
Ontem foi feriado de Thanksgiving lá fora. Dia em que as famílias se reúnem para comer, pensar e agradecer a tudo de bom que aconteceu em 2007.
Hoje, já é o famoso Black Friday, a sexta-feira em que as lojas vendem produtos com descontos de tirar o chapéu. Para ficar com inveja, né?
Para aproveitar o feriadão e refletir um pouco, o ArsTechnica fez uma seleção de 6 coisas legais que aconteceram neste ano na área de tecnologia.
1) Finalmente, o DRM começa a morrer
2) Os vídeos-games estão se tornando mainstream
3) Lançamento do iPhone
4) Por tudo da Web 2.0
5) Voluntarismo está em alta
6) Tecnologias OLED e E Ink conquistaram mercado
Mais para o final do ano, eu ainda vou fazer a minha tradicional lista do que mais de interessante aconteceu ou foi lançado na web em 2007.
De cara, já senti falta de três coisas na lista do Ars Technica. O fato das redes sociais começarem a se abrir [portabilidade de dados]. Blogs se consolidando como mídia. E o paredão do conteúdo pago na web começar a cair [NYT, Financial Times e WSJ].

Pelo visto, microempréstimos e microfinanças estão com tudo no campo dos novos serviços web [o assunto foi um dos destaques da POP!Tech deste ano]. O eBay, um dos maiores sites de vendas, acaba de lançar o MicroPlace.
Semelhante ao Kiva, funciona como uma ferramenta de microempréstimo. Pequenos empreendedores [de países pobres] que precisam de investimento se cadastram lá. E pessoas interessadas [de países mais ricos] em fazer pequenos investimentos [US$ 100] idem.
Os juros são baixos. Todos têm retorno [o Ebay ganha uma porcentagem]. E, de quebra, o Microplace tem um lado social – ajuda a quebrar uma das maiores barreiras ao desenvolvimento dos países mais pobres – a indisponibilidade de crédito a um custo acessível.
Post relacionado:
POP!Tech 2007: “Seja um banqueiro para os mais pobres”
Quando uma ferramenta cresce não tem jeito. Começam a aparecer problemas de lá de cá. Mais um blogueiro conhecido está reclamando que a Facebook deletou um perfil [ele usava um apelido]. No mês passado, o NYT trouxe uma matéria parecida.
Deletar perfis falsos tem sido uma constante na Facebook. Antes de abrir o acesso público, somente estudantes podiam entrar na rede social. Eram obrigados a digitar o email pessoal fornecido pela universidade ou escola durante o cadastro no site. Ou seja, perfil fake era quase impossível de existir.
A ação da Facebook é um pouco arriscada. Existe uma diferença entre usar um apelido em um perfil idôneo e ter um perfil totalmente fake. Muito profiles vão ser deletados à toa.
Mas vale lembrar que a compra de 1,6% da Facebook por parte da Microsoft prevê que a empresa desenvolverá um sistema de publicidade não baseado em palavras-chaves, como o Google, mas no seu profile, comportamento e relacionamentos que construiu dentro da Facebook. Então ter perfil fake não dá.
O caso nem é tanto um desafio para a Facebook. Revela mais o quanto é dificil trabalharmos com a questão da identidade na rede. Um problema que passa muitas vezes sem ser identificado.
Apesar de estar nas mãos da CBS, foi firmada uma parceria interessante nesta semana entre a Last.fm e a BBC. Todas as músicas e set-list de Dj’s da BBC Radio e suas ramificações estão sendo “indexadas” pela rede social de música.
A Last.fm foi comprada pela CBS em maio deste ano.

Neste ano, aconteceu mais uma edição do mtvU and Cisco Digital Incubator, um concurso que busca eleger as melhores ferramentas. O ganhador leva um prêmio de US$ 100 mil. A idéia é revelar e ajudar no desenvolvimento de novas ferramentas.
O vencedor deste ano foi o RapHappy, uma comunidade de hip-hop, que trabalha com o conceito de colaborativismo na produção de músicas. Você pode gravar e publicar online, assim como participar da produção de músicas de outras pessoas.
Para quem quiser gravar [você pode até ser pelo celular], o site fornece algumas batidas prontas. Dá uma olhada aqui.

Hoje entrou no mercado mais uma IPTV – o Videon, da Brasil Telecom, controladora do portal iG, onde este blog está hospedado. De forma bem simples, funciona como uma TV por assinatura, mas é o usuário quem faz a sua própria programação [escolhe os programas disponíveis e quando assisti-los].
Conteúdos da BBC, Cartoon Networks, HBO estarão disponíveis. Por um valor de R$ 29, a pessoa tem acesso a 500 horas de programação, o que equivale a 90% do conteúdo [você precisa ser assinante da banda larga da Brt e instalar um set-top box para acessar o serviço].
Os destaques são os filmes por demanda [via streaming]. Algo que interessa a usuários [podem assistir ao filme a qualquer hora] e aos grandes estúdios [que querem se ver livres do formato DVD, cada vez mais, na 'pirataria']. Cada aluguel custa R$ 6,90 e você pode assistir a hora que quiser em um prazo de 24 a 72 horas.
A qualidade da imagem não chega a de uma TV digital. Mas o interessante é que está previsto para o VideoOn agregar conteúdo e serviços da internet. Será possível acessar emails e visitar sites pelo aparelho de TV.
O apresentação do Videon, promovida pela revista Bites, aconteceu na manhã desta quarta-feira em São Paulo e reuniu representantes de operadoras, de produtoras de conteúdo e anunciantes.
Por enquanto, o serviço está disponível somente em Brasília.