Vender experiência e não jornal

O NYTimes lançou sua nova campanha comercial.

É exclusiva para a internet (não será exibida na televisão).

Não tem o impacto inicial da campanha do Guardian e a sua filosofia de “jornalismo aberto”, mas reflete algumas mudanças que estão acontecendo nas empresas de jornalismo.


Veja também: Primeiro produto comercial do laboratório de P&D do NYTimes

Publicado por Tiago Dória, em 11 de maio de 2012 (sexta-feira).
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Como ler o NYTimes numa mesa multitouch (vídeo)

Passa ano, vem ano, e o NYTimes tenta manter a sua imagem futurista (durante 2 anos, o jornal manteve o cargo de “futurista“, que, na época, foi ocupado pelo escritor Michael Rogers)

O conceito, a tecnologia e a dinâmica de uso não são novos. Mas é uma das primeiras vezes que vejo aplicados em um produto da área de jornalismo.

A tecnologia é a da Microsoft Surface.

Foi adaptada pelo pessoal do departamento de P&D do NYTimes.

/via @niemanLab

Veja também: Dois laboratórios, dois diários

Publicado por Tiago Dória, em 30 de agosto de 2011 (Terça-feira).
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Versão beta do NYTimes

O NYTimes lançou o aguardado beta620, site que reúne alguns dos projetos experimentais do jornal que podem ser testados por leitores e desenvolvedores.  Anunciado desde junho de 2010, o site registra também bastidores da criação de alguns produtos, como o Times Skimmer.

Com o lançamento, o NYTimes passa a ter dois sites de projetos experimentais  – o NYT Labs (mais ligado a dispositivos e ao comportamento do consumidor) e o beta620.

Além de incentivar a pesquisa de novos projetos e tentar associar a sua marca à inovação, uma das intenções do NYTimes é parecida com a de empresas de outros setores – obter ainda na fase de “início” um feedback maior de seus produtos.

Na área de mídia, a ideia não é muito nova.

A agência de notícias Reuters foi a primeira a ter uma página com experimentos. Isso em 2007. A BBC é a que tem o laboratório mais completo – o BBC Research and Development.

Mesmo assim, vale acompanhar o beta620, principalmente pelo fato do NYTimes.com ser um dos poucos sites de jornais que trata UI não como meio, mas sim como fator de geração de valor.

Veja também: Como funciona o jornal que não quer ser mais jornal

Publicado por Tiago Dória, em 8 de agosto de 2011 (Segunda-feira).
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Como anda o paywall do NYTimes?

Paywalls sempre foram uma constante fonte de debates na web. Mesmo sem qualquer formação ou experiência na área de negócios, diversas pessoas adoram discutir a questão.

Nesta semana, parte dos principais sites de mídia está em rebuliço com a informação de que o paywall do NYTimes está funcionando.

A previsão era que, em 1 ano, 300 mil pessoas estariam pagando pelo acesso ao site do jornal. Em 4 meses, esse número é de 224 mil assinantes.

Implantado em março deste ano, o sistema de cobrança busca explorar a base mais fiel de leitores, que, de uma forma ou outra, pagaria pelo acesso ao NYTimes. Quem não é assinante do jornal pode ler de graça 20 artigos por mês. Mais do que isso, é convidado a assinar um plano de acesso. Quem acessa o conteúdo do NYTimes via sistemas de busca, blogs e plataformas de redes sociais continua com acesso gratuito e sem limite de leitura.

Independentemente do quanto a receita vai representar de efetivo nas contas e dívidas do NYTimes, a notícia é, ao mesmo tempo, boa e ruim para empresas online de mídia.

Boa porque mostra que um paywall, mesmo cheio de buracos, bem ou mal, funciona (acredito que as discussões sobre conteúdo online têm tudo para saírem do lugar comum de “ninguém quer pagar por conteúdo” e irem para outro patamar).

A notícia é ruim no sentido de que, provavelmente, nem todo jornal conseguirá trilhar o caminho do NYTimes. Há um bom tempo, a NYTimes Company tem adicionado valores ao site do jornal, que de certa forma vêm sendo percebidos pela base mais fiel de leitores.

Como produto em si, o NYTimes.com evoluiu bastante nos últimos anos (APIs, hacking journalism, algoritmos). O NYTimes.com é um dos poucos sites de jornais que trata UI não como meio, mas sim como fator de geração de valor, o que acaba tornando-o mais competitivo.

Aliás, não causa muita surpresa que o paywall do NYTimes esteja indo melhor do que esperado. Se a gente analisar historicamente os modelos de receitas em diversas plataformas, veremos que empresas de conteúdo sempre geraram receita por meio de publicidade, assinaturas ou ambas. Por enquanto, a internet não mudou isso.

Veja também: Novo trailer do documentário sobre o NYTimes

Crédito da foto: ccmcc

Publicado por Tiago Dória, em 26 de julho de 2011 (Terça-feira).
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Por que compartilhar informações? (estudo do NYTimes)

Compartilhar informações é uma das atividades mais antigas. Mesmo assim, o assunto continua a chamar a atenção de pesquisadores.  Hoje em dia, é possível compartilhar em maior quantidade, de fontes mais diversas e com mais frequência e rapidez.

O departamento de estudos do consumidor do NYTimes publicou uma pesquisa sobre o assunto.

O estudo é mais um que identifica que o email é a tecnologia mais utilizada para compartilhar informações na web. A motivação para compartilhar é dividida em 5 razões:

1) Levar entretenimento e conteúdo relevante a outras pessoas (motivo altruístico/compartilho informações que acredito serem úteis a outras pessoas)
2) Definir-se perante os outros (a partir do que compartilho mostro aos outros quem sou)
3) Criar empatia (ao compartilhar algo com alguém mostro que essa pessoa é importante para mim)
4) Auto-realização (compartilho para ganhar atenção dos outros)
5) Divulgar uma causa, ideia ou marca em que acreditamos

O estudo vai ao encontro de um outro produzido pela CNN e de um anterior feito com os próprios leitores do NYTimes.

Percebe-se que, nestes estudos, três conclusões são constantes:

-  O email é o meio mais utilizado para compartilhar informações na web (apesar dos “gurus” da chamada social media o tratarem como um “patinho feio”).

- As pessoas gostam de compartilhar informações que são inspiradoras, capazes de transmitir um caráter positivo.

-  As pessoas compartilham para reforçar a sua identidade perante seu círculo social.

Veja também: O email nosso de cada dia

Publicado por Tiago Dória, em 20 de julho de 2011 (Quarta-feira).
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Doze mil vezes a home do NYTimes

Apesar das plataformas de redes sociais e dos novos caminhos para você acessar um conteúdo, o que um veículo escolheu ir para a home continua sendo um critério importante de relevância.

O vídeo acima foi produzido pelo desenvolvedor de interfaces Phillip Mendonça-Vieira. Reúne quase um ano de “capas” do site do NYTimes. Mais de 12 mil.

O desenvolvedor fez o vídeo mais como uma provocação. Para Phillip, assim como as capas de jornais, as homes dos sites de notícias são muito importantes, pois são um reflexo das perspectivas e conceitos de uma época. Por isso, deveria existir um sistema de gestão de conteúdo em sites de notícias que, pelo menos, salvasse automaticamente algumas das homes mais relevantes (é aquela velha discussão de que, na web, não existe um cuidado com a “notícia de ontem”).

No vídeo, é interessante notar como as peças publicitárias são inseridas na home do NYTimes.

PS – Bem longe do trabalho sugerido pelo desenvolvedor e somente por curiosidade, registrei a home de diversos sites internacionais durante a eleição de Obama (Está na capa – Vitória de Obama) e a morte de Michael Jackson (Está na capa – Morte de Michael Jackson).

Veja também: Trecho do documentário sobre o NYTimes

Publicado por Tiago Dória, em 19 de julho de 2011 (Terça-feira).
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Vela do New York Times

A ideia é que, quando acesa, a vela simule o mesmo cheiro da versão impressa do New York Times – mistura de tinta e papel.

A vela foi conceituada pelo artista Tobias Wong, falecido no ano passado e, claro, leitor assíduo do NYTimes.

Wong é o mesmo artista que criou uma capa para iPad que simula um envelope de documentos.

Veja também: Trecho do documentário sobre o NYTimes

Publicado por Tiago Dória, em 21 de junho de 2011 (Terça-feira).
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NYTimes vai parar na TV e no cinema

O NYTimes talvez seja a publicação que mais produz vídeos com conteúdo original – em média, 100 são produzidos por mês.

O jornal que já está na web, celulares e tablets, estará mais presente na TV. Nesta semana, em uma emissora local de Nova York, estreia o NYTV, programa semanal de meia hora que apresentará parte da produção em vídeo do NYTimes.

Algumas séries do NYTimes farão parte do programa – “On the Street“, na qual o colunista Bill Cunningham analisa a “moda de rua” de várias cidades, principalmente de NY; “Critics’ Picks“, sobre crítica de cinema comandada pelo colunista A.O. Scott; e “Tipsy Diaries”, com comentários de Frank Bruni a respeito de gastronomia.

Também está prevista a ida do NYTimes ao cinema. Não será o documentário Page One, mas sim um projeto de exibição de alguns vídeos produzidos pelo NYTimes antes dos trailers nas salas de cinema.

Em entrevista ao Cutline, Gerald Marzorati, editor assistente do NYTimes, diz que o programa na TV faz parte da estratégia da publicação de estar presente em todas as plataformas possíveis.

Não é a primeira vez que o NYTimes marca presença na TV. O jornal mantém no ar o The New York Times Close Up, programa semanal na NY1, no qual são adiantados alguns assuntos da edição de domingo.

Veja também: Quinze anos da home do NYTimes

Crédito da foto: niallkennedy

Publicado por Tiago Dória, em 23 de maio de 2011 (Segunda-feira).
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Novo trailer do documentário sobre o NYTimes

Page One é um documentário que mostra a rotina da equipe do NYTimes que cobre a área de mídia.

Como pano de fundo, revela as transformações do mercado de jornais.

O novo trailer segue logo abaixo.

Um primeiro trailer foi divulgado em janeiro, pouco antes do Sundance Festival.

A previsão de estreia é para o dia 24 de junho nos EUA.

Veja também: Jornal bonito e provocador

Publicado por Tiago Dória, em 3 de maio de 2011 (Terça-feira).
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