Como ler o NYTimes numa mesa multitouch (vídeo)

Passa ano, vem ano, e o NYTimes tenta manter a sua imagem futurista (durante 2 anos, o jornal manteve o cargo de “futurista“, que, na época, foi ocupado pelo escritor Michael Rogers)

O conceito, a tecnologia e a dinâmica de uso não são novos. Mas é uma das primeiras vezes que vejo aplicados em um produto da área de jornalismo.

A tecnologia é a da Microsoft Surface.

Foi adaptada pelo pessoal do departamento de P&D do NYTimes.

/via @niemanLab

Veja também: Dois laboratórios, dois diários

Publicado por Tiago Dória, em 30 de agosto de 2011 (Terça-feira).
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Versão beta do NYTimes

O NYTimes lançou o aguardado beta620, site que reúne alguns dos projetos experimentais do jornal que podem ser testados por leitores e desenvolvedores.  Anunciado desde junho de 2010, o site registra também bastidores da criação de alguns produtos, como o Times Skimmer.

Com o lançamento, o NYTimes passa a ter dois sites de projetos experimentais  – o NYT Labs (mais ligado a dispositivos e ao comportamento do consumidor) e o beta620.

Além de incentivar a pesquisa de novos projetos e tentar associar a sua marca à inovação, uma das intenções do NYTimes é parecida com a de empresas de outros setores – obter ainda na fase de “início” um feedback maior de seus produtos.

Na área de mídia, a ideia não é muito nova.

A agência de notícias Reuters foi a primeira a ter uma página com experimentos. Isso em 2007. A BBC é a que tem o laboratório mais completo – o BBC Research and Development.

Mesmo assim, vale acompanhar o beta620, principalmente pelo fato do NYTimes.com ser um dos poucos sites de jornais que trata UI não como meio, mas sim como fator de geração de valor.

Veja também: Como funciona o jornal que não quer ser mais jornal

Publicado por Tiago Dória, em 8 de agosto de 2011 (Segunda-feira).
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Como anda o paywall do NYTimes?

Paywalls sempre foram uma constante fonte de debates na web. Mesmo sem qualquer formação ou experiência na área de negócios, diversas pessoas adoram discutir a questão.

Nesta semana, parte dos principais sites de mídia está em rebuliço com a informação de que o paywall do NYTimes está funcionando.

A previsão era que, em 1 ano, 300 mil pessoas estariam pagando pelo acesso ao site do jornal. Em 4 meses, esse número é de 224 mil assinantes.

Implantado em março deste ano, o sistema de cobrança busca explorar a base mais fiel de leitores, que, de uma forma ou outra, pagaria pelo acesso ao NYTimes. Quem não é assinante do jornal pode ler de graça 20 artigos por mês. Mais do que isso, é convidado a assinar um plano de acesso. Quem acessa o conteúdo do NYTimes via sistemas de busca, blogs e plataformas de redes sociais continua com acesso gratuito e sem limite de leitura.

Independentemente do quanto a receita vai representar de efetivo nas contas e dívidas do NYTimes, a notícia é, ao mesmo tempo, boa e ruim para empresas online de mídia.

Boa porque mostra que um paywall, mesmo cheio de buracos, bem ou mal, funciona (acredito que as discussões sobre conteúdo online têm tudo para saírem do lugar comum de “ninguém quer pagar por conteúdo” e irem para outro patamar).

A notícia é ruim no sentido de que, provavelmente, nem todo jornal conseguirá trilhar o caminho do NYTimes. Há um bom tempo, a NYTimes Company tem adicionado valores ao site do jornal, que de certa forma vêm sendo percebidos pela base mais fiel de leitores.

Como produto em si, o NYTimes.com evoluiu bastante nos últimos anos (APIs, hacking journalism, algoritmos). O NYTimes.com é um dos poucos sites de jornais que trata UI não como meio, mas sim como fator de geração de valor, o que acaba tornando-o mais competitivo.

Aliás, não causa muita surpresa que o paywall do NYTimes esteja indo melhor do que esperado. Se a gente analisar historicamente os modelos de receitas em diversas plataformas, veremos que empresas de conteúdo sempre geraram receita por meio de publicidade, assinaturas ou ambas. Por enquanto, a internet não mudou isso.

Veja também: Novo trailer do documentário sobre o NYTimes

Crédito da foto: ccmcc

Publicado por Tiago Dória, em 26 de julho de 2011 (Terça-feira).
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Por que compartilhar informações? (estudo do NYTimes)

Compartilhar informações é uma das atividades mais antigas. Mesmo assim, o assunto continua a chamar a atenção de pesquisadores.  Hoje em dia, é possível compartilhar em maior quantidade, de fontes mais diversas e com mais frequência e rapidez.

O departamento de estudos do consumidor do NYTimes publicou uma pesquisa sobre o assunto.

O estudo é mais um que identifica que o email é a tecnologia mais utilizada para compartilhar informações na web. A motivação para compartilhar é dividida em 5 razões:

1) Levar entretenimento e conteúdo relevante a outras pessoas (motivo altruístico/compartilho informações que acredito serem úteis a outras pessoas)
2) Definir-se perante os outros (a partir do que compartilho mostro aos outros quem sou)
3) Criar empatia (ao compartilhar algo com alguém mostro que essa pessoa é importante para mim)
4) Auto-realização (compartilho para ganhar atenção dos outros)
5) Divulgar uma causa, ideia ou marca em que acreditamos

O estudo vai ao encontro de um outro produzido pela CNN e de um anterior feito com os próprios leitores do NYTimes.

Percebe-se que, nestes estudos, três conclusões são constantes:

-  O email é o meio mais utilizado para compartilhar informações na web (apesar dos “gurus” da chamada social media o tratarem como um “patinho feio”).

- As pessoas gostam de compartilhar informações que são inspiradoras, capazes de transmitir um caráter positivo.

-  As pessoas compartilham para reforçar a sua identidade perante seu círculo social.

Veja também: O email nosso de cada dia

Publicado por Tiago Dória, em 20 de julho de 2011 (Quarta-feira).
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Doze mil vezes a home do NYTimes

Apesar das plataformas de redes sociais e dos novos caminhos para você acessar um conteúdo, o que um veículo escolheu ir para a home continua sendo um critério importante de relevância.

O vídeo acima foi produzido pelo desenvolvedor de interfaces Phillip Mendonça-Vieira. Reúne quase um ano de “capas” do site do NYTimes. Mais de 12 mil.

O desenvolvedor fez o vídeo mais como uma provocação. Para Phillip, assim como as capas de jornais, as homes dos sites de notícias são muito importantes, pois são um reflexo das perspectivas e conceitos de uma época. Por isso, deveria existir um sistema de gestão de conteúdo em sites de notícias que, pelo menos, salvasse automaticamente algumas das homes mais relevantes (é aquela velha discussão de que, na web, não existe um cuidado com a “notícia de ontem”).

No vídeo, é interessante notar como as peças publicitárias são inseridas na home do NYTimes.

PS – Bem longe do trabalho sugerido pelo desenvolvedor e somente por curiosidade, registrei a home de diversos sites internacionais durante a eleição de Obama (Está na capa – Vitória de Obama) e a morte de Michael Jackson (Está na capa – Morte de Michael Jackson).

Veja também: Trecho do documentário sobre o NYTimes

Publicado por Tiago Dória, em 19 de julho de 2011 (Terça-feira).
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Vela do New York Times

A ideia é que, quando acesa, a vela simule o mesmo cheiro da versão impressa do New York Times – mistura de tinta e papel.

A vela foi conceituada pelo artista Tobias Wong, falecido no ano passado e, claro, leitor assíduo do NYTimes.

Wong é o mesmo artista que criou uma capa para iPad que simula um envelope de documentos.

Veja também: Trecho do documentário sobre o NYTimes

Publicado por Tiago Dória, em 21 de junho de 2011 (Terça-feira).
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NYTimes vai parar na TV e no cinema

O NYTimes talvez seja a publicação que mais produz vídeos com conteúdo original – em média, 100 são produzidos por mês.

O jornal que já está na web, celulares e tablets, estará mais presente na TV. Nesta semana, em uma emissora local de Nova York, estreia o NYTV, programa semanal de meia hora que apresentará parte da produção em vídeo do NYTimes.

Algumas séries do NYTimes farão parte do programa – “On the Street“, na qual o colunista Bill Cunningham analisa a “moda de rua” de várias cidades, principalmente de NY; “Critics’ Picks“, sobre crítica de cinema comandada pelo colunista A.O. Scott; e “Tipsy Diaries”, com comentários de Frank Bruni a respeito de gastronomia.

Também está prevista a ida do NYTimes ao cinema. Não será o documentário Page One, mas sim um projeto de exibição de alguns vídeos produzidos pelo NYTimes antes dos trailers nas salas de cinema.

Em entrevista ao Cutline, Gerald Marzorati, editor assistente do NYTimes, diz que o programa na TV faz parte da estratégia da publicação de estar presente em todas as plataformas possíveis.

Não é a primeira vez que o NYTimes marca presença na TV. O jornal mantém no ar o The New York Times Close Up, programa semanal na NY1, no qual são adiantados alguns assuntos da edição de domingo.

Veja também: Quinze anos da home do NYTimes

Crédito da foto: niallkennedy

Publicado por Tiago Dória, em 23 de maio de 2011 (Segunda-feira).
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Novo trailer do documentário sobre o NYTimes

Page One é um documentário que mostra a rotina da equipe do NYTimes que cobre a área de mídia.

Como pano de fundo, revela as transformações do mercado de jornais.

O novo trailer segue logo abaixo.

Um primeiro trailer foi divulgado em janeiro, pouco antes do Sundance Festival.

A previsão de estreia é para o dia 24 de junho nos EUA.

Veja também: Jornal bonito e provocador

Publicado por Tiago Dória, em 3 de maio de 2011 (Terça-feira).
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Dois laboratórios, dois diários

Dois importantes diários de notícias – NYTimes e Washington Post – enfatizaram o trabalho de seus laboratórios de pesquisa e desenvolvimento na última semana.

Além de associar a marca da empresa à inovação, os laboratórios funcionam como uma startup dentro da publicação. Ou seja, um espaço de inovação e pesquisa de novos produtos, aliando profissionais de diversas áreas – desenvolvimento, designer, negócios, conteúdo.

Em algumas indústrias esse tipo de dinâmica é comum, a farmacêutica e a automobilística tratam a pesquisa de novos produtos como algo crucial para o seu futuro.

Na área de jornalismo ainda é algo novo, mas nada passageiro. Com a maior competividade e os softwares se tornando mídia, esse tipo de investimento em pesquisa se torna necessário.

O do NYTimes existe desde 2006 e é liderado por Michael Zimbalist, ex-AT&T e Disney.

A ideia é sempre olhar para o futuro. Um dos principais projetos é o Custom Times, versão experimental do NYTimes que trabalha com o conceito de conteúdo inteligente.

Enquanto que por aqui ainda se discute e glorifica o uso do Twitter e do Facebook no jornalismo, o laboratório do NYTimes explora a questão da ubiquidade da computação. Como os produtos de jornalismo se comportarão em um cenário onde existirão chips e sensores em quase tudo – roupas, mobília, paredes, carros?

De certo modo, essa postura “futurista” do NYTimes não é nenhuma novidade.

Em 1964, existia uma tal de “Comissão do futuro”, um departamento do jornal onde pesquisadores e executivos avaliavam o impacto e como tirar proveito dos avanços tecnológicos sobre os jornais.

O Engadget publicou alguns posts sobre o NYT Labs.

O laboratório do Washington Post, por sua vez, foi formado mais recentemente e tem a função de pesquisar e criar novos produtos para o WaPo, Slate, Foreing Policy, The Root e Express Night Out.

É liderado por Vijay Ravindran, ex-diretor de tecnologia da Amazon.

Um tradutor automático de tweets para facilitar o trabalho na redação e um mapa interativo dos conflitos no Oriente Médio são alguns dos projetos recentes do WaPo Labs.

A Atlantic publicou uma matéria sobre o WaPo Labs.

Na última semana, um fato uniu os dois laboratórios. Ambos lançaram projetos que exploram o comportamento recorrente na web de “zapear” pelas notícias e o conceito de Daily Me, popularizado por Nicholas Negroponte nos anos 90 – uma publicação personalizada de acordo com as nossas preferências.

News.me – O aplicativo para tablets monta um fluxo de notícias com base em quem você segue no Twitter. É pago – US$ 0,99 por semana. Facilita a atividade de “zapear” pelas principais notícias do dia.

É um exemplo da junção de uma startup com uma empresa tradicional. O projeto nasceu dentro do NYTimes, mas foi aprimorado pela Betaworks, startup da qual o jornal é um dos principais investidores.

Trove - Da mesma forma que o News.me, é um agregador de conteúdo. Cria uma página personalizada com base em seu círculo social. Para isso, utiliza a sua conta no Facebook como referência.

O Trove também recomenda conteúdo de acordo com a nossa navegação pela página. Conta com aplicativos para dispositivos móveis – celular e tablets.

Os dois projetos são uma nítida reação ao crescimento do aplicativo Flipboard, que, a meu ver, continua sendo superior. Além de uma navegação mais simples, o Flipboard dá uma liberdade maior de escolha e personalização que o News.me e o Trove ainda não são capazes de fornecer.

Mesmo que não tenha uma conta no Twitter ou Facebook, você consegue usar o Flipboard.

Vale destacar que outros veículos também estão de olho no crescimento do uso desses aplicativos que tentam aplicar o conceito de Daily Me.

Os britânicos Guardian e Telegraph lançaram na semana passada páginas especiais no Flipboard.

No caso, é uma estratégia um pouco diferente do NYTimes e o WaPo. Em vez de criar um projeto próprio, reinventar a roda, buscam fechar parcerias com projetos já consagrados de Daily Me.

Ou seja, é aquela velha questão. Vale a pena criar uma tecnologia própria ou se aproveitar de uma já consolidada?

Esse post faz parte de uma série sobre as mudanças tecnológicas e de filosofia no NYTimes e que tenho abordado desde o começo de 2008.

Veja também: Microsoft e NBC lançam “laboratório de novas mídias”

Publicado por Tiago Dória, em 24 de abril de 2011 (domingo).
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