Rupert Murdoch, diretor geral da NewsCorp (Fox, MySpace, WSJ entre outros), está longe de ser um “dinossauro que não entende nada de internet”.
Conforme comentei no post sobre a sua biografia, as declarações públicas de Murdoch são muito bem pensadas, existe toda uma questão de se posicionar no mercado.
Há duas semanas, o empresário disse que impediria o Google de indexar o conteúdo de seus jornais. Segundo ele, o Google “rouba” conteúdo dos jornais. Uma declaração meio contraditória se a gente levar em conta que Murdoch sabe da importância do tráfego vindo de buscas orgânicas, que depois pode ser revertido em receita. Nesta segunda-feira, veio o motivo de sua declaração.
Segundo o Financial Times, em informações não-oficiais, a News Corp estaria em negociação com a Microsoft. Murdoch tiraria o conteúdo de seus jornais do Google, que passaria a ser indexado somente pelo Bing, buscador lançado neste ano pela Microsoft.
O Bing, no caso, teria exclusividade de conteúdo e pagaria pelo conteúdo dos jornais em seu index. Ou seja, mais uma fonte de receita para os jornais.
É o tipo de estratégia que faz sentido se for feita em conjunto. Se todos os grandes jornais passasem a ser indexados somente pelo Bing, certamente o buscador da Microsoft ganharia outra relevância. Apenas um grupo de mídia exclusivo no Bing não teria tanto efeito.
Antes, Eric Schmidt, diretor geral da Google, afirmou que o conteúdo de jornais é muito importante para o Google. A busca do Google depende de boa informação, teria afirmado o executivo.
Para Murdoch, por sua vez, enfrentar o Google não seria absurdo. O barão da mídia enfrentou o lobby dos sindicatos na área de jornalismo nos anos 70. Um gigante que todo mundo achava que era imbátivel. Na cabeça de Murdoch, certamente, é apenas mais uma batalha.
No entanto, caso essa estratégia vá adiante, acredito que o grande teste não será para Murdoch ou a Google. Mas sobre a importância do conteúdo dos sites de jornais para os usuários de internet. Será que por causa desse conteúdo as pessoas mudariam de buscador?
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O que chama a atenção no acordo que o Twitter fechou simultâneamente com a Google e a Microsoft nesta quarta-feira é que as três empresas acabaram optando pelo caminho da parceria e não da aquisição (os fundadores do Twitter sempre demonstraram o desejo de parcerias e não de compra).
Parcerias são bem comuns entre empresas de tecnologia, mas não deixa de ser um enfoque um pouco diferente do típico dos anos 80, foi-se o tempo do CEO e da empresa que faziam tudo sozinhos.
Em outros tempos, quem sabe, a Microsoft teria comprado o Twitter.
No final, tudo acabou em parceria. Com o acordo, mensagens do Twitter aparecerão em tempo real (assim que forem publicadas) nos resultados das buscas feitas no Bing, da Microsoft, e no Google.
Nesta quarta-feira, a empresa de busca não apresentou nenhum produto ou modificação resultante da parceria. A Microsoft, por sua vez, colocou no ar a integração entre o Bing e o Twitter.
Os resultados não aparecem na busca padrão, mas em uma url separada (www.bing.com/twitter). Por enquanto, está disponível apenas para usuários localizados nos EUA, mas é possível testá-la mudando a localização para EUA no menu, no topo à direita no Bing.
Atualização – A Google anunciou que vai lançar o SocialSearch. O produto não foi muito bem explicado, mas agregaria conteúdo de diversas redes sociais em um único lugar. Seria permitido fazer buscas nesse conteúdo. Bem parecido ao Friendfeed. Ou seja, lifestream.
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Crédito da imagem: Scarlet Ortiz
Nesta quarta-feira, Microsoft e Yahoo! anunciaram um acordo histórico na área de buscas. As operações de busca das duas empresas serão integradas. Existe uma previsão de 2 anos para o acordo ser implementado, que ainda passará pela aprovação de acionistas e agências reguladoras.
Caso seja colocado plenamente em prática, o Bing será o motor de busca do Yahoo!, que ficará responsável pela parte de publicidade nas buscas.
Para a Microsoft, representa um aumento de participação na área de buscas. Antes menos de 10%, a previsão agora é chegar a 30% de mercado (O Google é líder, tem 65% de participação).
Para o Yahoo!, o acordo significa economia. A empresa espera economizar US$ 200 milhões por ano com o desenvolvimento de sua antiga busca.
Para os usuários é bom, mais inovação, mais uma opção de busca. Para quem produz conteúdo, existe a possibilidade de ter uma nova fonte de tráfego.
Se isso vai abalar o Google a longo prazo? A resposta é incerta.
O Google tem um ativo muito valioso, que é o hábito das pessoas em utilizar o sistema de busca.
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Crédito da foto: Yahoo!

Com a sua campanha publicitária lançada nesta quarta-feira para o Bing, seu novo mecanismo de busca, a Microsoft ajudou a criar o termo.
Semelhante ao termo “overload informativo“, o “search overload” refere-se a quando, ao fazer uma pesquisa, você recebe uma quantidade enorme de resultados irrelevantes (sites e links que não têm nada a ver com o que você estava procurando).
A intenção da Microsoft com a campanha é gerar um certo questionamento, que as pessoas troquem o sistema de busca da Yahoo! ou do Google pelo Bing, da Microsoft, que não proporcionaria esse tal de “search overload”.
A mudança poderia acontecer sem custos para o usuário. Afinal de contas, a curva de aprendizado seria mínima, somente seria necessário digitar www.bing.com ao invés de www.google.com no navegador.
Porém, isso promete ser uma tarefa difícil para a Microsoft. Pesquisas mostram um cenário em que grande parte dos usuários está satisfeita com os atuais mecanismos de buscas. Ou talvez pior, uma grande parte esteja acostumada com o “search overload”.
No vídeo abaixo, um dos comerciais do novato Bing, da Microsoft, que aqui, no Brasil, ainda não está com os seus recursos completos.
Crédito da foto: Will Lion

Nesta semana, finalmente a Microsoft levou a público o novo projeto/reposicionamento de seu sistema de busca. Terá o nome de Bing e estréia no dia 03 de junho. Num primeiro momento, apenas usuários residentes nos EUA e no Canadá terão acesso completo a todas as funções do sistema, que substituirá a marca do Live Search, atual mecanismo de busca da empresa.
É a 4ª vez em 5 anos que a Microsoft rebatiza o seu sistema de busca, antes MSN Search, depois Windows Live Search, Live Search e agora Bing.
Resultado de 1 ano de pesquisa e com um alto investimento em publicidade previsto para os próximos meses, além de permitir refinar melhor as buscas, o sistema terá como objetivo mostrar mais do que links nos resultados de uma pesquisa. Fazer comparação entre dados de compra, mostrar termos e categorias relacionadas, preview de sites ao passar o mouse em cima de links etc.
Além disso, segundo o anúncio oficial, o Bing trabalhará com “buscas verticais”, proporcionando resultados mais detalhados nas categorias de viagem, compras, saúde e local.

A intenção é ir além do Google. Porém, o Yahoo! também vem fazendo mudanças em seu sistema de busca, sem alcançar grandes resultados. Nessa linha de pensamento, a “busca em tempo real” do Twitter parece ser algo mais competitivo.
Posso estar errado, mas pelo que puder notar e apesar dos comentários de que o Bing foi feito para bater de frente com o Google, antes de qualquer coisa, essa movimentação da Microsoft está mais com jeito de disputa pelo 2º lugar no mercado de buscas, posição que hoje é do Yahoo!, empresa que, diga-se de passagem, recentemente a Microsoft tentou comprar.
A meu ver, a Microsoft tem mais condições de competir com o sistema do Yahoo! do que com o Google. Atualmente, segundo números da comScore, o Google lidera o mercado – possui 64% das buscas nos EUA, mercado que é utilizado como referência, seguido pelo Yahoo! com 20% e pela Microsoft com apenas 8%.
Atualização - Antes do previsto, o buscador Bing entrou no ar. No dia 01 de junho, ainda com recursos limitados para os brasileiros.
Crédito das imagens: Wired
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Já foram publicadas várias matérias sobre Bill Gates, mas essa do Wall Street Journal é um pouco diferente.
Neste final de semana, a seção de tecnologia do jornal abriu com uma reportagem com o pai de Bill Gates, William H. Gates, de 83 anos, sempre avesso à imprensa e que hoje trabalha ao lado do filho na Bill & Melinda Gates Foundation.
Quando era mais novo, Bill Gates parecia preferir livros a pessoas, segundo conta o seu pai, que, a partir de seu ponto de vista, relata a história do fundador da Microsoft.
Os carros não chegarão a voar, mas teremos jornais com “papel eletrônico” e, nas escolas, lousas digitais com a tecnologia de tela sensível ao toque de mão (multitouch). A visão é da Microsoft que lançou nesta semana um vídeo conceitual que mostra como a empresa vê o futuro, daqui a 10 anos.
De tempos em tempos, algumas empresas de tecnologia lançam esse tipo de vídeo. Nos anos 80, a operadora AT&T tinha o costume de produzir esse tipo de material. Acertaram em algumas previsões e erraram feio em outras. Com o vídeo da Microsoft não será diferente.
Pela visão apresentada no vídeo, a tecnologia de telas sensíveis ao toque de mão estará cada vez mais onipresente. Será que os pesquisadores da Microsoft estão certos?

Poucos dias antes da cerimônia do Grammy, a Microsoft, por meio da marca MSN, lançou o seu site de fofocas, o WonderWall.
O site não difere de outros deste tipo – pouco texto e muita foto. O destaque fica por conta da navegação na horizontal, bastante uso de slideshows de fotos e a marca MSN que tem uma presença visual bem discreta. O projeto foi assinado pela empresa de Berman Braun, ex-Yahoo.
A redação fica em Los Angeles. E o tom editorial estará entre a revista People e o escrachado e sempre atualizado Perez Hilton.
Apesar de ser visto como a “volta” da Microsoft à produção de conteúdo específico para web, o site terá um caráter mais de agregador (organizador de informações) do que de produtor de conteúdo sobre celebridades (o site linka para conteúdo externo, o que inclui até a concorrência).

Na seção de eleições, a NBC colocou no ar um novo player de vídeo que permite navegar por palavras-chaves. O player foi usado no debate entre os vices nas eleições dos EUA.
É bem útil se você quer ver o exato momento em que Sarah Palin mencionou uma palavra ou assunto, por exemplo.
Desde o começo do ano, em parceria com a Microsoft, a emissora de TV mantém um “laboratório online” onde são testadas novas funcionalidades e formatos de mídia.
No início do mês passado, a Google lançou um sistema de reconhecimento de voz em vídeos do YouTube.
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Isso promete não mudar o cenário atual do mercado de busca, mas vale registrar aqui. Entrou no ar a nova home do Windows Live Search. Toda redesenhada, mais organizada.
Agora, a página conta com uma imagem de fundo que muda aletoriamente. Essa imagem possui diversos “hotspots”, pontos clicáveis que levam a buscas relacionadas. Por exemplo, se você clicar na água [imagem acima], é levado para os resultados da busca por “crocodilo”.
A intenção da Microsoft, segundo o blog da equipe do Live Search, é “melhorar a experiência do usuário” e fornecer uma página mais interessante para começar uma busca.
Acredito que, dependendo do dia, a empresa vai colocar imagens comemorativas de fundo, semelhante aos logos da Google, que mudam em datas especiais.
Essa nova funcionalidade está disponível somente para usuários dos EUA. Mas se você clicar em “Brasil” no canto direito superior e depois em “Estados Unidos [inglês]“, dá para conferir a novidade. É só seguir aqui.
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