Web 2.0 morrerá de vez no ano que vem

A Technology Review, do MIT, fez uma estimativa.

O termo “Web 2.0″ morrerá de uma vez por todas em outubro de 2012.

Desde 2008, o jargão vem caindo em desuso. O termo foi muito utilizado entre 2005 e 2008.

Hoje, olhando para trás, a gente percebe que a chamada “Web 2.0″ era muito mais sobre volume.

Comunicar-se e compartilhar, entrar em contato diretamente com celebridades/políticos/executivos, ter autonomia, colaborar remotamente, publicar e ler informações em primeira mão e em tempo real, organizar mobilizações online, todos esses tipos de experiências e fenômenos sempre existiram na internet. Idem para as plataformas de redes sociais (com outro nome, mas elas estavam lá).

O período de 2005/2008 marcou o momento em que essas coisas deixaram de ser de nicho e passaram a ser vivenciadas/utilizadas por uma grande quantidade de usuários.

Ou seja, foi o primeiro momento em que a internet passou a realmente a ser usada como plataforma de comunicação por um grande volume de usuários.

Hoje, por exemplo, plataformas de rede social fazem parte do cotidiano de muitas pessoas e proporcionam o mesmo tipo de experiência há 10 anos (mas que era vivenciado por poucos).

O que era “apenas de nicho” passou a fazer parte do dia a dia de um grande volume de pessoas.

Veja também: Tecnologias pré-Twitter e Facebook continuam firmes e fortes

Publicado por Tiago Dória, em 5 de agosto de 2011 (sexta-feira).
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Temporada de sites em português

Uma das coisas que marcou 2008 foi o interesse crescente de diversas plataformas e usuários de redes sociais em lançar versões voltadas ao mercado brasileiro e/ou em português.

Facebook, que lançou uma versão em pt; MySpace, que chegou ao Brasil no finalzinho de 2007, mas firmou-se em 2008; LinkedIn, que marcou almoço com a imprensa, ameaçou lançar uma versão em pt, mas voltou atrás; e até a Fox Interactive, que colocou no ar o “Bem Simples“, são algumas que começaram a mostrar interesse por aqui.

Pouco conhecido, o próximo site a lançar uma versão em português é o WiseLine, que permite criar uma linha do tempo com acontecimentos de sua vida. Segue no estilo do Dipity, este mais completo.

Fora isso, mais duas redes trabalham em sua vinda ao Brasil nos próximos meses, uma voltada originalmente ao público latino e outra ligada à publicação de blogs.

Uma das respostas a esse interesse, que não é repentino, está na pesquisa da ComScore, publicada na Folha Online, na quinta-feira. O Brasil já é o 2º em acesso a redes sociais.

Publicado por Tiago Dória, em 25 de novembro de 2008 (Terça-feira).
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The Dark Knight é o mais “pirateado” de 2008


Why So Copyrighted?

Sem ainda revelar os números detalhados, segundo o site TorrentFreak, The Dark Knight (Cavaleiro das Trevas) foi o filme mais baixado por meio de redes de BitTorrent em 2008 e está prestes a ultrapassar Titanic, o mais “pirateado” de todos os tempos.

Ao mesmo tempo que foi o mais baixado neste ano, The Dark Knight é um dos filmes mais lucrativos para Hollywood em 2008 (quase US$ 1 bilhão) e está quase entre os 3 que apresentaram mais lucro na história do cinema.

Na semana passada, a Warner lançou o For Your Consideration, um site que contém o roteiro completo do filme para quem quiser baixar (em formato pdf).

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Publicado por Tiago Dória, em 18 de novembro de 2008 (Terça-feira).
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Além de música, o REM manja de UGC

Durante a turnê de seu último disco, que passou pelo Brasil, a banda REM vem dando um aula de como trabalhar com “conteúdo gerado pelo usuário”, ou melhor “conteúdo gerado por fãs”.

Ao invés de uma burocrática agenda de shows, o site da turnê da banda americana, que roda em Drupal, funciona como um agregador de conteúdo. Reúne todo o material que está sendo produzido na rede sobre a turnê  – mensagens no Twitter, vídeos no YouTube, posts em blogs e fotos no Flickr.

A intenção não é apenas documentar a turnê, mas fazer com que a experiência do show vá além da apresentação e continue (e se complemente) na web (tudo o que é bom não deve durar apenas 1h50).

Quem está a frente dessa estratégia online do REM é Ethan Kaplan, um antigo fã da banda e que hoje é vice-diretor de tecnologia da gravadora Warner.

Quando vejo iniciativas como essa do REM, tenho mais certeza de que esse método utilizado por sites de jornalismo colaborativo ligados a empresas de mídia (ou internet) de pedir aos usuários para enviarem vídeos, fotos e relatos está errado. Pelo menos, quando feito isoladamente é um método errado.

Uma das primeiras coisas que a gente precisa ter em mente é que as pessoas que produzem esse tipo de conteúdo não estão necessariamente interessadas em ser repórteres ou cidadãos-repórteres.

Não é por que uma pessoa tira fotos, grava um vídeo ou escreve um post sobre um show que necessariamente signifique que ela quer ser imprensa.

Ela simplesmente quer registrar e contar o que viu e ouviu aos amigos, familiares, colegas de trabalho, que, por sinal, não estão nestes sites de jornalismo colaborativo. Estão no Flickr, no Twitter, no YouTube, no perfil do Orkut e no blog que ela possui há não sei quanto tempo.

Isso explica, em grande parte, por que as pessoas postam conteúdo lá e não em sites de jornalismo colaborativo. É algo até meio que forçado postar conteúdo neste tipo de site. Não é natural.

Tanto é que as pessoas produzem esse tipo de conteúdo independentemente de um portal ou de uma emissora terem o seu site de jornalismo colaborativo, por que é algo espontâneo, faz parte da vida delas.

Com câmeras mais acessíveis e próximas de nossas mãos e ferramentas de expressão tão fáceis de utilizar, como um scrap do Orkut, cada vez mais, é natural as pessoas registrarem e compartilharem tudo o que vêem de legal e que considerem relevante.

Por isso que esses projetos de jornalismo colaborativo deveriam pensar mais em agregar conteúdo do que dar seu brilhante espaço para postar conteúdo. Deveriam pensar além de seu território.

E é também por isso que agregadores de conteúdo, como o Eleições Americanas e o serviço de livestream, estruturado pelo Manoel Lemos do BlogBlogs, que reúne e filtra em uma página tudo o que está sendo produzido na rede sobre um determinado assunto, são importantes ferramentas de jornalismo.

Se fosse fazer um site de jornalismo colaborativo, faria uma mistura de iReport com agregadores de conteúdo e ferramentas de livestream. Mais ou menos, como a cobertura da Virada Cultural feita pelo Radar Cultura – para pegar um exemplo brasileiro e mais próximo (O Washington Post faz algo parecido).

Teve “produção de conteúdo próprio” (as ligações das pessoas direto das ruas do centro de São Paulo) e o processo de agregar conteúdo (o site do Radar agregou todo o conteúdo que estava sendo produzido nos blogs, no Flickr, no YouTube sobre a Virada Cultural. Virou um hub).

Neste sentido, você acha que o REM iria criar uma plataforma para incentivar os seus fãs a enviarem conteúdo? Não. As pessoas já estão produzindo esse conteúdo, mas ele está no Flickr, no YouTube, no Twitter. O trabalho do REM é outro, não é ceder espaço, mas agregar. O conceito é outro.

Em seus 28 anos de carreira, o REM deu de presente um dos sites de turnê de banda mais dinâmicos já produzidos. E, em sua recente história, os sites de jornalismo colaborativo (participativo) não páram de olhar para o próprio umbigo.

As fotos do post são de Coti e clobby

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Publicado por Tiago Dória, em 13 de novembro de 2008 (Quinta-feira).
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Passaralho 2.0

O CNETNews está monitorando todo o movimento de demissões nas chamadas empresas 2.0, que começou em outubro, com cortes na rede de blogs Gawker. Uma planilha foi montada para ajudar a visualizar os dados.

Alguns cortes são devido à crise financeira, outros são naturais, cedo ou tarde aconteceriam, mais ainda no “mercado 2.0″, que até pouco tempo atrás estava em ebulição.

Nesta terça-feira, a Current.TV, a tv colaborativa do Al Gore, demitiu temporariamente 20% de sua equipe.

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Publicado por Tiago Dória, em 12 de novembro de 2008 (Quarta-feira).
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As LAN houses do meu Brasil

O Central da Periferia, quadro do programa Fantástico, da Rede Globo, lançou um projeto de registro das LAN houses do Brasil. As pessoas são convidadas a gravar e enviar um vídeo da LAN house que frequentam. O material está reunido no blog Central da Periferia.

Achei bem relevante esse projeto. Enquanto os holofotes se voltavam para telecentros, repletos de restrições de acesso, e laptops de US$ 100, na prática e aos poucos, as LAN houses se tornaram as principais responsáveis pela inclusão digital das periferias no Brasil.

Segundo Carla Barros, uma das principais pesquisadoras do assunto,  é comum os atendentes dessas LAN houses indicarem os melhores sites e ferramentas para utilizar. Ou seja, são formadores de opinião.

Acima a apresentação de uma LAN house de Curicica, bairro do Rio de Janeiro. Repare nos serviços oferecidos – “cadastro de currículo online”, “descarga de fotos do celular”.

E, às vezes, acho que tem até “criação de perfil no Orkut”, semelhante a algumas LAN houses em São Paulo.

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Publicado por Tiago Dória, em 10 de novembro de 2008 (Segunda-feira).
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Antisocial Notworking

A antítese de diversas plataformas de redes sociais.

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Publicado por Tiago Dória, em 6 de outubro de 2008 (Segunda-feira).
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Participei do Now!Café

No podcast semanal do IDGNow!, minha opinião sobre o evento Digital Age 2.0, comentários sobre notícias desta semana e uma dica de livro.

Já está no ar. Confere .

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Making of da entrevista ao caderno Link, do Estadão

Publicado por Tiago Dória, em 3 de outubro de 2008 (sexta-feira).
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Digital Age 2.0: destaques do 2º dia


Foto: Renato Targa

1) Danah Boyd ao comentar as dinâmicas existentes nas plataformas de redes sociais

Persistência ou perenidade do conteúdo, ser replicável, ter escala, ser “buscável”, audiência invisível [você se relacionar com uma audiência que não vê]. O que, na verdade, não são dinâmicas das redes sociais, mas da web. Qualquer conteúdo produzido ou distribuído nela tem essas características. Aliás, qualquer pessoa que produza conteúdo na rede tem que ter em mente essas dinâmicas básicas.

Em palestras, sempre comento essa questão da perenidade das informações, uma das principais diferenças do jornalismo praticado na rede. Hoje o jornalista trabalha em um ambiente onde as informações/notícias têm perenidade, não morrem mais.

2) A busca incessante por modelos de negócios, métricas e relacionamento

Durante todo o evento, o que deu para notar é que todos estão em busca de modelos de negócios e métricas para a internet. Sem querer ser pessimista, mas acredito que ainda vamos ficar buscando por um bom tempo.

Primeiro porque estamos lidando com uma tecnologia inacabada. Diferente da TV, que é uma tecnologia acabada e já tem modelos de negócios, métricas e formatos consagrados

Segundo, talvez nunca tenhamos um modelo. Modelo é coisa da sociedade industrial, você criar um modelo  para depois replicar não sei quantas vezes. Talvez, na sociedade que está se formando, baseada em informação, nunca tenhamos um modelo principal como muitos estão em busca.

O engraçado nisso tudo é a tentativa das empresas de querer medir relacionamento em redes sociais por meio de números, o que, a meu ver, não faz muito sentido.

Basta ver o lado das assessorias de imprensa. Uma empresa não deve criar ou contratar uma assessoria de imprensa pensando em aumentar vendas, mas sim em criar relacionamento, diálogo com a imprensa.

Relacionamento que, muitas vezes, demora a ser criado. Mesma coisa se aplica às empresas que querem entrar em redes sociais. Deve ser pelo relacionamento e diálogo.

E como todo relacionamento ele não pode ser mensurado apenas por números. Imagina mensurar o seu namoro ou casamento por: nos beijamos 989 vezes, saímos 500 vezes, demos 450 risadas, transamos 265 vezes, ela [ou ele] disse não sei quantas vezes “eu te amo”.

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Publicado por Tiago Dória, em .
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