Davos por uma outra perspectiva

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Neste ano, o Fórum Econômico Mundial apostou, mais uma vez, no uso de novas ferramentas para a transmitir e formentar alguns debates (principalmente com pessoas que estão de fora do espaço do evento). A parceria com o YouTube foi mantida.

Twitter (com uma espécie de narração lance a lance dos debates)
Mogulus (transmissão ao vivo dos debates com direito a sala de chat ao lado)
NetVibes (uma página especial está agregando todo o conteúdo produzido sobre Davos)
Flickr (nada de especial, apenas as fotos oficiais que estão sendo publicadas)
YouTube (você pode enviar perguntas em vídeo aos participantes do Fórum)
FriendFeed (agrega vídeos, fotos e posts sobre Davos junto a comentários)

No final de semana, os “cidadãos-repórteres” (usuários convidados que ganharam um concurso interno) do YouTube e da MySpace começam a enviar informações direto de Davos.

Neste ano, mais uma vez, editores de blogs convidados têm trânsito quase livre nos bastidores.

Crédito da foto: worldeconomicforum

Veja também:
O Fórum Econômico ficou mais social

Publicado por Tiago Dória, em 29 de janeiro de 2009 (Quinta-feira).
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Tecnologias que darão as caras na posse de Obama

Mais um evento de grande porte e as emissoras de TV e os portais de notícias aproveitam para experimentar novas tecnologias e formatos. Na posse  de Obama, CNN, MSNBC e CBS preparam novidades na cobertura. Diferente do Brasil, 4 dias são dedicados a cerimônias na posse do presidente nos EUA.

Durante esse período, a Microsoft será a empresa que terá produtos mais destacados. Há algum tempo faz parte da estratégia da empresa de tecnologia utilizar esses grandes eventos para aumentar a participação de mercado de alguns de seus produtos.

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Player de vídeo “inteligente” - O portal MSNBC (Microsoft + emissora de TV NBC) começou a utilizar um novo player que, ao lado do vídeo, mostra a transcrição do mesmo em texto. Enquanto o vídeo roda, nesta transcrição é possível fazer buscas por palavras-chaves.

Ao digitar uma palavra ou tag, você é enviado para o momento exato em que ela é citada no vídeo. Não é a primeira vez que a MSNBC lança um player diferenciado. É um portal que tem tradição de pesquisar nessa área, até por que é ligado a uma emissora de TV e tem o suporte tecnológico da Microsoft por trás.

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Photosynth  na tela da TV – O Photosynth é um programa da Microsoft voltado para fotografia, cuja tecnologia foi desenvolvida em parceria com a Universidade de Washington. Você tira várias fotos aleatórias de um ambiente, faz o upload das mesmas e o programa consegue montar uma versão 3D do ambiente em que você tirou as imagens.

A CNN pedirá que telespectadores enviem fotos da cerimônia da posse de Obama na terça-feira. Depois juntarão as imagens e formaram um ambiente 3D do local com o Photosynth.

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Silverlight no vivo - A tecnologia concorrente ao flash da Adobe foi a escolhida pelo Comitê de Posse Presidencial para ser utilizada no player de vídeo que transmitirá na web, ao vivo, a posse de Obama.

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The Flip na CBS - Durante 100 dias, a rede de TV emprestará para telespectadores pré-selecionados 50 câmeras da marca Flip (aquelas de bolso que comentei no blog). Durante esse período, eles registrarão e farão o upload de vídeos que, de seu ponto de vista, mostrem o governo Obama.

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Mogulus - O site do USA Today, jornal de maior circulação nos EUA, promete utilizar o Mogulus para fazer entradas de vídeo ao vivo com o celular direto dos locais da cerimônia de posse. Durante a CES 2009, o site também utilizou o serviço junto ao seu estúdio no local da conferência (foto acima).

Porém, apesar da segurança reforçada que impedirá o uso de câmeras em certos locais, o que promete chamar mesmo a atenção serão fotos e vídeos publicados em sites como Flickr, YouTube e Twitter por milhares de pessoas que querem fazer um registro pessoal desse momento histórico.

Publicado por Tiago Dória, em 18 de janeiro de 2009 (domingo).
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A incrível foto do Twitter

Foto avião

Duas coisas chamaram a atenção no caso do avião (US Airways 1549) que fez um pouso num rio em Nova York nesta quinta-feira. Primeiro, a destreza do piloto. Segundo, a foto publicada no twitter pelo empresário norte-americano Janis Krums, que flagrou o avião no rio antes da imprensa chegar.

Krums tirou a foto com seu iPhone e a enviou direto para o Twitpic, um serviço de publicação de fotos que é integrado ao Twitter. Você publica a foto e automaticamente uma mensagem é enviada ao serviço de microblog. A foto, claro, repercutiu. Não há como negar. É uma das melhores imagens sobre o acidente.

A MSNBC foi a mais rápida e, 20 minutos após a foto ser publicada no twitpic, fez uma entrevista com Krums. Alguém dentro da MSNBC já teve ter percebido que o Twitter é uma fonte de pautas e palco dos primeiros relatos de muitos acontecimentos, o que mostra a importância de jornalistas estarem monitorando essas redes (flickr, twitter, orkut), como rádio-escuta mesmo, e agregar o conteúdo relevante encontrado nestes ambientes às suas reportagens.

Pelo que vejo na maioria das redações, isso ainda não é bem uma realidade, até por que ainda existe aquela visão: flickr, twitter, facebook? Isso é coisa da editoria de tecnologia… mas voltando à questão da foto, vale notar duas coisas:

1) Krums não enviou a foto para nenhum site de jornalismo cidadão/colaborativo/participativo. Ele simplesmente pegou o telefone, tirou a foto e enviou para a sua rede de contatos mais próxima com quem provalmente troca mais informações no dia-a-dia – twitter. O que é a atitude mais natural (já comentei sobre isso no blog).

2) O twitter foi muito bom em hospedar os primeiros relatos, mas na hora de saber por que o avião fez esse tipo de pouso, quantas pessoas se feriram, se o piloto fez a coisa certa, se era a primeira vez que acontece esse tipo de acidente na região, o negócio foi correr para a grande mídia, que fez o que sabe fazer melhor – explicar o fato detalhado e trazer informação editada, mais aprofundada.

Ao contrário do que alguns dissem que esse caso demonstra o fim da grande mídia (sim, existe gente que em 16 de janeiro de 2009 ainda escreve essas coisas), o pouso do US Airways 1549 revela que os dois podem coexistir. Cada um cumpriu a sua função. O Twitter reuniu os primeiros relatos  e a chamada grande mídia trouxe a informação editada, mais organizada e legível.

Publicado por Tiago Dória, em 16 de janeiro de 2009 (sexta-feira).
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Mahalo e estudantes se destacam na cobertura dos ataques terroristas

O Mahalo é um site criado em 2007 por Jason Calacanis e que tinha como proposta inicial ser “um sistema de busca feito por pessoas”. De uns tempos para cá, ele encontrou o seu caminho, que é o de ser um agregador de notícias, operado por pessoas e não apenas por algoritmos ou robôs.

Logo após as primeiras informações sobre o ataque em Mumbai terem começado a circular pelo Twitter, o Mahalo colocou no ar uma página que agrega conteúdo sobre a tragédia produzido em diversos lugares – YouTube, Flickr, Twitter- e links para portais de notícias – BBC, CNN, Times of India etc.

Em meio a toda a cobertura oficial dos sites da CNN e do The Guardian, chamou a atenção o liveblogging feito por dois estudantes de jornalismo da Holanda.

Loek Essers e Peter van der Ploeg começaram no Cover it Live a agregar conteúdo de várias fontes – BBC, CNN, Reuters, e principalmente conteúdo do YouTube, Flickr e mensagens no Twitter sobre a tragédia.

Da mesma forma, o blog brasileiro AllesBlau (Notícias de Blumenau) segue essa idéia de ser um agregador de informações e está se tornando referência na cobertura da enchente em Santa Catarina.

No AllesBlau, por exemplo, existem links para notícias da Folha Online, do Valor, do Estado de S. Paulo, do Terra, do Diário Catarinense, além de conteúdo do YouTube, Flickr, Twitter e material enviado por leitores. O conteúdo é quase ilimitado.

Enfim, é bem emblemático como os sites que mais estão se destacando nas coberturas de ambas as tragédias (atentados na Índia e enchente em Santa Catarina) funcionam, antes de tudo, como hubs de informação. Além da agilidade, por trás desses sites, existe uma idéia muito forte de agregação e curadoria de conteúdo.

No fluxo constante de informações destes sites, percebe-se que o critério jornalístico fala mais alto. Conforme Ariel Gajardo, um dos criadores do AllesBlau, explica em um post – “não existem amarras editoriais”.

Além disso, não existe aquele medo de fazer propaganda de marcas (se eu linkar ou falar da foto que está no Flickr, eu vou fazer propaganda do site de imagens que é do Yahoo!. Se eu embutir um vídeo do YouTube na matéria, vou fazer propaganda do site de vídeos, que é da Google. Se eu usar o Skype numa entrevista, vou fazer propaganda da empresa que o criou… ).

Enfim, o conteúdo deles não é limitado por questões corporativas. Caso contrário, perde-se conteúdo, fontes, material com alto “valor jornalístico” publicado nestas redes e quem sabe, a longo prazo, relevância.

O AllesBlau, o Mahalo e o liveblogging dos estudantes holandeses são uns bons exemplos de que os sites de notícias têm muito a ganhar ao deixarem de lado amarras corporativas e o medo de fazer propaganda de marcas de uma suposta concorrência (youtube, flickr, twitter, orkut).

Crédito das fotos: Vinu e Agência Brasil

Publicado por Tiago Dória, em 27 de novembro de 2008 (Quinta-feira).
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Livestreaming da tragédia em Santa Catarina

O portal RBS montou um blog, o Emergência em Santa Catarina, sobre a tragédia, que reúne conteúdo enviado pelos leitores. Outros portais também estão recebendo relatos.

Mas a maioria das fotos, vídeos e discussões está no Orkut, no YouTube, no Flickr e nas mensagens do twitter. As pessoas estão trocando e postando informações nestes ambientes. Com razão, é lá que estão as suas redes de contato mais próximas.

O YouTube já conta com uma boa parte dos vídeos (a maioria produzido com o celular), no Orkut as pessoas trocam informações sobre mortos e como ajudar as vítimas da enchente e um blog montado por moradores e blogueiros conseguiu ser mais eficiente que as rádios locais, que tiveram problemas de transmissão no domingo.

Fica a pergunta: quais portais de notícias estão agregando o conteúdo desses sites e redes? Pouquíssimos.

Nessas horas, seria necessário um serviço de livestreaming, semelhante ao do Blogblogs ou do Eleições Americanas, para agregar automaticamente todas as mídias e informações que estão sendo produzidas sobre a tragédia, sejam em redes sociais ou em portais de notícias (a BBC montou um livestreaming deste tipo durante as eleições nos EUA).

E ainda, um serviço de informações no celular, via sms, semelhante ao adotado pela Cruz Vermelha, no terremoto em Los Angeles, facilitaria bastante a vida de quem está envolvido diretamente na tragédia e que, devido a problemas de queda de energia ou falta de comunicação, não pode acessar um site para se informar.

Por mais contraditório que seja, as pessoas que mais precisam de informação podem não estar conseguindo acessá-las. O celular seria uma provável ponte.

Atualização – A redação do Diarinho, de Santa Catarina, ficou ilhada e, até tudo voltar ao normal, o jornal virou blog, o Diarinho na Chuva. O Times-Picayune também utilizou esse esquema durante a passagem do furacão Katrina nos EUA.

Crédito da foto: AP

Publicado por Tiago Dória, em 25 de novembro de 2008 (Terça-feira).
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O dia em que parte da internet tentou matar Steve Jobs

Na sexta-feira, o boato de que Steve Jobs havia sofrido um grave ataque cardíaco circulou pela rede – twitters e grandes blogs contribuíram para a circulação da informação, que logo foi desmentida pela Apple.

Criou-se um debate sobre a credibilidade do “jornalismo colaborativo”, pois a falsa informação que deu início a avalanche de boatos foi postada por um usuário do iReport, da CNN, projeto de jornalismo colaborativo que é visto como um case de sucesso.

Vale lembrar que o iReport é um site a parte da CNN. Nem todas as informações que são postadas lá vão ao ar na CNN, a TV.

A SEC, a comissão de valores mobiliários norte-americana, já está investigando o imbróglio todo. Devido à falsa informação, que ficou apenas 20 minutos no ar no site de “jornalismo colaborativo” da CNN, as ações da Apple caíram 5,4% na manhã de sexta-feira.

Mais perguntas do que respostas

Qual foi o interesse de quem postou essa informação e como uma informação postada no iReport, um site que, na maioria das vezes, não é usado como fonte primária de informação, ganhou tanta repercussão na rede?

O caso pegou mal para a CNN? Sim. Não somente para a emissora, mas para toda a comunidade de usuários do iReport, apesar do site deixar claro que as informações publicadas lá não têm filtros e não são editadas.

A informação foi postada por um usuário recente, novo na comunidade. Cadastrou-se no site e imediatamente postou a falsa informação sobre o Steve Jobs. Foi a sua primeira e única publicação.

Foi banido do iReport.

E agora?

De emergencial, a CNN deveria adotar postura parecida à da Wikipedia – usuários novos não-registrados não podem criar novos verbetes. No caso do projeto da emissora, informações postadas por novos usuários não poderiam ir imediatamente ao ar no site do iReport.

Deveriam ficar numa quarentena e depois de aprovadas pela comunidade poderiam ir ao ar. São informações que, a priori, deveriam ter zero de credibilidade quando chegassem ao site.

Ou ainda aplicar uma moderação mais atenta para certos assuntos considerados críticos, como empresas e eleições, ímãs para boatos. A Wikipedia já adota essas posturas há algum tempo e em nenhum momento o projeto perdeu o seu brilho.

Trabalhar com sistemas abertos exige isso. O iReport chegou a um nível de maturidade tal que é possível deixar a moderação nas mãos da comunidade. Agora, alguns cuidados a mais terão que ser seguidos.

O que faz parte do processo. Sites de “jornalismo colaborativo” não são projetos fechados com começo, meio e fim. São sistemas abertos e em constante desenvolvimento, com dinâmica work in progress. E adotar essas novas posturas fará parte do processo naturalmente.

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Nem toda empresa está preparada para a participação do usuário

Publicado por Tiago Dória, em 5 de outubro de 2008 (domingo).
Categoria: apple, cnn, jornalismocidadao

Nem toda empresa está preparada para a participação do usuário

A CNN  acaba de anunciar que o seu projeto de “jornalismo participativo” iReport está completando 2 anos, com 175 mil contribuições entre fotos e vídeos e 85 mil usuários registrados.

Esses números são um verdadeiro banho de água fria em quem acredita que projetos de “jornalismo participativo” juntos à grande mídia não dão certo. Pelo contrário, são os mais bem sucedidos.

O que chama a atenção é que houve um boom de participações no 2º ano, 125 mil, justamente na época em que a CNN passou a fechar parcerias com universidades, a premiar algumas das melhores reportagens feitas por usuários – alguns são rotulados como “usuários superstars“.

E a lançar, no mesmo período, um site separado para o iReport, o iReport.com, onde os usuários podem subir fotos, vídeos e textos, com apenas uma pequena moderação feita pela própria comunidade.

Os números são expressivos, apesar de ficar com um pé atrás. Em projetos deste tipo, que envolvem colaboração, devem ser usados critérios mais qualitativos do que quantitativos para medir desempenho. Quantas dessas 175 mil contribuições foram ao ar e eram conteúdo original e relevante?

De qualquer maneira, a olhos vistos, o iReport é um projeto de “jornalismo participativo” que tem um conteúdo interessante e que acrescenta algo.

Esse balanço de 2 anos do projeto faz gerar uma reflexão. Da mesma forma que a Thiane Loureiro acredita que não é toda empresa que deve ter um blog corporativo, acredito que nem todo site de notícias deve ter um projeto de “jornalismo participativo”.

Não é toda empresa de mídia que está preparada para tocar um projeto deste tipo.

Como quase sempre, existem questões internas bem mais importantes para serem resolvidas antes – processos menos burocráticos, questões hierárquicas, de gestão de informação, até do ponto de vista de tecnologia, fornecer um site simples onde as pessoas possam enviar conteúdo pelo celular, por exemplo.

Neste caso, montar um projeto de “jornalismo participativo” dever ser a última coisa. É melhor gastar tempo e energia resolvendo essas questões para depois se abrir para a participação em larga escala do usuário.

Afinal de contas, longe da teoria, “jornalismo participativo” é algo que dá trabalho, envolve feedback constante,  adotar uma postura educacional [capacitação], criar um relacionamento com o leitor que vai muito além de pedir a esmo para ele enviar fotos, vídeos e relatos somente quando acontece uma tragédia.

Enfim, “jornalismo participativo” é muito bom, muito moderno, mas não é para qualquer empresa.

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Publicado por Tiago Dória, em 22 de agosto de 2008 (sexta-feira).
Categoria: cnn, jornalismocidadao

Blog do leitor é diferencial na cobertura das Olimpíadas

Não sei quanto a você, mas estou vendo pouquíssimas novidades com relação à cobertura online das Olimpíadas na China. Para mim, está decepcionante. Esperava ver algum diferencial significativo.

Tabelas de resultados de competições que são atualizadas em tempo real? Não é diferencial. Jornalistas atualizando blogs direto da China com vídeos e fotos e textos? Em 2008, já é arroz com feijão.

Esperava alguma coisa na área de mobile, mas a maioria dos sites se resume a enviar via SMS os resultados e a agenda das competições. O Twitter vem sendo utilizado, mas, em sua maioria, como um RSS.

O diferencial fica para a revista Slate, que criou, no Twitter, o perfil Slate Olympics, que traz pequenos comentários cômicos e sarcásticos sobre as Olimpíadas. Comentários, que, de um jeito ou outro, não seriam publicados na revista e muito menos feitos por comentaristas na TV.

Transmissão ao vivo pela internet?  Bem, aí já começa a aparecer alguma novidade. O NBC Olympics está batendo recordes na transmissão ao vivo pela internet, com um player de vídeo diferenciado [você pode assistir a 4 competições ao mesmo tempo].

Aliás, alguns vídeos foram feitos exclusivamente para o celular.

Porém, a NBC não explora muito bem as ilimitações que a web oferece. Por exemplo, não existe interação com outros usuários que estejam assistindo ao mesmo tempo à transmissão. É quase tão passivo quanto uma televisão com tela pequena na sua frente. Se você tiver uma televisão por perto, vale a pena ligar. Pelo menos, a tela é maior e a qualidade do som é melhor.

Apesar da idéia não ser tão nova, pelo que percebo, o diferencial mais significativo está por conta dos blogs atualizados por leitores que foram enviados à China. Algo dentro do conceito de “conteúdo gerado pelo usuário”.

Do ponto de vista de agregar valor é ótimo, mas é uma aposta arriscada. Arriscada no sentido de que nem sempre enviar um leitor para colaborar na cobertura de um evento é garantia de conteúdo e de opiniões diferenciadas. Principalmente, quando leitor e jornalista vêm dos mesmos meios sociais e culturais.

A visão de mundo e sobre o evento tendem a ser muito parecidas e as referências também.

O Terra fez uma aposta neste sentido. Enviou dois usuários do Vc Repórter, site de “jornalismo participativo” do portal, para atualizarem um blog.

O interessante é que o blog registra mais a visão do torcedor, e não a do jornalista, que tem credencial e não enfrenta tantas filas.

O último post do dia 10, por exemplo, relatava, em primeira pessoa, a dificuldade de pegar ônibus lotados para assistir às competições. É algo mais próximo da visão do torcedor, e não a do jornalista que tem certas regalias. São experiências diferentes.

O espanhol ELPais segue pelo mesmo caminho e colocou no ar El blog olimpíco dos leitores, que agrega conteúdo feito por leitores, in loco ou não, nos Jogos Olimpícos.

No meio dos textos, entre informações redundantes, já publicadas em outros sites, existem coisas interessantes como o depoimento de um ex-atleta que conta a sua experiência de ganhar uma medalha de ouro e charges produzidas por leitores, além, é claro, depoimentos de pessoas que estão no dia-a-dia da competição.

Publicado por Tiago Dória, em 11 de agosto de 2008 (Segunda-feira).
Categoria: jornalismocidadao, midia

Polícia de NY trabalhará com uploads de imagens e vídeos sobre crimes

Repercutiu na BBC Brasil.

Moradores de Nova York poderão, em breve, ajudar no combate ao crime enviando fotos ou vídeos feitos com celulares diretamente para os computadores da polícia da cidade.

O comissário de polícia Ray Kelly afirmou que qualquer imagem feita com câmeras de telefone celular pode ajudar em investigações.

Segundo o site de notícias NY1 News, Kelly afirmou que o programa começa a funcionar dentro de dois meses, mas a polícia já poderá receber mensagens de texto a partir da próxima semana.

Bem provável que o upload seja no próprio site da polícia.

Recentemente, um vídeo no YouTube [segue abaixo] mostrou um flagra de um policial que, de forma violenta, derrubou um ciclista durante uma “bicicletada” em Nova York.

O vídeo gerou 1 milhão de views e debates sobre a violência da polícia novaiorquina.

A foto é do flickr do Joi

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Mapas dos crimes no Brasil

Publicado por Tiago Dória, em 2 de agosto de 2008 (sábado).
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