Cinco sites e aplicativos que estrearam em 2010

Uma lista com alguns sites e aplicativos que estrearam neste ano e passaram por aqui.

1) Flipboard
Várias empresas tentaram, mas não conseguiram. Parece que o Flipboard é o primeiro a conseguir aplicar o conceito de Daily Me, popularizado por Nicholas Negroponte, nos anos 90. Ou seja, uma publicação personalizada de acordo com as nossas preferências e contatos pessoais.

2) Public Videos
Made in Brazil. Foi criado pelo desenvolvedor brasileiro Fabricio Zuardi. É um banco gratuito de vídeos. Semelhante a um Corbis, mas voltado para vídeos. Bem útil se você precisa de um vídeo para ilustrar um videocast, uma videorreportagem, um videolog.

3) NPR Music app
Dá acesso a todas rádios da NPR e a um catálogo grande de artistas, onde você pode ouvir músicas, shows completos, entrevistas e saber as últimas notícias sobre cada um. As matérias contam com versão em áudio. Bem completo.

4) BBC Dimensions
Permite que você projete uma determinada área em um mapa. Você pode, por exemplo, projetar sobre São Paulo a área de 3,6 km² onde ocorre o Festival de Glastonbury. E, desse modo, ter uma ideia mais precisa da dimensão do festival de música.

5) Daytum
Cria infográficos a partir de dados do dia a dia. Para ter uma noção melhor de como anda se alimentando, a cada dia, você pode inserir informações do que comeu no almoço, e, no final da semana, montar um infográfico com base em sua alimentação.

O mesmo pode ser feito com outros tipos de informações – consumo de mídia (programas de TV mais assistidos, músicas mais ouvidas durante um período).

Veja também: 5 firulas em sites de notícias, em 2010

Publicado por Tiago Dória, em 17 de dezembro de 2010 (sexta-feira).
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Como as pessoas usam o iPad

O site de mídia e tecnologia Business Insider fez uma pesquisa com usuários de iPad.

No momento em que começam a surgir tablets para concorrer com o da Apple, pode ser que a pesquisa soe datada daqui a algum tempo. Mas ela traz alguns números interessantes e que vão ao encontro de estudos anteriores.

* Em relação ao tempo de uso, a maioria dos usuários navega na internet (37,7%); em seguida, checa email, Facebook, Twitter e aplicativos (23,6%). Assistir a vídeos fica em terceiro lugar (11,5%). No total, passa de 2 a 5 horas com o iPad por dia.
* Em média, baixa de 20 a 50 aplicativos. Porém, no dia a dia, usa de 1 a 5 aplicativos.
* A maioria usa o iPad como “2º computador” (71%).
* E para quem é da área de jornalismo, talvez esse seja o número mais interesssante. Dos entrevistados, 37% preferem acessar notícias por meio do navegador e 34,7% via aplicativos.

O mais relevante nesta pesquisa é que, de certa forma, ela detecta que a maioria das pessoas utiliza mais o navegador do que os aplicativos para acessar conteúdo.

Talvez, com o crescimento dos sites em HTML5 emulando funções de aplicativos, essa preferência aumente mais.

Veja também: iPad de mão em mão

Crédito da foto: Blixt

Publicado por Tiago Dória, em 15 de novembro de 2010 (Segunda-feira).
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Melhores aplicativos de música, segundo a Billboard

A revista Billboard está organizando um concurso para eleger os melhores aplicativos de música, o Music App Awards. Faz sentido o concurso, os aplicativos de música são os mais baixados.

Entre os finalistas, está o app para iPhone da banda Linkin Park, que, na realidade, é um jogo que tem como trilha sonora as músicas do grupo.

Veja também: Spotify está quase lá…

Crédito da foto: Nettsu

Publicado por Tiago Dória, em 2 de setembro de 2010 (Quinta-feira).
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Apps do Guardian Hack Day

O Guardian promoveu recentemente um hack day. É o terceiro, portanto, realizado pelo “jornal que não quer ser mais jornal“.

Como manda a tradição neste tipo de evento, diversos aplicativos/hacks foram criados em 24h. Teve aplicativo para Android, sistema operacional da Google para celulares, que funciona como guia para a prática de ciclismo, e outro que analisa as palavras utilizadas nos comentários dos artigos de economia do Guardian (a intenção é descobrir tendências)…

Dois “hacks” chamaram a minha atenção, o TV And The News, que indica programas de TV com base na notícia que você está lendo online e o Mood Ring, capaz de classificar matérias com critérios de “estado de espírito” (positivas ou negativas), o que é bem subjetivo, mas interessante.

Veja também: Como hackear um portal de notícias

Publicado por Tiago Dória, em 27 de maio de 2010 (Quinta-feira).
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Guerra de APIs de jornais

Essa entrevista com Chris Thorpe, um dos evangelistas da plataforma aberta do Guardian, é uma boa amostra do quanto a publicação vem adotando uma postura diferente em relação ao uso das APIs, um dos aspectos que permite transformar um jornal em uma plataforma.

Enquanto o NYTimes adota uma postura mais restritiva, impedindo o seu uso comercial; em sua API, o Guardian fornece acesso a todo o seu conteúdo, inclusive para uso comercial.

Diferente do NYTimes, o Guardian já promoveu dois “hack days” e mais de 2.000 desenvolvedores se cadastraram para utilizar a API da publicação, sendo que 200 aplicativos foram criados em torno do conteúdo do jornal. Uma parte deles está reunida numa “galeria de aplicativos” no próprio site do Guardian.

Com esse posicionamento, a ideia é transformar o Guardian em uma plataforma aberta, com um ecossistema de aplicativos em seu entorno. Ou seja, a publicação pretende criar valor em torno da circulação e não do controle de informação.

É lógico que adotar essa postura tem vantagens e desvantagens, conforme ficou evidente no recente atrito entre o Twitter e desenvolvedores externos.

No entanto, esse mesmo posicionamento é uma boa amostra de dois aspectos:

1) Do quanto uma publicação pode se autoquestionar profundamente, com consequências que vão muito além de “integração de redações” e mudanças de layout em seus sites.

2) De que a disputa das publicações por leitores, atenção e tráfego pode se dar em um outro nível – no uso de suas APIs.

Veja também: Comentários para quem precisa de comentários

Publicado por Tiago Dória, em 19 de maio de 2010 (Quarta-feira).
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Google e Microsoft como tradutores universais

O sonho de um sistema universal de comunicação ou um tradutor universal de idiomas ainda está distante. Ainda parece algo de ficção científica.

Para se ter uma ideia, há mais de 60 anos tecnologias de tradução são estudadas. Esse tipo de tecnologia ganhou um impulso durante a II Guerra Mundial e voltou a ganhar mais destaque com o crescimento da internet, campo para a prática de vários idiomas, mas também revelador do quanto o idioma pode ser uma barreira para comunicação e consumo de conteúdo.

Hoje, tecnologias de tradução são uma indústria que movimenta US$ 8 bilhões por ano.

Para alguns, tecnologias como Google Translate e Babelfish nunca serão perfeitas. Serão mais uma ferramenta de produtividade do que um substituto à tradução feita por humanos. Para outras, a precisão dessas ferramentas é somente questão de tempo.

Nesta semana, durante a feira Silicon Valley Tech, a Microsoft apresentou com mais detalhes o Telephone, aplicativo VoIP de tradução em tempo real, que combina 3 tecnologias da empresa – reconhecimento de voz, tradução e transcrição de voz em texto. Uma pessoa fala e o sistema traduz automaticamente em texto e  voz.  Para resolver o problema da falta de precisão, uma frase é “retraduzida” automaticamente várias vezes.

Depois, o mais interessante, a Google anunciou que o Google Googles, aplicativo exclusivo para Android, será capaz de traduzir textos a partir de imagens tiradas com a câmera do celular. Imagine a situação, você está em um outro país, com um cardápio em chinês em mãos, sem ter nenhuma noção do que está escrito nele. Para resolver isso, basta tirar uma foto do cardápio que o aplicativo transforma a imagem em texto e o traduz automaticamente.

Veja também: Faça o seu blog falar diversos idiomas

Credito da foto: Maynard

Publicado por Tiago Dória, em 7 de maio de 2010 (sexta-feira).
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Bastidores da criação de um aplicativo para o iPad



A NPR (Rádio Pública Nacional dos EUA) é responsável por um dos aplicativos mais populares do iPad, tablet lançado em clima de carnaval neste final de semana. Em questão de minutos após ser lançado, o aplicativo tornou-se um dos mais baixados ao lado de games e utilitários.

Foi desenvolvido pela equipe de pesquisa e desenvolvimento da NPR em conjunto com a Bottle Rocket, empresa especializada em aplicativos para iPhone e iPad. Dá acesso a mais de 1.000 rádios (streamings), sendo que você pode ouvir e ler as matérias ao mesmo tempo.

Em entrevista ao site da Society for News Design, Paulo Lopez e David Wright Jr., designers da NPR,  falam sobre os bastidores do desenvolvimento do aplicativo, além da reformulação do site da NPR (a opção de player em HTML5 foi inserida já que o iPad não roda players em flash).

Segundo os dois, na medida em que o iPad era uma plataforma que ainda nem havia sido lançada, testada por raras pessoas no mundo, uma das principais dificuldades foi fazer os ‘pré-testes com usuários’ da rádio (protótipos de papel foram utilizados).

Por outro lado, uma preocupação foi tornar a navegação “intuitiva e tátil”, característica dos melhores aplicativos. O aplicativo da NPR demorou um pouco menos de um mês para ser desenvolvido.

Os bastidores completos estão aqui.

Veja também: Conheça os bastidores de uma rádio colaborativa

Publicado por Tiago Dória, em 6 de abril de 2010 (Terça-feira).
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5 coisas que estão falando sobre o iPad

Enquanto muitas pessoas aproveitavam o feriado de Páscoa, o iPad foi lançado nos EUA e alguns comentários foram publicados por aí. Separei os melhores:

1) iPad é mais sobre games do que notícias
Apesar das empresas de jornalismo tentarem puxar as atenções para o seu lado, segundo o VentureBeat, o iPad seria mais um console de game do que um e-reader – 44% dos aplicativos para o gadget são classificados como games. Atualmente, os mais baixados da AppStore estão nesta categoria. Eletronics Arts, Activision Blizzard e Gameloft são algumas das produtoras que estão desenvolvendo games exclusivos para o gadget. Será que, por meio do iPad, a Apple finalmente entraria no mercado de games? Ao que tudo indica, a concorrência será no mercado de consoles portáteis, hoje dominado pela Nintendo e o seu Nintendo DS.

2) iPad mata o mouse e não o laptop
Segundo Walter S. Mossberg, colunista de tecnologia do WSJ, um dos primeiros jornalistas a publicar um review sobre o gadget, o iPad chega perto, mas não mata o laptop. O que o iPad tem condições é de mudar a “computação móvel” com sua tela sensível ao toque de mão. Enfim, com a tela sensível ao toque de mão, o iPad prova que, na computação pessoal, é possível existir uma interface que seja diferente das atuais, que não seja baseada no uso do mouse.

3) iPad repete frenesi do CDROM
Cory Doctorow, do blog BoingBoing, e Danny O’Brien, da Electronic Frontier Foundation, ecoam as palavras de Scott Rosenberg, cofundador da revista Salon. O hype das empresas de mídia em torno do iPad lembra o feito em torno do CDROM nos anos 90. Uma suposta demanda por conteúdo “multimídia e interativo” salvaria os negócios das empresas. Jack Shafer, na revista Slate, é mais direto e seco. Se surgir realmente alguma inovação no iPad, ela não virá dos badalados aplicativos das empresas de mídia – NYTimes, TIME etc. Essas empresas não estão mais à frente da inovação, mesmo com um novo gadget ou meio de entregar conteúdo.

4) iPad é computador para os “simples mortais”
Falta de uma câmera nativa, USB e multitasking (poder utilizar mais de um aplicativo ao mesmo tempo no iPad)? Segundo Omar Wasow, do The Root, não adianta os nerds reclamarem. O iPad não foi feito para eles, mas para “pessoas comuns” que querem um computador simples, elegante e intuitivo que atenda às necessidades mais triviais do dia-a-dia, como ler algumas notícias no café da manhã, buscar e conferir uma receita na internet ou ainda jogar um jogo de tabuleiro com os amigos, algo casual.

5) iPad simboliza o “futuro das notícias”
Valleywag, o blog de fofocas do Vale do Silício, é um dos que enche a bola dos aplicativos feitos pelas empresas de mídia. Conteúdo atualizado constantemente, vídeos ao vivo, slideshows, esse é o “futuro das notícias” segundo o blog. TIME, GQ, USAToday, NYTimes, WSJ são algumas das publicações que marcam presença no gadget, além das emissoras BBC, CNN, NPR e ABC, sendo que essa última dá acesso gratuito à sua programação (a CBS faz o mesmo, mas por meio de seu site que pode ser acessado pelo navegador do iPad).

E mais: O blog Gizmodo publicou uma lista bem completa dos melhores aplicativos para o iPad, inclusive com games e utilitários.

Veja também: iPad: Apple entende que o futuro é agnóstico

Crédito das fotos: Tom Winn e divulgação

Publicado por Tiago Dória, em 5 de abril de 2010 (Segunda-feira).
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Revistas podem se transformar em softwares?

Para mim, esse é o conceito que está mais forte por trás do fato das revistas estarem preparando versões para e-readers. O conceito não é novo (as tais versões para CD-Rom podem ter esbarrado lá), mas a vinda dos e-readers ao mercado, principalmente iPad, neste primeiro semestre de 2010 promete acelerar esse processo – de ver as revistas como softwares.

Aliás, a grande relevância do iPad não está em substituir o papel como suporte para leitura, mas em transformar as publicações em softwares.

Um exemplo próximo é a CNN, que não trata o seu aplicativo para iPhone como uma mera transposição do site. O aplicativo não é a CNN na TV nem a CNN na web. É uma terceira coisa – a CNN como software, no caso um aplicativo para celular. Não é uma mera transposição. Não é sem motivos que o aplicativo possui várias “funções inteligentes” que permitem entregar conteúdo mais adaptado à ocasião e localização em que o usuário se encontra.

Esse conceito também está por trás da apresentação de John Makinson, diretor geral da Penguin Books, comentada há duas semanas, aqui, no blog, a respeito dos “livros-aplicativos” no lugar dos ebooks. De certa maneira, é o conceito de ver livros como softwares, no caso, aplicativos.

Por essas e outras, esse 1º semestre promete ser provocador para as editoras. Um exemplo de quanto o mercado está ansioso pelo lançamento do iPad foi dado por Alexx Henry. O fotógrafo produziu um vídeo conceitual sobre como poderia ser uma versão para iPad da Viv Mag.

Eu achei um pouco complexo e mais do mesmo, aproximando-se de “especiais multimídia” já existentes, mas acompanhado da questão tátil, de tocar na tela, nativa do iPad, pode causar outra experiência. Vale a pena dar uma olhada. Segue abaixo.

Veja também: O jornal que não é mais jornal

Publicado por Tiago Dória, em 17 de março de 2010 (Quarta-feira).
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