Novas telas interativas

A tecnologia de telas é uma das que tem sido aprimoradas a uma velocidade desconcertante nos últimos tempos. É o tipo de desenvolvimento que pode ter um impacto profundo sobre outras indústrias, principalmente a de entretenimento.

Telas são um componente importante em nosso dia-a-dia. É o que permite às pessoas interagir com conteúdos em diversos dispositivos. Um exemplo são as telas LCD e as cada vez mais onipresentes telas sensíveis ao toque de mão, responsáveis por promover mudanças em interfaces de sistemas operacionais, publicações e concepções de games.

Duas empresas de destaque fizeram movimentações na área de telas e interfaces.

1) Primeiro, a Sony anunciou o início (em junho) da fabricação e comercialização da atracTable, tela horizontal, em alta definição e sensível ao toque de mão. Será possível interagir com objetos, semelhante à Microsoft Surface. O vídeo abaixo dá uma boa amostra.

2) Depois a Google anunciou a compra da BumpTop, startup que desenvolve um aplicativo capaz de tornar tridimensional a interface de computadores. A tecnologia é também capaz de aceitar comandos de telas sensíveis ao toque de mão e pode ser utilizada em tablets e celulares.

O interessante desses anúncios nem é tanto os produtos que podem surgir a partir deles, mas que, cada vez mais, eles servem de combustível para questionarmos a forma tradicional de interagirmos com gadgets e conteúdos.

Se juntarmos isso à ideia de “plataformas inteligentes“, vemos que muita coisa pode vir por aí.

Veja também: Parede mágica da CNN roubou a cena

Publicado por Tiago Dória, em 4 de maio de 2010 (Terça-feira).
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Uma espiada no futuro em 2020

De tempos em tempos, empresas de tecnologia publicam vídeos conceituais sobre o futuro. Microsoft, Nokia e AT&T são craques em fazer isso.

Neste sentido, a Ericsson lançou a série 2020 Shaping Ideias, que convida pesquisadores para discutir o futuro. Como será o mundo, os nossos hábitos, a nossa relação com as tecnologias digitais daqui a 10 anos?

Apesar da movimentação recente em torno do “conteúdo pago”, Jeffrey Cole, por exemplo, acredita que, no futuro, todo conteúdo será gratuito e subsidiado por publicidade

Do engenheiro Adrian Bowyer vem a ideia mais futurista. Bowyer é criador da RepRap, impressora 3D autoreplicável, capaz de imprimir as próprias peças – a partir de uma impressora você pode construir outra.

Palestrante na POP!Tech 2007, o engenheiro acredita que a popularização da impressora 3D causará mudanças profundas na economia.

Tipo de mudança semelhante à proporcionada pelos computadores pessoais. Da mesma forma que os PCs descentralizaram a computação, de mainframes para computadores pessoais, as impressoras ajudarão a descentralizar a indústria de artefatos.

Segundo Bowyer, cada pessoa terá a possibilidade de produzir qualquer objeto que utiliza no dia-a-dia. Está precisando de uma nova maçaneta, cabides ou novas sandálias? Com baixo custo, a própria impressora 3D imprime para você.

Veja também: O que esperar de 2010, além de computador no sapato?

Publicado por Tiago Dória, em 18 de abril de 2010 (domingo).
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Caneta elétrica e televisão 3D

Televisão 3D

O Dead Media Archive é um projeto de registro de produtos/tecnologias de comunicação que foram abandonados. É produzido pelo Departamento de Mídia da Universidade de Nova York.

Cita o protótipo de uma televisão 3D nos anos 80. O PicturePhone, que seria uma espécie de telefone com vídeo, predecessor da vídeo-conferência. E a Eletric Pen, uma caneta elétrica.

Existe um blog que faz um projeto parecido de arqueologia de tecnologias, o Paleo Future.

Dica da Luisa nos comentários

Publicado por Tiago Dória, em 30 de junho de 2009 (Terça-feira).
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Habbo Hotel mostra que ambientes 3D não são bolha

Enquanto o Second Life tenta ganhar algum espaço na mídia transmitindo eclipse solar, o mundo dos ambientes 3D mostra que tem pé no chão por meio de serviços como o Habbo Hotel.

Sem pedir para instalar nada no computador e com uma curva de aprendizado pequena, o Habbo Hotel, que foi criado em 2000, chegou a marca de 100 milhões de avatares criados e de 10 milhões de visitantes/mês. Para se ter uma idéia, o Second Life tem apenas 14 milhões de usuários registrados.

O crescimento do Habbo Hotel é atribuído a uma reformulação pelo qual o serviço finlandês passou no final de 2007, com a inserção de novas funcionalidades e a entrada de avatares oficiais de celebridades.

Para completar, nesta terça-feira, a Google lançou o Lively, um programa ainda em fase beta para as “pessoas interagirem em um ambiente 3D”. Parecido com o Second Life, mas o foco é mais nas pessoas [e não no ambiente em si] e na integração com blogs, redes sociais e portais.

Ainda não testei [por enquanto, roda somente no Windows], mas pelo vídeo abaixo parece ser bem simples de usar e a interface bem “amigável”.

Publicado por Tiago Dória, em 9 de julho de 2008 (Quarta-feira).
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Sketch Furniture: imprima seus móveis

Para quem não conhece, o Sketch Furniture é um projeto experimental de 4 designers da Suécia, com base na tecnologia de motion capture.

Você  “desenha” no ar com as mãos uma peça de mobília. E o computador capta os seus movimentos e transforma tudo em objeto físico.

Obrigado pela dica, Roberta!

Post relacionado:
Tem coragem de tatuar o seu computador?

Publicado por Tiago Dória, em 2 de julho de 2008 (Quarta-feira).
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