Criador da web é contra os encurtadores de url

Nesta semana, o governo da Líbia entrou no “noticiário de internet” de forma diferente. Confiscou e tirou do ar  o encurtador de url “vb.ly”, utilizado para compartilhar “conteúdo adulto”.

Além do conteúdo ser ofensivo para as leis locais, o que motivou o confisco foi o fato do encurtador usar a terminação “.ly”, adotada oficialmente no país (igual ao “.br” aqui, no Brasil).

Em seu blog, Ben Metcalfe, cofundador do “vb.ly”, comenta que a tendência é a Líbia reivindicar para si outros domínios com a terminação “.ly”.

Engraçado que, ao ser divulgada na web, a notícia tomou outro rumo. A questão não é se a Líbia vai utilizar ou não ainda mais a terminação “.ly”, mas sim o quanto os encurtadores podem ter um tempo de vida curto. De uma hora para outra, você pode perder as referências de url.

Nesta quinta-feira, ao comentar a notícia no Twitter, uma vez mais, Tim Berners-Lee, criador da web, se posicionou contra o uso dos encurtadores de url.

No começo do ano, Demi Getschko, pioneiro da internet no Brasil e diretor do Núcleo de Informação e Coordenação (NIC.br), havia feito um alerta sobre os “intermediários” de url.

Numa época em que surge um encurtador de url em cada esquina, sem você saber quem criou e com qual objetivo, o alerta dos dois faz sentido.

Veja também: Uma nova sintaxe para o Twitter

Crédito da imagem: VioletBlue

Publicado por Tiago Dória, em 7 de outubro de 2010 (Quinta-feira).
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ABC News experimenta microblog em código aberto

A ABCNews Radio, uma das maiores emissoras de rádio dos EUA, está seguindo um caminho diferente em sua estratégia digital, na área de microblogging. Em vez de utilizar o Twitter, preferiu o StatusNet, que é em código aberto e pode ser integrado ao popular serviço de microblogging.

O uso é experimental e, por enquanto, não foi fechada nenhuma parceria formal com a empresa de mesmo nome responsável pelo serviço (o StatusNet é a base tecnológica do Identica, ferramenta de microblogging também em código aberto lançada em 2008).

O motivo da escolha é devido a um detalhe que eu comentei há algum tempo (algumas publicações começariam a perceber isso)  – ter mais controle e possibilidades de experimentar e personalizar o conteúdo e a experiência do usuário. Algo que é mais complicado de fazer com o Twitter, que adota uma dinâmica “fechada e centralizada“.

Por exemplo, ao contrário do Twitter, o StatusNet pode ser instalado em um servidor próprio.

O perfil da ABCNews Radio já está no ar.

Veja também: Em caso de emergência, você corre para o Twitter?

Publicado por Tiago Dória, em 5 de outubro de 2010 (Terça-feira).
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Novo Twitter deixa evidente diferenças com o Facebook

O Twitter anunciou diversas mudanças em sua interface. A mais imediata é que, em vez de ser redirecionado para outro lugar, o usuário poderá ver o conteúdo de fotos e vídeos postados diretamente no site do Twitter, na versão web (imagem acima).

Com as modificações, fica claro que o Twitter deseja que os seus usuários utilizem mais a versão web do serviço de microblogging e permaneçam mais tempo nela.

Melhor para os anunciantes. Um tweet patrocinado, por exemplo, poderá vir acompanhado de um vídeo que será visualizado na própria página do Twitter.

Essa posição do serviço de microblogging não é nenhuma surpresa. Já há algum tempo, o Twitter dá sinais de que quer controlar melhor a experiência do usuário com a ferramenta. Quanto mais pessoas utilizam aplicativos para acessar o Twitter, a relação entre o usuário e o serviço de microblogging fica ainda mais dividida entre a empresa que gerencia o aplicativo e o Twitter. Às vezes, isso pode se tornar uma eterna queda de braço.

Num primeiro momento, acredito que o novo visual vai dividir um pouco os usuários. Alguns vão sentir saudades do visual minimalista, mais simples; outros, vão deixar seus aplicativos de lado e utilizar a versão web do Twitter.

Ao acompanhar as modificações, algumas pessoas estão falando que o Twitter ficou mais próximo do Facebook. Para mim, a sensação é justamente contrária.

O que o novo Twitter deixa mais evidente é a diferença dele com o Facebook.

Apesar de não produzir nenhum conteúdo e grande parte das informações que circulam pelo Twitter poderem ser encontradas em outros lugares, o serviço de microblogging se vê como uma empresa de conteúdo, uma plataforma de mídia.

As pessoas utilizam o Twitter, antes de tudo, por causa do conteúdo.

Isso ficou bem claro em uma recente declaração de Kevin Thau, vicepresidente de negócios corporativos do serviço de microblogging. Segundo ele, o Twitter não é uma rede social, seu foco não é conectar pessoas. As pessoas vão ao Twitter para encontrar informações, conteúdo.

Ou seja, um posicionamento diferente do Facebook, que se vê bem mais como uma empresa de comunicação do que de conteúdo. Historicamente, o Facebook se posiciona como uma plataforma de rede social, uma ferramenta de comunicação. Sua missão é conectar pessoas, fornecer o máximo de ferramentas para que as pessoas possam se comunicar, conversar (não será nenhuma surpresa se, em breve, o Facebook anunciar um serviço de voz).

O Twitter, ao contrário, apesar de não mencionar isso publicamente, se coloca agora como uma empresa de conteúdo e vai pelo caminho mais difícil nas mídias digitais – monetizar conteúdo.

Veja também: Estamos “cadastrados” em redes sociais desde pequenos

Crédito das imagens: Chris Messina

Publicado por Tiago Dória, em 15 de setembro de 2010 (Quarta-feira).
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Entre os 180 twitters que vale a pena seguir

A Revista Superinteressante chegou a 180 mil seguidores no Twitter e montou uma lista com 180 perfis que merecem ser seguidos.

Eu estou lá, no número 10.

No ano passado, eu fui indicado em outra lista – Veja 10 pessoas que vale a pena seguir no Twitter, feita pelo Portal Terra.

Veja também: Tweets em HTML? Um brasileiro fez antes

Publicado por Tiago Dória, em 27 de agosto de 2010 (sexta-feira).
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Firefox Tweet Machine

Mozilla, que controla o navegador Firefox, lançou uma nova interface para as buscas no Twitter.

Foi desenvolvida pela Quodis – Design Technology, de Lisboa, Portugal.

Veja também: Difícil arte de mensurar o Twitter

Publicado por Tiago Dória, em 9 de agosto de 2010 (Segunda-feira).
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Plugin insere tweets em qualquer página

Tweetbeat Firsthand parece ser bem útil para quem é aficionado pelo Twitter. É um plugin para os navegadores Firefox e Chrome (vi a dica no Twitter Media).

Depois de instalado, ele insere automaticamente uma janela popup para perfis (com os últimos tweets) de pessoas e empresas citadas em um texto.

Exemplo, no post sobre o “Evangelista do Tumblr” , ele acrescenta uma janela popup para o perfil do Tumblr no serviço de microblogging (imagem acima).

Para que o perfil e os últimos tweets sejam exibidos, basta passar o mouse em cima do ícone que, nos textos, aparece ao lado dos nomes de pessoas e empresas.

O plugin foi criado pela Kosmix, startup dedicada à ideia de agregadores na web.

Veja também: Plugin do @anywhere para WordPress

Publicado por Tiago Dória, em 13 de julho de 2010 (Terça-feira).
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Twitter arrisca e-commerce

Diferente do anunciado modelo anterior de receita que valorizava bem mais os anunciantes em detrimento da experiência dos usuários, o Twitter lançou o @earlybird.

Nada mais é do que um perfil onde acontecerão anúncios de produtos, venda de ingressos e promoções exclusivas relâmpago. Modelo parecido com o site Woot, comprado outro dia pela Amazon e que realiza promoções de um dia.

Segue o perfil quem quiser.

Segundo o Guardian, o Twitter ganhará uma comissão com as vendas feitas por meio do perfil.

Veja também: Sensação de Déjà vu no Facebook

Publicado por Tiago Dória, em 7 de julho de 2010 (Quarta-feira).
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Twitter Buzz da CNN
(twitter visualization)

Com uma queda constante na audiência dentro de casa, nos EUA, a CNN vem voltando cada vez mais os seus olhos para a internet.

Semelhante às emissoras NBC e MTV dos EUA, o canal 24 horas de notícias lançou o Twitter Buzz, interface que, em tempo real, mostra o que é mais discutido no serviço de microblogging a respeito de um assunto. No caso, a Copa do Mundo.

Cada vez mais comum em sites de emissoras, esse tipo de interface já tem um nome – “twitter visualization”. Existe até empresa se especializando nisso, como a americana Stamen Design, desenvolvedora das interfaces dos sistemas da NBC e da MTV dos EUA.

É algo que nasce de olho num comportamento crescente entre os telespectadores/ usuários de internet – assistir a um evento e, ao mesmo tempo, navegar na internet; no caso, utilizando o Twitter para comentar e opiniar sobre o que está sendo exibido na TV.

Exemplo de como TV e Twitter se complementam.

Veja também: Uma nova sintaxe para o Twitter

Publicado por Tiago Dória, em 14 de junho de 2010 (Segunda-feira).
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Tweet Tracker da MTV gringa


A MTV dos EUA vem fazendo muita coisa interessante.

No final do ano passado, uso de vídeo em 360º em transmissões ao vivo e agora a volta do famoso Tweet Tracker, que funciona como um “termômetro do Twitter”.

Na prática, é uma interface que, em tempo real,  mostra o que é mais discutido no serviço de microblogging a respeito de um programa da emissora, no caso, a entrega do MTV Movie Awards 2010. O MTV Tweet Tracker está sendo utilizado neste domingo.

É uma forma mais atraente de mostrar o que está sendo discutido sobre a premiação no Twitter. Quanto mais comentários (tweets) sobre um artista, maior fica a sua foto na interface. Os tweets sobre o evento podem ser visualizados em forma de lista ou “nuvem de fotos”.

Vale lembrar que, em fevereiro, durante os Jogos Olímpicos de Inverno de Vancouver, a emissora de TV NBC lançou ferramenta parecida, o Olympic Tracker.

Veja também: Sistema de comentários movido a badges

Publicado por Tiago Dória, em 6 de junho de 2010 (domingo).
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