Contadores de histórias são os mais inovadores

The Moth, organização dedicada a narrar histórias; Scribd, banco gratuito de livros e documentos; e ProPublica, organização sem fins lucrativos voltada ao “jornalismo investigativo”, foram considerados os projetos mais inovadores de mídia, segundo a revista Fast Company.

Em primeiro lugar da lista, está o Facebook, considerada a empresa que mais inovou.

Porém o que chamou a minha atenção foi a presença da Moth na seleção, organização de Nova York dedicada a fazer algo tão simples, mas que aparentemente saiu de moda – contar histórias pessoalmente. Daquelas que nossos avós contavam em rodas de conversa.

A Moth organiza eventos em que as pessoas são convidadas a contar e ouvir histórias.

Não sei se isso é bom ou mau sinal, mas contar histórias virou algo inovador.

Veja também:
A arte de fazer fila (mesmo na internet)

Publicado por Tiago Dória, em 18 de fevereiro de 2010 (Quinta-feira).
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E o ciberespaço foi destruído

Já que hoje estou postando sobre termos que estão em risco de extinção, olha o que Clay Shirky, tecnólogo e professor da Universidade de Nova York , falou em entrevista ao The Guardian no domingo.

“Eu removi o termo ciberespaço do meu vocabulário. A idéia, que cresceu comigo, era de estar em um lugar separado do mundo real, algo que os meus alunos não conseguem identificar mais”.

Faz sentido, né?

Dica da Luisa, nos comentários

Publicado por Tiago Dória, em 16 de fevereiro de 2009 (Segunda-feira).
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Zé fini para o termo Web 2.0

funeral

No post “A morte da Web 2.0″, o blog Techcrunch abordou, neste final de semana, um assunto que já foi comentado aqui, no blog – o termo Web 2.0 está cada vez mais em desuso.

Qualquer hora, aparece naquela lista do site Save The Words, do Dicionário Oxford, dedicado a salvar da extinção alguns termos em inglês.

O termo sempre foi considerado redundante por especialistas. O jargão tratava a colaboração na rede como novidade e ignorava um texto histórico de Tim Berners Lee, lá de 1989,  que já falava que uma das características, ou poderes, da tecnologia, do uso da web para propagar conteúdo, era a colaboração.

Outro jargão acadêmico e de mercado que não dou muito tempo para sair de moda é “mídias sociais”. O post do Techcrunch não comenta isso, mas a expressão, na prática, veio substituir o termo Web 2.0.

Refere-se a “plataformas que permitem a disseminação de conteúdos digitais de forma descentralizada, autônoma e colaborativa tecnologicamente”, conforme o pesquisador e professor da Fundação Cásper Líbero Walter Lima a conceituou.

Neste sentido, a expressão “mídias sociais” surgiu mais para delinear um espaço, fazer um contraponto às chamadas mídias tradicionais, que não permitem a disseminação de conteúdo de forma colaborativa e autônoma (e, como consequência e semelhante ao termo Web 2.0, o jargão ajudou a fomentar um mercado de consultoria, palestras e livros de auto-ajuda empresarial).

Porém, na hora que você vê um jornal impresso, uma emissora de rádio e TV, mídias tradicionais, liberarem o acesso público a sua API, a trabalhar de forma aberta com redes sociais e, por outro lado, sites que começaram como blogs (The Huffington Post) se tornarem portais, com uma gestão muito parecida a de organizações de mídias tradicionais, fica difícil diferenciar mídias sociais de tradicionais.

No final (e ainda bem), a tendência é que não haja diferenças e tudo seja simplesmente chamado de “Web” e de “Mídia”.

Publicado por Tiago Dória, em .
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Do papel a marcas

“Ao contrário dos pessimistas, eu acredito que os jornais vão alcançar novos horizontes.

No século XXI, as pessoas estão mais do que nunca famintas por informação. E elas têm mais fontes de informação do que nunca.

(…) Em toda a minha vida profissional, eu acreditei que existe um valor social e comercial em entregar informações precisas de forma barata e na hora certa. Neste século, a forma de entregar pode mudar, mas a potencial audiência para o nosso conteúdo se multiplicará”.

O magnata da mídia Rupert Murdoch em um longo e já histórico pronunciamento na rádio australiana.

Em resumo, a idéia é a de que o foco está mudando de “jornais impressos” para “marcas jornalísticas”, que estarão presentes em diversos dispositivos e ambientes.

O impresso, a TV, o rádio, um site, serão vistos apenas como suportes entre tantos outros para entregar informação e não um fim em si mesmos.

O que vai ao encontro de uma frase famosa de Javier Moreno, editor do ElPaís.

“Um jornal não é o papel; são seus jornalistas, seus fotógrafos, seus editorialistas e seus valores. Em resumo, a sua maneira de ver as coisas, compartilhada com os seus leitores”.

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Como são os melhores jornais do mundo

Publicado por Tiago Dória, em 17 de novembro de 2008 (Segunda-feira).
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Quem vê capa não vê coração

O jornal Financial Times relança nesta terça-feira o seu site com uma nova home. Em relação ao seu site anterior, é um grande diferencial.

Mas em relação aos concorrentes, é mais do mesmo. Mais espaços em branco, títulos maiores, no entanto, cada mídia no seu canto e não integradas, como manda a “nova tradição”.

No modelo de negócios, o site continua na mesma. Cobrar pelo acesso à parte de seu conteúdo. Modelo que o jornal não pretende mudar tão cedo.

No final dos anos 90, o acesso ao FT.com era gratuito, mas devido a ter um setor comercial muito fraco, tinha pouca receita com publicidade. Para virar o jogo, começou a cobrar pelo acesso em 2007.

Porém, o mais importante da mudança do site do FT, que já começou há umas 3 semanas, é outra coisa.

É o lançamento do The Long Room, um “ambiente virtual” onde as pessoas podem discutir diversos tópicos da semana junto a jornalistas, analistas de mercado e comentaristas do jornal.

Os leitores podem fazer o upload de vídeos, textos e áudios para incrementar mais ainda as discussões.

O nome da nova seção é uma alusão a um restaurante/bar inglês de mesmo nome, onde os investidores tinham o costume de se encontrar para bater um papo, trocar umas idéias.

O The Long Room é o avanço mais significativo do tradicional jornal para a participação dos seus leitores e revela mudanças bem mais profundas que estão a caminho.

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Giro de 180º na BBC

Publicado por Tiago Dória, em 11 de novembro de 2008 (Terça-feira).
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“Integração entre mídias” é a grande vencedora das eleições nos EUA

Arianna Huffington, do site político The Huffington Post, disse que a internet foi a grande vencedora nestas eleições presidenciais nos EUA.

Discordo dela em parte, não foi a internet por si só, mas uma integração estratégica entre internet e TV. Nenhuma mídia tem a capacidade de decidir uma eleição sozinha.

Antes de tudo, Obama utilizou a rede para mobilizar seus militantes a arrecadar doações para a sua campanha, para depois ter mais dinheiro para anunciar mais na TV.

Por si só, de nada adiantaria o candidato arrecadar tanto dinheiro na web. Assim como, a campanha sozinha na TV não se sustentaria sem a arrecadação e mobilização na web.

É essa estratégia de usar a internet casada com outras mídias que foi a grande vencedora. De pensar estrategicamente como a internet pode ser utilizada em uma campanha que envolve TV, rádio e impresso.

Utilizar plataformas de redes sociais, blogs, YouTube, Twitter, foi apenas consequência dessa estratégia. E não ponto de partida.

Não é de hoje que casar mídia é vencedor. Não é preciso pesquisar muito para exemplificar isso.

Quais foram os últimos grandes produtos/projetos na área de comunicação e de entretenimento? Heroes, Lost, iReport etc. Ou seja, justamente os que trabalham com a estratégia de integrar mídias, como um círculo, cada uma reforçando a outra.

E a campanha do Obama foi bem por aí.

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Ministra 2.0: Blogueira chega ao poder

Publicado por Tiago Dória, em 5 de novembro de 2008 (Quarta-feira).
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Gwen Stefani está sob licença da Creative Commons

A cantora Gwen Stefani publicou a primeira foto autorizada (oficial) de seu filho Zuma, de apenas 2 meses.

Até aí nada de mais para a maioria dos leitores deste blog, a diferença é que a foto está sob licença da Creative Commons.

Com a licença, qualquer veículo impresso, site ou blog pode utilizar a imagem, inclusive de forma comercial. A única restrição é que a imagem seja usada apenas em contextos informativos.

Geralmente, revistas e celebridades entram em um acordo para uma sessão exclusiva de fotos.

Mas Stefani resolveu ir por outro caminho – contratou um fotógrafo e liberou o uso da foto, esperando assim uma distribuição/divulgação maior.

Publicado por Tiago Dória, em 3 de novembro de 2008 (Segunda-feira).
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Nova e novíssima mídia em um único espaço (eleições EUA)

O Eleições Americanas 2008 é um agregador que reúne todas as informações publicadas (em português) sobre as eleições nos EUA.  A interface é a de um livestream (as notícias são apresentadas de forma contínua).

O bom é que você não fica preso a uma fonte – Reuters, AFP, Folha – mas tem acesso a várias. E o melhor de tudo. Ele indexa e destaca o material produzido nas chamadas “mídias sociais” – Twitter, blogs, delicious.

Nos próximos dias, publicarei um post sobre o importante papel que os agregadores de conteúdo tiveram nesta corrida presidencial nos EUA. Mas antes vamos esperar o resultado das eleições.

Publicado por Tiago Dória, em 2 de novembro de 2008 (domingo).
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25 anos do primeiro tijolão


Foto: Le Roy

Neste mês que termina, o celular completa 25 anos.

O primeiro aparelho, um DynaTAC 8000X, foi criado pelo engenheiro Martin Cooper, que hoje afirma que, no futuro, os aparelhos eletrônicos serão embutidos em nossos corpos.

Nestes 25 anos, o celular foi acusado de matar uma mulher de câncer, mas também ganhou o importante papel de principal dispositivo de inclusão digital em regiões pobres, como a África.

Atualmente, existem 3.3 bilhões de celulares em todo o mundo e os smartphones já são gadgets mais desejados do que laptops e computadores desktop.

Para a data não passar em branco no blog, segue um vídeo daquele que é considerado um dos comerciais pioneiros de celular.

O primeiro tijolão a gente nunca esquece.

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A maior mudança causada pelo celular, segundo o seu inventor

Publicado por Tiago Dória, em 31 de outubro de 2008 (sexta-feira).
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