2012 será o ano do Big Data?

Todo ano, neste mesmo período, sempre vem à tona um assunto que marcará os próximos meses.

Em 2011, eram os tablets.
2011 seria o ano das “pranchetas eletrônicas”.

Em 2012, Big Data promete marcar os próximos 330 e poucos dias. Pelo menos, neste começo de ano, é o assunto mais quente na praça.

O Fórum Econômico Mundial, que aconteceu neste mês em Davos, elegeu a avalanche de dados como um dos principais assuntos do evento.

O relatório “Big data, big impact: new possibilities for international development”, produzido pelo Fórum, revela que a coleta e a análise correta dos dados podem gerar impactos expressivos e positivos nas áreas de finanças, saúde e educação. Epidemias poderiam ser previstas com mais precisão. Dados gerados na educação podem ser utilizados para prever as demandas e falhas do setor. Históricos de dados financeiros podem facilitar a obtenção de crédito.

Para o Fórum Econômico Mundial, a mineração de dados pode ser uma força motriz para o desenvolvimento de diversas nações.

A Amazon, por sua vez, anunciou o lançamento de um serviço com base no NoSQL, banco de dados que oferece melhor escabilidade e, normalmente, é voltado para aplicações que geram muitos dados. A Amazon estaria efetivamente entrando na “Era do Big Data”.

Principal evento deste ano, o processo eleitoral americano promete se pautar pelo uso estratégico dos dados. Se, em 2008, os chamados “analistas de mídias sociais” tinham espaço importante, em 2012 os cientistas de dados prometem ser cruciais nas campanhas.

A campanha de reeleição de Obama já mantém uma equipe dedicada dia e noite a realizar a mineração de milhares de dados gerados em atividades online e offline. Ademais, diversas publicações se preparam para cobrir o pleito a partir de base de dados.

Por outro lado, o Facebook enfatiza a cada dia o seu principal atrativo para as empresas: fornecer acesso a uma base de dados segmentada. Neste começo de ano, a plataforma de rede social fechou uma parceria com o site de notícias Politico para o uso de seus dados.

Reportagem do NYTimes do finalzinho de 2011 revela o boom de startups dedicadas a mineração de dados para grandes empresas. No segmento de startups, dados se “tornaram sexy”.

Até a revista Esquire, que não é muito de falar dessas coisas, dedicou espaço para o assunto no começo de 2012.

Neste ano, está previsto que o volume de informação digitalizada cresça a uma taxa anual de 59%. Esse aumento terá como base não somente dados tradicionais, mas principalmente a emergência de dados inéditos gerados em plataformas de redes sociais, uso de dispositivos móveis e serviços multimídia.

Apesar das porcentagens hipnotizantes, se a gente parar para pensar, veremos que a questão do excesso de dados não é nenhuma novidade. Empresas estabelecidas, como IBM e Oracle, apoiam há anos seus negócios em torno de soluções de mineração de dados em grande quantidade.

Existem organizações que, há diversos anos, tiram vantagens expressivas ao explorar grandes bancos de dados.

Portanto, quando, em 2012, se fala em Big Data, estamos conversando principalmente sobre variedade de dados e velocidade de análise do que a respeito de volume – como tirar proveito estratégico quase que, em tempo real, dessa diversa avalanche de informações?

O assunto ainda tem diversos espaços em brancos. Um deles. Proporcionalmente ao burburinho em torno do Big Data, crescem as discussões sobre privacidade e uso legal dos dados.

Dados importantes ainda estão de fora da jogada. O setor de automação residencial, por exemplo, área que promete gerar uma significativa quantidade de dados inéditos nos próximos anos, ainda está engatinhando em alguns países e camadas da pirâmide econômica.

A propósito, “internet das coisas” e Big Data são dois assuntos bastante correlacionados. Quanto mais objetos conectados à internet e a grandes bancos de dados, maior a quantidade de informação coletada.

Imagine o que acontecerá quando a internet estiver em posição dominante como plataforma de comunicação e entrega de informações. Ou ainda o momento em que todos os carros, casas, mobílias e eletrodomésticos estiverem o tempo todo conectados à internet, gerando milhares de informações. Aí sim poderemos falar de Big Data. O que possivelmente teremos em 2012 será apenas a ponta do iceberg.

Veja também: Livro aborda visualização de dados

Crédito dass fotos: WEF e Sean

Publicado por Tiago Dória, em 30 de janeiro de 2012 (Segunda-feira).
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Desenvolvedores têm impacto social

Em um post em seu blog oficial, o Zite explica em detalhes como funciona o seu algoritmo e a dinâmica de entrega de conteúdo dirigido para milhares de pessoas todos os dias.

Para quem ainda não conhece, o Zite é um aplicativo para iPad que funciona como uma revista personalizada. De acordo com os perfis em plataformas de redes sociais, hábitos de leitura na web e assuntos preferidos, o Zite recomenda e apresenta conteúdos.

É um produto relativamente novo na arena do “Daily Me” – publicações digitais personalizadas de acordo com as nossas preferências. Tem menos de 1 ano.

Chama a atenção no post não o modus operandi do algoritmo do Zite, mas a forma como ele pode influenciar o que as pessoas consomem de informação e a sua maneira.

Qualquer ajuste no Zite muda imediatamente a matéria exibida para você, ao abrir,  logo de manhã, o aplicativo pela 1ª vez.

Neste ponto, concordo com o pesquisador Eli Pariser, autor de Filter Bubble. A cada dia, desenvolvedores têm mais poder em mãos; como consequência, suas ações possuem, cada vez mais, acentuado impacto social. Quando o Facebook ou a Google fazem modificações nos algoritmos de seus produtos, não há somente uma mudança técnica, mas também uma relevante influência na forma como milhares de pessoas consomem informações durante o dia.

Ou seja, criar ou modificar um algoritmo não é mais uma questão estritamente técnica, mas sim algo que pode gerar efeitos sociais.

Na área de desenvolvimento, a frase do Tio Ben nunca esteve tão atual – “com grandes poderes vêm grandes responsabilidades”.

Veja também: Criador da web é contra os encurtadores de url

Publicado por Tiago Dória, em 13 de janeiro de 2012 (sexta-feira).
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Para cada estágio da vida, uma forma diferente de usar tecnologias

Da série de emails que recebi enquanto estive fora, um estudo do Consumer Lab da Ericsson a respeito de tecnologias de comunicação e adolescentes americanos identificou duas coisas:

1) Crescimento do uso do videochat. Uma movimentação meio que esperada. O hype em torno do Chatroulette era apenas um reflexo de que a comunicação na internet deixaria de ser exclusivamente em texto para ser também audiovisual. Essa migração não aconteceu antes por causa de restrições tecnológicas, que hoje não existem mais.

Os adolescentes, em sua maioria, utilizam a tecnologia de videochat para conversar e fazer lição de casa em conjunto.

Por incrível que pareça, a ferramenta que mais ganha popularidade não é o Hangout, do Google+, nem o Skype, da Microsoft, mas sim o ooVoo, indicado pela pesquisa como um “serviço web emergente” entre os adolescentes americanos.

2) O óbvio, mas não menos interessante – os adolescentes, ao ficarem mais velhos, tendem a utilizar as tecnologias nos mesmos moldes que os adultos usam. Exemplo: ao atingirem a vida adulta, passam a reconhecer a importância do email como ferramenta de comunicação.

Está aí um “insight” do estudo. Para cada estágio da vida, há expectativas e comportamentos próprios, que, por sua vez, influenciam a forma como você prioriza e usa certas tecnologias.

Em simples palavras, o modo como você utiliza as tecnologias muda conforme os estágios da vida. É algo dinâmico e pouco cartesiano. Não é por que você não usa uma tecnologia enquanto adolescente que não a utilizará em outras fases da vida.

Isso é evidente, mas ajuda a responder aquelas perguntas clássicas em eventos sobre digital. O email vai morrer? As pessoas vão ler notícias em 140 caracteres para o resto das vidas?

PS – Obrigado por todas as mensagens de Boas Festas! 2012 será um ótimo ano para todos nós.

Veja também: “Flexibilidade tecnológica” é mais atraente que altos salários

Publicado por Tiago Dória, em 9 de janeiro de 2012 (Segunda-feira).
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A imortalidade do conteúdo digital

O site da Technology Review, publicação do MIT, fecha o ano com uma matéria da revista sobre a necessidade da preservação do conteúdo na web.

A reportagem vem bem a calhar, principalmente em época de final de ano, em que sempre somos convidados a deletar o que é considerado velho e inútil. Devemos nos desfazer do velho para abrirmos espaço para o novo. Essa é a lógica do final de ano.

A preocupação com a preservação é válida. Em uma época em que tanto o conhecimento formal quanto o informal são, cada vez mais, produzidos no digital, é natural que comece a surgir um certo cuidado a respeito de como esse conteúdo será preservado.

A história do site Poetry é bem emblemática. De uma hora para outra, o site de poesias e poemas foi vendido, fazendo com que parte de seus usuários perdesse todos os escritos que havia produzido e publicado no ambiente do site.

Outro exemplo é o serviço de criação de sites Geocities, que, em 2009, teve as suas atividades encerradas, enterrando, desse modo, diversos conteúdos que estavam em suas páginas. Informações que dificilmente você encontra em outros cantos da web.

Não é preciso ir longe. O Orkut, que, bem ou mal, teve o seu futuro questionado em 2011, também é um acervo de capítulos importantes da internet brasileira. Uma grande parte de conhecimento informal está lá. Informação que, não podemos negar, possui importante valor cultural e histórico.

O conteúdo do Geocities foi para a imortalidade. O Internet Archive o recuperou e o distribuiu em arquivos torrent na web. O Orkut ainda é incerto.

O Internet Archive é um dos poucos projetos que se esforça em preservar esse conteúdo na web. Possui bilhões de páginas guardadas. Mesmo que um site suma da web, você pode acessá-lo por lá.

Entrelinhas, a matéria da Technology Review levanta também um dos grandes desafios atuais a respeito da digitalização de conhecimento. A questão não é tanto digitalizar, mas como recuperar de forma inteligente e útil as informações que temos digitalizadas.

De que adianta termos tantas informações digitais armazenadas em servidores e bancos se não conseguimos recuperá-las e visualizá-las de tal forma que faça sentido prático em nosso dia-a-dia?

Para o pioneiro da computação Gordon Bell, autor de Total Recall – o Futuro da Memória, a partir do momento em que pudermos recuperar o conteúdo digital, de qualquer lugar e de forma intuitiva, os efeitos a longo prazo serão poderosos. Estaremos começando a desbravar um território inteiramente novo.

Seremos abertos a novos horizontes ao podermos recuperar facilmente conteúdos de cada momento de nossas vidas? Estaremos criando uma imortalidade digital?

Veja também: Grandes conexões geram grandes responsabilidades

Crédito das fotos: Internet Archive e Kalfatovic

Publicado por Tiago Dória, em 22 de dezembro de 2011 (Quinta-feira).
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A indústria de tecnologia entrará em crise em menos de uma década?

Michio Kaku será palestrante na próxima edição da Campus Party Brasil, que acontecerá em fevereiro, em São Paulo. O cientista e professor da City College de Nova York é o pai do argumento de que, em menos de 10 anos, o Vale do Silício e toda a indústria de computação entrarão em colapso.

O fundamento dessa previsão é que a Lei de Moore, um dos princípios no qual a indústria de tecnologia tem se pautado nas últimas décadas, ficará obsoleta.

Ao contrário do que geralmente é publicado, a Lei de Moore não é uma lei física, mas sim uma teoria criada nos anos 60 por um engenheiro da Intel – Gordon Moore.

Segundo a teoria, o número de componentes nos chips dobra a cada 18 meses. Em outras palavras, a cada 18 meses, produtos com chips tendem a ficar cada vez mais baratos e melhores.

A teoria se baseia na premissa da miniaturização, que as estruturas dos chips têm a tendência de ficar cada vez menores e mais potentes.

Para Kaku, é nesse ponto que reside a falha da Lei de Moore. Uma hora, mais precisamente em 2020, ela entrará em colisão com as leis físicas, um bit de informação se resumirá a um átomo, o que irá impor um limite físico ao desenvolvimento dos computadores.

O argumento do cientista é direto e ratificado por outros tecnólogos. Em 2005, o próprio Moore questionou a validade da teoria que criara.

Kaku peca pelo alarmismo. Se o Vale do Silício for acabar um dia será bem mais por causa da inovação reversa e do crescimento das empresas de tecnologias fora dos EUA. Gigantes da tecnologia, como Intel e IBM, vêm investindo em pesquisas para fugir do fim da Lei de Moore.

Fora isso, é cada vez mais evidente que o futuro da computação passará bem mais por desenvolver algoritmos mais poderosos do que criar chips supervelozes. Mesmo que a Lei de Moore se mostre obsoleta, ela abrirá espaço para outros caminhos, como o do computador quântico.

De qualquer modo, será interessante se Kaku abordar o assunto na Campus Party. Uma oportunidade dos brasileiros conhecerem mais a fundo o trabalho do “cientista pop” que adora criar e questionar algumas ideias na área de tecnologia.

Veja também: Wired no Brasil? Melhor criar uma própria

Publicado por Tiago Dória, em 5 de dezembro de 2011 (Segunda-feira).
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Tecnologia em 360º para ajudar a solucionar crimes

As polícias de Nova York e a de Londres talvez sejam as que têm os melhores estudos de uso de tecnologias. Volta e meia, em alguns eventos de TI, as duas organizações são citadas.

O NYTimes, por exemplo, descobriu que a polícia de Nova York está utilizando a Panoscan, câmera que produz imagens digitais em 360º e em alta resolução (esse tipo de câmera é geralmente usada para criar aquelas imagens panorâmicas de shows e paisagens).

No caso, a polícia de NY adota a tecnologia para registrar cenas de crimes, facilitando, desse modo, a análise posterior (alguns exemplos aqui).

Cada imagem demora de 3 a 30 minutos para ser gerada.

A polícia vem testando a tecnologia desde 2009.

Veja também: Crowdsourcing a favor da polícia londrina

Publicado por Tiago Dória, em 23 de novembro de 2011 (Quarta-feira).
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“Flexibilidade tecnológica” é mais atraente que altos salários

Bons salários são importantes para conquistar e manter funcionários, mas, para parte de uma geração que está entrando no mercado de trabalho, ainda que pague menos, vale mais a pena trabalhar em uma empresa que permita acessar plataformas de redes sociais e escolher o dispositivo que deseja para trabalhar.

A flexibilidade quanto ao local de trabalho é outro fator importante para quem vai entrar ou está entrando no mercado de trabalho. Sete de cada 10 entrevistados acredita que não é necessário ir à empresa todos os dias. Mesclar trabalho remoto e presencial faz, atualmente, bem mais sentido.

As conclusões são da edição 2011 do estudo Cisco Connected World Technology, feito com graduandos e profissionais abaixo dos 30 anos, em 14 países, inclusive Brasil.

O interessante dessa pesquisa é que ela vai ao encontro do fato de que, cada vez mais, as tecnologias de ponta surgem primeiro no ambiente doméstico.

Por muitos anos, as tecnologias apareceram primeiro no ambiente corporativo. Os celulares surgiram primeiramente nas empresas.

Hoje a coisa se inverteu. Os avanços tecnológicos acontecem com mais rapidez em produtos voltados para os consumidores finais, na computação pessoal.

Exemplo: enquanto muitas empresas discutem a viabilidade do cloud computing, as pessoas já abraçaram os benefícios da tecnologia faz tempo ao utilizarem no dia a dia sites como YouTube, Gmail e Dropbox.

Essa nova dinâmica gera desafios. Para os profissionais, a tecnologia fornecida pela empresa deve ser semelhante à que ele utiliza normalmente em casa. O email da empresa deve ser tão inteligente quanto um Gmail da vida.

De certo modo, o estudo da Cisco mostra que quem está entrando no mercado de trabalho quer que a empresa forneça a mesma “flexibilidade tecnológica” que ele tem em casa, em seu dia a dia. 71% dos jovens entrevistados disseram que gostariam de utilizar no trabalho os mesmos dispositivos que usam na vida pessoal e vice-versa.

A circunstância de que, agora, as tecnologias de ponta avançam primeiro no ambiente doméstico mudou muito mais do que simples estratégias de empresas.

Veja também: Web, café e games: pausa necessária no horário de trabalho

Crédito da foto: CitrixOnline

Publicado por Tiago Dória, em 11 de novembro de 2011 (sexta-feira).
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Depois dos protestos, mais gente de olho em você

Foi-se o tempo em que governos viam a internet e outras tecnologias emergentes como inimigas. Cada vez mais, utilizam-nas a seu favor, seja para disseminar propaganda política, seja para fazer monitoramento.

No livro The Net Delusion, o pesquisador Evgeny Morozov mostra como diversos tipos de governo utilizam a rede em benefício próprio.

O tema ainda assusta muita gente, mas não é nenhuma novidade.

A internet surgiu num ambiente governamental (e acadêmico). Nada mais previsível que, 40 anos depois, os governos utilizem-na a seu favor.

A Ieee Spectrum retomou, de certa forma, o assunto nesta semana.

Na matéria The Future of Riots, a revista mostra que os distúrbios acontecidos em Londres, em agosto, tiveram o efeito colateral de acentuar as pesquisas para o desenvolvimento de tecnologias de vigilância e de reconhecimento facial.

Na ocasião, além da dinâmica do crowdsourcing, a polícia londrina utilizou câmeras com identificação de faces para prender alguns dos responsáveis pelos distúrbios.

Antes mesmo dos tumultos em Londres, um dos sistemas pesquisados revelou que a mistura de cloud computing, webcams e o cruzamento de dados das atuais plataformas de redes sociais pode ajudar a identificar as pessoas em diversos ambientes.

Em um dos testes, com base em perfis no Facebook, foi possível identificar estudantes em um campus de uma universidade.

Veja também: Esconde-esconde na “Era digital”

Crédito da foto: Mag3737

Publicado por Tiago Dória, em 4 de novembro de 2011 (sexta-feira).
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As cidades mais digitais em 2011

A Government Technology, principal publicação sobre a digitalização de governos, anunciou os vencedores do 2011 Digital Cities Survey, concurso que busca identificar as cidades mais digitais nos EUA.

A cidade de Honolulu, no Havaí, liderou o ranking.

Sem qualquer custo para os cidadãos, o município criou o projeto Kokua Wireless, que fornece internet sem fio gratuita para toda a cidade. Por meio de antenas no topo dos prédios,  empresas privadas compartilham parte de sua banda ociosa e, em troca, ganham espaços publicitários na rede.

O governo municipal também implementou um sistema de ERP, que digitalizou e integrou todos os dados financeiros da cidade.

A previsão é de uma redução anual dos gastos públicos entre US$ 18 e 35 milhões.

Por sua vez, a cidade de Olathe, no Kansas, abraçou ferramentas sociais – Twitter e Facebook – como uma forma de envolver mais a população em reuniões de orçamento da cidade. Encontros do conselho da cidade passaram a ser transmitidos por uma emissora local, com participação ao vivo dos cidadãos por meio de Twitter e email (no caso de Olathe, a população já tinha uma boa noção de cidadania. A tecnologia foi apenas o combustível para que essa cidadania florescesse ainda mais).

A virtualização de 75% dos servidores da cidade garantiu o terceiro lugar para Roseville, na Califórnia. O processo de virtualização garante maior economia e otimização de uso dos recursos de um servidor.

Percebe-se – o que une todas essas cidades vencedoras do 2011 Digital Cities Survey é um conceito simples. Tratar tecnologia não como meio, mas fator de geração de valor. Lição de casa para municípios em outros países.

Veja também: Para Nova York, web deve ser um espaço público

Crédito da foto: Ricky

Publicado por Tiago Dória, em 3 de novembro de 2011 (Quinta-feira).
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