A revista FastCompany publicou em sua última edição a tradicional lista das 100 pessoas mais criativas na área de negócios.
Sempre é interessante dar uma olhada na lista para saber como anda o mercado de ideias.
Lady Gaga foi o destaque no ano passado. A cantora foi lembrada por construir um “império” em diversas plataformas ao mesmo tempo.
Neste ano, Wadah Khanfar, diretor geral da Al Jazeera, é o destaque. A escolha é reflexo da importância que a emissora teve nas recentes manifestações e quedas de governo no mundo árabe. A estratégia de utilizar o YouTube e o Twitter como canais oficiais de distribuição do sinal da AlJazeera também é lembrada. Hoje, a emissora é a 3ª organização de mídia com mais vídeos vistos no YouTube.
Scott Forstall, arquiteto chefe do iOS, sistema operacional do iPad e iPhone, foi considerado o segundo criativo de 2011.
Interessante foi a escolha em terceiro lugar do russo Yuri Milner, fundador da empresa de investimentos Digital Sky Technologies. É visto como uma pessoa que sabe onde estão as ideias criativas. Milner é um dos principais investidores da Zynga, do Facebook e Groupon.
Jack Dorsey, criador do Square, sistema que permite utlizar o iPhone como cartão de crédito, garantiu o 4º lugar na lista.
E, uma vez mais, um profissional da Google ficou em destaque na seleção. – Sebastian Thrun, responsável pela criação do “carro sem motorista” da Google, controlado por inteligência artificial (AI).
Segundo Thrun, “inovadores são infelizes” – estão sempre angustiados em busca de soluções que podem melhorar a vida das pessoas.
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Há uns 2 anos, eu comentei sobre o quanto a Al Jazeera estava tirando proveito de uma das principais características da internet – o baixo custo de distribuição.
Desde 2009, sem muitos custos, a emissora de TV vem utilizando o YouTube para distribuir o seu conteúdo.
E, ano passado, passou a adotar o “modelo grátis” como tática para entrar em novos mercados. Enquanto seus concorrentes passavam a cobrar por conteúdo, a Al Jazeera distribuía, de forma gratuita, o seu material em todos os canais possíveis (celular, web, tablets).
Durante os recentes protestos no Egito, a emissora adotou uma tática diferente – usar o Twitter como plataforma de distribuição do sinal de suas transmissões ao vivo na web.
Tweets pagos foram utilizados, palavras-chaves compradas.
Em questão de dias, o Twitter se tornou a principal fonte de tráfego para o site da emissora.
Normalmente quando a gente pensa em Twitter e TV, lembra logo do uso do serviço de microblogging como “espaço de comentários“. A Al Jazeera foi além. Olhou para o Twitter como “plataforma de distribuição de seu sinal de TV”.
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Em seu livro Free, Chris Anderson, editor da Wired, já mostrava que o Grátis é uma ótima tática para quem está tentando entrar em um mercado. Aliás, não foi o editor da Wired que inventou ou descobriu essa estratégia. Ela é utilizada há um bom tempo em vários mercados.
Para dar um exemplo atual, é o caminho utilizado pela Google quando deseja entrar em um mercado. Enquanto todos estão oferecendo uma versão paga de um produto, a Google vem e passa a oferecer produto semelhante de forma gratuita. Dessa forma, conquista mercado.
Isso acontece por que o gratuito, em muitas situações, tem um apelo maior frente ao pago. Porém, não é algo que funciona para todos os públicos e ocasiões.
Às vezes, oferecer um produto/conteúdo de forma gratuita é um verdadeiro tiro no pé.
Partindo do pressuposto de que concorrentes estão começando a cobrar por conteúdo na web e em outras plataformas – iPad e celulares, a emissora de TV Al-Jazeera lançou uma estratégia de disponibilizar o seu conteúdo de forma gratuita em todos os canais possíveis (se eles estão cobrando, nós oferecemos de graça). É uma tática contra os crescentes paywalls.
Não é a primeira vez que a Al-Jazeera adota esse tipo de postura para conquistar espaço no Ocidente, região onde a emissora tem mais rejeição e dificuldade de entrar no mercado. Desde 2008, a Al-Jazeera vem utilizando, de forma incisiva e sem muitos custos, plataformas de redes sociais e, principalmente, o YouTube para distribuir o seu conteúdo para o público em inglês.
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