Digital Age 2.0: o que vale destacar no 1º dia

1) Lawrence Lessig ao mostrar que a “cultura do remix” veio para ficar, não tem mais volta.

Isso me lembrou uma frase que um jornalista famoso falou recentemente. De que hoje existe “uma mania de todo mundo querer ser jornalista”.

Para começo de conversa, não é mania. É uma cultura. É espontâneo. Segundo – as pessoas que produzem ou “remixam” conteúdo não estão necessariamente interessadas em ser jornalistas. Não é por que uma pessoa tira fotos de um evento e/ou publica um texto em seu blog significa que ela quer trabalhar numa Folha, Estadão…

As pessoas fazem isso por que querem falar sobre uma coisa importante que presenciaram. É algo natural. Tão natural quanto chegar em casa e contar como foi o seu dia de trabalho.

2) Seth Godin afirmando a importância de ter um bom produto, a questão da pessoa “amar” o seu produto.

Algo que comentei no post É o produto, pô!. Antes de pensar em usar as “mídias sociais” para fazer barulho, buzz, utilize as mesmas para melhorar o seu produto. Produto bom gera buzz naturalmente.


Foto: Fugita

3) O stand do Grupo RBS que foi bem pensado.

Ao invés de distribuir [ou empurrar] os tradicionais folhetos promocionais e brindes, a empresa disponibilizou tomadas para quem quisesse recarregar a bateria de seu laptop ou celular.

Para um evento que dura o dia inteiro, é perfeito.

4) O livestream do evento.

O engraçado é que dá para notar que já existem algumas mensagens que estão se tornando tradicionais nestes tipos de evento. Já reparou?

A pessoa que publica uma mensagem para avisar que a bateria do laptop está acabando, o outro que não vai ao evento e pede para que todo mundo conte “o que está acontecendo aí” e aquela tradicional mensagem em que a pessoa alerta que chegou atrasada ao auditório – “olha cheguei agora”.

Trechos das palestras já estão disponíveis em vídeo aqui.

Publicado por Tiago Dória, em 1 de outubro de 2008 (Quarta-feira).
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Digital Age 2.0

Nesta quarta e na quinta-feira, acontece o Digital Age 2.0, em São Paulo.

Mais tarde, posto minhas impressões sobre o evento.

Publicado por Tiago Dória, em .
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MySpace offline + internet para crianças = TechCrunch50

E segue a TechCrunch50, conferência/concurso que busca mostrar ao mercado e, principalmente, aos investidores novas startups de internet.

Por enquanto, sem nada bombástico. O que chamou a minha atenção até agora:

- A Myspace, que está trabalhando em um novo projeto com o Google Gears, que permitirá acessar os perfis da rede social mesmo com o computador offline, desconectado da web.

-  A quantidade de serviços voltados para crianças. Um deles é o TweeGee. Como diria o CEO da MySpace em entrevista à FastCompany, é um “portal social”, mistura da tradicional estrutura de portal com a de rede social. Agrega email, games, hospedagem de arquivos, calendário e messenger para crianças.

Capitaneados pela repercussão da Disney 2.0, esses “portais infantis” estão aparecendo outra vez.

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Um dia teremos um Hulu internacional?

Publicado por Tiago Dória, em 9 de setembro de 2008 (Terça-feira).
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Banco Mundial libera acesso à API

Enquanto a maioria dos grupos de mídia ainda está mastigando a informação de que o NYTimes vai liberar a sua API, o Banco Mundial resolveu abrir o acesso público a sua API.

Agora é possível construir serviços e mahups em torno do conteúdo do site do Banco Mundial.

A API, espécie de “receita” de um site com diversas instruções, dá acesso ao histórico de fotos, história do banco desde 1960, além de alguns dados, como, por exemplo, estudos sobre pobreza feitos pela instituição.

Vale lembrar que o Banco Mundial também utiliza o site de fotos Flickr.

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O Fórum Econômico ficou mais social

Publicado por Tiago Dória, em 7 de setembro de 2008 (domingo).
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Desligue o computador e vá sair com os amigos

A Meetup iniciou uma campanha online chamada Unplug Your Friends, que incentiva as pessoas a terem uma vida mais longe do computador.

Tiro no pé? A iniciativa tem tudo a ver com o conceito por trás da rede social, que é o de ser uma ferramenta para ajudar a organizar encontros e eventos no mundo offline.

Mesmo conceito que guia a Facebook – entender o online como potencializador do offline. O objetivo não é criar novas conexões, mas ajudar as pessoas a manterem os relacionamentos que já possuem no mundo offline.

A campanha conta com uma mensagem de email personalizada que você pode enviar aos seus amigos, além de um vídeo de 2 minutos [abaixo] bem bacana, que faz alusão ao vício nos serviços de microblogging, tipo Twitter.

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Você está cansado de tantas redes sociais?

Publicado por Tiago Dória, em 5 de setembro de 2008 (sexta-feira).
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Busca é com McCain; Rede social é com Obama


Um videozinho para pegar os “paraquedistas

As conclusões são do Wall Street Journal e do Silicon Alley Insider, que publicaram levantamentos parciais do desempenho das campanhas online dos dois candidatos à presidência dos EUA.

Apesar de todo hype em cima do nome do democrata Barack Obama, os vídeos do canal no YouTube do republicano John McCain foram os que tiveram mais visualizações no último mês.

E ainda. A campanha de McCain investe mais e de forma inteligente em “marketing de busca”.

Exemplo. Quando é feita uma busca no Google por John Biden, vice de Obama, o primeiro link patrocinado a aparecer leva para um site da campanha de McCain, em que há um vídeo antigo de Biden fazendo críticas ao próprio Obama.


Uma rede social para ganhar mais dinheiro

O grande trunfo da campanha de Obama está em seu site, que tem o dobro de visitas mensais [3.3 mi de visitantes únicos] em relação ao do candidato republicano.

Além disso, o endereço funciona como uma plataforma de rede social, que diga-se de passagem, foi desenvolvida e é coordenada por Chris Hughes, um dos fundadores da Facebook e que hoje trabalha fulltime na campanha online do Obama.

O site é utilizado para mobilizar militantes e arrecadar doações de mais dinheiro para depois anunciar… mais na TV. Lá como aqui, o dinheiro das campanhas gira em torno de TV.

Segundo dados da TNS Media Intelligence, desde fevereiro de 2007, os candidatos gastaram US$ 7 milhões em propaganda online, enquanto na TV o valor foi de US$ 300 milhões.

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Publicado por Tiago Dória, em 29 de agosto de 2008 (sexta-feira).
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Site permite criar “tempo real” de uma partida de futebol


Não gostou da narração? Faça a sua

A rede social/portal Ole Ole, voltada para futebol, lançou uma funcionalidade que permite aos torcedores/usuários do site fazerem o seu próprio “tempo real” de uma partida.

Tempo real é aquela espécie de narração ao vivo em texto que os portais fazem em jogos de futebol. A diferença é que você pode ser o narrador e ainda postar fotos e fazer uma enquete durante o andamento da partida.

É bacana por que a pessoa pode acompanhar o jogo pela TV, os comentários e a narração em texto na web. Narração esta que pode ser feita por você mesmo e junto a amigos ou outros torcedores.

Para ficar mais completo, seria interessante se você pudesse fazer o tempo real de qualquer partida, até mesmo daquele jogo do campeonato da escola.

A foto é do flickr de brit

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Publicado por Tiago Dória, em 25 de agosto de 2008 (Segunda-feira).
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Muxtape e Pandora quase “baleiando” para sempre

Fase ruim para alguns sites de músicas.

Lembra do Muxtape? Aquele site que permite criar umas “fitas cassetes virtuais”? Pois é, a Riaa, associação que defende os direitos das grandes gravadoras, está fazendo pressão para fechar o site.

Na home do Muxtape, existe uma mensagem que dá a entender que o site vai ficar fora do ar até resolver um problema com a Riaa.

No blog oficial do serviço, um post indica que todo o conteúdo ficará salvo até tudo se resolver.

O serviço Pandora, que autorecomenda músicas de acordo com seus gostos musicais, também anda mal das pernas. Promete encerrar suas operações caso não seja revogada a lei que aumentou o valor dos royalties que as rádios online têm que pagar nos EUA.

Devido ao fato de ter sido bloqueado para usuários fora dos EUA, o Pandora já tem alguns substitutos, mas o Muxtape, mais recente, ainda não. O mais próximo é o Favtape.

A saída mais natural para esses serviços é ser comprado por algum grande player de mídia. Caminho da rede social baseada em música Last.fm, que foi adquirida pela CBS em 2007.

É muito difícil ficar no ar e aguentar aumento de usuários, processos e pagamentos de royalties, sem um modelo muito lucrativo de negócios.

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MeeMix: um substituto de peso ao Pandora?

Publicado por Tiago Dória, em 19 de agosto de 2008 (Terça-feira).
Categoria: ferramentas, musica, web2.0

Kassab realiza primeiro encontro com blogueiros de São Paulo


Quantos copos d’água!

Nesta quinta-feira, fui um dos 16 convidados para o 1º encontro de blogueiros com o prefeito e candidato à reeleição pela prefeitura de São Paulo, Gilberto Kassab, do DEM.

O evento foi intermediado pela Revista Bites e teve o objetivo de aproximar o candidato das mídias sociais e saber, de forma prática, como as ferramentas online podem ajudar o poder público a melhorar a comunicação com os seus cidadãos.

Normalmente, blogueiros estão mais inseridos nestas questões de comunidades online e têm uma noção melhor desses desafios na comunicação.

O encontro foi muito importante no sentido de que foi o primeiro deste tipo com um dos prefeitos e candidatos à prefeitura de uma das mais importantes cidades do mundo. Algo histórico.

Não lembro de encontros parecidos com prefeituráveis de cidades como Nova York e Londres. Se eu estiver errado, me corrijam nos comentários.


Fiscalização: Kassab prometeu 50% do orçamento online

O candidato apresentou diversos números sobre inclusão digital na cidade de São Paulo. Mais de 1 milhão de pessoas já passaram pelos telecentros, segundo dados oficiais.

As perguntas dos blogueiros foram sobre como conversar com a população de forma online, mais organizada e descentralizada.

O atendimento online da Prefeitura ainda é muito centralizado. E muitas pessoas ainda não sabem, por exemplo, que vários contatos e serviços podem ser feitos pela rede.

A meu ver, deu para perceber que o Kassab tem uma noção de que é necessária uma mudança [sem volta] na comunicação do poder municipal, mas, por outro lado, ainda não sabe exatamente como executá-la. Algumas respostas giraram em torno da criação de blogs para cada subprefeitura, fóruns na internet, capacitação interna. Nada muito concreto.

Uma pena que o encontro foi curto, apenas 1 hora. No final, fiquei com uma dúvida. Se reeleito, o Kassab continuará a fazer encontros deste tipo? Mesma questão que aflige o Barack Obama nos EUA.

É muito bom, muito moderno. Mas uma coisa é você fazer “Política 2.0″ durante a campanha eleitoral. Outra coisa é quando está no poder.

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Blogueiros reunidos no final de semana

Publicado por Tiago Dória, em 15 de agosto de 2008 (sexta-feira).
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