Frase da semana

Com o tempo, as pessoas reduzem a quantidade de sites que elas frequentam com alguma regularidade. Nos Estados Unidos, não são mais que 20 sites

Arianna Huffington, fundadora do Huffington Post, em passagem pelo Brasil.

Publicado por Tiago Dória, em 3 de setembro de 2011 (sábado).
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Segunda vida do Huffington Post

Pegou muita gente de surpresa. A AOL comprou o Huffington Post por US$ 315 milhões. Após a poeira baixar, surgiram os primeiros comentários.

Os interesses da AOL com a aquisição são claros – aumentar o seu inventário, adquirir uma fonte de pageviews e, o mais importante, trazer para si a equipe do HuffPost. Arianna Huffington, fundadora do portal, será responsável pelo departamento editorial da AOL.

Arianna terá a função de fazer na AOL o que ela fez no HuffPost e um pouco mais.

Para o Huffington Post, a aquisição traz um retorno de seus investimentos e abre possibilidades de expansão de suas operações (um suposto Huffington Post Brazil estaria a caminho).

A partir dessa compra dá para fazer várias leituras. A AOL está dando um sinal claro de que agora é uma empresa de conteúdo. O modelo dos agregadores de conteúdo não é tão vazio (afinal de contas, antes de tudo, o Huffington Post mais agrega do que produz conteúdo original). O momento político em que o Huffington Post cresceu estaria se esvaindo, por isso Arianna resolveu passar a bola em frente. Enfim, as leituras são muitas nos principais blogs de mídia.

Normalmente, o problema mais imediato de aquisições deste tipo são as diferenças de culturas. O HuffPo funciona quase que como uma startup. A AOL, por sua vez, é uma grande empresa, com anos de mercado.

Porém,  em verdade, AOL e HuffPo têm mais semelhanças do que diferenças. E isso foi o que, de certa forma, as aproximou.

Ambas, por exemplo, trabalham com a questão do jornalismo hiperlocal (o HuffPost tem uma parceria com o Foursquare. A AOL, por sua vez, desde 2010, tem ampliado a sua rede de noticiário local).

E o mais importante, as duas empresas são conhecidas por calcar as suas estratégias no chamado “jornalismo de indexação” – conceito de indexação e produção de conteúdo jornalístico pautada por dados de uso de sistemas de busca, como listas de termos mais buscados.

Uma espécie de estratégia que trata “SEO como modelo de negócios” – supervaloriza o tráfego vindo dos mecanismos de busca. Tipo de tráfego importante, mas que, é preciso ter em mente, não é indicativo de muita fidelidade, a pessoa entra em seu site, fica menos de um minuto e, bem provável, demora a retornar. É bem diferente de “criar audiência” – ter pessoas que sempre entram (muitas vezes tráfego direto), passam um bom tempo e depois retornam várias vezes.

Huffington Post é reflexo dos novos tempos. Independente do seu futuro, em sua 1ª fase, o Huffington Post ajudou a reforçar a premissa de que com o surgimento de uma nova plataforma ou dispositivo de distribuição de conteúdo, novas marcas nascem (e crescem rapidamente).

Em quase 6 anos, conseguiu construir um consistente nome no meio jornalístico quase do zero e o fez de forma bem rápida.

Nesse meio tempo, o portal tornou-se uma importante marca no jornalismo, posicionando-se ao lado de outras que estão há tantos anos no mercado, como NYTimes, USAToday e Time.

Agora começa uma nova fase, desta vez na AOL.

Veja também: O hype do Tumblr no jornalismo

Publicado por Tiago Dória, em 7 de fevereiro de 2011 (Segunda-feira).
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Sistema de comentários movido a badges

Aguardado por pessoas da área de mídia e tecnologia, o Huffington Post relançou o seu sistema de comentários.

A dinâmica é parecida com a do sistema da rede de blogs Gawker. Leitores e comentaristas mais ativos recebem o status de moderador dos comentários. A diferença é que cada leitor recebe um badge (parecido com o Foursquare) de acordo com o seu envolvimento com o site.

Por exemplo, leitores que mais compartilham no Twitter e no Facebook matérias do Huffington Post recebem o badge de “Superuser”.

Duas coisas estão presentes nesta reformulação. Primeira, a ideia de ver os comentários como conteúdo e, segunda, de tratar as editorias (tecnologia, política, economia) como comunidades, com os seus próprios moderadores e sistemas internos de reputação.

Quantidade nem sempre é sinal de qualidade, mas, no último mês, o Huffington Post recebeu 2.3 milhões comentários, com o pico de 100 mil comentários em um único dia.

Veja também: Cinco “firulas” em sites de notícias em 2009

Publicado por Tiago Dória, em 29 de abril de 2010 (Quinta-feira).
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Personalidade de Mídia de 2008

O site I Want Media, uma das principais referências em inglês sobre mídia, elegeu Arianna Huffington como a Personalidade de Mídia de 2008. Na lista de possíveis escolhidos, estavam os criadores do Twitter, Eric Schmidt, diretor geral da Google, e Rupert Murdoch, fundador da News Corp.

Neste ano, na escolha da personalidade de mídia lá fora, ficaria na dúvida entre ela, alguém do site Hulu, da campanha de Obama ou do NYTimes, que fizeram um trabalho bem relevante neste ano.

Huffington é criadora do site político The Huffington Post e é lembrada por sua capacidade de ter construído uma marca forte em tão pouco tempo, um blog coletivo, que depois virou um mini portal, que mistura opinião com reportagens e agregação de conteúdo.

Em meio à crise financeira, o site recebeu um investimento de US$ 25 milhões, o que abriu espaço para alguns mais apressados dizerem que o HuffPo criou um “novo modelo de negócios para o jornalismo”. O modelo do HuffPo é o de sempre, venda de banner e participação de investidores nos negócios.

O que acontece, na prática, é que o site cresce em cima das brechas do cansativo jornalismo político feito pela mídia em geral.

Ao invés de investir nos mesmos colunistas de sempre, sabe equilibrar a sua parte de opinião com novos e antigos nomes. E diferente do modelo das redes de blogs, cada vez menos atraentes comercialmente, resolveu investir em uma única marca e url.

Agregam conteúdo constantemente, se posicionam como um hub de informação. Antes de qualquer coisa, o HuffPo é isso – um agregador de conteúdo, com diversos links para conteúdo externo. É um site que faz um bom equilíbrio entre agregar e produzir conteúdo próprio na rede, o que talvez seja resultado da visão que a empresária tem sobre mídia.

Diferente de parte de uma geração anterior de empreendedores – Huffington sempre deixou claro que o futuro está na convergência entre novas e velhas mídias e não numa dicotomia.

Para Huffington, os novos produtores de conteúdo têm muito a aprender com as mídias anteriores. E, de certa forma, ela vem fazendo isso, crescendo em cima dos erros e acertos de quem veio antes.

Para saber mais sobre a criadora do The Huffington Post, confira uma matéria da New Yorker.

Publicado por Tiago Dória, em 10 de dezembro de 2008 (Quarta-feira).
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