Disney em segunda tela

Tablets, TVs e crianças são algo que combinam. A Disney está tentando unir os três em uma única experiência por meio dos aplicativos de segunda tela (TV como tela principal e dispositivos móveis – smartphones, tablets – como segunda tela). A empresa vem investindo de forma incisiva no conceito.

Segundo Lori MacPherson, da Walt Disney Studios, o conceito de segunda tela é um “game changer” no mercado.

No final de outubro, a empresa lançará uma versão em Blu-ray de Piratas do Caribe IV, que contará com um aplicativo de segunda tela.

A ideia é que você use o aplicativo enquanto assiste ao filme. Informações complementares serão exibidas no tablet.

Outras produções da Disney, como Bambi, Rei Leão e Tron, já contam com aplicativos de segunda tela, lançados neste ano.

Segundo estudo da Nielsen divulgado nesta quinta-feira, o uso simultâneo de dispositivos é cada vez mais comum – 40% dos americanos usam tablets e smartphones enquanto assistem à TV.

Dessa porcentagem, 30% dos pesquisados utilizam o tablet ou o celular para checar assuntos relacionados ao que é exibido na TV.

O estudo mostra que, para uma porcentagem das pessoas, o consumo simultâneo de conteúdo já é um hábito comum, o que forma a base para o conceito de segunda tela.

Veja também: A disputa pela 2ª tela durante o Oscar

Publicado por Tiago Dória, em 13 de outubro de 2011 (Quinta-feira).
Categoria: pesquisa. Tags: , , ,

Futuro do cloud computing

Para o pesquisador Nicholas Carr, as grandes empresas podem até estar com um pé atrás, mas os usuários já abraçaram e perceberam os benefícios do cloud computing. YouTube, Facebook e Gmail são exemplos de que as pessoas já adotam o cloud computing em seu dia a dia.

Em 1961, John McCarthy, professor do MIT, disse que a computação adotaria o modelo da telefonia. Você pagaria apenas pelo que usa.

Cinquenta anos depois dessa afirmação, a Technology Review do MIT publicou um de seus “special reports” sobre cloud computing, justamente a tecnologia que melhor absorve essa colocação de McCarthy – as empresas pagam somente pela capacidade utilizada.

Durante a semana, será publicada uma série de reportagens sobre a tecnologia.

Logo no primeiro artigo, a revista aborda a crescente preferência pelas “nuvens privadas” – empresas adotam a tecnologia de cloud computing, no entanto utilizam serviços próprios e restritos em vez de deixar dados e informações sensíveis nas mãos de terceiros, como Amazon ou Microsoft.

É um meio termo entre adotar a tecnologia e deixar os dados dentro do ambiente da empresa.

As organizações que utilizam “nuvens privadas” perdem um dos principais benefícios do cloud computing – a queda do custo, mas, em compensação, ganham flexibilidade e um controle maior sobre os dados.

A preocupação com a segurança ainda é um dos principais empecilhos na adoção da tecnologia. Mesmo assim, um dos recentes discursos contra a adoção do cloud computing não vem de grupos de “defesa da privacidade online”, mas sim de ambientalistas que acreditam que a tecnologia fez crescer o consumo de energia de datas centers.

Nota-se que a adoção da tecnologia de cloud computing é quase inevitável em algumas indústrias (mídia, por exemplo), principalmente por ser a base tecnológica que permite o aproveitamento de uma das principais caraterísticas da internet – ser device agnostic – sincronismo de informações, dados podem ser acessados de qualquer dispositivo.

Segundo Carr, a grande questão não é mudar toda a infraestrutura para cloud computing, mas adotar uma posição híbrida. Ou seja, saber o que passar ou não para as “nuvens” e como isso pode gerar vantagem competitiva.

Veja também: Como a BBC ‘reutiliza’ a web

Crédito da foto: Supertin

Publicado por Tiago Dória, em 3 de outubro de 2011 (Segunda-feira).
Categoria: pesquisa. Tags: , , ,

Grandes conexões geram grandes responsabilidades

Uma doença grave ou a morte de um ente querido sempre nos faz puxar o freio de mão e repensar a vida. Para algumas pessoas, o efeito pode ser maior, não somente por ser um fator de fortalecimento, mas de busca de um maior autoconhecimento.

Para a cineasta Tiffany Shlain, criadora do Webby Awards (o Oscar da internet), o câncer de seu pai e uma gravidez de risco a fez repensar a respeito de suas conexões com as outras pessoas. O que significa no século XXI estar conectado?

Essa divagação resultou no documentário Connected: an autobiography about love, death and technology, que estreou neste mês em São Francisco, nos EUA, mas que foi exibido em primeira mão no Brasil, durante o Digital Age 2.0, evento que aconteceu nesta semana em São Paulo.

Shalin mostra o quanto estamos e estivemos conectados ao longo da história.

A Segunda Guerra Mundial, por exemplo, fez surgir a Guerra Fria anos depois, que, por sua vez, foi a incubadora para o surgimento da internet, que, tempos após, iria afetar diversas pessoas.

Connected é uma continuidade dos estudos do pai da cineasta – Leonard Shlain, escritor de best-sellers como The Alphabet versus the Goddess e um dos pesquisadores defensores da teoria dos dois hemisférios do cérebro – um racional (masculino) e outro emocional (feminino).

Segundo o escritor, o mundo muda dramaticamente dependendo do quanto o nosso pensamento é dominado por qual parte do cérebro.

Por muitos anos, a nossa sociedade supervalorizou apenas um lado do cérebro. Depois do surgimento do alfabeto e de outras formas de escritas, por exemplo, o pensamento masculino, mais intelectual e racional, tornou-se o padrão.

A internet, ao contrário, nos leva a uma nova maneira de pensar que estimula ao mesmo tempo as partes intelectuais e artísticas de nosso cérebro. Ou seja, estimula o uso do cérebro de forma integrada, o que representa uma grande evolução para o ser humano.

Para a cineasta, essa seria a grande mudança trazida pela internet. Integrar os dois hemisférios do cérebro, unindo arte e ciência, em escala e volume global.

Portanto, esqueça aquela visão mais crítica da internet, de que, ao mesmo tempo, que ela fortalece democracias, potencializa ditaduras pelo mundo.

Shlain tem uma visão bem otimista. Por si só a tecnologia é positiva.

Apesar desse ponto de vista, a cineasta é adepta do “Technology Shabbat“. Uma vez por semana, às sextas-feiras, sua família fica desconectada das mais recentes tecnologias de comunicação.

É um dia para ficar offline. Shlain conversa melhor com as suas filhas. Seu marido tem mais tempo para ler um livro. A cineasta cuida mais de si mesma.

Connected é uma mistura de três histórias: a do Shlain pai, da própria Shlain e de todos nós.

Um dos pontos altos do documentário é a sua estética. O filme remete a vídeos que estamos acostumados a assistir na web – uma colagem de images retiradas da internet misturadas a animações e uma narração em off.

Somente 2% de Connected é formado por filmagens. O resto são colagens, animações e vídeos pessoais da cineasta.

Shlain utilizou uma dinâmica comum para quem produz vídeos amadores para a web. Durante o processo de produção, a cineasta ia até um mecanismo de busca e selecionava imagens que eram relacionadas a uma determinada palavra citada no texto em off.

Além da estética de “vídeo para a internet”, Connected quebra a barreira entre público e privado. Shlain mistura suas teorias à sua vida pessoal, temas pessoais e privados andam juntos, semelhante a textos publicados em blogs. Não é à toa que a própria cineasta rotula o filme de autoblogography (algo como autoblogografia).

A meu ver, Connected é uma releitura do conceito de “efeito borboleta” (pequenas ações podem causar grandes resultados), além de algumas ideias do naturalista e filósofo John Muir (o homem está interligado a todas outras espécies da natureza, que atua como uma “casa” para todos nós). Aliás, uma frase de Muir é citada no início e no fim do documentário.

Mesmo sendo uma leitura de teorias já existentes, Connected tem o seu valor, principalmente, porque, nas entrelinhas, faz um alerta sobre o quanto estar mais conectado gera mais responsabilidades. O que fazemos aqui pode ter grandes repercussões em uma pessoa que está a poucos graus de separação da gente.

Alianças de mercados estão cada vez mais acima de hierarquias, decisões externas afetam bem mais as internas e viceversa, redes de comércio estão mais interligadas, temos respostas às nossas ações quase que “em tempo real”.

O fato de estarmos mais conectados gera muitas oportunidades, mas também uma responsabilidade maior a respeito do que fazemos.

Enfim, quanto mais (inter)conectados, maior o efeito e a responsabilidade de nossas ações.

Veja também: Estamos “cadastrados” em redes sociais desde pequenos

Publicado por Tiago Dória, em 30 de setembro de 2011 (sexta-feira).
Categoria: pesquisa. Tags: , , , ,

Curadoria de conteúdo não precisa ser algo complicado

Apesar de ser um dos assuntos do momento na web, curadoria de conteúdo não precisa ser vista como algo complicado. Para mim, isso ficou bem claro ao acompanhar a palestra do pesquisador americano Steven Rosenbaum, no Digital Age 2.0, que acontece em São Paulo.

Tanto que o pesquisador, autor de Curation Nation, chegou a falar que, para as novas gerações, não existe diferença entre a atividade de fazer curadoria e a de produzir conteúdo próprio. Na verdade, elas andam juntas. Uma coisa não exclui a outra.

Fica mais evidente o quanto o tema não precisa ser tratado como alguma coisa fora do comum, se juntarmos essa visão de Rosenbaum à frase do colunista de mídia Tom Foremski – mesmo sem perceber – todos nós somos curadores de conteúdo. No dia a dia, ao atualizarmos microblogs ou simplesmente ao fazermos uma playlist, estamos fazendo curadoria para uma determinada audiência.

Talvez a grande novidade a respeito do assunto seja essa – a curadoria de conteúdo deixou de ser uma habilidade apenas dos grandes “publishers” para, teoricamente, poder ser feita por qualquer pessoa.

Segundo Rosenbaum, ser apaixonado por um assunto é a premissa básica para ser um bom curador, além de estar atento a 3 questões:

1) A partir do momento que compartilhamos algo, estamos endossando-o. Devemos prestar atenção ao que retuítamos ou compartilhamos na web.
2) Na web, é mais poderoso saber ouvir do que falar.
3) Num mundo repleto de informações, as pessoas estão famintas por clareza, concisão e contexto.

Rosenbaum bateu no assunto de que a sabedoria das multidões será substituída pela curadoria. Os algoritmos darão espaço para especialistas. Premissa defendida já há 3 anos por Bill Tencer, autor do livro Click.

Ou seja, percebe-se que, cada vez mais, pesquisadores ligados à web questionam o “overload informativo” e a dificuldade dos atuais algoritmos em lidar com ele. Cada pesquisador tem uma solução para o fenônemo.

Para o americano Eli Pariser, autor de Filter Bubble, por exemplo, as causas da abundância de conteúdo vêm de muito antes da internet. São resultados de uma fase do capitalismo em que ocorreu uma fragmentação dos mercados. Uma solução não-tecnológica é a mais recomendada.

Segundo Pariser, do mesmo modo que,  a fim de acabar com o sobrepeso, devemos mudar os nossos hábitos alimentares, para lidar com o atual “overload informativo”, precisamos mudar o modo como consumimos mídia. Devemos consumi-la de forma menos compulsível.

Rosenbaum, por sua vez, acredita que a própria democratização dos meios causou o “overload” e que a curadoria é a solução.

O game Evoke será lançado em meados do ano que vem no Brasil, afirmou, via videoconferência, a pesquisadora de games Jane McGonigal, autora de Reality Broken, livro comentado aqui, no blog, no post Games: a arma secreta da humanidade.

Evoke baseia-se no pressuposto básico dos estudos de McGonigal, uso da mecânica dos games eletrônicos para solucionar problemas da vida real. O game foi encomendado pelo Banco Mundial e tem o objetivo de incentivar o empreendedorismo social na África.

Basicamente, a palestra de McGonigal girou em torno de seu último livro. A pesquisadora lembrou duas partes do livro:

1) O quanto poderosos são os “foresight games”, jogos que nos ajudam a prever problemas futuros. Exemplo -  World Without Oil em que as pessoas são convidadas a pensar num mundo sem petróleo. Tipo de reflexão que gera um efeito – buscar novas fontes de energia e evitar ser tão dependente do petróleo.

2) Os games produzem uma sensação de conectividade, engajamento, felicidade e inspiração que não encontramos em outras atividades  do cotidiano. Por isso, fazem tanto sucesso e têm capacidade de serem utilizados para resolver problemas reais.

Veja também: Hans Donner + Freakonomics: 1º dia do HSM Management

Crédito da foto: Felipe Busi (1)

Publicado por Tiago Dória, em 28 de setembro de 2011 (Quarta-feira).
Categoria: pesquisa. Tags: , , , , ,

Sherry Turkle na Globonews

Pesquisadora há 30 anos do MIT, a americana Sherry Turkle será entrevistada nesta segunda-feira no programa Espaço Aberto Ciência e Tecnologia, da Globonews.

Gosto do trabalho da pesquisadora, principalmente por que ela faz uma análise científica das novas plataformas de comunicação; além disso, ela nos alerta sobre a existência da diferença entre conectividade e relacionamento. Uma coisa é você estar conectado (online) a uma pessoa, outra coisa é ter um relacionamento com a mesma.

Há algum tempo, publiquei um comentário sobre Alone Together, último livro de Turkle.

O programa vai ao ar nesta segunda-feira, às 21h30.

Veja também: Histórias escondidas nas buscas

Publicado por Tiago Dória, em 19 de setembro de 2011 (Segunda-feira).
Categoria: pesquisa. Tags: , ,

Editora em HTML5

A Hearst, responsável por revistas como Esquire e Marie Claire, anunciou que lançará versões em HTML5 dos principais produtos da editora.

Com essa decisão, será possível acessar os sites das revistas em tablets e celulares, sem a necessidade de baixar e instalar aplicativos. Até o fim de 2012, ano que vem, a previsão é que todos os sites estejam utilizando a nova versão da linguagem de marcação.

A intenção é ganhar uma logística melhor de desenvolvimento, evitando ter que criar um aplicativo para cada dispositivo, sistema e navegador. Ainda não ficou claro se o objetivo futuro também é driblar a cobrança da comissão de 30% da Apple nas transações feitas via aplicativos.

Por enquanto, os aplicativos das revistas continuarão a ser disponibilizados na App Store.

Em junho, o Financial Times lançou uma versão em HTML5 de seu site, dispensando a instalação de aplicativos ou a passagem pela App Store, da Apple.

Hoje a publicação não está mais presente na loja de aplicativos da Apple.

Ganhar mais autonomia (fazer vendas diretas), acesso a dados sobre os leitores e utilizar uma logística melhor de desenvolvimento foram os motivos que forçaram a mudança.

Logo após o Financial Times, Boston Globe, WalMart, SalesForce e Amazon seguiram o mesmo caminho e lançaram versões em HTML5 de seus sites e serviços.

Por coincidência, nesta semana, foi publicado um estudo da Bernstein Research, o qual indicou que a adoção em larga escala da tecnologia de HTML5 causará uma redução em 30% no crescimento do lucro da Apple até 2015, o que trará benefícios para a Microsoft e a Google.

Detalhe – no início de 2010, a Apple incentivou o uso do HTML5 como uma forma de driblar a tecnologia flash nos tablets e celulares.

Ser pioneiro num mercado tem vantagens e desvantagens. Após um período de excelência no mercado de aplicativos, a Apple promete colher algumas dessas desvantagens. Pelo menos, a pesquisa da Bernstein Research aponta isso.

Veja também: “iPadização” do computador pessoal

Publicado por Tiago Dória, em 15 de setembro de 2011 (Quinta-feira).
Categoria: pesquisa. Tags: , , ,

Correio americano em crise. Internet tem culpa

O serviço público de correio americano está em crise, decreta matéria do NYTimes.

O US Postal Service não foi capaz de competir com empresas privadas, como Fedex e UPS. Para se ter uma ideia, no correio americano, a mão-de-obra é responsável por 80% dos custos, enquanto que nas empresas privadas fica entre 30 e 50%.

O déficit da empresa chegou a 5,7 bilhões de dólares nos primeiros meses do exercício 2010/2011.

É claro que a internet tem uma “meia culpa” na crise. Em parte, o serviço tornou-se obsoleto.

O email funcionou como tecnologia disruptiva no mercado de entrega de correspondência. Basta lembrar que, no começo dos anos 90, em algumas universidades americanas, o email era lembrado como “um treco que permitia economizar dinheiro com telefonemas e cartas”.

No entanto, a crise no correio americano pode ser reflexo de algo que a gente se acostumou a ver. Na Era Digital, muitas empresas quebram por confundirem serviço com tecnologia.

Durante a passagem dos átomos para os bits, muitas empresas entraram em crise de identidade. A Kodak, por exemplo, não se decidia se estava no negócio de memórias visuais (serviço) ou de filmes para câmeras fotográficas (tecnologia utilizada na época). A Kodak demorou muito para perceber que a sua competência central (o que ela faz de melhor) era memória visual, registrar bons momentos de nossas vidas. Em outras palavras, a empresa confundiu serviço com a tecnologia utilizada.

Na área de jornalismo, algumas empresas estão aprendendo isso na prática. Em 2009, em um memorando interno, a diretoria do NYTimes decretou que a competência central da empresa era informação, não importando a plataforma. O negócio deles era produzir e entregar informação relevante e não fazer jornal de papel. Ou seja, a empresa tentou separar serviço de tecnologia.

Mesmo em empresas de tecnologia a gente percebe essa dinâmica. O mérito de Steve Jobs não foi lançar o iPod ou o iPhone, mas sim descobrir a competência central da Apple (usabilidade e design) e aplicá-la em diversos mercados. Separou a tecnologia utilizada da missão tecnológica da Apple. Vide o que aconteceu quando a Apple aplicou o que ela faz de melhor (usabilidade e design) no mercado de música – iPod e iTunes, produtos que se tornaram sucesso.

Além de ser reflexo do fosso atual entre serviços públicos e privados, talvez falte ao correio americano fazer uma análise: O que fazemos melhor? Não estamos confundindo serviço com a tecnologia utilizada, caindo no mesmo equívoco da indústria fotográfica?

Veja também: Apple continua educando a audiência

Crédito da foto: RSMS

Publicado por Tiago Dória, em 6 de setembro de 2011 (Terça-feira).
Categoria: pesquisa. Tags: , ,

Para mais de 40% das pessoas, TV combina com Twitter e Facebook

Boas notícias para quem está explorando o conceito de segunda tela.

Mais de 40% das pessoas têm o hábito de acessar plataformas de redes sociais enquanto assistem à TV. Jogar games e bater papo via internet é comum para mais de 20% das pessoas, segundo a edição 2011 do estudo TV & Video Consumer Trend Report da Ericsson.

Realizada em 13 países, inclusive Brasil, a pesquisa mostra que o hábito de assistir TV e, ao mesmo tempo, navegar na internet é, cada vez mais, comum para mais de 60% dos entrevistados.

O hábito se torna mais irresistível quando são exibidos na TV reality shows e programas de esportes, o que abre espaço para a aplicação do conceito de segunda tela (TV como tela principal e dispositivos móveis – laptops, smartphones, tablets – como segunda tela).

De certa forma, o estudo da Ericsson complementa um da Cable & Telecommunications Association for Marketing que indicou que as plataformas de redes sociais e os aplicativos de segunda tela fazem com que as pessoas tenham um envolvimento maior com o que é exibido na TV.

Em 2010, uma pesquisa da Nielsen também detectou que o hábito de assistir TV e, ao mesmo tempo, navegar na internet era comum, no entanto, numa porcentagem menor, apenas 40%.

O interessante de todos esses estudos é que, como pano de fundo, eles revelam que o uso dos dispositivos e plataformas é cada vez mais conectado e simultâneo.

Veja também: Seu laptop sincronizado com a TV

Publicado por Tiago Dória, em 2 de setembro de 2011 (sexta-feira).
Categoria: pesquisa. Tags: , ,

Quase um quarto das novas palavras vem da “cultura da internet”

A premissa é verdadeira no caso do dicionário Chambers, publicado desde 1901 na Inglaterra.

Dos novos termos adicionados à nova edição do dicionário, quase 1/4 é proveniente da chamada “cultura da internet”. Entre os termos, estão – cloud, paywall e tweet; além das siglas bastante utilizadas em emails e plataformas de redes sociais – OMG (Oh My God) e BFF (Best friend forever).

Na semana passada, a editora Merriam-Webster anunciou a adição no Collegiate Dictionary das palavras tweet, social media e crowdsourcing.

Não é de hoje que termos vindos da web tornam-se oficiais em dicionários. Em 2005, podcast foi eleita a palavra do ano pelo Dicionário Oxford.

Antes, quando você queria encontrar palavras incomuns, tinha que recorrer a livros antigos, repletos de termos fora de uso. Hoje, cada vez mais, é importante também estar de olho no burburinho da web.

Veja também: Como o brasileiro consome vídeo online

Crédito da foto: Horia Varlan

Publicado por Tiago Dória, em 29 de agosto de 2011 (Segunda-feira).
Categoria: pesquisa. Tags: , ,