Se a previsão se confirmar, um dispositivo móvel por pessoa em 2015

Do jeito que algumas previsões anteriores subestimaram o mercado mobile, talvez seja até antes.

Em 2015, haverá um dispositivo móvel (celular, tablet, netbook) por pessoa no mundo, prevê o Visual Networking Index, estudo da Cisco sobre a expansão da tecnologia móvel.

Entre os números do estudo, algumas informações interessantes:

1) Em 2010, 3 milhões de tablets conectaram-se a “redes de dados móveis”.
2) Em média, um tablet movimenta cinco vezes (405 MB/mês) mais dados que um smartphone (79MB/mês).
3) Atualmente, o crescimento mobile se concentra no Oriente Médio, América Latina e África.
4) Em alguns países, a população possui rede de celular, mas não de eletricidade.

Em 2010, o “tráfego de dados móveis” aumentou 159% em relação a 2009. Entres os motivos para o crescimento – quantidade maior de vídeos compartilhados via celular e aumento do tempo de duração das baterias dos dispositivos (às vezes passa despercebido, mas a qualidade e o tempo da bateria interferem bastante em como você usa um dispositivo).

Veja também: Celular é uma tecnologia dos países em desenvolvimento

Crédito da foto: Ian Sanderson

Publicado por Tiago Dória, em 1 de fevereiro de 2011 (Terça-feira).
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Cinco sites e aplicativos que estrearam em 2010

Uma lista com alguns sites e aplicativos que estrearam neste ano e passaram por aqui.

1) Flipboard
Várias empresas tentaram, mas não conseguiram. Parece que o Flipboard é o primeiro a conseguir aplicar o conceito de Daily Me, popularizado por Nicholas Negroponte, nos anos 90. Ou seja, uma publicação personalizada de acordo com as nossas preferências e contatos pessoais.

2) Public Videos
Made in Brazil. Foi criado pelo desenvolvedor brasileiro Fabricio Zuardi. É um banco gratuito de vídeos. Semelhante a um Corbis, mas voltado para vídeos. Bem útil se você precisa de um vídeo para ilustrar um videocast, uma videorreportagem, um videolog.

3) NPR Music app
Dá acesso a todas rádios da NPR e a um catálogo grande de artistas, onde você pode ouvir músicas, shows completos, entrevistas e saber as últimas notícias sobre cada um. As matérias contam com versão em áudio. Bem completo.

4) BBC Dimensions
Permite que você projete uma determinada área em um mapa. Você pode, por exemplo, projetar sobre São Paulo a área de 3,6 km² onde ocorre o Festival de Glastonbury. E, desse modo, ter uma ideia mais precisa da dimensão do festival de música.

5) Daytum
Cria infográficos a partir de dados do dia a dia. Para ter uma noção melhor de como anda se alimentando, a cada dia, você pode inserir informações do que comeu no almoço, e, no final da semana, montar um infográfico com base em sua alimentação.

O mesmo pode ser feito com outros tipos de informações – consumo de mídia (programas de TV mais assistidos, músicas mais ouvidas durante um período).

Veja também: 5 firulas em sites de notícias, em 2010

Publicado por Tiago Dória, em 17 de dezembro de 2010 (sexta-feira).
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Celular mais inteligente

O labs da Nokia anunciou os experimentos com um aplicativo chamado “Nokia Situations“.

A ideia é que o celular se adapte automaticamente a vários contextos.

Ele se adeque à situação em que você está.

Por exemplo, perceba que você está dormindo e automaticamente desative várias funções. Ou ainda que você está numa reunião e mude o ringtone.

Tudo isso se daria por meio de informações ao seu redor ou não, como localização, tempo, dia da semana, eventos em sua agenda, além do tipo de conexão usada (Wi-Fi, 3G).

É um pouco a ideia de adicionar “inteligência” aos dispositivos.

Ou de “conteúdo inteligente“, que, na área de consumo de informação, funcionaria da seguinte forma. Um site de notícias detectaria que eu estou em trânsito e destacaria mais notícias sobre tráfego e, quem sabe, ditar as notícias, já que estou com as mãos no volante e não posso ler.

Enfim, os dispositivos e os conteúdos se adaptariam automaticamente a certos contextos.

Veja também: Celular é uma tecnologia dos países em desenvolvimento

Crédito da foto: Martin Leroy

Publicado por Tiago Dória, em 26 de novembro de 2010 (sexta-feira).
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Economist adiciona áudio ao iPhone

Parece que o pessoal de mobile da Economist se atentou para uma ausência de certa maneira crucial em “consagrados” aplicativos de notícias -  a falta de uma versão em áudio das matérias.

Normalmente, você consome uma notícia no celular quando está longe do computador; está em movimento, no trânsito, na rua. E nada mais natural do que ter a possibilidade de ouvir as notícias enquanto estiver andando na rua ou no carro.

A Economist anunciou o lançamento de um aplicativo para iPhone e iPad no qual você pode “ouvir” ou ler as matérias da revista.

A previsão é que o aplicativo esteja disponível nesta sexta-feira. Será pago. (atualizacão em 19/11: inicialmente o aplicativo é gratuito, porém dá acesso somente a 5 artigos. Assinantes da versão impressa têm acesso a todo conteúdo).

Logo abaixo o vídeo de lançamento.

Veja também: Qual é a plataforma de games que mais cresce? iPhone

Publicado por Tiago Dória, em 18 de novembro de 2010 (Quinta-feira).
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Bill Gates: Celular pode fazer bem para a saúde

“A maioria de nós pensa os telefones celulares como uma conveniente ferramenta para manter contato com outras pessoas e armazenar informações. Contudo, cada vez mais, cientistas estão explorando meios de usar os celulares para a prestação de serviços cruciais de saúde às pessoas em países em desenvolvimento”.

Em artigo publicado em seu blog, Bill Gates apresenta dois projetos que utilizam o celular como ferramenta para a prevenção e o tratamento de doenças.

O SIM-card biosensor, que permite diagnosticar a malária apenas com celular. A intenção é utilizar a tecnologia em áreas remotas, onde os médicos não podem chegar. E o VaxTrac, que conta com um leitor de digitais. Por meio de informações biométricas, permite saber se uma pessoa tomou uma vacina ou não. Ou seja, outra tecnologia para áreas remotas, que não contam com um sistema de registro e monitoramento de vacinação da população.

Os dois projetos foram apresentados na mHealth Summit, conferência que eu gostaria de ter ido, sobre como utilizar as tecnologias móveis não somente para comunicação, mas também para combater e prevenir doenças.

Veja também: Celular é uma tecnologia dos países em desenvolvimento

Publicado por Tiago Dória, em 11 de novembro de 2010 (Quinta-feira).
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Celular é uma tecnologia dos países em desenvolvimento

Durante 3 dias, uma vez mais, a cidade de Camden, nos EUA, foi palco da Pop!Tech, uma das principais conferências sobre ciência e tecnologia do mundo. O evento reuniu pesquisadores e pensadores de diversas áreas – de música a tecnologia da informação.

Os três dias da Pop!Tech foram transmitidos ao vivo pela web.

Como não poderia deixar de ser, a conferência teve um painel inteiramente dedicado à questão do uso e visualização de dados – chamado de “social data” pelos organizadores da Pop!Tech.

Nathan Eagle, professor assistente do MIT, fez uma das apresentações mais interessantes. Começou provocando a platéia ao afirmar que, na realidade, o celular é uma tecnologia dos países em desenvolvimento. Regiões como África, por exemplo, estão usando e aproveitando bem mais a potencialidade da tecnologia móvel do que os chamados países desenvolvidos.

Em regiões em desenvolvimento, a telefonia móvel tem um impacto bem maior na vida das pessoas. Além do celular ser uma das principais (às vezes, única) porta de entrada para a internet, você precisa ter um telefone móvel para efetivamente fazer parte do sistema, ser um cidadão.

Praticamente quase tudo é feito por meio do celular – transações bancárias, contato com autoridades, compras e, o mais importante, a conquista de novos empregos.

Segundo o professor assistente do MIT, trabalhadores braçais na África, se organizam, ficam informados e conseguem empregos por meio de SMS.

Essa importância da tecnologia móvel nos países em desenvolvimento se reflete nos números. Para cada usuário de celular nos países desenvolvidos, existem 4 nos países em desenvolvimento.

Além disso, hoje, a maioria dos dados gerados e que estão na internet vem do mundo em desenvolvimento. Grande parte inseridos via celular. A questão central, segundo o pesquisador, é como transformar esses dados em algo útil às nações em desenvolvimento.

Eagle é o criador da txteagle, projeto que tem a ambição de permitir que as pessoas ganhem dinheiro ou créditos realizando atividades por meio do celular, na dinâmica de crowdsourcing. Essas atividades vão desde a tradução de textos até a colocação de tags em vídeos.

Outra apresentação na Pop!Tech que gostei bastante foi a de Eli Pariser, atual diretor do Moveon.org, plataforma responsável por diversas mobilizações online.

Pariser bateu numa tecla que também já bati aqui, no blog, e que Nicholas Carr brilhantemente comenta em seu livro “A Grande Mudança“.

Os sistemas de relevância (filtros) na internet têm um lado bom e outro ruim. Trazem informação personalizada, e evitam que gastemos dinheiro e tempo com músicas chatas, notícias que não interessam e programas de TV que não gostamos.

Contudo, podem nos deixar acostumados a ouvir somente o que nos agrada e a ler somente o que ratifica a nossa visão de mundo. Ou seja, nos deixa longe daquela visão de mundo discordante, daquele conteúdo que destoa, e que, muitas vezes, é tão necessário para a nossa formação, o contraditório, a diversidade.

Segundo Pariser, a web precisa de mais ruído. Todos esses sistemas que captam uma enorme quantidade de dados sobre a navegação, para mostrar resultados mais relevantes para a gente, são falhos em mostrar a diversidade da vida.

O pesquisador cita, como exemplo, o sistema de recomendação do Netflix, que vai afunilando cada vez mais as escolhas de filmes do usuário. Ele evita que nos deparemos com o contraditório.

Para o diretor do Moveon.org, nós precisamos sim de sistemas de relevância, de filtragem de informações (eles nos deixam mais confortáveis), mas também necessitamos de sistemas que nos mostrem o que ainda não sabemos, o aleatório.

Pariser brincou. Falou que, para resolver essa questão, criará o Things You Will Hate, site que reunirá apenas as coisas que você poderá detestar.

Ou seja, o contrário, o risco, tão importantes em nossa vida.

Segundo ele, o atual hype em torno da relevância online não deve acabar tão cedo. Atualmente, o Facebook é o maior símbolo disso. Esse hype existe por diversos motivos. O primeiro deles, a questão monetária. Quanto mais revelante um site, mais dinheiro ele ganha com anúncios. Outro motivo é o próprio bem estar, nos sentimos bem ao saber que somos relevantes, e que as coisas que fazemos são importantes para pessoas, têm um impacto.

Durante as perguntas, quando questionado sobre o que achava do recente artigo de Malcolm Gladwell, em que ele afirma que, na prática, a internet não é capaz de mudar as questões essenciais da política (realpolitik), Pariser respondeu que devemos fugir desse “determinismo tecnológico”, de pensar que as tecnologias servem ou não para mudar o mundo, de que são por si só responsáveis por todas as transformações na sociedade.

As tecnologias não são boas nem más. Nós é que podemos decidir o que fazer com elas

Outro pessoal que marcou presença no line-up da Pop!Tech 2010 foi o grupo Ok Go, aquele que ficou famoso no YouTube com um “videoclipe caseiro” em que dançavam em esteiras.

O grupo fez uma apresentação utilizando apenas uma das tecnologias/instrumentos mais antigos – sinos. Segue logo abaixo.

Em breve, outros vídeos da Pop!Tech estarão no ar.

Veja também: As pessoas estão nas “nuvens” faz tempo

Crédito das fotos: Kris Krüg

Publicado por Tiago Dória, em 25 de outubro de 2010 (Segunda-feira).
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Esqueça os postes e pense em rede

“Na África, o primeiro banco é uma empresa de telefonia móvel. Um em cada três africanos tem celular. Esqueça os postes e fios e pense mais em redes e satélites”.

Boa entrevista no ElPaís com Antonio Gutiérrez-Rubí, que acaba de lançar o livro 32 Tendencias de cambio 2010-2020.

Publicado por Tiago Dória, em 8 de setembro de 2010 (Quarta-feira).
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Twitter + iPhone + TV = tvChatter

Na semana passada, comentei sobre o MetaMirror, que trabalha com a ideia de duas telas. TV como tela principal e dispositivos (celular, laptop, tablets) como segunda tela.

Existe também o aplicativo para iPhone tvChatter, que mostra em tempo real o que as pessoas estão falando no Twitter sobre um programa na TV nos EUA.

Diversos aplicativos para o Twitter podem fazer isso. É só digitar uma hashtag específica na busca do serviço de microblogging. O diferencial do tvChatter está em trazer tudo pronto.

Basta ligar a TV, ativar o aplicativo, que ele exibe uma tela com os principais programas que estão no ar. Ao clicar em cada um, você tem acesso aos respectivos tweets.

Veja também: Que tipo de notícia as pessoas compartilham por email?

Publicado por Tiago Dória, em 20 de agosto de 2010 (sexta-feira).
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NPR Music soube unir iPhone à música

Concordo com Eric Schmidt, diretor geral da Google, quando ele fala que, atualmente, a área de desenvolvimento de aplicativos para celular é uma das mais movimentadas.

Ultimamente tenho testado diversos aplicativos para celular. Um dos que tenho mais gostado é o da NPR Music para iPhone. Logo quando eles lançaram o aplicativo, eu resolvi baixá-lo.

A NPR tem um time de mobile bem bacana, que vem fazendo algumas coisas interessantes (o app foi feito em parceria com a startup Bottle Rocket).

O lançamento do aplicativo faz parte da estratégia de reformulação da própria NPR Music, que começou lá em 2007 com o lançamento da API pública do site. A intenção é criar um hub de música que seja interessante tanto para o público erudito quanto para o mais pop.

A navegação simples e intuitiva chama a atenção logo de cara. O aplicativo dá acesso a todas rádios da NPR e a um catálogo bem grande de artistas, onde você pode ouvir músicas, shows completos e saber as últimas notícias sobre cada um. Os conhecidos Tiny Desk Concerts, apresentações exclusivas gravadas na redação da NPR Music, também estão presentes.

O aplicativo conta com funcionalidades bem comuns, outras nem tanto. É possível montar playlists, seja de músicas ou notícias e ainda há a integração com o Facebook e o Twitter. Por meio dela, você pode avisar os seus amigos o que está ouvindo.

Mesmo que você feche o aplicativo (às vezes sem querer), quando você abre o mesmo outra vez, ele pergunta se deseja continuar ouvindo a última música ou show. O aplicativo da NPR Music retorna do ponto exato que você parou de ouvir.

Uma das coisas mais interessantes é que ele permite ler ou ouvir as notícias. Essa última função é simples, mas bem importante. Sempre senti a sua ausência em “consagrados” aplicativos de notícias. Normalmente, você consome uma notícia no celular quando está longe do computador, está em movimento, no trânsito, na rua. E nada mais natural do que ter a possibilidade de ouvir as notícias enquanto estiver andando na rua ou no carro.

Outro detalhe é que o aplicativo já foi pensado para a última versão do sistema operacional do iPhone. Ou seja, já trabalha com a funcionalidade de multitarefa. Você pode ouvir as músicas e, ao mesmo tempo, fazer outras coisas no iPhone, como checar emails e navegar na web.

Para mim, uma das falhas é a necessidade de estar conectado para utilizar o aplicativo, ele não salva os shows para você poder ouvir offline.

Mesmo assim, acredito que o NPR Music é uma amostra de que pode estar vindo uma nova geração bem mais interessante de aplicativos para iPhone.

PS – O app não está disponível na App Store brasileira. É necessário ter uma conta no exterior.

Veja também: Celular para arrancar declarações dos mais tímidos e arredios

Publicado por Tiago Dória, em 21 de julho de 2010 (Quarta-feira).
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