Tiago Dória Weblog http://www.tiagodoria.ig.com.br Doses diárias de cultura web, tecnologia e mídia Sun, 22 Nov 2009 22:55:57 +0000 http://wordpress.org/?v=2.8.6 en hourly 1 Por uma internet em tempo giusto http://www.tiagodoria.ig.com.br/2009/11/22/por-uma-internet-em-tempo-giusto/ http://www.tiagodoria.ig.com.br/2009/11/22/por-uma-internet-em-tempo-giusto/#comments Sun, 22 Nov 2009 21:27:02 +0000 Tiago Doria http://www.tiagodoria.ig.com.br/?p=20362 slowclock01

Na hora em que o McDonald`s contrata um chef especializado em slow-food e suas lojas passam a vender água de coco e saladas, e no Japão começa a aparecer a geração fureeta, que acredita que não é preciso trabalhar até se matar, é de se perguntar se o “slow movement” não está aos poucos ganhando espaço, de forma quase imperceptível.

Em seu livro Devagar (352 páginas/Editora Record), o jornalista canadense Carl Honoré diz que o “slow movement” não é panfletário. Pelo contrário, é algo que acontece aos poucos, de forma discreta. De minuto em minuto, as pessoas vão questionar o porquê de fazer tudo rápido. Rapidez sempre quer dizer eficiência? Produtividade? Quantidade é igual a qualidade e relevância?

Honoré escreveu o seu livro em 2004 e começou a pesquisa para produzi-lo um pouco antes. De lá para cá, bastante coisa aconteceu.

De novidade, o Twitter e a tal da “internet em tempo real” ajudaram a dar uma nova vida ao “slow movement“. Quase sempre quando o homem se fascina pela velocidade surge uma reação.

Dos profissionais mais recentes, John Freeman, autor do livro A Tirania do email; Arianna Huffington, cofundadora do portal Huffington Post, que, a cada dia, busca equilibrar análise com “notícias em tempo real”; e o pesquisador de mídia Ethan Zuckerman, da Universidade de Harvard, começaram a questionar o porquê do fascínio pela velocidade na área da comunicação.

O pesquisador Dan Gillmor também comentou sobre o assunto. Mas fez uma análise apressada. Em uma espécie de maniqueísmo jornalistas versus leitores, dá a entender que o culto à velocidade no jornalismo existe simplesmente devido à busca dos profissionais por competitividade.

fastcar01

Honoré mostra que, ao contrário, o fascínio pela velocidade existe em razão de motivos bem mais complexos.

Vem da própria maneira como pensamos sobre o tempo. Nas tradições filosóficas chinesas, por exemplo, o tempo é visto de forma cíclica. Na tradição ocidental, ao contrário, o tempo é visto de forma linear, como algo que vai de A a B. É finito.

Casado com isso vem a própria necessidade do homem de medir e fracionar com precisão a passagem do tempo – minutos, segundos e milisegundos. Desde a invenção do quadrante solar egípcio de 1.500 a.C. até a invenção do relógio mecânico no século XVIII, a própria sobrevivência humana era um dos principais estímulos para medir o tempo.

O tempo era utilizado para saber quando plantar e colher. E com quanto mais precisão o homem medisse o tempo, melhor. A busca pela precisão na medição do tempo virou questão de Estado.

Meio contraditório, mas quanto mais o homem tenta controlar e entender o tempo, mais ele fica refém.

Neste sentido, o relógio é a tecnologia que melhor simboliza essa tentativa do homem de entender e medir o tempo. E o fascínio pela velocidade é mais um daqueles efeitos a longo prazo proporcionados por uma tecnologia, mas que foi subestimado em sua devida época por especialistas .

Na época da invenção do relógio mecânico, especialistas exaltavam e conseguiam ver apenas benefícios (iguais às discussões sobre os efeitos da internet hoje em dia). O homem será mais eficiente, terá mais tempo para fazer outras coisas. Mas ninguém imaginou que, como efeito colateral, o relógio criaria esse vício em velocidade, que perdura até hoje.

Outros autores vão mais longe e acreditam que o fascínio do homem pela velocidade é algo transcendental. Corremos para fugir da morte. A velocidade, no caso, com o estímulo sensorial que provoca, seria uma forma de distração, para fugir da “consciência de mortalidade”.

clockgirl01

A própria leitura de Devagar, que está em sua 5ª edição no Brasil, ajudou a corroborar a minha teoria de que as ideias do “slow movement” estão ganhando espaço.

Honoré cita duas coisas que vão ao encontro. Uma delas, as gerações mais novas estão lendo mais, estão sabendo equilibrar melhor. Cita o fenômeno de leitura de Harry Potter, livro em média com 700 páginas. J. K. Rowling, autora da série Harry Potter, mostrou que ler é uma coisa legal.

E outra – em relação às gerações anteriores, a atual vê o trabalho de forma diferente.

Quando conversei com a Carol Bensimon aqui, no blog, comentei sobre isso. Um dos aspectos que a nossa geração tem de bom é isso, saber equilibrar melhor lazer, vida familiar e trabalho.

O que, às vezes, deixa de cabelo em pé os setores de Recursos Humanos (RH). Pessoas largam “grandes empregos” para ganhar menos, mas ter mais tempo para lazer ou trabalhar com o que gosta. Ou ainda ter o seu próprio negócio, ser o patrão de si mesmo e assim potencialmente conseguir controlar melhor o… tempo.

Honoré é bem cético em relação a tecnologias que prometem economizar tempo. Na verdade, são as pessoas e a nossa noção de tempo que devem mudar antes de tudo.

Cita o caso do email. Uma de suas propostas era economizar tempo. Mas a facilidade de uso do email levou ao abuso (basta apertar um botão e enviar a mensagem). O resultado final é um montão de mensagens em nossa caixa postal todos os dias e que consome mais ainda o nosso escasso tempo.

queue02

E é nesse tópico – escassez de tempo – que está uma falta evidente no livro de Honoré. Não falar sobre o quanto o tempo virou quase uma moeda hoje em dia. Conscientemente ou não, as pessoas estão percebendo que o seu tempo tem valor, está virando moeda.

Pagamos mais caro na hora de comprar um ingresso para não ter que ficar tanto tempo em filas. Pessoas pagam para baixar música na loja iTunes para não terem que perder tempo procurando por uma música na web. Utilizamos o Google para não ter que ficar perguntando a esmo por uma infomação. Ou seja, em parte, utilizamos o Google para economizar tempo.

Por outro lado, achei interessante o jornalista mostrar que o “slow movement” está bem longe de ser um movimento de autoajuda, new age ou ludista. Menos ainda, ligado a “pessoas alternativas” ou à preguiça. Na realidade é sobre equilíbrio, encontrar o tempo correto para cada coisa.

Cada coisa tem seu tempo. Algumas devem ser rápidas. Outras mais lentas. O problema é que, na maioria das vezes, estamos fazendo tudo rápido.

Carl Honoré atravessou diversos países para fazer a sua pesquisa sobre o “slow movement“, que começou enquanto ele ainda era colaborador do jornal canadense National Post. O jornalista fala sobre o movimento em diversas áreas  – gastronomia, educação, relacionamentos, sexo.

Segundo o seu estudo, o “slow movement” nasceu na Itália, nos anos 80. Por ironia, no mesmo país onde antes foi lançado o Manifesto Futurista, que exaltava a “beleza da velocidade”.

devagar_capa

Sobre a vertente mais nova do “slow movement“, o “slow news movement“, é interessante notar que, depois da medicina, a área de jornalismo talvez seja a que mais vive em conflito com o tempo.

Na medicina, velocidade é crucial. Um paciente ferido a bala, por exemplo, precisa ser tratado o mais rápido possível. Segundos se tornam muito importantes.

Mas, ao mesmo tempo, mais rápido nem sempre quer dizer melhor, principalmente em tratamentos. Não é à toa que a medicina alternativa ganha espaço.

No jornalismo, velocidade também é primordial. Não é sem motivos que os produtos do jornalismo têm nomes ligados à questão do tempo. Jornal Hoje, Jornal Zero Hora, 60 minutes.

Ter prazos é bom. Faz o trabalho ficar mais focado. Em seu último livro, Vida de Escritor, o jornalista Gay Talesse mostra que a falta de prazo faz você perder o foco. Mas, por outro lado, a velocidade faz cair a qualidade principalmente em relação à checagem de informações.

E no caso do jornalismo, “slow news movement” não tem nada a ver com fazer todas as reportagens lentas, mas em buscar o tempo certo. Será que todos os assuntos pedem uma produção rápida, liveblogging? Será que um evento como o TedxSP é para ficar tuitando que nem um doido ou mais adequado para depois escrever um post, uma matéria bem trabalhada com várias conexões?

É esse tipo de questão que o “slow movement” propõe. Cada assunto pede uma velocidade.

Não é fazer tudo rápido nem tudo lento. É o equilíbrio. Buscar o tempo giusto para cada coisa.

Parte do livro Devagar está disponível no Google Books.

Veja também:
Eles estão cada vez mais desconectados

Crédito das fotos: KatyKaite, Viernest, The After Shock, Kewei e reprodução.

]]>
http://www.tiagodoria.ig.com.br/2009/11/22/por-uma-internet-em-tempo-giusto/feed/ 6
Frase da semana http://www.tiagodoria.ig.com.br/2009/11/21/frase-da-semana-98/ http://www.tiagodoria.ig.com.br/2009/11/21/frase-da-semana-98/#comments Sat, 21 Nov 2009 03:25:10 +0000 Tiago Doria http://www.tiagodoria.ig.com.br/?p=20338

“Eu nunca usei o Twitter”

Surpresa para alguns, confirmação para outros, exemplo da importância atual dos “ghost writers“, Barack Obama afirmou nesta semana que não utiliza o Twitter, mas é um defensor da ferramenta.

Veja também:
O que mais aproxima cidadãos de governantes na web?

]]>
http://www.tiagodoria.ig.com.br/2009/11/21/frase-da-semana-98/feed/ 2
Quem fez o vídeo do Google Chrome OS? http://www.tiagodoria.ig.com.br/2009/11/19/quem-fez-o-video-do-google-chrome-os/ http://www.tiagodoria.ig.com.br/2009/11/19/quem-fez-o-video-do-google-chrome-os/#comments Thu, 19 Nov 2009 23:12:24 +0000 Tiago Doria http://www.tiagodoria.ig.com.br/?p=20316 Google Chrome OS, sistema operacional da Google voltado para netbooks, foi anunciando hoje.

No anúncio de lançamento, quem está chamando a atenção não é somente o sistema, mas quem criou o vídeo de apresentação do Google Chrome OS.

É simples, bem feito e didático e está sendo “retuitado” sem parar.

O responsável é o estúdio Epipheo (de epifania + vídeo), fundado por um cinegrafista e um publicitário, de Washington, nos EUA, em maio deste ano.

A empresa produziu antes para a Google o vídeo explicativo sobre o Google Wave.

O trabalho é bem parecido ao do pessoal do Common Craft e não deixa de ser um bom exemplo de como usar vídeos e gráficos para falar de um assunto técnico de forma atraente.

Será que algum site de notícias já pensou em fazer algo parecido para explicar assuntos complexos?

Veja também:
Desligue o computador e vá sair com os amigos

]]>
http://www.tiagodoria.ig.com.br/2009/11/19/quem-fez-o-video-do-google-chrome-os/feed/ 3
O que senti falta no YouTube Direct http://www.tiagodoria.ig.com.br/2009/11/19/o-que-senti-falta-no-youtube-direct/ http://www.tiagodoria.ig.com.br/2009/11/19/o-que-senti-falta-no-youtube-direct/#comments Thu, 19 Nov 2009 14:03:06 +0000 Tiago Doria http://www.tiagodoria.ig.com.br/?p=20276 YouTube Direct

A Google anunciou nesta semana o lançamento oficial do YouTube Direct, interface que faz uma ponte entre grupos de mídia e os chamados “cidadãos jornalistas”. O YouTube, naturalmente, já faz essa ligação. Mas o Direct busca fazer isso de forma mais estruturada.

A ideia não é nova. O site francês Citizenside já desenvolve isso há algum tempo. E o site de vídeos Videolog aqui, no Brasil, já fez algo parecido em campanhas publicitárias em que o usuário podia enviar vídeos. Mas em se tratando de Google, é novidade.

O YouTube Direct, na realidade, funciona como uma API, faz uma intermediação entre esses usuários que querem enviar material e os sites de mídia (opa, quem falou que os intermediários morreram?).

Permite que as empresas tenham uma interface (imagem acima) onde possam moderar os vídeos enviados. Além disso, não existe a necessidade do usuário fazer mais um cadastro, ele pode enviar o vídeo utilizando a conta do YouTube no site que estiver utilizando o YouTube Direct.

Sei que o chamado “jornalismo cidadão” está ligado mais a uma economia não monetária, mas não deixei de sentir falta de um sistema de pagamentos. A Google poderia ter aproveitado para experimentar alguma funcionalidade que facilitasse o pagamento de “cidadãos jornalistas”.

Alguns players de mídia, como a ABCNews e o Washington Post, estão experimentando o YouTube Direct. No entanto, parece ser uma solução voltada mais para pequenas empresas de mídia e/ou que não têm condições de ter uma infra-estrutura para receber e publicar material enviado pela audiência.

O Direct, por exemplo, permite apenas o envio de vídeo. Ou seja, a empresa terá que ter uma outra plataforma para receber áudio e fotos. Não há possibilidade de backup, algo importante para grandes empresas que, por questões jurídicas, precisam ter uma cópia de segurança do que colocam no ar.

Enfim, a priori, parece que a Google fez o YouTube Direct se focando mais nas pequenas empresas, setor no qual as soluções da Google têm tradicionalmente uma grande aceitação.

O que não tira a sua validade, claro.

Veja também:
YouTube dá aulas de jornalismo

]]>
http://www.tiagodoria.ig.com.br/2009/11/19/o-que-senti-falta-no-youtube-direct/feed/ 3
O homem é uma máquina http://www.tiagodoria.ig.com.br/2009/11/18/o-homem-e-uma-maquina/ http://www.tiagodoria.ig.com.br/2009/11/18/o-homem-e-uma-maquina/#comments Thu, 19 Nov 2009 01:51:27 +0000 Tiago Doria http://www.tiagodoria.ig.com.br/?p=20244 Ao longo dos anos, várias metáforas são utilizadas para explicar o funcionamento do corpo humano. Uma das mais comuns é a comparação do corpo humano com tecnologias contemporâneas.

Quem nunca ouviu alguma comparação de partes do corpo humano com partes de um computador?

Metáforas deste tipo foram muito usadas pelo artista e médico alemão Fritz Kahn, nos anos 20.

O vídeo abaixo mostra como as tecnologias em voga na época eram utilizadas para explicar o funcionamento do corpo humano.

Semelhante à epoca atual, os anos 20 foram uma época de mudanças promovidas pela tecnologia (alto índice de industrialização) e nada mais natural do que comparar o corpo humano a uma máquina.

A animação foi feita pelo designer Henning Lederer, conterrâneo do médico. É uma versão animada de um pôster de Kahn de 1927.

Veja também:
Por um mundo com menos fios

]]>
http://www.tiagodoria.ig.com.br/2009/11/18/o-homem-e-uma-maquina/feed/ 0
Brincando com a “morte dos jornais” http://www.tiagodoria.ig.com.br/2009/11/17/brincando-com-a-morte-dos-jornais/ http://www.tiagodoria.ig.com.br/2009/11/17/brincando-com-a-morte-dos-jornais/#comments Tue, 17 Nov 2009 21:38:19 +0000 Tiago Doria http://www.tiagodoria.ig.com.br/?p=20202 Mais no começo do ano, a gente viu um estilista convidado do USAToday, que produziu um vestido de jornal. E agora mais um artista resolveu brincar/utilizar como tema a “morte dos jornais impressos”.

Jason Eppink é um novaiorquino que teve a ideia de reutilizar aquelas máquinas/caixas de vender/distribuir jornais, comuns nos EUA e que estão sendo crescentemente desativadas por jornais que vêm encerrando as suas atividades ou diminuindo a distribuição da versão impressa.

Em sua intervenção Print After Party, Eppink transforma cada máquina/caixa em uma “festa”, com luzes, globo e tudo. Segue abaixo o vídeo da intervenção.

Veja também:
Tecnologias para curar a escassez de atenção na mídia impressa

]]>
http://www.tiagodoria.ig.com.br/2009/11/17/brincando-com-a-morte-dos-jornais/feed/ 1
Twitter vs caixas de comentários http://www.tiagodoria.ig.com.br/2009/11/17/cada-vez-mais-longe-das-caixas-de-comentarios/ http://www.tiagodoria.ig.com.br/2009/11/17/cada-vez-mais-longe-das-caixas-de-comentarios/#comments Tue, 17 Nov 2009 13:31:19 +0000 Tiago Doria http://www.tiagodoria.ig.com.br/?p=20176 Caixa de comentários

Saiu uma pesquisa que ratifica algo que eu havia comentado por aqui. As pessoas estão fugindo das caixas de comentários em blogs.

Segundo estudo feito pelo serviço PostRank, nos últimos 3 anos, o número de comentários em blogs vem caindo. Um número crescente de pessoas tem preferido fazer comentários sobre o conteúdo de um blog em outros ambientes – como Twitter e plataformas de redes sociais.

Pelo visto, outro efeito do crescimento do Twitter e das plataformas de redes sociais é mudar um pouco a forma como as pessoas interagem com os blogs.

Não é sem motivos que começam a surgir ferramentas para trazer esses comentários de volta às caixas de comentários. O WordPress tem um plugin, o Tweetbacks, que traz os comentários a respeito de um post feitos no Twitter para a caixa de comentários de um blog.

E vale lembrar que, desde setembro, o Huffington Post passou a utilizar o Twitter como uma espécie de 2ª caixa de comentários para o seu portal.

Veja também:
Blogueiros “não-profissionais” estão blogando menos ainda

]]>
http://www.tiagodoria.ig.com.br/2009/11/17/cada-vez-mais-longe-das-caixas-de-comentarios/feed/ 8
Unfriend é a palavra do ano http://www.tiagodoria.ig.com.br/2009/11/16/unfriend-e-a-palavra-do-ano/ http://www.tiagodoria.ig.com.br/2009/11/16/unfriend-e-a-palavra-do-ano/#comments Mon, 16 Nov 2009 19:04:49 +0000 Tiago Doria http://www.tiagodoria.ig.com.br/?p=20151 unfriend

Unfriend (remover alguém de sua lista de contatos em uma rede social) foi eleita a palavra do ano pelo Dicionário Oxford.

O que chamou a minha atenção é que a lista de possíveis palavras para 2009 está repleta de outros termos ligados à internet, como hashtag, netbook e freemium.

Vale destacar que, em 2008, o Dicionário Merriam-Webster oficializou termos considerados “geeks”.

Veja também:
w00t! Expressão usada por gamers é eleita a palavra do ano

Crédito da foto: Café Press.

]]>
http://www.tiagodoria.ig.com.br/2009/11/16/unfriend-e-a-palavra-do-ano/feed/ 4
O que mais gostei no TEDxSP http://www.tiagodoria.ig.com.br/2009/11/15/o-que-mais-gostei-no-tedxsp/ http://www.tiagodoria.ig.com.br/2009/11/15/o-que-mais-gostei-no-tedxsp/#comments Mon, 16 Nov 2009 01:44:12 +0000 Tiago Doria http://www.tiagodoria.ig.com.br/?p=20043 tedxsp_01

Neste final de semana, estive na primeira edição da conferência TEDxSP. Maratona de mais de 30 palestras, apresentações de 5 a 15 minutos (a meu ver o tempo ideal para qualquer palestra) sobre temas que iam de biologia a educação, passando, claro, por tecnologia e mídia.

O formato é importado. O TED, na verdade, surgiu em 1.984, nos EUA.

Em relação à diversidade de temas, lembra bastante a POP!Tech.

A apresentação da Fernanda Viégas foi bem conectada com algumas coisas que venho abordando aqui, no blog – transparência e mesclagem de dados, APIs, novas narrativas.

A pesquisadora da IBM e do MIT mostrou que a atual “revolução da informação” faz surgir a necessidade de tradutores para entender esse excesso de informações resultante dela.

Um desses tradutores é a visualização de dados, que ela definiu como um “óculos especial” para enxergar nuances que antes não eram visíveis.

Dentro dessa ideia, Viégas mostrou o site que codesenvolveu em 2007, o Many Eyes, onde qualquer pessoa pode criar os seus próprios infográficos a partir de dados externos.

O Many Eyes é o “motor” utilizado pelo NYTimes no VizLab para desenvolver alguns dos infográficos da versão digital do jornal, tão comentados e elogiados aqui, no Brasil.

Gostei também da apresentação do Fabio Barbosa, presidente do Banco Santander. Ele não usou esse termo, mas falou sobre algo que acho bem importante na administração, que é a “teoria da janela quebrada“. É preciso resolver os problemas enquanto ainda são pequenos.

Acredito que seja um conceito que se aplica muito bem não somente na administração pública, mas também na privada (gestão de plataformas de redes sociais, por exemplo).

Bug em um sistema? Conserte o mais rápido possível.

Em tempos de Twitter e blog, em que todo mundo gosta de levantar bandeiras e mostrar opinião sobre tudo, Barbosa fez o contraponto ao falar que uma atitude vale mais do que mil discursos e bravatas.

tedxsp02

O engenheiro Osvaldo Stella, por sua vez, no finalzinho de sua apresentação, fez uma ótima ligação entre digitalização de conteúdos e a preservação ambiental. O MP3 é a melhor coisa para o meio ambiente, segundo ele. Acabou com os CDs e desmaterializou a música.

É interessante, pois quando se fala de digitalização, quase sempre o lado da queda de custo é abordado, mas pouco sobre o efeito ecológico do digital.

Citando números do crescimento das LAN Houses no Brasil, Ronaldo Lemos, da FGV e Creative Commons, levantou a questão da apropriação das tecnologias nas periferias do Brasil, o que me fez lembrar a questão do autodidatismo. Você aprender por necessidade e conta própria.

Com a palestra de Lemos, ficou mais claro ainda para mim que apropriação de tecnologias e autodidatismo são duas coisas que andam juntas. Não somente hoje, ou no Brasil, mas quase sempre na história e em outros países foi assim.

Outro ponto interessante foi o lançamento do Vote na web, site que simula uma votação, onde você também pode votar nos mesmos tópicos dos políticos. Essa simulação serve para que, no final, você possa confrontar os seus votos com os dos deputados e, a partir disso, descobrir com quais você tem mais afinidade política. Ideia que foi levantada durante o 1º Transparência Hack Day.

Achei o evento meio ufanista em alguns momentos, o que o tornou um pouco cansativo. Em parte, efeito colateral do tema central, “O que o Brasil tem a oferecer ao mundo agora?”.

Quando terminou o TEDxSP, eu saí com uma opinião sobre o evento, mas depois percebi que ainda era cedo para ter uma avaliação final e definitiva. O TEDxSP, na realidade, ainda não terminou.

Saberemos a sua validade somente daqui a algum tempo, pois, diferente de alguns eventos, o TEDxSP não é um ponto de chegada, mas de partida para ações.

Veja também:
O que aconteceu no 1º Transparência HackDay

Crédito da foto: (2) Alexandre Fugita

]]>
http://www.tiagodoria.ig.com.br/2009/11/15/o-que-mais-gostei-no-tedxsp/feed/ 6
Zero Hora cria cargo de “editora de mídias sociais” http://www.tiagodoria.ig.com.br/2009/11/15/zero-hora-cria-cargo-de-editora-de-midias-sociais/ http://www.tiagodoria.ig.com.br/2009/11/15/zero-hora-cria-cargo-de-editora-de-midias-sociais/#comments Sun, 15 Nov 2009 09:52:50 +0000 Tiago Doria http://www.tiagodoria.ig.com.br/?p=20031 Seguido do Estadão aqui, no Brasil, o jornal Zero Hora, do Grupo RBS, criou o cargo de “editora de mídias sociais“. A jornalista Barbara Nickel assumiu o cargo.

NYTimes e Guardian criaram funções semelhantes no início do ano.

Veja também:
As pessoas pagam por papel

]]>
http://www.tiagodoria.ig.com.br/2009/11/15/zero-hora-cria-cargo-de-editora-de-midias-sociais/feed/ 5