Descubra a história de cada espaço de uma cidade com um celular


Cada lugar da cidade tem uma história para contar

Saiu o resultado do New Media Women Entrepreneurs, um concurso que busca eleger os melhores projetos de novas mídias feitos por mulheres, em sua maioria jornalistas.

A premiação é promovida pelo ótimo J-Lab, que estuda o uso de novas ferramentas no jornalismo e, em 2005, revelou o projeto Chicago Crime, que depois abriu caminho para o uso de mashups no jornalismo.

Achei a premiação bem morna. O diferencial ficou por conta do projeto Echos, idealizado por Lila King e Karyn Lu, que estão por trás também do iReporter da CNN, um case de sucesso na área de “jornalismo participativo”. Pelo visto, essas duas garotas sempre têm boas idéias.

Diferente de muito “projeto colaborativo”, o Echos tem foco. Funcionaria assim. Ao cadastrar o número de seu celular no site do projeto, toda vez que você estivesse em algum lugar de uma cidade, poderia enviar, ouvir ou ler uma história sobre este local no próprio aparelho móvel.

Por exemplo, vou visitar Atlanta, cidade onde o serviço está previsto para funcionar, e encontro uma praça. Acho interessante o local, os prédios em volta.

Pelo visto, a idéia é que eu ligue para esse número que o Echos me forneceu ou que está em uma placa da praça ou, melhor ainda, acredito que, por meio do GPS, o sistema reconheça automaticamente onde estou. E assim, ouço ou leio no celular uma história sobre aquele local.


Lila King e Karyn Lu: associando informações a localização geográfica

O melhor é que essas histórias pode ser enviadas pelos próprios moradores da cidade. No final, a idéia é unir tecnologia de geolocalização, tão em voga hoje em dia, com conceitos de “jornalismo participativo”.

Não sei o porquê. Mas acredito que a CNN vai trazer logo esse projeto para debaixo de seu chapéu.

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Publicado por Tiago Dória, em 22 de julho de 2008 (Terça-feira).
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YouTube oficializa “jornalismo participativo”. Terá sucesso?

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Mais para frente, a idéia é ser um canal de notícias online

Nesta terça-feira, o YouTube lançou um canal de jornalismo participativo. De certa forma, oficializou algo que já ocorria no site de vídeos.

A idéia é agregar e destacar neste canal os melhores vídeos produzidos por “repórteres-cidadãos” do YouTube – usuários que produzem matérias, videocasts [com conteúdo jornalístico], registram e reportam informações por conta própria e com certa periodicidade.

Num primeiro momento, o site de vídeos quer entrar em contato com essas pessoas e saber de que forma o YouTube pode ajudá-los.

Uma melhor integração mobile – a maioria do conteúdo amador no YouTube é produzida em aparelhos móveis – e demorar menos tempo para fazer a conversão dos vídeos já seria um bom começo.


Usuário registra em primeira mão incêndio em São Paulo

Às vezes, existe a necessidade de publicar rapidamente a informação. E esperar minutos para um vídeo entrar no ar não é muito interessante, apesar de que, no começo do projeto, o YouTube quer trabalhar com informações menos imediatistas.

Mas começaram bem, já solicitando esse feedback dos usuários – algumas idéias já começam a aparecer nos comentários.

A meu ver, terá um caminho de sucesso se eles adotarem uma postura parecida a do RadarCultura, de feedback constante com a comunidade, apontar erros e ensinar melhores formas de tirar proveito de equipamentos e do próprio YouTube.

Enfim ter uma postura quase educacional, tão negligenciada em outros projetos de “jornalismo participativo”.

Segundo o blog ReadWriteWeb, foi contratada uma pessoa apenas para cuidar do canal – Olivia, a 1ª gerente de notícias do YouTube.

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Publicado por Tiago Dória, em 20 de maio de 2008 (Terça-feira).
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Terromoto na China e no YouTube

Aqui, no Brasil, a entrevista com Ana Carolina Oliveira, mãe de Isabella, exibida no domingo, no Fantástico. Mas, lá fora, entre os vídeos mais vistos, nesta segunda-feira, está este.

Ao que tudo indica, foi gravado por um estudante universitário no momento do terremoto na província de Sichuan, uma das regiões mais afetadas pelos tremores na China, que já mataram 10 mil pessoas.

As imagens circulam pela rede… E, mais uma vez, o Twitter liderou em registrar as primeiras impressões da tragédia.

Obrigado pela dica, Marina!

Publicado por Tiago Dória, em 12 de maio de 2008 (Segunda-feira).
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Videocast #3: conheça os bastidores de uma rádio colaborativa

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Virada Cultural com cobertura colaborativa na rádio/Foto Renato Targa

Está no ar o 3º videocast do blog! Conforme o prometido, desta vez, uma visita aos bastidores do Radar Cultura, projeto de radiojornalismo colaborativo, que, neste final de semana, protagonizou uma das primeiras e melhores coberturas colaborativas no Brasil e que envolveu diversos tipos de mídia ao mesmo tempo [cross-media].

A cobertura da Virada Cultural é um pontapé para que outras empresas de mídia no Brasil, grandes ou pequenas, sigam o mesmo caminho.

Quem guia a nossa visita é o André Avorio, webmaster e um dos idealizadores do Radar Cultura.

Além de mostrar o QG do Radar, Avorio explica por que, no Brasil, alguns projetos de mídia que envolvem colaboração dão certo e outros não e de que forma o Radar trabalha com a sua comunidade de usuários-ouvintes-repórteres-cidadãos.

No começo, ele fala sobre os detalhes dessa cobertura, um marco importante para o jornalismo colaborativo no Brasil.

PS_Estou gostando bastante de fazer os videocasts. É ótimo passar por esse processo de aprendizado de um novo formato de mídia, ainda explorado por poucos. Sinto como se estivesse em 2003, começando a blogar. Legal que vocês estão gostando também :-)

Publicado por Tiago Dória, em 30 de abril de 2008 (Quarta-feira).
Categoria: jornalismocidadao, videocast. Tags: , , , , , ,

Mais de 1.650 pessoas colocaram a boca no trombone durante a Virada Cultural

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Cobertura contou com 100 “cidadãos-repórteres” pré-cadastrados

Foram mais de 1.650 participações em áudio durante a cobertura colaborativa da Virada Cultural, organizada pelo Radar Cultura, braço colaborativo da TV Cultura. A informação foi divulgada nesta segunda-feira.

Dentro do esperado, teve de tudo. Gente elogiando as atrações, outros dando dicas de shows, avisando que a fila para tal show estava grande e alguns fazendo reclamações e alertando sobre a falta de ônibus suficientes durante a madrugada, na Virada Cultural.

Desde o começo do projeto do Radar Cultura, idealizado por Juliano Spyer e André Avorio, fui convidado a participar de algumas reuniões, atuando como “usuário teste”, fazendo sugestões e críticas.

Ainda são necessárias diversas melhorias – principalmente de interface. Mas é muito bom saber que tudo está dando certo, que algo com caráter mais colaborativo está colhendo frutos positivos e práticos no Brasil.

Mais um ótimo case para empresas de mídia que querem investir em uma cobertura mais colaborativa.

Em breve, um videocast sobre os bastidores do RadarCultura. Enquanto isso, dê uma olhada como foi a cobertura.

Atualização – O videocast já está no ar. E está aqui.

A foto é de Silvio Tanaka

Publicado por Tiago Dória, em 28 de abril de 2008 (Segunda-feira).
Categoria: jornalismocidadao, midia

Hub de jornalismo colaborativo na Virada Cultural 2008

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Um número de linha fixa: meio mais acessível para participar

Entrou no ar, nesta madrugada, o site especial do Radar Cultura [rádio 2.0] para a cobertura da Virada Cultural, que acontece neste final de semana, em São Paulo.

Será montado um grande um “mutirão” que se pautará na participação do usuário e envolverá todas as mídias da Fundação Padre Anchieta, responsável pela TV Cultura.

O projeto já conta com 100 “correspondentes”, espécie de repórteres cidadãos pré-cadastrados, que enviarão conteúdo direto da rua e que a equipe do Radar Cultura entrará em contato para saber suas impressões sobre a Virada Cultural. Mas, qualquer pessoa pode participar.

Será disponibilizado um número (11) 3711-5711 pelo qual a pessoa poderá gravar o seu relato direto da rua – comentar um show, falar como está o clima de uma apresentação, dá a dica de algum roteiro, reclamar de alguma apresentação ou até gravar uma entrevista com alguém.

A linha terá capacidade para receber 12 ligações simultâneas e estará disponível 24 horas.

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Gravou, está no site

No site do Radar Cultura e quase em “tempo real”, essas participações em áudio serão publicadas em um mapa online [um mashup com o Google Maps], utilizando o conceito de geocoding, uma notícia associada a uma localização geográfica, semelhante ao The New York Times.

Por exemplo, se quando gravou o seu depoimento, você estava no Teatro Municipal, sua gravação em áudio aparecerá no mapa exatamente onde está o Teatro.

E, se você quiser conferir o que estão comentando sobre as atividades na Avenida Paulista, basta clicar nos pontos na área da Paulista no mapa e você poderá ouvir todos os comentários relacionados àquela região, feitos por pessoas que estão in loco.

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Fora isso, será possível enviar vídeos e fotos direto da rua para o Flickr e o YouTube. E ao utilizarem as tags “viradacultural” e “radarcultura”, o conteúdo será automaticamente agregado ao site especial do Radar Cultura.

Enfim, a intenção do Radar Cultura não é somente produzir conteúdo próprio, mas ser um hub de informações interessantes sobre a Virada Cultural.

Publicado por Tiago Dória, em 24 de abril de 2008 (Quinta-feira).
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Tremedeira na web

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Tremor foi de 5,2 graus na escala Richter

Na hora, estava no computador, checando alguns emails, antes de sair para um evento. A meu ver, foram, mais ou menos, 15 segundos. Percebi na hora em que um lápis em minha mesa começou a balançar. Não foi bem um “terremoto”, mas chamou a atenção. Estava no bairro do Sumaré, em São Paulo.

Diferente da tragédia do vôo JJ 3045, que marcou a estréia do jornalismo participativo no Brasil, neste caso, a participação do usuário foi um pouco mais tímida.

O serviço de microblogging Twitter foi o primeiro a registrar as reações, que variavam entre pessoas que sentiram o leve terremoto a outras que não. O usuário rickmiraldo postou minutos após o tremor – Terremoto aqui em SP!!! *meeeedo* e o Rodrigo Correia comentou: Terremoto em São Bernardo? O chão tremeu aqui em casa!

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Estampas da tremedeira. Foto de Fabio Rex

Outros usuários se resumiram a enviar links de notícias dos principais sites de notícias do Brasil. No final, a maioria levou na brincadeira e até estampas de camisetas foram feitas. Comunidade no Orkut não faltou.

A utilização do Twitter lembrou muito a do terremoto que aconteceu no México, em 2007, quando o serviço serviu mais para registrar essas reações iniciais.

Na parte de blogs, o Urbanistas fez a melhor cobertura. Entrou em esquema de liveblogging e reuniu diversos depoimentos nos comentários.

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São Paulo reuniu a maioria dos relatos

Sites de notícias brasileiros, em sua maioria, receberam depoimentos por email de leitores. Todos os portais pediram para que os usuários enviassem relatos, o que já está virando praxe nestes casos.

Flickr com algumas fotomontagens relacionadas ao terremoto. E o YouTube se resume a reportagens do noticiário noturno na TV e alguns vídeos que aparentam ser fakes, além de interessantes depoimentos de algumas pessoas.

A ausência de fotos é até explicada – o tremor foi leve, não ocorreram muitos danos que merecessem registro de imagens.

Em resumo, o Twitter foi o grande destaque. Conseguiu registrar em primeira mão as informações e as reações das pessoas. O que não é nenhuma surpresa.

O serviço de microblogging pode ser atualizado via duas coisas que estão quase sempre ao nosso lado – celular e IM. Então, é natural que ele registre as informações primeiro, antes mesmo dos blogs e sites de notícias.

Por aí, a gente vê a importância de qualquer serviço de publicação de conteúdo ter uma boa integração mobile e via IM.

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Publicado por Tiago Dória, em 23 de abril de 2008 (Quarta-feira).
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Direto do celular para o site da emissora

A CBS colocou no ar o seu projeto de “jornalismo cidadão” ou “participativo” . É o CBS iMobile. O site tem a função de receber o conteúdo – vídeos e fotos – produzido por telespectadores nos EUA.

Funciona semelhante ao iReport da CNN, como uma espécie de “balaio” – os usuários vão publicando conteúdo e a partir dali, os editores da CBS garimpam o material que vai ao ar e é relevante para a audiência da emissora.

Acredito que, para qualquer projeto de jornalismo cidadão, é algo básico existir um site mobile para receber conteúdo vindo de celular. Percebe-se que as contribuições mais marcantes por usuários são feitas via celular.

Um pouco semelhante a serviços como Flickr e Vimeo, o conteúdo poder ser enviado do dispositivo móvil para o CBS iMobile via MMS ou email [mais utilizado para fotos e vídeos].

No site, há fotos enviadas por uma pessoa direto do aeroporto de Seattle, mostra as longas esperas para embarque e ainda imagens de um protesto contra os 5 anos da Guerra no Iraque.

Enfim, é uma ferramenta para lá de útil, já que jornalista não pode estar onipresente.

Dica do Periodismo Ciudadano

Publicado por Tiago Dória, em 16 de abril de 2008 (Quarta-feira).
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Jornalismo cidadão dá prêmios

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Não sabia disso. O iReport, projeto de jornalismo cidadão da CNN, promove concursos entre estudantes universitários [não somente de jornalismo]. Os autores das melhores reportagens ganham viagens e câmeras digitais. O tema deste ano foi “O que significa ser negro na América?”.

Para mim, atualmente, o iReport é o melhor case do chamado “jornalismo cidadão”. Desde março, eles lançaram um site onde qualquer pessoa pode publicar algum conteúdo. A ferramenta é moderada pelos próprios usuários.

Funciona como uma espécie de “balaio“, onde as pessoas vão publicando vários vídeos. E dali, os editores da CNN garimpam o que vai ao ar na emissora e no CNN.com, com o selo iReport. O material escolhido fica no CNN Exchange.

Com a possibilidade de seu material ser publicado na TV e não em mais um site na rede e essa certa liberdade de publicação, eles devem receber material muito bom, mas também muita porcaria. Se eu já recebo muita propaganda e links para sites pornográficos nos comentários, imagino a CNN, que tem uma visibilidade bem maior.

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Mais ainda ao partir do pressuposto que o site funciona como um YouTube. É só chegar lá e subir um vídeo. Como pede toda boa gestão de comunidade, acredito que eles tenham usuários-chaves que ajudam a evitar que o material impróprio fique no ar.

Percebi que existe um pouco de spam – alguns comerciais de produtos e filmes que foram publicados por usuários muito recentes. Mas, no geral, o resultado é muito bom.

Neste final de semana, assisti na CNN a um especial sobre o iReport – ainda não está no YouTube. É impressionante a preocupação deles em publicar material não somente relevante para o público da emissora, como também com qualidade [com imagens boas], detalhes que, no final, valorizam o projeto e incentivam o usuário a enviar material.

É um pouco da teoria da janela quebrada, que se aplica muito bem a comunidades de “jornalismo cidadão”.

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Publicado por Tiago Dória, em 14 de abril de 2008 (Segunda-feira).
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