A tecnologia de telas é uma das que tem sido aprimoradas a uma velocidade desconcertante nos últimos tempos. É o tipo de desenvolvimento que pode ter um impacto profundo sobre outras indústrias, principalmente a de entretenimento.
Telas são um componente importante em nosso dia-a-dia. É o que permite às pessoas interagir com conteúdos em diversos dispositivos. Um exemplo são as telas LCD e as cada vez mais onipresentes telas sensíveis ao toque de mão, responsáveis por promover mudanças em interfaces de sistemas operacionais, publicações e concepções de games.
Duas empresas de destaque fizeram movimentações na área de telas e interfaces.
1) Primeiro, a Sony anunciou o início (em junho) da fabricação e comercialização da atracTable, tela horizontal, em alta definição e sensível ao toque de mão. Será possível interagir com objetos, semelhante à Microsoft Surface. O vídeo abaixo dá uma boa amostra.
2) Depois a Google anunciou a compra da BumpTop, startup que desenvolve um aplicativo capaz de tornar tridimensional a interface de computadores. A tecnologia é também capaz de aceitar comandos de telas sensíveis ao toque de mão e pode ser utilizada em tablets e celulares.
O interessante desses anúncios nem é tanto os produtos que podem surgir a partir deles, mas que, cada vez mais, eles servem de combustível para questionarmos a forma tradicional de interagirmos com gadgets e conteúdos.
Se juntarmos isso à ideia de “plataformas inteligentes“, vemos que muita coisa pode vir por aí.
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De tempos em tempos, empresas de tecnologia publicam vídeos conceituais sobre o futuro. Microsoft, Nokia e AT&T são craques em fazer isso.
Neste sentido, a Ericsson lançou a série 2020 Shaping Ideias, que convida pesquisadores para discutir o futuro. Como será o mundo, os nossos hábitos, a nossa relação com as tecnologias digitais daqui a 10 anos?
Apesar da movimentação recente em torno do “conteúdo pago”, Jeffrey Cole, por exemplo, acredita que, no futuro, todo conteúdo será gratuito e subsidiado por publicidade
Do engenheiro Adrian Bowyer vem a ideia mais futurista. Bowyer é criador da RepRap, impressora 3D autoreplicável, capaz de imprimir as próprias peças – a partir de uma impressora você pode construir outra.
Palestrante na POP!Tech 2007, o engenheiro acredita que a popularização da impressora 3D causará mudanças profundas na economia.
Tipo de mudança semelhante à proporcionada pelos computadores pessoais. Da mesma forma que os PCs descentralizaram a computação, de mainframes para computadores pessoais, as impressoras ajudarão a descentralizar a indústria de artefatos.
Segundo Bowyer, cada pessoa terá a possibilidade de produzir qualquer objeto que utiliza no dia-a-dia. Está precisando de uma nova maçaneta, cabides ou novas sandálias? Com baixo custo, a própria impressora 3D imprime para você.
Veja também: O que esperar de 2010, além de computador no sapato?

O Dead Media Archive é um projeto de registro de produtos/tecnologias de comunicação que foram abandonados. É produzido pelo Departamento de Mídia da Universidade de Nova York.
Cita o protótipo de uma televisão 3D nos anos 80. O PicturePhone, que seria uma espécie de telefone com vídeo, predecessor da vídeo-conferência. E a Eletric Pen, uma caneta elétrica.
Existe um blog que faz um projeto parecido de arqueologia de tecnologias, o Paleo Future.
Dica da Luisa nos comentários

Enquanto o Second Life tenta ganhar algum espaço na mídia transmitindo eclipse solar, o mundo dos ambientes 3D mostra que tem pé no chão por meio de serviços como o Habbo Hotel.
Sem pedir para instalar nada no computador e com uma curva de aprendizado pequena, o Habbo Hotel, que foi criado em 2000, chegou a marca de 100 milhões de avatares criados e de 10 milhões de visitantes/mês. Para se ter uma idéia, o Second Life tem apenas 14 milhões de usuários registrados.
O crescimento do Habbo Hotel é atribuído a uma reformulação pelo qual o serviço finlandês passou no final de 2007, com a inserção de novas funcionalidades e a entrada de avatares oficiais de celebridades.
Para completar, nesta terça-feira, a Google lançou o Lively, um programa ainda em fase beta para as “pessoas interagirem em um ambiente 3D”. Parecido com o Second Life, mas o foco é mais nas pessoas [e não no ambiente em si] e na integração com blogs, redes sociais e portais.
Ainda não testei [por enquanto, roda somente no Windows], mas pelo vídeo abaixo parece ser bem simples de usar e a interface bem “amigável”.
Para quem não conhece, o Sketch Furniture é um projeto experimental de 4 designers da Suécia, com base na tecnologia de motion capture.
Você “desenha” no ar com as mãos uma peça de mobília. E o computador capta os seus movimentos e transforma tudo em objeto físico.
Obrigado pela dica, Roberta!
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