Que deselegante… andar e, ao mesmo tempo, enviar mensagens pelo celular

Mascar chiclete e, simultaneamente, subir a escada é moleza. Mas andar e, ao mesmo tempo, enviar mensagens de texto pelo celular nem sempre é uma boa coisa a se fazer.

Segundo estudo da Universidade de Stony Brook (EUA), publicado no portal Futurity, caminhar e, ao mesmo tempo, enviar mensagens pelo celular interfere temporariamente na memória.

E mais: ao realizar as duas atividades, o que está sendo escrito no celular influencia diretamente a forma como se anda. E não o contrário, conforme o senso comum acredita – por estarmos andando, escrevemos diferente no dispositivo móvel.

A atitude de fazer as duas atividades tomou bomba neste começo de ano com o vídeo “Texting While Walking”, do NYTimes, produzido pelo cineasta novaiorquino Casey Neistat.

De acordo com o mini-documentário, andar e, ao mesmo tempo, enviar mensagens pelo celular é deselegante, principalmente nas grandes cidades com calçadas apinhadas de pessoas.

A falta de respeito vem do fato de que você desvia a atenção dos outros, que ficam preocupados em não trombar em você na calçada.

O ideal seria parar num canto da rua, e escrever e ler as mensagens. Uma coisa de cada vez.

Nem sempre ser multitarefa é cool. Às vezes, novas tecnologias exigem novas regras de etiqueta.

Veja também: Twitter vendendo vodka

Publicado por Tiago Dória, em 26 de janeiro de 2012 (Quinta-feira).
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O consumidor de tecnologia de baixa renda

Se Tomi Ahonen estiver correto, o mobile vai matar de vez o dinheiro (de papel). Contudo, se isso realmente acontecer, terá início nos países em desenvolvimento.

Nesta semana, a Visa anunciou que oferecerá serviços móveis de pagamento para países em desenvolvimento. A intenção é atender nações onde ainda não existe rede bancária e possibilitar à população o pagamento de contas e a realização de compras pelo celular.

O serviço será pré-pago e estará inicialmente disponível na Nigéria e em Uganda, para depois ser disponibilizado em outros países da África.

Segundo estudo do grupo GSMA, a África possui o mercado de tecnologia móvel com crescimento mais rápido em todo o mundo. Parte da população africana já usa o celular para fazer quase tudo, inclusive compras, pagar contas, obter microcrédito. Aproximadamente 30% da economia do Quênia transita por telefones celulares. O m-banking existe há mais de 4 anos.

Ao ler a notícia da expansão dos serviços de pagamentos móveis pela África, lembrei do pesquisador CK Prahalad, criador do conceito de “riqueza da base da pirâmide“.

O termo é utilizado em relação ao desenvolvimento de negócios com base em novas tecnologias voltadas para pessoas de baixa renda.

Segundo Prahalad, existem muitas oportunidades na base da pirâmide social que ainda são pouco conhecidas. Com a exploração dessas oportunidades, pessoas de baixa de renda podem ser incluídas no mercado, fomentando o empreendedorismo e a “inovação reversa” (inovação que surge primeiro nos países emergentes e depois é exportada para as nações desenvolvidas).

Um exemplo deste tipo de inovação é o recarregador universal de bateria da Fenix, tecnologia desenvolvida primeiramente em países que não possuíam energia elétrica e que, agora, está sendo exportada para países desenvolvidos.

Bem mais do que a gente imagina, o consumidor de tecnologia de baixa renda pontencializa mercados e inovações.

Veja também: Design e tecnologias feitas para 90% da população

Crédito da foto: WhiteAfrican

Publicado por Tiago Dória, em 18 de novembro de 2011 (sexta-feira).
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Yahoo! em segunda tela

Neste feriado, o Yahoo! anunciou o lançamento de diversos produtos.

Um deles chamou a minha atenção – o IntoNow. É um aplicativo de segunda tela, desenvolvido para ser utilizado enquanto você assiste a um programa de TV.

Na tela do aplicativo, são exibidas estatísticas, notícias, tweets, conteúdo relacionado, além de informações sobre outras pessoas que estão assistindo ao mesmo programa.

Para sincronizar com a TV, o IntoNow utiliza uma tecnologia de reconhecimento de som. O aplicativo funciona somente com programas em inglês.

Nos meus testes, o aplicativo funcionou aqui, no Brasil. No entanto, somente com canais com sinal em inglês – CNN, Fox News.

Antes de ser comprado pelo Yahoo! em abril, o IntoNow era um aplicativo independente, feito para realizar “check-ins” em programas de TV.

O relançamento do aplicativo faz parte da recente estratégia do Yahoo! de se focar em conteúdo para tablets e outros dispositivos móveis.

Veja também: A disputa pela 2ª tela durante o Oscar

Publicado por Tiago Dória, em 2 de novembro de 2011 (Quarta-feira).
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Telecom Sem Fronteiras

Nos recentes conflitos que aconteceram no Oriente Médio, Twitter e Facebook ficaram com a fama. Todavia, nos bastidores havia uma organização que estava e ainda continua fazendo um trabalho tão ou mais importante.

A Telecom Sem Fronteiras (TSF) segue os mesmos moldes da organização Médicos Sem Fronteiras. No entanto, em vez de assistência médica, fornece serviços de telecom – telefonia, satélites, antenas de celular, internet – para regiões afetadas por conflitos ou desastres naturais.

Ligada à ONU, a Telecom Sem Fronteiras foi criada em 1998, durante o começo do burburinho da internet comercial. É formada em grande parte por profissionais de TI.

Segundo a FastCompany, nesta semana, a TSF já entrou em ação na cidade de Sirte na Líbia, na tentativa de restabelecer a infraestrutura de telecomunicação, que foi praticamente destruída durante o conflito entre rebeldes e defensores do governo de Kadafi.

O trabalho da TSF deixa evidente que ter acesso à internet tornou-se uma necessidade tão urgente quanto a assistência médica. Aliás, com o acesso à rede, o serviço dos médicos e de grupos humanitários ganha outra logística.

Sem infraestrutura de internet, nem a mais popular plataforma online de comunicação (aka Facebook) consegue entregar os seus serviços para os usuários. Por aí se vê que quem controla a infraestrutura tem um grande poder em mãos.

Para entender melhor essa relação entre plataformas de redes sociais, infraestrutura e o trabalho da Telecom Sem Fronteiras, sempre vale a pena citar um conceito da área de TI e também bem comum da área de telecom.

A internet é uma plataforma com duas camadas – as aplicações ou websites (Twitter, Facebook, YouTube) e, abaixo dessa camada, a infraestrutura.

As aplicações vão e voltam. Hoje é o Facebook, amanhã será outra.

A infraestrutura, ao contrário, é bem menos volátil. Aliás, ela é responsável pelas características intrínsecas da internet – descentralização, device agnostic, convergir mídias.

Na realidade, Facebook, Twitter e Amazon são apenas as aplicações que, atualmente, melhor sabem tirar proveito dessas características da internet.

No caso, a Telecom Sem Fronteiras atua justamente nesta camada de base – na infraestrutura. Ela não dá remédio, mas supre uma das necessidades mais importantes – a comunicação.

Veja também: Liberdade na internet, segundo a UNESCO

Publicado por Tiago Dória, em 31 de outubro de 2011 (Segunda-feira).
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Se a previsão se confirmar, um dispositivo móvel por pessoa em 2015

Do jeito que algumas previsões anteriores subestimaram o mercado mobile, talvez seja até antes.

Em 2015, haverá um dispositivo móvel (celular, tablet, netbook) por pessoa no mundo, prevê o Visual Networking Index, estudo da Cisco sobre a expansão da tecnologia móvel.

Entre os números do estudo, algumas informações interessantes:

1) Em 2010, 3 milhões de tablets conectaram-se a “redes de dados móveis”.
2) Em média, um tablet movimenta cinco vezes (405 MB/mês) mais dados que um smartphone (79MB/mês).
3) Atualmente, o crescimento mobile se concentra no Oriente Médio, América Latina e África.
4) Em alguns países, a população possui rede de celular, mas não de eletricidade.

Em 2010, o “tráfego de dados móveis” aumentou 159% em relação a 2009. Entres os motivos para o crescimento – quantidade maior de vídeos compartilhados via celular e aumento do tempo de duração das baterias dos dispositivos (às vezes passa despercebido, mas a qualidade e o tempo da bateria interferem bastante em como você usa um dispositivo).

Veja também: Celular é uma tecnologia dos países em desenvolvimento

Crédito da foto: Ian Sanderson

Publicado por Tiago Dória, em 1 de fevereiro de 2011 (Terça-feira).
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Cinco sites e aplicativos que estrearam em 2010

Uma lista com alguns sites e aplicativos que estrearam neste ano e passaram por aqui.

1) Flipboard
Várias empresas tentaram, mas não conseguiram. Parece que o Flipboard é o primeiro a conseguir aplicar o conceito de Daily Me, popularizado por Nicholas Negroponte, nos anos 90. Ou seja, uma publicação personalizada de acordo com as nossas preferências e contatos pessoais.

2) Public Videos
Made in Brazil. Foi criado pelo desenvolvedor brasileiro Fabricio Zuardi. É um banco gratuito de vídeos. Semelhante a um Corbis, mas voltado para vídeos. Bem útil se você precisa de um vídeo para ilustrar um videocast, uma videorreportagem, um videolog.

3) NPR Music app
Dá acesso a todas rádios da NPR e a um catálogo grande de artistas, onde você pode ouvir músicas, shows completos, entrevistas e saber as últimas notícias sobre cada um. As matérias contam com versão em áudio. Bem completo.

4) BBC Dimensions
Permite que você projete uma determinada área em um mapa. Você pode, por exemplo, projetar sobre São Paulo a área de 3,6 km² onde ocorre o Festival de Glastonbury. E, desse modo, ter uma ideia mais precisa da dimensão do festival de música.

5) Daytum
Cria infográficos a partir de dados do dia a dia. Para ter uma noção melhor de como anda se alimentando, a cada dia, você pode inserir informações do que comeu no almoço, e, no final da semana, montar um infográfico com base em sua alimentação.

O mesmo pode ser feito com outros tipos de informações – consumo de mídia (programas de TV mais assistidos, músicas mais ouvidas durante um período).

Veja também: 5 firulas em sites de notícias, em 2010

Publicado por Tiago Dória, em 17 de dezembro de 2010 (sexta-feira).
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Celular mais inteligente

O labs da Nokia anunciou os experimentos com um aplicativo chamado “Nokia Situations“.

A ideia é que o celular se adapte automaticamente a vários contextos.

Ele se adeque à situação em que você está.

Por exemplo, perceba que você está dormindo e automaticamente desative várias funções. Ou ainda que você está numa reunião e mude o ringtone.

Tudo isso se daria por meio de informações ao seu redor ou não, como localização, tempo, dia da semana, eventos em sua agenda, além do tipo de conexão usada (Wi-Fi, 3G).

É um pouco a ideia de adicionar “inteligência” aos dispositivos.

Ou de “conteúdo inteligente“, que, na área de consumo de informação, funcionaria da seguinte forma. Um site de notícias detectaria que eu estou em trânsito e destacaria mais notícias sobre tráfego e, quem sabe, ditar as notícias, já que estou com as mãos no volante e não posso ler.

Enfim, os dispositivos e os conteúdos se adaptariam automaticamente a certos contextos.

Veja também: Celular é uma tecnologia dos países em desenvolvimento

Crédito da foto: Martin Leroy

Publicado por Tiago Dória, em 26 de novembro de 2010 (sexta-feira).
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Economist adiciona áudio ao iPhone

Parece que o pessoal de mobile da Economist se atentou para uma ausência de certa maneira crucial em “consagrados” aplicativos de notícias -  a falta de uma versão em áudio das matérias.

Normalmente, você consome uma notícia no celular quando está longe do computador; está em movimento, no trânsito, na rua. E nada mais natural do que ter a possibilidade de ouvir as notícias enquanto estiver andando na rua ou no carro.

A Economist anunciou o lançamento de um aplicativo para iPhone e iPad no qual você pode “ouvir” ou ler as matérias da revista.

A previsão é que o aplicativo esteja disponível nesta sexta-feira. Será pago. (atualizacão em 19/11: inicialmente o aplicativo é gratuito, porém dá acesso somente a 5 artigos. Assinantes da versão impressa têm acesso a todo conteúdo).

Logo abaixo o vídeo de lançamento.

Veja também: Qual é a plataforma de games que mais cresce? iPhone

Publicado por Tiago Dória, em 18 de novembro de 2010 (Quinta-feira).
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Bill Gates: Celular pode fazer bem para a saúde

“A maioria de nós pensa os telefones celulares como uma conveniente ferramenta para manter contato com outras pessoas e armazenar informações. Contudo, cada vez mais, cientistas estão explorando meios de usar os celulares para a prestação de serviços cruciais de saúde às pessoas em países em desenvolvimento”.

Em artigo publicado em seu blog, Bill Gates apresenta dois projetos que utilizam o celular como ferramenta para a prevenção e o tratamento de doenças.

O SIM-card biosensor, que permite diagnosticar a malária apenas com celular. A intenção é utilizar a tecnologia em áreas remotas, onde os médicos não podem chegar. E o VaxTrac, que conta com um leitor de digitais. Por meio de informações biométricas, permite saber se uma pessoa tomou uma vacina ou não. Ou seja, outra tecnologia para áreas remotas, que não contam com um sistema de registro e monitoramento de vacinação da população.

Os dois projetos foram apresentados na mHealth Summit, conferência que eu gostaria de ter ido, sobre como utilizar as tecnologias móveis não somente para comunicação, mas também para combater e prevenir doenças.

Veja também: Celular é uma tecnologia dos países em desenvolvimento

Publicado por Tiago Dória, em 11 de novembro de 2010 (Quinta-feira).
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