Twitter Buzz da CNN
(twitter visualization)

Com uma queda constante na audiência dentro de casa, nos EUA, a CNN vem voltando cada vez mais os seus olhos para a internet.

Semelhante às emissoras NBC e MTV dos EUA, o canal 24 horas de notícias lançou o Twitter Buzz, interface que, em tempo real, mostra o que é mais discutido no serviço de microblogging a respeito de um assunto. No caso, a Copa do Mundo.

Cada vez mais comum em sites de emissoras, esse tipo de interface já tem um nome – “twitter visualization”. Existe até empresa se especializando nisso, como a americana Stamen Design, desenvolvedora das interfaces dos sistemas da NBC e da MTV dos EUA.

É algo que nasce de olho num comportamento crescente entre os telespectadores/ usuários de internet – assistir a um evento e, ao mesmo tempo, navegar na internet; no caso, utilizando o Twitter para comentar e opiniar sobre o que está sendo exibido na TV.

Exemplo de como TV e Twitter se complementam.

Veja também: Uma nova sintaxe para o Twitter

Publicado por Tiago Dória, em 14 de junho de 2010 (Segunda-feira).
Categoria: cnn, twitter. Tags: , , , , , , ,

Tweet Tracker da MTV gringa


A MTV dos EUA vem fazendo muita coisa interessante.

No final do ano passado, uso de vídeo em 360º em transmissões ao vivo e agora a volta do famoso Tweet Tracker, que funciona como um “termômetro do Twitter”.

Na prática, é uma interface que, em tempo real,  mostra o que é mais discutido no serviço de microblogging a respeito de um programa da emissora, no caso, a entrega do MTV Movie Awards 2010. O MTV Tweet Tracker está sendo utilizado neste domingo.

É uma forma mais atraente de mostrar o que está sendo discutido sobre a premiação no Twitter. Quanto mais comentários (tweets) sobre um artista, maior fica a sua foto na interface. Os tweets sobre o evento podem ser visualizados em forma de lista ou “nuvem de fotos”.

Vale lembrar que, em fevereiro, durante os Jogos Olímpicos de Inverno de Vancouver, a emissora de TV NBC lançou ferramenta parecida, o Olympic Tracker.

Veja também: Sistema de comentários movido a badges

Publicado por Tiago Dória, em 6 de junho de 2010 (domingo).
Categoria: twitter. Tags: , , , , ,

Jornal diário sobre o Twitter

Pesquisadores do Palo Alto Research Center (PARC) estão quebrando a cabeça para encontrar soluções sobre como lidar com a avalanche diária de informações do Twitter. Como saber o que aconteceu de mais importante no Twitter sem a necessidade de ler cada mensagem?

Os pesquisadores lançaram o protótipo do “Eddi Project“, aplicativo que funciona como um filtro, mostrando a você o que de mais importante é publicado no Twitter em sintonia com o que você posta e com quem você interage no serviço de microblogging. A ferramenta também separa as mensagens por tópicos.

Erickson Silva, leitor deste blog, enviou por email a dica do Paper.li, site mais simples, mas que segue caminho parecido ao de “Eddi Project” (funciona como um paliativo para o overload informativo). Produz um resumo diário do Twitter em formato de jornal (portal de notícias).

O site mostra o que foi publicado, de mais relevante, em 24 horas, no Twitter com base em um perfil. Por exemplo, o meu perfil gera o jornal diário http://www.paper.li/tdoria

Pelos testes, o serviço acerta em cheio. Na última edição, por exemplo, em destaque o post sobre Viral Loop e, nas “submanchetes”,  o texto de Jakob Nielsen sobre a usabilidade do iPad e informações sobre o bug no Twitter, assuntos que foram e voltaram várias vezes na minha timeline nesta segunda-feira.

O Paper.li parece ser bem útil para pessoas que não têm tempo nem paciência para ficar o dia inteiro pendurado no Twitter, mas querem saber o que de mais relevante foi publicado no site (em sua timeline) nas últimas 24 horas.

Veja também: Como o Twitter e a TV se complementam

Publicado por Tiago Dória, em 10 de maio de 2010 (Segunda-feira).
Categoria: twitter. Tags: , , , ,

Tweets em HTML? Um brasileiro fez antes

O Twitter lançou nesta terça-feira o Blackbird Pie, serviço que transforma uma mensagem do Twitter (um tweet) em código HTML, facilitando assim a sua citação em páginas e posts.

Geralmente, quem quer citar um tweet em um texto é obrigado a utilizar o recurso de copiar ou colar ou “fazer um printscreen da tela”. O Blackbird Pie simplifica isso ao gerar um código que pode ser inserido nos textos, semelhante ao código embed do YouTube.

Enfim, o Blackbird Pie já se mostra um serviço bem útil para jornalistas e autores de blogs que gostam de citar mensagens do Twitter em seus textos.

O detalhe é que o desenvolvedor brasileiro Fabricio Zuardi, que criou o Public Videos (lembra?), tinha desenvolvido um serviço parecido, que também transforma mensagens do Twitter em código HTML, o QuoteURL.

É um pouco diferente do Blackbird Pie, mas é também uma tentativa de facilitar a citação de tweets. O Blackbird Pie gera um código para cada tweet. O QuoteUrl, ao contrário, permite juntar vários tweets em um único código, facilitando assim citar uma conversa do Twitter.

Exemplo abaixo. Transcrição de um papo rápido que tive com o @msoares.

  1. Tiago Doria
    tdoria Arte de criar e transmitir boatos http://bit.ly/aLYrRP
  2. Marcelo Soares
    msoares @tdoria parece razoavel esse livro. Leu o do Cass Sunstein sobre o mesmo assunto?
  3. Tiago Doria
    tdoria @msoares Eu não li. Pretendo ler. Achei o livro do DiFonzo superficial, mas é um bom pontapé no assunto
  4. Marcelo Soares
    msoares @tdoria Acho que o do Sunstein é mais ele “pensando alto” a respeito do tema. Não é muito aprofundado, mas vale pela inquietação.

this quote was brought to you by quoteurl

Diferente de outros desenvolvedores que fizeram um movimento contra as mudanças recentes no “ecossistema do Twitter”, Zuardi não se mostra preocupado, se sente até lisonjeado pelo Twitter ter optado por uma solução própria, conforme comenta em um post em seu blog.

Ele deseja até que o QuoteURL se torne obsoleto, porém faz algumas recomendações para que o serviço do Twitter melhore. Entre elas, a do Blackbird Pie minimizar a brecha que permite a uma pessoa alterar o texto de um tweet, o que não é nada bom já que uma das propostas do Blackbird Pie é fazer uma transcrição exata de uma mensagem do Twitter.

O ideal seria mesclar funcionalidades do Blackbird Pie com as do QuoteURL. Ficaria perfeito. Os dois serviços são bem úteis para quem, volta e meia, cita tweets em textos.

Atualização em 07/05 - O QuoteURL passou a gerar também um código para cada tweet, semelhante ao BlackBird Pie.

Veja também: Uma nova sintaxe para o Twitter

Publicado por Tiago Dória, em 5 de maio de 2010 (Quarta-feira).
Categoria: ferramentas, twitter. Tags: , , , , , , , ,

Resposta dos desenvolvedores ao Twitter

Durante a Chirp, depois de apresentar aqueles números mirabolantes que servem mais para impressionar leigo e parte da imprensa pretensamente antenada, o Twitter foi ao que interessa – como ficará a relação entre desenvolvedores externos e o serviço de microblogging.

A resposta do Twitter foi – façam aplicativos melhores e mais significativos.

Recado plenamente entendido ou não, como resposta, alguns aplicativos do “ecossistema” do Twitter anunciaram mudanças.

1) Loic Le Meur cumpriu o que disse – nenhum desenvolvedor/produto deve ficar preso a uma única plataforma. O Seesmic passará a ser um aplicativo multiplataforma. Permitirá publicar informações não apenas no Twitter e no Facebook, mas no LinkedIn, MySpace entre outros. A ideia é que, em uma única tela, seja no celular ou no desktop, você produza conteúdo para vários serviços e, no final, escolha onde quer publicar.

2) Bit.ly, encurtador de url, por sua vez, anunciou um upgrade (atualização). Agora, na versão paga, empresas poderão ter urls personalizadas, do tipo pep.si e nyti.ms. Supostamente será mais completo que o encurtador de url oficial que o Twitter pretende lançar.

3) Tweetdeck deixará de dar suporte somente ao Twitter. Funcionará também integrado ao Google Buzz.

Nesta quinta-feira, segundo dia da Chirp, acontece um “hackday”.

Dá para acompanhar pela hashtag #chirp

Veja também: #Fail para a integração do Twitter

Crédito da foto: laughingsquid

Publicado por Tiago Dória, em 15 de abril de 2010 (Quinta-feira).
Categoria: twitter. Tags: , , , , ,

Dilemas de ter um ecossistema em torno de você

Parte do sucesso do Twitter é atribuído ao fato do site de microblogging ter uma API pública. Desse modo, desenvolvedores independentes, não ligados ao Twitter, podem criar aplicativos em torno do site e “tapar buracos” da ferramenta.

O Twitter não tem um aplicativo para desktop? Desenvolvedores independentes produziram vários para todos os tipos de públicos – Tweetdeck, Echofon, Brizzly. O Twitter não tem um encurtador de urls? Desenvolvedores externos criaram alguns – Bit.ly, migre.me, tinyurl. Não é possível enviar fotos pelo Twitter? Mais um desenvolvedor foi lá e colocou no ar o Twitpic.

Enfim, com o tempo e em grande parte, esses desenvolvedores “taparam buracos” do Twitter, o tornaram mais útil e eficiente. Com isso, criou-se um “ecossistema” em torno do mesmo – com o Twitter no centro e vários aplicativos (mais de 70.000) ao redor – encurtadores de url, buscadores, aplicativos para celular, todos complementando o site de microblogging.

Na semana passada, o Twitter comprou um desses aplicativos – o Tweetie, que permite “tuitar” do iPhone. Passará a ser o aplicativo oficial do Twitter para o iPhone e totalmente gratuito (antes contava com uma versão paga de US$ 2.99).

Para o Twitter, a compra foi um bom negócio. O Tweetie era uma ferramenta não oficial e que agora foi incorporada ao serviço de microblogging, que economizou um bocado de tempo (energia e foco) em pesquisa para desenvolver um aplicativo para o iPhone. Enquanto o Twitter se focava no “twitter.com“, desenvolvedores independentes criaram o Tweetie. De forma pragmática, é mais ou menos assim que funciona essa questão de APIs públicas e desenvolvedores externos.

O problema nessa história toda é que, na semana passada, Fred Wilson, investidor do Twitter, publicou um post afirmando que os tempos mudaram. Desenvolvedores que querem se ligar ao “ecossistema” do Twitter devem olhar além de encurtadores de urls e aplicativos para celular. Devem pensar maior -  criar social games, serviços de estatísticas para o Twitter.

Esse post somado à compra do Tweetie e ao lançamento de um aplicativo oficial para Blackberry criou uma percepção de que o Twitter vai “dar um chapéu” em seu “ecossistema”.

Simplesmente começará a tapar os seus buracos por conta própria (por assim dizer) e, como consequência, dispensará parte do trabalho e esforço dos desenvolvedores externos, que criaram parte desses 70.000 aplicativos.

Em outras palavras, o Twitter vai começar a desenvolver o seu próprio encurtador de url, funcionalidade para postar fotos, aplicativos para celular, o que gerou uma certa revolta por parte de desenvolvedores. A chiadeira é grande. Foi criada a hashtag #unionoftwitterapps.

Segundo o investidor Mark Suster, a intenção do serviço de microblogging é controlar melhor a “experiência” do usuário com o Twitter. Quanto mais pessoas utilizam aplicativos para acessar o Twitter, a relação entre o usuário e o serviço de microblogging fica ainda mais dividida entre a empresa que gerencia o aplicativo e o Twitter. Isso não é nada bom para quem pretende ter receita com publicidade. Como o Twitter poderá oferecer anúncios se ele não controla o ambiente onde o seu conteúdo é consumido?, questiona.

Loic Le Meur, criador do Seesmic, aplicativo que funciona integrado ao serviço de microblogging, comenta que isso naturalmente aconteceria e lembra que nenhum desenvolvedor deve ficar preso ou dependente de uma única plataforma, no caso o Twitter.

Nesta semana, nos dias 14 e 15 de abril, o Twitter fará um encontro com desenvolvedores. É bem provável que esse imbróglio monopolize as discussões do evento.

Você deve estar se perguntando por que vale acompanhar toda essa novela Twitter vs desenvolvedores? Vale acompanhar por que é um caminho cada vez mais comum plataformas de mídia voltadas para usuários finais criarem “ecossistemas” em torno de suas operações.

Guardian, NYTimes e BBC, publicações que se tornaram plataformas, seguem pelo mesmo caminho, dando acesso aberto às suas APIs e, em torno de seus produtos, incentivando a criação de “ecossistemas”, que estão numa fase bem inicial.

Talvez não saiam disso (sem consultar o Google, você consegue se lembrar de algum aplicativo realmente interessante que foi criado em torno do NYTimes?). Porém, caso o negócio avance, bem provável que enfrentarão os mesmos dilemas atuais pelos quais o Twitter está passando.

Crédito da foto: Twitter Office (1).

Veja também: Difícil arte de mensurar o Twitter

Publicado por Tiago Dória, em 12 de abril de 2010 (Segunda-feira).
Categoria: twitter. Tags: , , , , , , , ,

Um site com uma edição exclusiva para Twitter

O Huffington Post é uma das primeiras publicações a integrar o Twitter às suas operações.

Primeiro, fez o óbvio, criou um perfil no serviço de microblogging. Em seguida, passou a utilizar o Twitter como caixa de comentário de suas matérias. Depois, começou a usar o recurso de listas para filtrar informações no microblog.

E, nesta quinta-feira, lançou oficialmente uma edição do Huffington Post para Twitter.

Quando vi a notícia pensei que seria uma versão compacta do Huffington Post, com textos curtos, que tenham “tweetability“, fáceis de serem “retuitados”, mas me enganei. Na realidade, a edição do Twitter do Huffington Post nada mais é do que um agregador.

Destaca as notícias que estão sendo mais “retuitadas” em uma determinada editoria, além de indicar e exibir listas de pessoas para seguir, como “mulheres na área de tecnologia”, “senadores democratas” ou ainda “jornalistas de moda”.

Com a exibição das listas em uma página, a intenção é criar um “fluxo de informação em tempo real”, o que, na prática, não funciona muito bem, pois nem todas as pessoas indicadas nas listas pelo Huffington Post atualizam constantemente os seus perfis.

Há o risco de você acessar a página várias vezes e ver as mesmas informações.

Parece ser interessante para quem não tem tempo nem paciência de fazer essa filtragem, de formar listas no Twitter sobre um determinado tópico.

Veja também: Guia britânico de conduta no Twitter

Publicado por Tiago Dória, em 9 de abril de 2010 (sexta-feira).
Categoria: twitter. Tags: , , , , , ,

FTTwitter

Enquanto algumas publicações acreditam que o Twitter “rouba audiência”, o Financial Times (FT) incentiva os seus leitores a utilizarem o serviço de microblogging.

Aliás, o anúncio, que faz parte da campanha We live in Financial Times, deixa subentendido que as coisas acontecem primeiro lá.

Porém, é a ideia de ver o Twitter apenas como um serviço de “news alert”, o que vai um pouco contra a posição da Newsweek, no post abaixo.

Veja também: Uma nova sintaxe para o Twitter

Publicado por Tiago Dória, em 30 de março de 2010 (Terça-feira).
Categoria: twitter. Tags: , , , , , , , , ,

Como o Twitter e a TV se complementam

O NYTimes publicou uma matéria bem valiosa sobre o quanto a TV e a internet se complementam, principalmente quando acontecem grandes eventos, como finais de campeonatos de futebol ou debates políticos. Uma ajuda a alavancar a audiência da outra.

Durante a abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno de Vancouver, por exemplo, uma em cada sete pessoas que assistia ao evento, ao mesmo tempo, navegava na internet. O Twitter, no caso, era utilizado como ambiente para discutir e opinar sobre o que estava sendo exibido na TV.

De certa forma, a TV Cultura proporcionou isso, quando, de forma pioneira, integrou o Twitter ao programa Roda Viva, lá em meados de 2008.

Além disso, a matéria cita algo que Bill Tancer analisa muito bem em seu livro Click. Sobre o quanto a TV pauta o que discutimos e buscamos na web.

Personagens ou programas que acabaram de ser exibidos na TV logo se tornam os assuntos mais populares em redes sociais e sites de microblogging. Ou seja, como tecnologia pode até estar ultrapassada (para alguns), mas como conteúdo a TV ainda é a grande referência.

Um exemplo dessa união entre TV e web foi dado pela emissora de TV NBC, que lançou o Tweet Tracker. Funciona como um “termômetro do Twitter”, mostra o que é mais discutido no serviço de microblogging a respeito dos Jogos de Vancouver, transmitidos ao vivo pela emissora.

Assuntos mais comentados tem letras e fotos maiores.

Sem dúvidas é uma forma “bem mais sexy” de mostrar o que está sendo discutido no Twitter do que a tradicional lista de trending topics ou apenas uma nuvem de tags, por exemplo.

A interface foi feita pela Stamen Design, mesma empresa que criou um agregador de mensagens do Twitter no último MTV Video Music Awards.

Veja também: Twitter vs caixas de comentários

Publicado por Tiago Dória, em 25 de fevereiro de 2010 (Quinta-feira).
Categoria: twitter. Tags: , , , , ,