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	<title>Tiago Dória Weblog &#187; nyt</title>
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	<description>Doses diárias de cultura web, tecnologia e mídia</description>
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		<title>O jornal que não é mais jornal</title>
		<link>http://www.tiagodoria.ig.com.br/2009/09/14/o-jornal-que-nao-e-mais-jornal/</link>
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		<pubDate>Tue, 15 Sep 2009 00:50:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tiago Doria</dc:creator>
				<category><![CDATA[nyt]]></category>
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		<description><![CDATA[Em memorando interno distribuído aos jornalistas nesta segunda-feira, Arthur Sulzberger e Janet Robinson, diretor geral e presidente do New York Times, respectivamente, afirmam que o NYTimes é uma empresa de notícias e não de jornal. O negócio deles é informação e não jornal.
Um peso histórico tremendo carrega esse comunicado interno. Mostra que conceitualmente o jornal [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.tiagodoria.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/09/nytcarspq01.jpg"><img class="size-full wp-image-16837 alignleft" title="nytcarspq01" src="http://www.tiagodoria.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/09/nytcarspq01.jpg" alt="nytcarspq01" width="200" height="266" /></a>Em <a href="http://docs.google.com/View?id=df3sbp8m_46dn8wj3gf" target="_blank">memorando interno</a> distribuído aos jornalistas nesta segunda-feira, Arthur Sulzberger e Janet Robinson, diretor geral e presidente do New York Times, respectivamente, afirmam que o NYTimes é uma empresa de notícias e não de jornal. O negócio deles é informação e não jornal.</p>
<p>Um peso histórico tremendo carrega esse comunicado interno. Mostra que conceitualmente o jornal deixou de ser jornal, além do fim de uma fase de crise de identidade na empresa.</p>
<p>Nesse processo de transição mais acentuada dos átomos para os bits, muitas empresas acabaram perdendo o rumo, não conseguiram decidir mais em qual negócio estavam. A Kodak foi (ou ainda é) símbolo desse questionamento. Não se decidia se estava no negócio de memórias visuais e imagens ou de filmes para câmeras fotográficas.</p>
<p>Assim como as empresas, os próprios profissionais podem passar por essa crise de identidade. Você é uma pessoa que faz jornal, atualiza site, ou um comunicador, um especialista em informação?</p>
<p>O <a href="http://www.nytimes.com/" target="_blank">New York Times</a>, pelo menos, parece que já passou dessa fase de questionamento interno.</p>
<p><em>Esse post faz parte de uma <a href="../category/nyt/" target="_blank">série</a> sobre as mudanças tecnológicas no NYTimes e que venho escrevendo desde o começo de 2008.</em></p>
<p><strong>Veja também:</strong><br />
<a href="http://www.tiagodoria.ig.com.br/2008/05/30/fim-de-uma-era-the-new-york-times-nao-e-mais-um-jornal/" target="_blank"> Fim de uma era: The New York Times não é mais um jornal</a></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Brainstorming do NYTimes</title>
		<link>http://www.tiagodoria.ig.com.br/2009/08/19/brainstorming-do-nytimes/</link>
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		<pubDate>Wed, 19 Aug 2009 19:42:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tiago Doria</dc:creator>
				<category><![CDATA[nyt]]></category>
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		<description><![CDATA[
Em continuidade aos posts sobre as &#8220;mudanças tecnológicas&#8221; no NYTimes, o jornal lançou nesta semana o Insight Lab onde os leitores podem debater e dar sugestões sobre o futuro do jornal. Uma espécie de brainstorming sobre quais devem ser os próximos passos do NYTimes.
Mas não é só isso. Serve também como espaço para críticas, dúvidas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.tiagodoria.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/08/insightlabnytimes.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-15296" title="insightlabnytimes" src="http://www.tiagodoria.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/08/insightlabnytimes.jpg" alt="insightlabnytimes" width="640" height="385" /></a></p>
<p>Em continuidade aos posts sobre as &#8220;<a href="http://www.tiagodoria.ig.com.br/category/nyt/" target="_blank">mudanças tecnológicas</a>&#8221; no NYTimes, o jornal lançou nesta semana o <a href="https://www.nytinsightlab.com/" target="_blank">Insight Lab</a> onde os leitores podem debater e dar sugestões sobre o futuro do jornal. Uma espécie de <a href="http://www.spi.pt/documents/books/inovint/gi/acesso_ao_conteudo_integral/capitulos/3.7/cap_apresentacao.htm" target="_blank">brainstorming</a> sobre quais devem ser os próximos passos do NYTimes.</p>
<p>Mas não é só isso. Serve também como espaço para críticas, dúvidas e sugestões sobre os serviços do NYTimes. Desde o aplicativo para iPhone até problemas na entrega da versão impressa. Enfim,  é um <a href="https://www.nytinsightlab.com/cs/forums/11.aspx" target="_blank">fórum</a> semelhante aos que a Google e a Amazon têm relacionados aos seus produtos.</p>
<p>O que achei meio entediante é a necessidade de responder a um questionário enorme no início sobre os seus hábitos de leitura do jornal. Após isso, eles ainda enviam por email uma outra pesquisa. Enfim, o <a href="http://www.nyt.com" target="_blank">NYTimes</a> aproveita o Lab também para fazer uma pesquisa de campo mais direta.</p>
<p>Uma das discussões mais quentes é sobre a <a href="https://www.nytinsightlab.com/cs/forums/t/43.aspx" target="_blank">idéia de cobrar pelo acesso ao site do jornal</a>. E ainda outra sobre o caráter global do NYTimes. Aliás, um dos debates iniciais foi esse. Se os <a href="https://www.nytinsightlab.com/cs/forums/p/95/529.aspx#529" target="_blank">leitores de fora dos EUA</a> não poderiam participar das discussões do <a href="https://www.nytinsightlab.com/" target="_blank">Insight Lab</a>.</p>
<p>A restrição foi deixada de lado já que não faria sentido, com a mudança para o digital, o NYTimes deixou as restrições geográficas da distribuição da versão impressa para justamente alcançar efetivamente uma audiência global.</p>
<p><strong>Veja também:</strong><br />
<a href="http://www.tiagodoria.ig.com.br/2009/07/10/voce-pagaria-10-reais-por-mes-para-acessar-um-site/" target="_blank"> Você pagaria 10 reais por mês para acessar um site?</a></p>
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		<title>Você pagaria 10 reais por mês para acessar um site?</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Jul 2009 03:01:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tiago Doria</dc:creator>
				<category><![CDATA[nyt]]></category>
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		<description><![CDATA[
US$ 5 ou, mais ou menos, 10 reais, é o que NYTimes pretende cobrar por mês para acessar todo o conteúdo e recursos de seu site.  A conversa sobre voltar a cobrar por acesso à versão online de um dos jornais mais relevantes do mundo vai e volta, os boatos são constantes, mas desta vez [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.tiagodoria.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/07/nytimesapple01.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-13392" title="nytimesapple01" src="http://www.tiagodoria.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/07/nytimesapple01.jpg" alt="nytimesapple01" width="640" height="480" /></a></p>
<p>US$ 5 ou, mais ou menos, 10 reais, é o que <a href="http://www.nyt.com" target="_blank">NYTimes</a> pretende cobrar por mês para acessar todo o conteúdo e recursos de seu site.  A conversa sobre voltar a cobrar por acesso à versão online de um dos jornais mais relevantes do mundo vai e volta, os boatos são constantes, mas desta vez a coisa parece ser mais séria.</p>
<p>Um <a href="http://www.telegraph.co.uk/finance/newsbysector/mediatechnologyandtelecoms/media/5786429/New-York-Times-to-decide-how-to-charge-for-its-website-by-August.html" target="_blank">executivo do jornal afirmou</a> que a decisão sobre cobrar ou não deve sair no próximo mês e recentemente o NYTimes fez <a href="http://www.bloomberg.com/apps/news?pid=newsarchive&amp;sid=a8GofbbtFf8w" target="_blank">uma pesquisa com os assinantes</a> sobre a idéia da cobrança. Parece uma discussão distante, mas como toda decisão do NYTimes acaba, de certa forma, se refletindo aqui, no Brasil.</p>
<p>Não será a primeira vez que o jornal cobra por acesso. Até 2005 a versão online era gratuita. Passou a ser paga até 2007, quando o jornal resolveu derrubar o paredão do conteúdo pago em troca de ganhar receita com publicidade apoiada no tráfego vindo de buscas, aplicativos e sites de terceiros. Decisão histórica que, na época, foi devidamente registrada <a href="http://www.tiagodoria.ig.com.br/2007/09/17/caiu-um-dos-ultimos-icones-do-conteudo-pago-na-web/" target="_blank">aqui</a>, no blog.</p>
<p>Pelo que percebo desta vez as opiniões estão divididas. Um lado acha que dificilmente alguém pagará por conteúdo por menor que seja a taxa. Ao colocar o conteúdo debaixo de um paredão de conteúdo pago, o NYTimes perderá tráfego vindo de buscas e consequentemente relevância.</p>
<p>Outro lado acha que é <a href="http://gawker.com/5311185/would-you-pay-5-a-month-to-read-the-new-york-times-online" target="_blank">inevitável cobrar por parte do conteúdo</a>, afinal de contas a publicidade online não sustenta o negócio, além do mais o NYTimes desta vez teria condições de cobrar, pois oferece mais do que notícias, conteúdo próprio multimídia (infográficos interativos, especiais, <a href="http://www.tiagodoria.ig.com.br/2008/03/10/o-que-sao-newsgames/" target="_blank">newsgames</a>, vídeos bem produzidos, datamining), enfim recursos e narrativas que você não encontra em qualquer lugar.</p>
<p><a href="http://www.tiagodoria.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/07/nytcars.jpg"><img class="size-full wp-image-13394 alignright" title="nytcars" src="http://www.tiagodoria.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/07/nytcars.jpg" alt="nytcars" width="280" height="373" /></a>Particularmente, fiquei confuso sobre como será a tecnologia utilizada nessa suposta cobrança. Se for utilizado o modelo do WSJ que permite ler um trecho ou resumo da notícia, mesmo que paga, ainda faz sentido. O conteúdo é indexado do mesmo jeito por terceiros.</p>
<p>Agora se for para fechar o conteúdo mesmo, nem permitir que ele seja indexado por terceiros, então é preocupante por que muito daqueles projetos de APIs, trabalhar o <a href="http://www.tiagodoria.ig.com.br/2009/05/21/parece-uma-apple-do-jornalismo/" target="_blank">jornal como uma plataforma aberta</a> e o tráfego vindo de terceiros (aplicativos, por exemplo) precisará ser reformulado.</p>
<p>Ainda não está claro como será feita essa cobrança (se acontecer, claro). Ainda é muito cedo para ter uma opinião clara. Além disso, existe um ponto importante. Essa <a href="http://www.bloomberg.com/apps/news?pid=newsarchive&amp;sid=a8GofbbtFf8w" target="_blank">pesquisa</a> que poderá servir para ratificar a decisão de voltar a cobrar por conteúdo foi feita somente com o público da versão impressa do <a href="http://www.nytimes.com" target="_blank">NYTimes</a>, que já é acostumado a pagar pelo jornal. O público do online ainda não foi consultado.</p>
<p>De qualquer forma, esse burburinho todo já reflete os conflitos internos do jornal, comum em toda instituição grande e com bastante idade. Uma turma defende o conteúdo gratuito, outra o modelo híbrido (conteúdo pago e gratuito) para garantir o futuro de um dos jornais mais antigos do mundo e que, indiretamente, a cada dia, é um reflexo de como a forma como consumimos informações mudou.</p>
<p><em>Crédito das fotos: <a href="http://www.flickr.com/photos/nedward/3223235424/" target="_blank">Niedermeyer</a> e <a href="http://www.flickr.com/photos/ogil/2499892047/" target="_blank">Dom Dada</a></em></p>
<p><strong>Veja também:</strong><br />
<a href="http://www.tiagodoria.ig.com.br/2009/05/21/parece-uma-apple-do-jornalismo/" target="_blank"> Parece uma “Apple do jornalismo”</a></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>A queda do poder da home</title>
		<link>http://www.tiagodoria.ig.com.br/2009/05/27/a-queda-do-poder-da-home/</link>
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		<pubDate>Thu, 28 May 2009 02:05:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tiago Doria</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
Quem acompanha o meu twitter deve ter visto que, na terça-feira, postei sobre a notícia de que o NYTimes havia criado o cargo de &#8220;editora de mídias sociais&#8220;.
Num primeiro momento, Jennifer Preston, ex-editora da área regional do NYTimes, terá um papel mais educativo, ensinará aos jornalistas e encontrará melhores formas de utilizar blogs, plataformas de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="alignnone size-full wp-image-11632" title="building03" src="http://www.tiagodoria.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/05/building03.jpg" alt="building03" width="395" height="395" /></p>
<p>Quem acompanha o meu twitter deve ter visto que, na terça-feira, postei sobre a notícia de que o <a href="http://nyt.com" target="_blank">NYTimes</a> havia criado o cargo de &#8220;<a href="http://www.paidcontent.org/entry/419-industry-moves-nyt-creates-social-media-editor/" target="_blank">editora de mídias sociais</a>&#8220;.</p>
<p>Num primeiro momento, <a href="http://twitter.com/NYT_JenPreston" target="_blank">Jennifer Preston</a>, ex-editora da área regional do NYTimes, terá um papel mais educativo, ensinará aos jornalistas e encontrará melhores formas de utilizar blogs, plataformas de redes sociais e microblogs para o jornalismo praticado pelo jornal.</p>
<p>Primeiro aspecto evidente da criação desse cargo é que, pela primeira vez, o jornal está tratando microblogs e redes sociais como ferramentas oficiais de trabalho. Assim como o telefone e o email já são há algum tempo.</p>
<p>O segundo ponto, mais importante, é que o NYTimes está confirmando algo que já era dito nos bastidores e em listas de discussão. Há muito tempo redes sociais e microblogs estão se tornando importantes fontes de tráfego e formas de contato com o conteúdo do jornal, ao contrário da home, página principal do site, que vem sendo obrigada a ter que dividir a sua importância com perfis do <a href="http://twitter.com/nytimes" target="_blank">NYTimes no Twitter</a>, por exemplo.</p>
<p>O jornal, de certa forma, vai contra o hábito nos sites de notícias e portais de supervalorizar a home e subvalorizar outros canais de contato e apresentação de conteúdo, como buscas orgânicas, twitter, links de blogs, aplicativos, perfis em redes sociais e links de outros sites de jornais.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-11601" title="Preston NYTimes" src="http://www.tiagodoria.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/05/nytsocialmedia.jpg" alt="Preston NYTimes" width="640" height="417" /></p>
<p>A home de um site já não é a única, mas uma das fontes de tráfego e contato do leitor com o conteúdo. Cada vez mais ela vem perdendo o poder para outros canais. Por isso, a importância de um editor (gestor) nessa área de onde vem, de forma crescente, tráfego e contato com o leitor.</p>
<p>Neste sentido, para mim, uma editora de &#8220;mídias sociais&#8221; terá tanto poder e importância quanto um editor da <a href="http://www.nyt.com" target="_blank">home do NYTimes</a>.</p>
<p>Não é sem motivos que o jornal deu relevância ao cargo e escolheu para a vaga uma pessoa com mais tempo de empresa e gerência, o que gerou uma <a href="http://gawker.com/5270186/new-york-times-hiring-social-media-editor-todo-something" target="_blank">certa reclamação</a> entre os blogs de mídia. Em geral, esperava-se que o NYTimes contrataria algum &#8220;guru das mídias sociais&#8221;.</p>
<p>Porém, na área de jornalismo, de nada adianta contratar uma pessoa que saiba mexer nessas ferramentas e entenda a dinâmica, mas não tenha nenhuma experiência com reportagem, apuração ou redação. É o mesmo que contratar um marceneiro que sabe mexer muito com pregos e martelo, mas nunca construiu um móvel, um armário.</p>
<p>O NYTimes não é o primeiro a criar este tipo de cargo, a nomeação tem uma boa dose de marketing, mas simbolicamente essa atitude vai de encontro às recentes <a href="http://www.tiagodoria.ig.com.br/2009/05/25/como-engessar-o-blog-de-um-jornalista/" target="_blank">decisões da Bloomberg</a> e do <a href="http://www.wsj.com" target="_blank">Wall Street Journal</a> de querer regularizar o uso de redes sociais e microblogs por parte dos jornalistas a partir de decisões tomadas de cima para baixo.</p>
<p><strong>Veja também:</strong><br />
<a href="http://www.tiagodoria.ig.com.br/2009/05/07/quando-a-vida-profissional-comeca-num-blog-coletivo/" target="_blank"> Quando a vida profissional começa num blog coletivo</a></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Parece uma &#8220;Apple do jornalismo&#8221;</title>
		<link>http://www.tiagodoria.ig.com.br/2009/05/21/parece-uma-apple-do-jornalismo/</link>
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		<pubDate>Thu, 21 May 2009 04:13:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tiago Doria</dc:creator>
				<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
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		<description><![CDATA[
O urubu pode até estar voando baixo no NYTimes com a queda do preço das ações, mas o jornal (hoje quase uma plataforma online de conteúdo) não escapa das manchetes de sites que, como este, trabalham com o tema âncora &#8220;mídia e tecnologia&#8221;.
Durante uma semana, o Nieman Journalism Lab, ligado à Universidade de Harvard, publicou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-11278" title="NYTimes Labs" src="http://www.tiagodoria.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/05/nytlab02.jpg" alt="NYTimes Labs" width="640" height="354" /></p>
<p>O urubu pode até estar voando baixo no <a href="http://www.nyt.com" target="_blank">NYTimes</a> com a queda do preço das ações, mas o jornal (hoje quase uma plataforma online de conteúdo) não escapa das manchetes de sites que, como este, trabalham com o tema âncora &#8220;mídia e tecnologia&#8221;.</p>
<p>Durante uma semana, o <a href="http://www.niemanlab.org/" target="_blank">Nieman Journalism Lab</a>, ligado à Universidade de Harvard, publicou <a href="http://www.niemanlab.org/category/themes/nytrnd/" target="_blank">uma série de vídeos</a> de uma visita ao laboratório de <a href="http://nytco.com/company/Innovation_and_Technology/ResearchandDevelopment.html" target="_blank">Pesquisa e Desenvolvimento do NYTimes</a>. Um espaço que simbolicamente mostra para onde pode ir a mídia impressa.</p>
<p>Para se situar melhor, vale lembrar que, desde 2006, o <a href="http://www.nyt.com" target="_blank">NYTimes</a> vem tratando o investimento em pesquisa para criação de novos produtos como algo crucial para o seu futuro. Por isso, a idéia de um laboratório, onde são experimentados novos dispositivos e formas de entregar conteúdo.</p>
<p>Algo diferenciado para o mercado de jornais, mas arroz com feijão para outras indústrias, como a de carros e a de alimentação, que, há muito tempo, têm a pesquisa de produtos como ponto-chave para os seus negócios.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-11292" title="NYTimes labs" src="http://www.tiagodoria.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/05/nytimeslabs06.jpg" alt="NYTimes labs" width="640" height="357" /></p>
<p>Para quem está dentro do <a href="http://www.nytimes.com" target="_blank">NYTimes</a> a conversa é um pouco antiga. Lá, em 1964, existia uma tal de  &#8220;Comissão do futuro&#8221;, um departamento onde pesquisadores e executivos do jornal avaliavam o impacto e como tirar proveito dos avanços tecnológicos sobre os jornais.</p>
<p>Porém, na atual época de incertezas, a radicalização desse processo faz mais sentido. Como não temos fórmulas prontas, somente pesquisando e experimentando para chegar a algum lugar.</p>
<p>Ocupando parte de um dos andares da sede do jornal em Nova York, o <a href="http://nytco.com/company/Innovation_and_Technology/ResearchandDevelopment.html" target="_blank">NYTimes Labs</a> trabalha atualmente muito com a questão da multiplataforma, da ubiquidade (onipresença) da informação jornalística, reflexo do posicionamento do NYTimes há alguns anos, de ter uma postura agnóstica em relação às plataformas, não se prendendo a nenhuma delas.</p>
<p>Se posicionar como uma empresa de conteúdo antes de tudo e, mesmo assim, estar presente em várias delas. O jornal não seria impresso, internet, TV ou rádio. Mas tudo isso ao mesmo tempo. Não teria um suporte predominante. Mas plataformas sincronizadas.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-11288" title="NYT Labs" src="http://www.tiagodoria.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/05/nytlab004.jpg" alt="NYT Labs" width="640" height="426" /></p>
<p>Um laboratório como esse tem uma dose de marketing. Ninguém garante que de lá vai sair alguma coisa realmente inovadora e que seja relevante. Talvez sirva mais como fumaça para esconder os antigos erros estratégicos e tecnológicos de um jornal de quase 200 anos.</p>
<p>Mas quem investe num laboratório deste tipo não espera receita a curto prazo. Novas tecnologias demandam risco e investimento a longo prazo.</p>
<p>Foi de lá que saiu recentemente o produto <a href="http://www.youtube.com/watch?v=l7q69PbQiv8" target="_blank">TimesReader 2.0</a>, uma abordagem de entrega de conteúdo como software, algo que começa a ficar comum.</p>
<p><object width="640" height="400" data="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=4553749&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=1&amp;show_byline=1&amp;show_portrait=0&amp;color=&amp;fullscreen=1" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=4553749&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=1&amp;show_byline=1&amp;show_portrait=0&amp;color=&amp;fullscreen=1" /></object></p>
<p>Além da <a href="http://vimeo.com/4630706" target="_blank">parte de anúncios interativos</a>, a mais importante, o calcanhar de aquiles da indústria, na linha de frente de pesquisas, está a integração de diversas plataformas, do jornal com a TV, por exemplo. Você clica em um vídeo no site do jornal e o mesmo passa em sua TV. Fala-se muito da integração do Twitter com a TV, mas pouco dos jornais e TV (vídeo acima).</p>
<p>Neste sentido, o futuro seria de diversas plataformas trabalhadas sincronizadas e de forma inteligente, como se não existisse fronteiras entre TVs, jornais, redes sociais, computadores, rádios e celulares. Clico numa notícia no site, depois quando o acessaria pelo celular, ele saberia em quais notícias cliquei, por exemplo, e onde estou localizado geograficamente.</p>
<p><a href="http://www.infowester.com/cloudcomputing.php" target="_blank">Cloud Computing</a> e o uso de <a href="http://www.cin.ufpe.br/~cinlug/wiki/index.php/Padr%C3%B5es_Abertos" target="_blank">padrões abertos</a> (interoperabilidade) seriam o combustível para tudo isso.</p>
<p>No entanto, o que o <a href="http://nytco.com/company/Innovation_and_Technology/ResearchandDevelopment.html" target="_blank">NYTimesLabs</a> deixa mais explícito é o hiato tecnológico e conceitual do NYTimes em relação a outros jornais.</p>
<p>Enquanto ainda se discute pela 2.976ª vez o diploma de jornalista e a <a href="http://www.coxacreme.com.br/2009/04/09/a-audiencia-garantida-como-muleta/" target="_blank">audiência garantida ainda é usada como muleta</a> para não investir em inovação e pesquisa, lá o papo é sobre <a href="http://www.tiagodoria.ig.com.br/2008/05/30/fim-de-uma-era-the-new-york-times-nao-e-mais-um-jornal/" target="_blank">APIs</a> e os desafios da ubiquidade (onipresença) da informação jornalística aliada à participação em larga escala da audiência.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-11290 aligncenter" title="NYT labs" src="http://www.tiagodoria.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/05/nytlabs05.jpg" alt="NYT labs" width="315" height="472" /></p>
<p>Justamente por causa dessa mentalidade e do ponto de vista de gestão de negócios chama a atenção a postura do <a href="http://www.nyt.com" target="_blank">NYTimes</a>.</p>
<p>Ele é líder de mercado em várias áreas do jornalismo, poderia muito bem adotar a postura conservadora típica de empresas líderes de mercado, não mexer em nada, mas, pelo contrário, continua experimentando e pesquisando, como se o jornal um dia fosse começar do zero outra vez.</p>
<p>O que não seria nenhuma novidade. Pelos cantos, <a href="http://www.answers.com/topic/adolph-ochs" target="_blank">Adolph Ochs</a> (1858-1935) dizia que, como produto, o jornal nunca estava acabado, nem tinha começado ainda, sempre tinha que pesquisar, recomeçar. O <a href="http://nytco.com/company/Innovation_and_Technology/ResearchandDevelopment.html" target="_blank">NYTimes Labs</a> talvez seja apenas o reflexo mais radical desse antigo pensamento do patriarca do NYTimes.</p>
<p><em>Esse post faz parte de uma <a href="http://www.tiagodoria.ig.com.br/category/nyt/" target="_blank">série</a> sobre as mudanças tecnológicas no NYTimes e que venho escrevendo desde o começo de 2008.</em></p>
<p>Crédito das fotos: <a href="http://www.flickr.com/photos/laughingsquid/sets/72157613289022827/" target="_blank">LaughingSquid</a></p>
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		<title>Quando a vida profissional começa num blog coletivo</title>
		<link>http://www.tiagodoria.ig.com.br/2009/05/07/quando-a-vida-profissional-comeca-num-blog-coletivo/</link>
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		<pubDate>Thu, 07 May 2009 04:07:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tiago Doria</dc:creator>
				<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[nyt]]></category>
		<category><![CDATA[blog]]></category>
		<category><![CDATA[cityroom]]></category>
		<category><![CDATA[nytimes]]></category>
		<category><![CDATA[Sulzberger]]></category>

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		<description><![CDATA[
Como alguns devem saber, desde 1896 o NYTimes é controlado pela mesma família. Uma verdadeira dinastia, tão bem registrada no livro O Reino e o Poder, do escritor Gay Talese, que, diga-se de passagem, foi entrevistado no último domingo no Estadão.
A família  Ochs Sulzberger sempre teve uma política interna de que todo novo sucessor [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-10640 aligncenter" title="A.G. Sulzberger" src="http://www.tiagodoria.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/05/nytiii.jpg" alt="A.G. Sulzberger" width="320" height="462" /></p>
<p>Como alguns devem saber, desde 1896 o <a href="http://www.nyt.com" target="_blank">NYTimes</a> é controlado pela mesma família. Uma verdadeira dinastia, tão bem registrada no livro <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=440718&amp;sid=9622042351156717551439474&amp;k5=2F70C992&amp;uid=" target="_blank">O Reino e o Poder</a>, do escritor Gay Talese, que, diga-se de passagem, foi entrevistado no <a href="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090503/not_imp364541,0.php" target="_blank">último domingo no Estadão</a>.</p>
<p>A família  Ochs Sulzberger sempre teve uma política interna de que todo novo sucessor deveria ser da área de jornalismo. Mesmo sendo filho do &#8220;dono do NYTimes&#8221;, <a href="http://www.nytco.com/company/executives/Arthur_O_Sulzberger.html" target="_blank">Arthur Ochs Sulzberger Jr</a>, atual publisher do jornal, por exemplo, começou a sua carreira em outros jornais e em editorias que tinham um ritmo mais puxado.</p>
<p>Mesmo sabendo que, mais cedo ou tarde, seria publisher, essa inicialização de Sulzberger Jr serviria para conhecer, na prática, como um jornal funciona, além de ter vivência de redação, algo que até hoje faz uma grande diferença na formação de um profissional, mesmo que ele trabalhe apenas na gestão de um projeto de jornalismo.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-10655" title="City Room NYTimes" src="http://www.tiagodoria.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/05/cityroom01.jpg" alt="City Room NYTimes" width="640" height="378" /></p>
<p>Neste ano, chegou a vez de mais um sucessor, <a href="http://www.observer.com/2009/media/2009-ag-arthur-gregg-sulzberger-era-begins" target="_blank">Arthur Gregg Sulzberger</a> (foto no começo do post), de 28 anos, começar a sua carreira profissional. Desde fevereiro, ele está no jornal em Nova York.</p>
<p>Sinal dos tempos, ao invés de começar no jornal impresso, Arthur começa em um blog, no <a href="http://cityroom.blogs.nytimes.com/" target="_blank">City Room,</a> blog coletivo do NYTimes sobre a cidade de Nova York, que tem pautas que vão desde a última festa badalada que reuniu celebridades na cidade até um buraco na rua que tem incomodado os moradores.</p>
<p>É um dos blogs mais dinâmicos do site do jornal, ligado a prestação de serviços e com uma constante troca de informações com leitores e, muitas vezes, fazendo-se de ponte entre cidadãos e governantes.</p>
<p>É um detalhe pequeno na <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=440718&amp;sid=9622042351156717551439474&amp;k5=2F70C992&amp;uid=" target="_blank">história do NYTimes</a>, mas que simbolicamente mostra para onde vai a imprensa como um todo. Sulzberger IV começa no <a href="http://www.nyt.com" target="_blank">NYTimes</a> numa outra dinâmica, num blog, num contato mais direto com a audiência, tendo que responder diretamente a comentários de leitores e a realizar pautas enviadas pelo leitor por meio da caixa de comentários.</p>
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		<title>NYTimes virou global</title>
		<link>http://www.tiagodoria.ig.com.br/2009/03/30/nytimes-virou-global/</link>
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		<pubDate>Mon, 30 Mar 2009 13:09:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tiago Doria</dc:creator>
				<category><![CDATA[nyt]]></category>
		<category><![CDATA[global]]></category>
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		<category><![CDATA[nytimes]]></category>

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		<description><![CDATA[
O NYTimes lançou a sua versão online global. Na prática, todo jornal quando migra para a internet potencialmente torna-se global, atinge um público global, maior, que vai muito além do atingido pela naturalmente limitada distribuição da versão impressa.
Na verdade, essa &#8220;versão global&#8221; é formada por conteúdo do jornal International Herald Tribune (IHT), do qual o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-9034" title="nytglobal01" src="http://www.tiagodoria.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/03/nytglobal01.jpg" alt="nytglobal01" width="640" height="324" /></p>
<p>O NYTimes lançou a sua <a href="http://global.nytimes.com/" target="_blank">versão online global</a>. Na prática, todo jornal quando migra para a internet potencialmente torna-se global, atinge um público global, maior, que vai muito além do atingido pela naturalmente limitada distribuição da versão impressa.</p>
<p>Na verdade, essa &#8220;versão global&#8221; é formada por conteúdo do jornal <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/International_Herald_Tribune" target="_blank">International Herald Tribune</a> (IHT), do qual o NYTimes é proprietário. É uma mesclagem dos conteúdos do NYTimes e do IHT, que teve o seu site desativado.</p>
<p>Na home da &#8220;versão global&#8221; do NYTimes, mais destaque a questões de geopolítica e a separação e o destaque de algumas informações por região. A <a href="http://www.forbes.com/2008/10/07/nyt-iht-news-biz-media-cx_jea_1007iht.html" target="_blank">intenção</a> é aumentar o tráfego com a união dos dois sites e deixar todo o conteúdo &#8220;debaixo de um único chapéu&#8221;, uma única marca e url, o que deixaria o NYTimes mais &#8220;fortalecido comercialmente&#8221; (o jornal anunciou a <a href="http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5j0K0Iz8WbWWxGnft19JgKN2LgWww" target="_blank">demissão</a> de 100 funcionários na semana passada).</p>
<p>Outro que seguiu pelo mesmo caminho na questão de ser global, mas de forma mais estruturada, foi o <a href="http://www.elpais.com" target="_blank">ElPais</a>, que, em 2007, se assumiu como o &#8220;jornal global em espanhol&#8221;.</p>
<p>O  site passou a ser utilizado para atingir um público global, nunca antes trabalhado pelo  jornal. Um mercado natural, maior e além das fronteiras.</p>
<p>E o impresso ficou mais focado nas questões locais, da Espanha. Até por que o impresso  tem um problema de distribuição, não pode estar acessível de qualquer lugar do  mundo.</p>
<p>Será que algum veículo em português vai se assumir na web como o &#8220;jornal global em português&#8221;?</p>
<p><strong>Veja também:</strong><br />
<a href="http://www.tiagodoria.ig.com.br/2008/11/17/redes-de-blogs-fail/" target="_blank"> Redes de blogs = Fail?</a></p>
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		<title>Oportunidade para os peixes pequenos</title>
		<link>http://www.tiagodoria.ig.com.br/2009/02/27/oportunidade-para-os-peixes-pequenos/</link>
		<comments>http://www.tiagodoria.ig.com.br/2009/02/27/oportunidade-para-os-peixes-pequenos/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 27 Feb 2009 06:07:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tiago Doria</dc:creator>
				<category><![CDATA[nyt]]></category>
		<category><![CDATA[api]]></category>
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		<description><![CDATA[
Algumas pessoas pediram para eu escrever um pouco sobre o TimesOpen. Lá vai.
Na sexta-feira, antes do carnaval, aconteceu o evento, mais conhecido como &#8220;hack day do NYTimes&#8220;. Pelo que deu para acompanhar daqui, do Brasil, foi bem produtivo e, claro, teve uma boa dose de autopropaganda &#8211; feito para chamar a atenção para a transformação [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-7402" title="timesopen01" src="http://www.tiagodoria.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/02/timesopen01.jpg" alt="timesopen01" width="640" height="426" /></p>
<p>Algumas pessoas pediram para eu escrever um pouco sobre o <a href="http://www.nytimes.com/marketing/timesopen/" target="_blank">TimesOpen</a>. Lá vai.</p>
<p>Na sexta-feira, antes do carnaval, aconteceu o evento, mais conhecido como &#8220;<a href="http://www.tiagodoria.ig.com.br/2009/01/29/mais-um-dia-de-hacker-de-jornal/" target="_blank">hack day do NYTimes</a>&#8220;. Pelo que deu para acompanhar daqui, do Brasil, foi bem produtivo e, claro, teve uma boa dose de autopropaganda &#8211; feito para chamar a atenção para a transformação do jornal em uma plataforma online de conteúdo.</p>
<p>Para se ter idéia, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Tim_O%27Reilly" target="_blank">Tim O`Reilly</a>, criador do termo Web 2.0, foi o convidado principal. Sua <a href="http://www.centernetworks.com/tim-oreilly-future-newspaper" target="_blank">apresentação</a> não trouxe novidades, mas ajudou a gerar mídia espontânea em torno do evento e serviu de inspiração para quem estava a fim de hackear (no bom sentido) o site do NYTimes.</p>
<p>Alguns pontos:</p>
<p><strong>1) </strong>Começaram a surgir as primeiras aplicações feitas em torno da <a href="http://developer.nytimes.com/member/login?authOptional=1" target="_blank">API do jornal</a>. Uma delas é o <a href="http://nytexplorer.com/" target="_blank">NYT Explorer</a>, uma espécie de sistema de busca &#8220;mais turbinado&#8221; do NYTimes. Ele permite que você filtre os resultados da busca de matérias por localização (onde a matéria foi feita), colunista e editoria.</p>
<p><strong>2)</strong> Ficou claro que a intenção do NYTimes com as APIs públicas é seguir o mesmo caminho do Twitter. É fazer muito com pouco.</p>
<p>Em seu início, o <a href="http://apiwiki.twitter.com/" target="_blank">Twitter liberou a sua API</a>. Como resultado, em certo momento, usuários desenvolveram o sistema de busca Summize, que, menos de um ano após entrar no ar, <a href="http://www.tiagodoria.ig.com.br/2008/07/15/compra-do-summize-pelo-twitter-mostra-a-importancia-da-api-publica/" target="_blank">foi comprado e incorporado</a> ao Twitter em 2008.</p>
<p>Tornou-se o sistema oficial de busca interno do Twitter. Com isso, o serviço de microblogging economizou um bocado de tempo (energia, dinheiro e foco) em pesquisa para desenvolver um sistema próprio de busca interno.</p>
<p>Pela experiência do Twitter, liberar ao acesso público a API é economizar recursos e criar valor em torno de um produto. Neste sentido, ter a API pública faz parte de uma das principais revoluções e características da internet que é o baixo custo, ou seja, você fazer muito com pouco.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-7405" title="timesopen02" src="http://www.tiagodoria.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/02/timesopen02.jpg" alt="timesopen02" width="640" height="426" /></p>
<p>Quem sabe se aproveitar dessa questão pode ter uma grande vantagem competitiva. Vide a Al Jazeera que, antes desconhecida e mesmo fora da TV aberta nos EUA, vem se aproveitando do YouTube para <a href="http://www.tiagodoria.ig.com.br/2009/01/28/al-jazeera-cresce-600-culpa-da-internet/" target="_blank">aumentar a sua audiência e relevância</a>, sem gastar muito dinheiro.</p>
<p>Por isso que os maiores interessados nessa questão de API pública deveriam ser justamente os sites de notícias menores que não têm condições de incentivar e criar inovação (desenvolver novos aplicativos, mashups e novas funcionalidades).</p>
<p>O evento <a href="http://www.nytimes.com/marketing/timesopen/" target="_blank">TimesOpen</a> deixou esse caminho bem claro. Contudo, por enquanto, quem mais está tirando proveito das APIs são os grandes players, como o NYTimes e a BBC. Mas isso pode se inverter.</p>
<p>Para mim, sites de notícias com API pública serão cada vez mais comuns. Mas, a longo prazo, os que mais se beneficiarão serão os pequenos, que poderão tirar vantagem disso &#8211; baixo custo e API pública (inovação vinda de fora) &#8211; para serem tão inovadores e desenvolvidos tecnologicamente quanto os peixes grandes.</p>
<p><strong>Veja também:</strong><br />
<a href="http://www.tiagodoria.ig.com.br/2008/07/15/compra-do-summize-pelo-twitter-mostra-a-importancia-da-api-publica/" target="_blank"> Compra do Summize pelo Twitter mostra a importância da API pública</a></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Em meio à crise, uma API de busca</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Feb 2009 03:40:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tiago Doria</dc:creator>
				<category><![CDATA[nyt]]></category>
		<category><![CDATA[api]]></category>
		<category><![CDATA[busca]]></category>
		<category><![CDATA[crisejornais]]></category>
		<category><![CDATA[jornais]]></category>
		<category><![CDATA[mídiaimpressa]]></category>
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O NYTimes liberou o acesso público a sua 4ª API, a de busca. É a mais esperada e a mais importante de todas, pois representa um ponto crucial na transformação do jornal em uma plataforma online de conteúdo. Ela permite o acesso e a interação a mais de 2.8 milhões de artigos e reportagens do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-6559" title="nytimes640px" src="http://www.tiagodoria.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/02/nytimes640px.jpg" alt="nytimes640px" width="640" height="438" /></p>
<p>O <a href="http://www.nytimes.com" target="_blank">NYTimes</a> liberou o acesso público a sua <a href="http://open.blogs.nytimes.com/2009/02/04/announcing-the-article-search-api/" target="_blank">4ª API</a>, a de busca. É a mais esperada e a mais importante de todas, pois representa um ponto crucial na <a href="http://www.tiagodoria.ig.com.br/2008/05/30/fim-de-uma-era-the-new-york-times-nao-e-mais-um-jornal/" target="_blank">transformação</a> do jornal em uma plataforma online de conteúdo. Ela permite o acesso e a interação a mais de 2.8 milhões de artigos e reportagens do jornal. Material que vem desde 1981.</p>
<p>Com o acesso, é possível desenvolver aplicativos e mashups em torno do conteúdo do site do jornal. As <a href="http://www.tiagodoria.ig.com.br/2008/10/16/em-codigo-aberto-nytimes-libera-primeira-api/" target="_blank">APIs que foram liberadas anteriormente</a> permitiam a interação com conteúdos de seções específicas do jornal &#8211; livros mais vendidos, finanças de campanhas políticas etc. Enfim, eram APIs de conteúdos muito específicos.</p>
<p>Pela repercussão na rede, a <a href="http://informatica.hsw.uol.com.br/conferencia-api1.htm" target="_blank">API</a> de busca teve uma boa aceitação pelos desenvolvedores. O único porém é que a sua utilização é restrita apenas para uso não-comercial.</p>
<p>Os efeitos da liberação dessas <a href="http://informatica.hsw.uol.com.br/conferencia-api1.htm" target="_blank">APIs</a>, claro, são a longo prazo. Não são elas que vão resolver em curto prazo o problema de verba com publicidade do NYTimes. O que até gerou uma <a href="http://labsocialmedia.blogspot.com/2009/01/erro-fatal-criar-uma-plataforma-para.html" target="_blank">crítica famosa</a>, de que o erro do NYTimes é que ele não está construindo uma plataforma pensando primeiro nos anunciantes.</p>
<p>A meu ver, não que ele não esteja pensando na parte comercial, mas está fazendo uma coisa de cada vez. De nada adianta ter um site bom para anunciantes, mas ruim para os leitores. Leitor vem atrás de conteúdo, pessoas, e não de anúncios.</p>
<p>Neste tipo de transição, do foco das operações do impresso para o online, um dos maiores desafios é transferir a mesma qualidade e capacidade de agregar influência e atenção do produto impresso (jornal papel) para o produto online (o site do jornal).</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-6578" title="nytfoto640px" src="http://www.tiagodoria.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/02/nytfoto640px.jpg" alt="nytfoto640px" width="640" height="518" /></p>
<p>É um tipo de transição (trabalhosa e repleta de acertos e erros) que o <a href="http://www.nytimes.com" target="_blank">NYTimes</a> acredita que deva ser conceituada, antes de tudo, com foco nos leitores e, como consequência, no conteúdo (vide a preocupação com as <a href="http://informatica.hsw.uol.com.br/conferencia-api1.htm" target="_blank">APIs</a>).</p>
<p>Talvez ainda seja cedo para falar, mas na minha avaliação, neste ponto, o <a href="http://www.nytimes.com" target="_blank">NYTimes</a> acertou. O site do jornal tem uma qualidade melhor que a sua versão impressa. E pesquisas mostram que o seu site é um dos noticiosos que tem melhor capacidade de agregar atenção.</p>
<p>Portanto, o departamento de conteúdo (jornalismo) do <a href="http://www.nytimes.com" target="_blank">NYTimes</a> cumpriu o seu papel, que era trazer essa qualidade e essa capacidade de agregar atenção para o online. Nisso, abriu caminho para o comercial (anunciantes não estão interessados em notícias, mas nessa capacidade de agregar atenção e influência que os jornais impressos têm &#8211; ou tiveram).</p>
<p>Neste sentido, o maior problema atual do NYTimes seria do ponto de vista comercial. <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Bill_Keller" target="_blank">Bill Keller</a>, editor do NYTimes, promoveu um <a href="http://www.paidcontent.org/entry/419-nyts-keller-were-looking-for-ways-to-charge-for-online-content-again/" target="_blank">debate com leitores</a> para discutir o futuro comercial do jornal.</p>
<p>Pelo histórico do NYTimes e pelas propostas que foram apresentadas, o caminho mais provável será o de se tornar uma fundação, semelhante à BBC. O sistema de cobrar pelo acesso já foi experimentado em um passado recente (acabou <a href="http://www.tiagodoria.ig.com.br/2007/09/17/caiu-um-dos-ultimos-icones-do-conteudo-pago-na-web/" target="_blank">em 2007</a>), sem resultados satisfatórios a longo prazo.</p>
<p><em>Crédito da foto: <a href="http://www.flickr.com/photos/ari/647357866/" target="_blank">Steve Rhodes</a></em></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Mais um dia de hacker de jornal</title>
		<link>http://www.tiagodoria.ig.com.br/2009/01/29/mais-um-dia-de-hacker-de-jornal/</link>
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		<pubDate>Fri, 30 Jan 2009 01:58:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tiago Doria</dc:creator>
				<category><![CDATA[nyt]]></category>
		<category><![CDATA[api]]></category>
		<category><![CDATA[desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[encontro]]></category>
		<category><![CDATA[hacker day]]></category>
		<category><![CDATA[nytimes]]></category>

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Depois de BBC e The Guardian, o NYTimes vai realizar o seu primeiro encontro com desenvolvedores.
Semelhante ao Open Hack Day, promovido pela Yahoo! em diversos países, durante um dia estudantes e desenvolvedores assistirão a palestras e oficinas.
O foco principal será nas APIs e na transformação do site do NYTimes em uma plataforma aberta de conteúdo. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-6042" title="timesopen01" src="http://www.tiagodoria.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/01/timesopen01.jpg" alt="timesopen01" width="640" height="234" /></p>
<p>Depois de <a href="http://backstage.bbc.co.uk/" target="_blank">BBC</a> e <a href="http://www.tiagodoria.ig.com.br/2008/11/18/como-hackear-um-portal-de-noticias/" target="_blank">The Guardian</a>, o NYTimes vai realizar o seu <a href="http://www.nytimes.com/marketing/timesopen/index.html" target="_blank">primeiro encontro com desenvolvedores</a>.</p>
<p>Semelhante ao <a href="http://info.abril.com.br/aberto/infonews/112008/08112008-0.shl" target="_blank">Open Hack Day</a>, promovido pela Yahoo! em diversos países, durante um dia estudantes e desenvolvedores assistirão a palestras e oficinas.</p>
<p>O foco principal será nas APIs e na transformação do site do NYTimes em uma <a href="http://www.tiagodoria.ig.com.br/2008/05/30/fim-de-uma-era-the-new-york-times-nao-e-mais-um-jornal/" target="_blank">plataforma aberta de conteúdo</a>. O encontro está marcado para o dia 20.</p>
<p>Além de incentivar a criação de aplicativos em torno do conteúdo do jornal, uma das intenções do NYTimes com o encontro é sondar possíveis desenvolvedores para trabalharem no site.</p>
<p>No ano passado, em certos eventos ligados a web nos EUA,  era comum ver pessoas do NYTimes convidando os participantes a preencher uma ficha para concorrer a uma vaga como desenvolvedor.</p>
<p><strong>Veja também:</strong><br />
<a href="http://www.tiagodoria.ig.com.br/2008/11/18/como-hackear-um-portal-de-noticias/" target="_blank"> Como hackear um portal de notícias</a></p>
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