Redes sociais ainda não são negócio, segundo a The Economist

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Plataformas devem conversar entre si

Alguns pontos de uma matéria da última edição da The Economist, uma das mais importantes revista de economia do mundo.

Semelhante aos serviços de emails, as plataformas de redes sociais não terão um modelo de negócio por um bom tempo. Funcionam melhor como uma porta de entrada para levar o usuário a serviços mais lucrativos.

Cita o movimento pela portablidade de dados. Antes cada rede social era um “jardim fechado”, mas hoje existe um movimento para que usuários possam levar seus dados e contatos de um lado a outro. Enfim, os usuários querem que os serviços conversem entre si.

O que vai abrir caminho para ferramentas que integrem redes sociais a programas de emails, por exemplo. A velocidade e a frequência com que você acessa a seu lista de emails revela quem são seus contatos diários e próximos. O futuro do negócio estará em interoperabilidade entre plataformas, principalmente em integração com serviços de emails.

Publicado por Tiago Dória, em 20 de março de 2008 (Quinta-feira).
Categoria: portabilidade, socialmedia

Google e Facebook aderem a grupo de portabilidade de dados

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Portabilidade – posso levar meus dados para onde eu quiser

Acredito que a gente não tem muito do que reclamar neste começo de ano. Depois da pá de cal no DRM, a notícia agora é que a Google e a Facebook fazem parte do Dataportability.org, grupo dedicado a estudar a portabilidade de dados na rede. Empresas como Yahoo, Myspace, Seesmic, Disney, BBC já fazem parte do grupo, segundo o Techcrunch.

A entrada da Facebook era mais do que esperada. Foi a própria rede social que indiretamente, no ano passado, trouxe o assunto à tona, ao permitir que usuários pudessem acessar os seus perfis no Orkut a partir da Facebook.

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A portabilidade de dados permitirá a você levar arquivos e contatos de seu profile de uma rede social a outra. Para usar uma analogia mais simples, é como você ter um cartão magnético com seus dados e contatos online. E toda vez que você entrar em uma nova rede social é só passar esse cartão que todos os seus contatos e informações serão transferidos. Você não vai precisar fazer um novo cadastro nem sair procurando por seus amigos na rede social.

É lógico que para essa portabilidade existir ainda são necessários vários passos, como uma padronização, por meio do uso de microformats, na forma como esses dados são estruturados nas redes sociais.

Para quem se interessa pelo assunto, vale a pena acompanhar a lista de discussão do grupo, que está a todo vapor, aqui.

Publicado por Tiago Dória, em 9 de janeiro de 2008 (Quarta-feira).
Categoria: portabilidade, socialmedia, web2.0

E dá-lhe microformats no Pownce

Não falei que aconteceria uma corrida pela implementação dos microformats, após o anúncio de que a próxima versão do Firefox teria suporte aos mesmos?

O Pownce, ferramenta de microblogging, não libera a API nem é integrado a celulares, mas investe no uso de microformats. Assim como o Twitter, desde o início tem suporte a uma especificação dos microformats que permite adicionar um contato seu na rede social direto a sua agenda online [para saber o que é microformats aqui].

Agora, o Pownce passou a adotar o XHTML Friends Network (XFN), que permitirá, entre os coisas, portabilidade de dados de uma rede social a outra. Ficará mais fácil no futuro para você migrar seus contatos do Pownce para qualquer outro serviço.

Outra vantagem do uso do XFN é que você pode fornecer mais informações aos mecanismo de buscas sobre os links em seu site. Por exemplo se você aponta um link para um site [www.tiagodoria.com], você pode especificar se esse site é de um amigo, colega de trabalho, familiar etc.

Para uma rede social, com links para vários perfis, essa especificação é bem importante. É como se você dissesse aos mecanismos de buscas – esse link é para um amigo, esse outro para um colega de trabalho. No final, os relacionamentos entre as páginas ficam mais claros.

Pois é. Nem acredito que as redes sociais vão começar a se falar e graças ao uso bem feito dos microformats. Esse post é casado com o de sexta-feira. Confira aqui.

Foto do Flickr do Simplebistdan

Publicado por Tiago Dória, em 3 de setembro de 2007 (Segunda-feira).
Categoria: microformats, portabilidade, socialmedia

Vamos colocar esse pessoal para conversar


E a MySpace puxa conversa com o Twitter, que olha para a Facebook…

Lembra quando falei da falta de interoperabilidade entre as redes sociais e quanto isso estava cansando as pessoas [ser obrigado a ter um cadastro em cada rede social]?

Nesta semana, o Plaxo, um agregador online de dados, resolveu dar um passo a frente. Abriu o código de uma parte de seu software, o Online Identity Consolidator, o que permitirá que desenvolvedores criem aplicações que permitam as pessoas carregar os dados de seus perfis de uma rede social a outra. Será usado o XFN microformats, uma especificação de microformats feita para redes sociais [confira o que é microformats aqui].

Para o post não ficar muito técnico, vou usar uma analogia. Será como você ter um cartão magnético com seus dados e contatos online. E toda vez que você entrar em uma nova rede social é só passar esse cartão que todos os seus contatos e informações serão transferidos. Você não vai precisar fazer um novo cadastro [existirá portabilidade de dados]. Muito bom, né?

É lógico que isso não é para hoje. Todas [ou pelo menos as principais] redes sociais tem que ter suporte para os microformats e serem abertas. Mas a Plaxo deu o pontapé inicial.

Esse questão da falta de integração entre redes sociais vem ocupando bastante espaço em colunas e blogs – o futuro da web será com rede sociais onde os usuários tem poder e controle sobre os seus dados ou continuará como está, com suas informações nas mãos das redes -vide Linkedin, MySpace [sendo que você não pode importar suas informações]?

Post relacionado:
Finalmente, os microformats chegaram ao Google!

Publicado por Tiago Dória, em 31 de agosto de 2007 (sexta-feira).
Categoria: microformats, portabilidade, socialmedia