No Xbox, Bing adquire “poderes especiais”

Os principais sites de notícias estão em rebuliço com a informação de que a Microsoft fechou parcerias com mais de 40 canais de TV e parceiros de conteúdo para que o Xbox funcione também como receptor de TV a cabo.

De quebra, a empresa anunciou o lançamento de um aplicativo para o Windows Phone 7 que permite controlar o Xbox apenas com o celular. Para quem pretende utilizar o console de games como um set top box, o aplicativo promete ser bem útil.

O anúncio da parceria mostra o quanto o mercado de entrega de conteúdo de TV está em disrupção. Ademais, ratifica a intenção da Microsoft de transformar o Xbox em um centro de mídia digital.

Outras empresas também pretendem transformar consoles de games em centros de entretenimento. A promessa da Microsoft é fazer isso, mas de forma mais intuitiva, integrado ao Kinect e com o uso de controles por voz e movimentos.

O que chama a minha atenção nessa transformação do Xbox é a forma como a Microsoft integrou o Bing.

Integrado ao Xbox, o Bing vai muito além de um “sistema de busca para competir com o Google”. No ambiente do console, é ele quem integra o sistema de reconhecimento de voz do Kinect à interface da rede Xbox Live. Além disso, ele é a plataforma responsável por toda a navegação intuitiva do Xbox.

É interessante essa questão, pois existe uma teoria na área de gestão de tecnologias que diz – quando uma tecnologia é tirada de seu domínio inicial de aplicação e colocada em outro domínio, ela pode adquirir novas características. O seu desenvolvimento pode ser alterado.

A gente viu o que aconteceu quando a internet foi retirada de seu ambiente inicial, acadêmico e militar, e passou para a esfera civil e comercial. O impacto na economia foi grande. A internet adquiriu um caráter diferente.

O mesmo se aplica a outras tecnologias, de baixo ou grande impacto.

Na web, o Bing é visto apenas como um “sistema de busca que quer competir com o Google”.

Integrado ao ambiente do Xbox, é um poderoso motor de navegação.

Veja também: Infografia e agregadores de conteúdo nos laboratórios da Microsoft

Publicado por Tiago Dória, em 5 de outubro de 2011 (Quarta-feira).
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O futuro da computação, segundo a Microsoft (vídeo)

A Microsoft publicou um vídeo que mostra como a empresa vê o futuro da computação.

O vídeo mostra diversos protótipos e conceitos que são atualmente explorados no Microsoft Research, como a ideia de Natural User Interfaces.

Pelo visto, a ideia central é que o computador vá muito além da tradicional tríade tela, teclado e mouse e seja capaz de reconhecer o que está a sua volta – localização, gestos, sons, temperatura, outros dispositivos. Ou seja, vai ao encontro de algumas ideias apresentadas em Dawn of a New Day, documento escrito por Ray Ozzie, no qual o executivo aborda a “Era Pós-PC“.

Veja também: Glo: Site para mulheres e com uma interface diferente

Publicado por Tiago Dória, em 23 de fevereiro de 2011 (Quarta-feira).
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Infografia e agregadores de conteúdo nos laboratórios da Microsoft

O Fuse Labs, que reúne diversos laboratórios de pesquisa da Microsoft, lançou 4 projetos:

Em meio ao burburinho em torno da visualização de dados, o SocialGadgets mostra, por meio de infográficos, o desempenho de tópicos específicos discutidos no Twitter. Você pode monitorar menções a pessoas, marcas, programas de TV, e fazer relações entre elas. As visualizações contam com um código embed; ou seja, você pode embuti-las em um post.

O Emporia, por sua vez, pega o conteúdo que é mais popular no Twitter e o apresenta em uma interface mais “amigável”. O que está gerando mais “retuites” fica em destaque e categorias são criadas. Com o tempo, você pode personalizar a leitura, indicando ao sistema quais matérias mais agradaram ou desagradaram você. Lembrou-me um pouco a ideia do Flipboard e do Pulse.

A ideia de agregar “em tempo real” informações sobre um tópico específico fica por conta do Montage. A ideia não é muito nova, mas o Montage é focado em reunir apenas informações visuais (vídeos, fotos, gráficos) sobre um determinado assunto.

Você pode salvar algumas buscas. E o conteúdo não é “estático”, é atualizado constantemente.

Da mesma forma, o Spindex é um agregador, mas de informações pessoais. Em um único lugar, ele agrega todas as informações sobre os perfis de uma pessoa em plataformas de redes sociais, redes de microblogs, além de RSS de sites preferidos. O site monta um “trending topics” pessoal, com os assuntos mais discutidos nas redes das quais a pessoa faz parte.

Percebe-se que os pesquisadores da Microsoft continuam bem focados na montanha de informação que é gerada “em tempo real” por meio de sites como Twitter e Facebook.

Recente matéria da Technology Review, publicação do MIT, revela que essa avalanche de informação em tempo real está trazendo novas possibilidades para desenvolvedores.

Segundo a reportagem, cresce uma onda de novos aplicativos e “hacks” que trabalham  com a questão do imediatismo da informação na web.

Veja também: Glo – Site para mulheres e com uma interface diferente

Publicado por Tiago Dória, em 8 de dezembro de 2010 (Quarta-feira).
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Tecnologia nem sempre faz bem, segundo a Microsoft

Semelhante à série “search overload“, a Microsoft está conseguindo fazer bastante burburinho na web com o comercial abaixo – The Future of Technology

Uma vez mais, a empresa bate na tecla de que as tecnologias digitais nem sempre podem ser benéficas.

Série recente de propagandas do Windows Phone 7 também cutucava no fato de que passamos o tempo todo conectados a celulares, checando emails e mensagens em plataformas de redes sociais e, desse modo, deixando de “aproveitar a vida”.

E, no ano passado, a Microsoft lançou a série “search overload” para promover o Bing.

Os comerciais mostravam que, em vez de nos ajudar, os mecanismos de buscas nos frustavam cada vez mais, trazendo um monte de resultados irrelevantes.

É lógico que, em todas essas propagandas, os produtos da Microsoft são apresentados como soluções para os problemas criados pelo uso da tecnologia.

Dica do @Viniciuszimmer via email

Veja também: Era pós-PC, segundo Ray Ozzie

Publicado por Tiago Dória, em 18 de novembro de 2010 (Quinta-feira).
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Era pós-PC, segundo Ray Ozzie

Ray Ozzie, o substituto de Bill Gates na Microsoft, anunciou a sua saída da empresa, na semana passada. Nesta segunda-feira, publicou Dawn of a New Day, carta de despedida de seu trabalho como arquiteto-chefe de software na Microsoft.

(Ozzie continua na empresa, na área de entretenimento, mas durante um período de transição até a sua saída definitiva).

A carta tem um peso histórico, bem como o texto The Internet Services Disruption, escrito por Ozzie há 5 anos para os funcionários da Microsoft.

O executivo acredita que a Microsoft deve se preparar para a Era pós-PC, o que, segundo ele, seria um mundo com serviços centrados nas nuvens (cloud computing) e de dispositivos sincronizados e conectados. Esses dispositivos iriam muito além da tradicional tríade tela, teclado e mouse (tablets?) e seriam capazes de reconhecer o que está a nossa volta – localização, gestos, altura, temperatura, direção e nosso estado emocional.

Não haveria distinção entre aplicativos para web e para desktop.

Em 5 anos, Ozzie acredita que a Microsoft errou e acertou. Competidores tiveram uma visão melhor sobre experiências mobile. Mas, por outro lado, a Microsoft conseguiu, por meio do Xbox 360 e da rede Xbox Live, transformar a TV em uma experiência mais rica.

Com essa carta, Ozzie é mais um executivo que detalha o fim do PC ou talvez do computador como o conhecemos. Em junho, Steve Jobs adotou um discurso parecido, assim como Nicholas Carr vem batendo nessa tecla faz tempo.

Veja também: Uma espiada no futuro em 2020

Crédito da foto: Jeff S.

Publicado por Tiago Dória, em 25 de outubro de 2010 (Segunda-feira).
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Resultados melhores ou mais rápidos nas buscas?

Em 2007, Microsoft e Facebook entraram em acordo. A empresa cofundada por Bill Gates comprou 1,6% da plataforma de rede social. De lá para cá, pouca coisa mudou. Porém, nesta quarta-feira, foi anunciada uma integração maior entre as duas empresas.

O Bing, sistema de busca da Microsoft, anunciou que utilizará informações do Facebook para melhorar os resultados das buscas.

Caso você faça uma busca no Bing, sites e vídeos que os seus contatos mais compartilharam e “curtiram” no Facebook ficarão em destaque nos resultados da pesquisa.

A ideia é que os seus contatos no Facebook atuem como um critério de relevância, um “filtro social”, ajudem a definir o que é relevante ou não para você em uma pesquisa. O conceito é interessante, mas isso não quer dizer que ao ser aplicado vai dar certo.

O que essa parceria deixa mais evidente é uma pequena diferença entre Google e Microsoft.

Nos últimos meses, enquanto a Google se preocupa em anunciar que é capaz de exibir de forma mais rápida resultados nas buscas (Google Instant, por exemplo), a Microsoft por meio da parceria Bing + Facebook mostra que quer fornecer melhores resultados (o que faz sentido. O principal problema dos sistemas de buscas não é a velocidade, mas a relevância dos resultados).

Além disso, a integração é mais uma que mostra que ainda existe muito a ser explorado no mercado de busca em termos de “experiência do usuário”.

Neste sentido, o Bing vem adotando a tática de crescer nas brechas do Google.

Veja também: Yahoo! News e o jornalismo de indexação

Publicado por Tiago Dória, em 14 de outubro de 2010 (Quinta-feira).
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Google e Microsoft como tradutores universais

O sonho de um sistema universal de comunicação ou um tradutor universal de idiomas ainda está distante. Ainda parece algo de ficção científica.

Para se ter uma ideia, há mais de 60 anos tecnologias de tradução são estudadas. Esse tipo de tecnologia ganhou um impulso durante a II Guerra Mundial e voltou a ganhar mais destaque com o crescimento da internet, campo para a prática de vários idiomas, mas também revelador do quanto o idioma pode ser uma barreira para comunicação e consumo de conteúdo.

Hoje, tecnologias de tradução são uma indústria que movimenta US$ 8 bilhões por ano.

Para alguns, tecnologias como Google Translate e Babelfish nunca serão perfeitas. Serão mais uma ferramenta de produtividade do que um substituto à tradução feita por humanos. Para outras, a precisão dessas ferramentas é somente questão de tempo.

Nesta semana, durante a feira Silicon Valley Tech, a Microsoft apresentou com mais detalhes o Telephone, aplicativo VoIP de tradução em tempo real, que combina 3 tecnologias da empresa – reconhecimento de voz, tradução e transcrição de voz em texto. Uma pessoa fala e o sistema traduz automaticamente em texto e  voz.  Para resolver o problema da falta de precisão, uma frase é “retraduzida” automaticamente várias vezes.

Depois, o mais interessante, a Google anunciou que o Google Googles, aplicativo exclusivo para Android, será capaz de traduzir textos a partir de imagens tiradas com a câmera do celular. Imagine a situação, você está em um outro país, com um cardápio em chinês em mãos, sem ter nenhuma noção do que está escrito nele. Para resolver isso, basta tirar uma foto do cardápio que o aplicativo transforma a imagem em texto e o traduz automaticamente.

Veja também: Faça o seu blog falar diversos idiomas

Credito da foto: Maynard

Publicado por Tiago Dória, em 7 de maio de 2010 (sexta-feira).
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Glo: Site para mulheres e com uma interface diferente



Glo é o nome do site/revista online voltada para mulheres que a Microsoft/MSN lançou nesta terça-feira. O principal diferencial está na navegação e interface. Uso intensivo de slideshow de fotos, imagens em fullscreen, navegação que abusa do scroll vertical e uma funcionalidade chamada “scrapbook”, onde você pode salvar as coisas mais interessantes que viu e leu no site.

Apesar de utilizar a tecnologia flash, a impressão que passa é que o site foi pensado para o uso em dispositivos com tela sensível ao toque de mão.

Entre uma matéria e outra da revista, o leitor é convidado a responder a uma rápida pergunta. Mais ou menos, como aquelas perguntas que surgem antes do intervalo comercial de alguns programas de TV e cujas respostas são reveladas depois do intervalo.

O motivo da experimentação está na produtora responsável pelo site. Foi desenvolvido pela empresa de Berman Braun, ex-Yahoo, que vem se destacando por fazer produtos com interfaces diferenciadas, como o site de fofocas WonderWall, também da Microsoft/MSN.

Veja também: Fofocas sempre fazem bem para os contadores de visitas

Publicado por Tiago Dória, em 6 de abril de 2010 (Terça-feira).
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