Radiohead mais conservador, porém com mais opções de formatos

Uma vez mais, o lançamento de um disco do grupo Radiohead causou burburinho nos principais blogs de mídia.

Quase quatro anos depois de In Rainbows, em que as pessoas podiam pagar o quanto quisessem pelo álbum, a banda anunciou o lançamento de The King of Limbs. O álbum será lançado primeiro na versão digital (MP3 e WAV) e depois na versão física (CD e vinil).

A banda resolveu privilegiar, uma vez mais, a distribuição digital.

A venda do disco funcionará no seguinte esquema – a partir de sábado, o álbum estará disponível para download em formato MP3 por US$ 9, ou em WAV (com melhor qualidade) por US$ 14.

Ou ainda o pacote chamado “newspaper album” (indireta aos jornais), com um CD, dois vinis, download em formato MP3 e material gráfico (artwork/embalagens) por US$ 48. Ou – dois vinis, um CD, download em formato WAV e material gráfico por US$ 53. Essas duas últimas opções estarão disponíveis somente a partir do dia 9 de maio.

Um ponto que achei interessante no lançamento é que o Radiohead leva em conta que existe gente disposta a pagar a mais por uma gravação com melhor qualidade (vide a versão de King of Limbs em formato WAV, que é mais cara, porém com melhor qualidade).

Em relação ao In Rainbows, a priori, a postura da banda é mais conservadora (afinal de contas, o preço de King of Limbs é fixo), porém há mais opções de formatos. Praticamente, você pode ouvir o álbum no formato que quiser – MP3, CD ou vinil (faltou somente o streaming).

Ou seja, pode escolher o formato que for mais conveniente e não necessariamente somente o digital.

Talvez, o Radiohead tenha dado uma olhada no livro “I live in the future and here`s how it works“, de Nick Bilton, no qual o “tecnólogo” do NYTimes afirma que o futuro será formado pela diversidade de formatos. Existirão produtos para cada demanda. Se você gosta de ler jornal em papel, ele existirá. No tablet? Ele existirá ao lado do formato para web. Diversidade de opções é o termo que melhor define o nosso futuro. Você deve fornecer opções e não apenas um formato ao seu público.

Veja também: Beatles no iTunes: importância é simbólica

Publicado por Tiago Dória, em 14 de fevereiro de 2011 (Segunda-feira).
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MTV Music Meter

No finalzinho, a MTV americana lançou um de seus últimos projetos neste ano – o Music Meter.

É um ranking que revela quais novos artistas estão crescendo em popularidade na web.

A intenção é detectar novos talentos.

Para mensurar a popularidade, a MTV utiliza citações em microblogs, blogs, sites de notícias, além de informações de vendas online de música e views no YouTube.

A tecnologia é da empresa Echonest.

No começo do mês, a revista de música Billboard também lançou um ranking parecido – o Social 50. Porém, com artistas novos e mais antigos.

Veja também: 6 melhores aplicativos de música, segundo a Billboard

Publicado por Tiago Dória, em 14 de dezembro de 2010 (Terça-feira).
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6 melhores aplicativos de música, segundo a Billboard

A Billboard divulgou os vencedores do 1º Music App Awards, concurso de aplicativos de música promovido pela publicação. São eles:

MorphWiz – melhor aplicativo para criação de música
(transforma o iPad em um instrumento musical)
MOG Mobile – melhor aplicativo de streaming de música
(relacionado ao site de compartilhamento de música MOG)
Live Pish – melhor aplicativo de show
(permite acompanhar apresentações direto do celular)
I Am T-Pain – melhor aplicativo de artista
(você pode enviar mensagens de voz com o efeito auto-tune, utilizado pelo rapper T-Pain).
SoundHound – aplicativo mais “envolvente” de música
(permite descobrir qual música está tocando num ambiente. Bem útil)
Gibson Learn & Master Guitar - melhor aplicativo de marca musical
(afinador, metrônomo, dicionário de cifras e lições de guitarra no celular)

Veja também: NPR Music soube unir iPhone à música

Crédito da foto: Madder Carmine

Publicado por Tiago Dória, em 6 de outubro de 2010 (Quarta-feira).
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Melhores aplicativos de música, segundo a Billboard

A revista Billboard está organizando um concurso para eleger os melhores aplicativos de música, o Music App Awards. Faz sentido o concurso, os aplicativos de música são os mais baixados.

Entre os finalistas, está o app para iPhone da banda Linkin Park, que, na realidade, é um jogo que tem como trilha sonora as músicas do grupo.

Veja também: Spotify está quase lá…

Crédito da foto: Nettsu

Publicado por Tiago Dória, em 2 de setembro de 2010 (Quinta-feira).
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NPR Music soube unir iPhone à música

Concordo com Eric Schmidt, diretor geral da Google, quando ele fala que, atualmente, a área de desenvolvimento de aplicativos para celular é uma das mais movimentadas.

Ultimamente tenho testado diversos aplicativos para celular. Um dos que tenho mais gostado é o da NPR Music para iPhone. Logo quando eles lançaram o aplicativo, eu resolvi baixá-lo.

A NPR tem um time de mobile bem bacana, que vem fazendo algumas coisas interessantes (o app foi feito em parceria com a startup Bottle Rocket).

O lançamento do aplicativo faz parte da estratégia de reformulação da própria NPR Music, que começou lá em 2007 com o lançamento da API pública do site. A intenção é criar um hub de música que seja interessante tanto para o público erudito quanto para o mais pop.

A navegação simples e intuitiva chama a atenção logo de cara. O aplicativo dá acesso a todas rádios da NPR e a um catálogo bem grande de artistas, onde você pode ouvir músicas, shows completos e saber as últimas notícias sobre cada um. Os conhecidos Tiny Desk Concerts, apresentações exclusivas gravadas na redação da NPR Music, também estão presentes.

O aplicativo conta com funcionalidades bem comuns, outras nem tanto. É possível montar playlists, seja de músicas ou notícias e ainda há a integração com o Facebook e o Twitter. Por meio dela, você pode avisar os seus amigos o que está ouvindo.

Mesmo que você feche o aplicativo (às vezes sem querer), quando você abre o mesmo outra vez, ele pergunta se deseja continuar ouvindo a última música ou show. O aplicativo da NPR Music retorna do ponto exato que você parou de ouvir.

Uma das coisas mais interessantes é que ele permite ler ou ouvir as notícias. Essa última função é simples, mas bem importante. Sempre senti a sua ausência em “consagrados” aplicativos de notícias. Normalmente, você consome uma notícia no celular quando está longe do computador, está em movimento, no trânsito, na rua. E nada mais natural do que ter a possibilidade de ouvir as notícias enquanto estiver andando na rua ou no carro.

Outro detalhe é que o aplicativo já foi pensado para a última versão do sistema operacional do iPhone. Ou seja, já trabalha com a funcionalidade de multitarefa. Você pode ouvir as músicas e, ao mesmo tempo, fazer outras coisas no iPhone, como checar emails e navegar na web.

Para mim, uma das falhas é a necessidade de estar conectado para utilizar o aplicativo, ele não salva os shows para você poder ouvir offline.

Mesmo assim, acredito que o NPR Music é uma amostra de que pode estar vindo uma nova geração bem mais interessante de aplicativos para iPhone.

PS – O app não está disponível na App Store brasileira. É necessário ter uma conta no exterior.

Veja também: Celular para arrancar declarações dos mais tímidos e arredios

Publicado por Tiago Dória, em 21 de julho de 2010 (Quarta-feira).
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Spotify está quase lá…

Spotify está caminhando para ser um negócio sustentável de música online. Qualquer serviço de mídia com DNA 100% digital que esteja se tornando sólido chama a atenção. É algo raro.

Ainda não disponível no Brasil, Spotify é um serviço de streaming de música lançado em meados de 2006. Além da facilidade de uso, o serviço se destaca por ter encontrado o meio termo, ao mesmo tempo agrada gravadoras e usuários, um dos resultados mais difíceis de se conseguir no mercado de música online (no último relatório da Federação Internacional da Indústria Fonográfica, o Spotify foi citado como bom exemplo no mercado). Possui uma versão gratuita e outra paga. Dá acesso a mais de 6,5 milhões de músicas. Tudo legalizado.

Para se tornar um negócio sustentável, o Spotify precisa que 10% de seus usuários assinem a versão paga (premium), que custa 9,99 euros por mês (mais ou menos R$ 25). Por enquanto, apenas 5% a assinam, mas o crescimento é rápido. Em 2009, 250 mil usuários entraram para a versão paga, que dá direito a versão móvel do serviço, qualidade melhor de áudio, além da possibilidade de ouvir as músicas em modo offline, sem estar conectado à internet.

O modelo de negócios do Spotify não tem nada de inovador, mas está sendo bem executado.  É o mesmo utilizado pelo Flickr, WordPress, Google (Gmail e Google Apps) e outros serviços de grife na web. O gratuito servindo de isca para o pago. A versão paga sustenta a gratuita.

É quase certo que os usuários da versão premium não estão pagando pela música em si, mas por comodidade, experiência e economia de tempo (não ter que ficar procurando por uma música).

Quando a internet saiu do mundo acadêmico e “virou comercial” existia um mito de que ninguém toleraria, de forma alguma, publicidade na web. Hoje a gente vê que as coisas não são bem assim.

Spotify, por sua vez, prova que a premissa existente de que ninguém paga por um serviço online de música também não é bem assim. Nem 8 nem 80.

Veja também:
“Maior hit da era digital”

Crédito da foto: Jon Åslund

Publicado por Tiago Dória, em 26 de janeiro de 2010 (Terça-feira).
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Sites de sugestão de música

Há um bom tempo o YouTube é utilizado como player de música, mas agora o negócio é mais oficial. Com o nome de “YouTube Music Discovery Project and Playlist Creation Tool”, o site de vídeos lançou nesta semana uma ferramenta de recomendação de músicas.

Você digita o nome de um artista e ele recomenda outros relacionados. Parecido ao Last.FM ou Pandora, é possível montar listas de músicas.

Outro site é o The Sixty One, que é de 2008, mas ganhou novo layout. Tela cheia e interface mais minimalista (lembrou o Flavors.me). Você pode zapear por diversos artistas mais novos.

Veja também:
Quem está usando e abusando dos sites de streaming

Publicado por Tiago Dória, em 22 de janeiro de 2010 (sexta-feira).
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Site da Billboard Brasil está no ar

Bill Board Brasil

O site estreou com os tradicionais rankings, de paradas de sucesso, algo que consagrou a revista de música lá fora. É uma das publicações sobre música mais antigas do mundo, tem 116 anos.

A  versão online brasileira da revista tem parceria com o Gengibre, serviço de microblog de voz, que será utilizado para adiantar assuntos que serão publicados na versão impressa.

No Brasil, a revista tem edição do jornalista Carlos Messias, que trabalhou no Notícias MTV. A primeira edição impressa chegou às bancas nesta quarta-feira, com matéria de capa sobre Roberto Carlos, feita pelo Pedro Alexandre Sanches.

Recentemente, o programa Vitrine, da TV Cultura, passou uma matéria bem completa sobre o lançamento da Billboard Brasil. Segue abaixo.

Veja também:
Quem está usando e abusando dos sites de streaming

Publicado por Tiago Dória, em 14 de outubro de 2009 (Quarta-feira).
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História social do MP3

madonna09pqEm complemento ao texto que escrevi sobre a Era do desmanche, Eric Harvey escreveu no Pitchfork um texto muito bom sobre a “história social do MP3“.

No artigo, comenta que o MP3 ajudou a atomizar a música, dividi-la em vários pedaços, sendo que cada pedaço encontrou um “agente publicitário”.

Ou seja, graças ao MP3 cada fã dobrou a sua capacidade de ser um promotor e um distribuidor espontâneo de sua banda ou músico favorito.

Enfim, é um aspecto que não havia comentado no texto.

Veja também:
Como o Radiohead e o WSJ entraram na Era do desmanche

Publicado por Tiago Dória, em 4 de setembro de 2009 (sexta-feira).
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