresas nos EUA adotam a “computação nas nuvens“, Carr acredita que esse cenário vai mudar. Segundo ele, está morrendo o conceito de ver a web apenas como repositório de páginas e não um sistema.

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Dessa forma, as suas ideias vão ao encontro do pensamento de Patrick Sinclair, engenheiro de software da BBC, que afirmou que o grupo de mídia britânico não vê a web apenas como uma plataforma de distribuição, mas um sistema, o “gerenciador de conteúdo” de seu site.

Engraçado que Carr adotou um posicionamento um pouco diferente de seu livro, no qual ele comenta que você não deve mudar toda a sua infraestrutura para cloudcomputing, mas adotar uma posição híbrida. Ou seja, o desafio atual é saber o que passar ou não para as “nuvens”.

De novidade, o pesquisador trouxe números atualizados e comentou sobre o case do NYTimes. Em 2008, o jornal passou a utilizar cloudcomputing em seu sistema de arquivos.

Mais precisamente os serviços do Amazon EC2 no Times Machine (ferramenta que permite navegar por 70 anos do arquivo do jornal). De 4TB  (terabytes) de arquivos em formato TIFF passou para 11 milhões de arquivos em formato PDF.

Nesta quarta-feira, acontece o último dia do HSM ExpoManagement 2009. Um dos palestrantes será Bill Tancer, autor do livro Click, comentado aqui, no blog, no começo do ano.

Veja também:
Como a BBC ‘reutiliza’ a web

Crédito das fotos: Akakumo e HSM

Publicado por Tiago Dória, em 2 de dezembro de 2009 (Quarta-feira).
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