“That’s a feature, not a product”

Diz a lenda que, em 2009, ao tentar comprar o Dropbox, Steve Jobs usou como argumento o fato de que o serviço não poderia andar com as próprias pernas, na medida em que era apenas “um recurso e não um produto“.

Investidores têm o costume de rejeitar startups com argumento semelhante, afirmando que o oferecido por elas não é um produto, mas, na realidade, um recurso que funcionaria muito bem junto a um produto maior.

Realmente, o que algumas startups oferecem, na realidade, não dá para se sustentar como produto. Porém, não se pode levar a regra ao pé da letra.

Um exemplo é a própria Google. No início, busca era vista apenas como um recurso, uma funcionalidade entre tantas outras para um portal. Ninguém imaginaria que busca poderia se tornar um produto. A Google acreditou.

Nesta segunda-feira, vimos um lado dessa regra. A startup Hunch foi adquirida pelo site de compras eBay.

Para quem não se lembra, o Hunch é um site de recomendação. Você responde a uma série de perguntas e o site recomenda várias coisas que tenham a ver com a sua “personalidade”.

Com a compra, o serviço se tornará um recurso do eBay, sua tecnologia capacitará ainda mais o sistema de recomendação de produtos do site de compras.

Por aí a gente percebe o quanto os sistemas de recomendação são importantes não somente em sites de compras, mas também de conteúdo. No Netflix, em 2009, uma modificação no algoritmo de recomendação de filmes representou um aumento de milhões de dólares na retenção de usuários.

Quem ganha com essa aquisição (pelo menos conceitualmente) é Jeff Bezos. O fundador da Amazon dizia que um site de comércio eletrônico deve primeiramente ajudar as pessoas a tomar decisões. Os sistemas de recomendação são uma bela ajuda nessa missão. A Amazon está nessa faz tempo.

Veja também: Gráfico mostra onda inédita de aquisições da Google

Publicado por Tiago Dória, em 21 de novembro de 2011 (Segunda-feira).
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Startup brasileira viabilizará defesa coletiva do consumidor

Quando você tem um problema com um produto ou serviço de uma empresa, “gritar no Twitter” parece ser a solução mais rápida e inteligente. Contudo, apenas 1/3 das pessoas que reclamam na rede de microblogs recebem uma resposta das empresas.

Um outro caminho é o da via jurídica – encaminhar a reclamação para órgãos de defesa do consumidor, Ministério Público e agências reguladoras. É o caminho do cada um por si. Existe um terceiro meio, ainda pouco adotado no Brasil – o das petições coletivas

É nesse terceiro caminho que a Zaanga, startup brasileira voltada para a defesa do consumidor, se propõe a atuar. A startup oferecerá um serviço que viabiliza a formação de grupos de consumidores com dificuldades semelhantes para que, de forma coletiva, possam resolver os problemas.

O serviço da Zaanga reunirá as queixas comuns e as encaminhará, por meio de petições coletivas, às empresas envolvidas, ao Ministério Público, às agências reguladoras e aos órgãos de defesa do consumidor.

Conversei nesta manhã com Raquel Costa, cofundadora da startup, que afirmou que, entre outros motivos, a Zaanga surgiu da constatação de que petições coletivas têm mais resultado do que petições individuais. Além disso, as reclamações coletivas ajudam a revelar que um problema que parece ser esporádico é, na realidade, comum a vários consumidores.

Segundo a cofundadora, a startup difere de outros serviços que reúnem reclamações de clientes na web na medida em que não somente encaminha as petições coletivamente, como também conecta pessoas que tiveram os mesmos problemas. “A partir da Zaanga, as pessoas poderão trocar informações e conhecer pessoas que passaram pelo mesmo problema com empresas”.

Para que as pessoas possam enviar as suas reclamações e conectar-se com outros usuários que tiveram as mesmas lesões, a Zaanga trabalhará com base em um aplicativo do Facebook, que rodará dentro da própria plataforma de rede social. A pessoa faz um cadastro, responde a um questionário e o aplicativo se encarrega de fazer o resto

Pelo que percebi, a Zaanga nasce bem mais como uma proposta de ativismo online do que de negócio. Ainda não existe modelo de receita e nem investidores externos. A startup trabalha com uma estrutura de 10 pessoas, entre desenvolvedores, comunicadores e pessoal da área jurídica.

A Zaanga promete ser um exemplo nacional de um movimento de startups que busca dar mais poder aos consumidores.

Nesta segunda-feira, antes do lançamento oficial do site, a startup brasileira lançou um “manifesto online“.

Veja também: Documentário brasileiro sobre “vaquinha virtual”

Crédito da foto: jpellgen

Publicado por Tiago Dória, em .
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Documentário sobre startups

Pelo visto, o assunto “empreendedorismo digital” está cada vez mais presente na TV e no cinema.

Depois da Bloomberg TV anunciar a produção de Techstarts, reality show que mostra jovens empreendedores tentando montar um negócio com base na web, a Microsoft divulgou nesta semana o trailer de Ctrl+Alt+Compete, documentário sobre startups.

Cinco startups participam do documentário, que conta com as participações de Tim O’Reilly, criador da Web 2.0 Expo, e Simon Sinek, autor de Start with Why.

Em novembro, o filme será exibido em primeira mão durante o Napa Valley Film Festival.

O trailer segue logo abaixo.

Veja também: Frases de efeito sobre startups

Publicado por Tiago Dória, em 7 de outubro de 2011 (sexta-feira).
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Big Brother das startups

Hoje em dia, existe um “culto ao empreendedor“, principalmente nos negócios ligados a web.

Em parceria com os investidores da TechStarts, a Bloomberg TV resolveu conectar-se melhor a essa cultura.

Em setembro, estreia nos EUA o TechStars, reality show/documentário que mostra jovens empreendedores tentando montar um negócio com base na web.

Durante a competição, os participantes receberão conselhos de executivos da Google, Facebook, Microsoft, AOL.

A melhor startup receberá um investimento de 5 milhões de dólares. O trailer segue logo abaixo.

Veja também: O que aconteceu no #brnewtech

Publicado por Tiago Dória, em 3 de agosto de 2011 (Quarta-feira).
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O que aconteceu no #brnewtech

Nesta quinta-feira, participei do meetup do BR New Tech, evento organizado pela Brazil Innovators e que aconteceu na sede da Microsoft Brasil, em São Paulo.

Criada em 2010, a Brazil Innovators é uma organização que tem a proposta de trazer ao Brasil empreendedores e, principalmente, a “cultura de inovação e de empreendedorismo” do Vale Silício. Para isso, são realizados eventos como o meetup que eu participei.

O encontro desta quinta-feira foi bem direto. Começou com um bate-papo com 5 investidores de capital de risco. Eric Acher, da Monashees Capital, e Amit Garg, da Norwest Venture Partners, por exemplo, afirmaram que, dos países do BRIC, o Brasil é o melhor atualmente para investir.

Garg lembrou que a infraestrutura na Índia é terrível e, na China, para fazer qualquer negócio você precisa ter bons contatos no governo.

Os 5 investidores lembraram da importância de fortalecer o ecossistema de investidores e startups. Todos ganham com isso.

Uma parte que achei interessante foi quando o investidor Simon Olson lembrou uma característica cultural no Brasil e que influencia no empreendedorismo. Nos EUA, as pessoas param de morar com os pais quando vão para a universidade. Aqui, no Brasil, ao contrário, somente quando casam, vão morar fora. Isso faz com a família tenha uma grande influência na escolha do primeiro emprego (no final, acaba-se optando pelo trabalho mais estável, em grandes empresas).

A segunda parte do meetup do BR New Tech contou com a apresentação de 3 startups brasileiras, selecionadas pelos organizadores:

1) Bolsa Cheia, site de finanças voltado para mulheres. Fornece diversas ferramentas que permitem às mulheres economizar e reinvestir o seu dinheiro.

2) Guia CMYK , serviço online de busca e gerenciamento de gráficas.

3) Best Cool Fun, desenvolvedora de games para celular, famosa pela criação dos aplicativos iCerveja e Ant Smasher.

A terceira parte do meetup foi a mais importante – networking entre o público.

Com esses e outros eventos no Brasil, o que, para mim, ficou bem evidente é que está crescendo por aqui “uma cultura de startups“, de criar pequenas empresas iniciantes focadas em inovação.

É somente questão de tempo para que as startups comecem a aparecer em outras áreas, como a de jornalismo (no último concurso da ONA, as startups de jornalismo foram destaque).

“Onde houver oportunidade para inovar, as startups estarão lá”, lembrou IN Hsieh, um dos organizadores do BR New Tech.

O Br New Tech conta com um grupo e quem quiser acompanhar os desdobramentos dos meetups é só seguir a hashtag #brnewtech

Veja também: O que aconteceu no Yahoo! Open Hack Day 2010

Publicado por Tiago Dória, em 18 de fevereiro de 2011 (sexta-feira).
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Frases de efeito sobre startups

Se você gosta da seção Frase da semana deste blog, vai se interessar pelo Startup Quote!, que reúne somente aquelas “frases de efeito” ditas por gurus, diretores de startups e de grandes empresas de tecnologia.

Se você clicar em random, uma frase aleatória é exibida, estilo “biscoito da sorte”.

Dica do @fseixas

Veja também: Comentário é conteúdo?

Publicado por Tiago Dória, em 25 de maio de 2010 (Terça-feira).
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Startup de energia alternativa é a vencedora do Desafio Brasil 2009

Fundadores do Silicon Reef

SiliconReef foi a vencedora do Desafio Brasil FGV-Intel 2009. A startup brasileira, sediada em Recife, produz um microchip que capta, armazena e converte a energia de um ambiente em elétrica para o carregamento de baterias em equipamentos portáteis.

A intenção é reduzir a dependência de baterias, ao trabalhar com energia limpa (alternativa).

Em segundo lugar, ficou a Ninui, rede de vendas de artesanato, voltada para mercados de nicho. Além de ganharem suporte financeiro, em breve os fundadores das duas startups partem para a Califórnia nos EUA, onde participarão da competição Intel+ Universidade de Berkeley (IBTEC).

O Desafio Brasil, da Fundação Getúlio Vargas, é feito em parceria com a Intel e busca eleger as melhores startups brasileiras de tecnologia.

Nesta sexta-feira, eu estive na final da competição que aconteceu em São Paulo. Acabei participando do evento ao ser convidado para moderar uma mesa com os fundadores das 6 startups finalistas.

Com a escolha do SiliconReef em primeiro lugar, o concurso volta a premiar um projeto voltado a “tecnologias verdes” e fontes alternativas e limpas de energia. No ano passado, o Cedro, focado na produção de instrumentos ecologicamentes responsáveis, foi o ganhador.

Na foto: Tiago Lins, diretor de negócios, e Vítor Schwambach, diretor de tecnologia, da SiliconReef

Veja também:
Projeto de “tecnologia verde” ganha 3º Prêmio Desafio GV/Intel

Publicado por Tiago Dória, em 16 de outubro de 2009 (sexta-feira).
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Os melhores sites da DEMO 08

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Separei algumas ferramentas que foram apresentadas durante o evento DEMO 08, que terminou nesta quarta-feira, nos EUA. Duas coisas merecem destaque:

Mais uma vez, vídeos online estão no centro das atenções. De uma vez, foram lançados oficialmente 3 serviços para mensurar a audiência de vídeos online. E o conceito de “tecnologia verde” [assunto de um próximo post] e sustentabilidade estão em voga na web.

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Quem sabe os widgets finalmente se popularizem?

Sprout – É um site que, de forma bem simples, permite fazer um widget – aquelas janelinhas que você pode colocar em blogs, sites, área de trabalho.

A idéia é que você coloque as coisas que mais gosta nestes widgets – músicas, notícias, vídeos – e depois compartilhe com os amigos, como se fossem figurinhas. Os widgets também podem ser usados para distribuir conteúdo comercial [propagandas].

Na página do Sprout tem um exemplo. E a Bruna, do Sedentário e Hiperativo, mandou um vídeo com uma demonstração do site, que, por enquanto, é fechado para convidados.

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Você pode conversar via chat com as outras pessoas que estão editando os arquivos

Cozimo – Ganhou menos destaque, mas não deixa de ser importante. É uma ferramenta que permite a várias pessoas editar, ao mesmo tempo, uma foto ou um vídeo. Foi feito de olho em projetos colaborativos executados por diversas pessoas espalhadas pelo mundo.

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Seesmic – Na verdade o serviço está em fase alpha. E já foi apresentado durante a LeWeb3. É um Twitter em vídeo. Uma linha do tempo com vários vídeos postados pelos usuários em ordem cronológica. Quem quiser testar, eu tenho um perfil lá.

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Site também é uma plataforma de rede social

Make Me Sustainable – O alerta sobre o problema do aquecimento global fez surgir algumas ferramentas na web. Durante a Pop!Tech, o site de leilões eBay lançou um serviço que permite comprar créditos offset de carbono. E agora, surge o Make Me Sustainable, que calcula o quanto você emite de carbono no ar.

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TubeMogul, Visible Measures e Liquidus – Os três são serviços de estatísticas para vídeos online. São uma espécie de Google Analytics para vídeos. Foram lançados juntos oficialmente.

A DEMO 08 é a primeira conferência do ano em que são apresentadas ferramentas [o ReadWriteWeb tem uma lista completa de tudo o que foi lançado]. É apenas o começo. Ainda tem muito evento bom pela frente – AllThings Digital, Web 2.0 Conference, Pop!Tech, SXSW

Publicado por Tiago Dória, em 31 de janeiro de 2008 (Quinta-feira).
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YouTube vem ao Brasil?

Do IDGNow!

Há tempos comenta-se que o YouTube terá uma operação no Brasil. Agora, parece que isso vai se concretizar. Na terça-feira, o CEO do Google, Eric Schmidt, deve fazer esse anúncio, via videoconferência.

Tirando o Videolog, que já possui uma comunidade formada de usuários e conteúdo que você somente encontra lá, vai ser uma boa lavada. A maioria dos sites de vídeos no Brasil parou no tempo – player com formatos realplayer e windows media player, nenhuma ferramenta para compartilhar conteúdo e por aí vai.

Ah, mas existe um detalhe. Especula-se que a Globo vai ter um canal no YouTube. Sendo assim, será a mesma estratégia adotada pela BBC, NBC, entre outras emissoras – aproveitar a distribuição e a marca que o YouTube tem. Sem medo de parcerias.

Agora que o YouTube vai testar uma tecnologia anti-pirataria, esse tipo estratégia fica até mais fácil.

PS – É estranho falar que o YouTube vem ao Brasil. Ele já está aqui [Guilherme Zaiden que o diga].

Publicado por Tiago Dória, em 15 de junho de 2007 (sexta-feira).
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