UX vs sites de jornais

Brad Colbow é designer de interfaces web, além de cartunista.

Volta e meia, ele publica as suas tirinhas na Smashing Magazine, sempre abordando temas como design e desenvolvimento de interfaces.

Em This Is Why Your Newspaper Is Dying, ele resume diversos problemas de UX (user experience) em sites de notícias – vídeos com autoplay, aquela “árvore de natal” (diversos botões para compartilhar) no final de textos, conteúdo espremido na tela em meio a tanta publicidade.

Veja também: Há 5 anos, MySpace era a última bolacha do pacote

Publicado por Tiago Dória, em 26 de julho de 2011 (Terça-feira).
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Serei sabatinado pelo caderno Link, do Estadão

Alexandre Matias, editor do caderno, que terá um espaço especial no Expo Y – Festival de Cultura de Negócios Y, baterá um papo comigo.

Na pauta, a importância da opinião e da cultura digital. Bem provável que o encontro envolva outros temas, tais como reputação, relevância, filtros na web, mercado de mídia etc.

A conversa acontecerá nesta terça-feira (19/07), às 14h, no palco da Arena Itaú, no Expo Y.

Publicado por Tiago Dória, em 18 de julho de 2011 (Segunda-feira).
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Gamificação do Google News

Em meio ao burburinho em torno do Google+, a Google anunciou a utilização de um sistema de recompensa por bagdes na versão americana do Google News.

Badges são uma espécie de medalha. No caso, quanto mais e diversas notícias você lê, mais badges ganha. Por exemplo, se você lê muitas notícias sobre economia/mercado de ações, ganhará um badge chamado “stock market”.

O interessante é que o sistema de badges aplica uma motivação a mais a uma atividade que até então era considerada banal e corriqueira – ler notícias. O que, claro, vai ao encontro do conceito de “gamificação” – aplicação da mecânica dos games em qualquer situação da vida real.

Recentemente, o Foursquare ficou conhecido por utilizar a dinâmica dos badges, assim como o Huffington Post (leitores que mais comentam ganham badges especiais). Ambos com sucesso. Vamos ver o Google News.

Para utilizar os badges, é necessário ativar o histórico de navegação no Google (a empresa de busca conseguiu uma forma de incentivar as pessoas a deixarem o histórico de navegação ativado, o que acaba gerando mais dados para a Google).

Veja também: Será que um jogo consegue fazer a gente chorar?

Publicado por Tiago Dória, em 15 de julho de 2011 (sexta-feira).
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“Consumerização” nos sites de notícias

Segundo recente estudo da Intel, um dos principais desafios atuais dos gestores de TI é a questão da “consumerização“, a introdução de novas tecnologias no ambiente de trabalho é, cada vez mais, impulsionada pelos próprios usuários, o que gera pressão para os setores de TI das empresas.

Em simples palavras. Antes, tecnologias de ponta apareciam primeiro no ambiente corporativo. O ambiente de trabalho estava na vanguarda. Hoje se inverteu. Os avanços tecnológicos acontecem com mais rapidez em produtos voltados para os consumidores finais, na computação pessoal.

O que gera um conflito nas empresas. Para os profissionais, a tecnologia fornecida pela empresa deve ser semelhante à que ele utiliza normalmente em casa. Devem ter a mesma flexibilidade e agilidade. Ou seja, o sistema de email da empresa deve ser tão “inteligente” quanto o Gmail. O sistema de publicação de conteúdo do jornal deve ser tão “simples e amigável” quanto o Tumblr.

O mesmo pode acontecer na web. Esperamos de um novo aplicativo a mesma ou superior agilidade de ferramentas as quais estamos acostumados e preferimos.

Quando se fala sobre uma ferramenta de upload de fotos, por exemplo, pensa-se logo em uma interface parecida com a de um Fotolog ou do Flickr e não em um serviço que você leva de 5 a 6 cliques até chegar a ação desejada – publicar imagens na web.

De olho nisso, o jornal novaiorquino Daily News lançou o uPhoto, funcionalidade que permite aos leitores publicar fotos em matérias do jornal, de forma tão simples quanto compartilhar uma foto no Facebook. Basta clicar e arrastar a imagem para um box azul no rodapé da página.

O recurso é utilizado em reportagens nas quais os leitores são convidados a enviar uma foto, como uma sobre o calor em Nova York e outra sobre a Parada Gay na cidade.

Para criar o recurso, o jornal utiliza a plataforma da startup Olapic, já adotada pela AOL.

Veja também: 5 firulas em sites de notícias, em 2010

Publicado por Tiago Dória, em 28 de junho de 2011 (Terça-feira).
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Vaticano entra na “era dos agregadores de conteúdo”

Nesta semana, o Vaticano inicia uma nova fase de sua presença na internet. Na quarta-feira, será lançado o News.va, agregador de conteúdo da Igreja Católica (atualização – o site já entrou no ar, antes do previsto).

No endereço, serão agregadas todas as informações publicadas pelo Vaticano na mídia impressa, web, TV e rádio. Além disso, pronunciamentos e homilias do papa serão transmitidas ao vivo. Tudo isso integrado a plataformas de redes sociais – Facebook e Twitter.

O motivo do lançamento é simples – organizar todo o conteúdo produzido pelo Vaticano. Usar o agregador para fazer com que os próprios departamentos do Vaticano não ajam isoladamente, tendo assim um discurso coerente. Ou seja, a intenção é tornar a mensagem do Vaticano mais simples e coesa para quem está do lado de fora.

O News.va será lançado com versões em italiano e inglês. Uma versão em português está prevista.

O agregador foi desenvolvido pela agência espanhola 101.

Chama a atenção a forma como esse lançamento foi noticiado – com uma certa surpresa. Na realidade, o Vaticano é responsável por um dos primeiros grandes sites na web. Foi lançado em 1995. É um dos mais visitados do mundo, inclusive ganhou um Webby Awards (Oscar da internet).

Canal no YouTube, página no Facebook e aplicativo para iPhone fazem há um bom tempo parte da estratégia de conteúdo do Vaticano. Diga-se de passagem uma presença na web mais marcante que muita instituição moderna dita “conectada e digital”.

Veja também: A responsável pelo Papa no YouTube

Publicado por Tiago Dória, em 27 de junho de 2011 (Segunda-feira).
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Capa de revista com cheiro de restaurante

No livro “Encartes Especiais“, o pesquisador brasileiro Sergio Picciarelli mostra como a mídia impressa no Brasil vem se aproveitando das novas tecnologias de impressão – uso de chips de luz e som, holografia, tintas fluorescentes, termocrômicas e removíveis. Todas amplamente utilizadas em peças publicitárias, mas pouco no jornalismo.

No livro, Picciarelli cita uma exceção – a Revista Superinteressante, que, em abril de 1997, trouxe na capa uma aplicação de aroma de banana, que servia de isca para chamar a atenção para uma reportagem interna sobre o funcionamento do olfato e a tecnologia do “nariz artificial“.

Lembrei disso ao ler a notícia de que a última edição da Esquire espanhola vem com o cheiro do tradicional ambiente do restaurante El Bulli, que está para fechar as portas (o aroma seria uma mistura de eucalipto com pinheiro. O restaurante fica na Baía de Cala Montjoi, na Espanha).

Ao esfregar a capa, é possível sentir o aroma do estabelecimento, que é tema da reportagem de capa da revista.

Veja também: Anúncio que planta e nasce

Publicado por Tiago Dória, em 13 de junho de 2011 (Segunda-feira).
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Trecho do documentário sobre o NYTimes

A estreia de Page One está prevista para o dia 24 de junho, nos EUA.

O documentário mostra a rotina da equipe do NYTimes que cobre a área de mídia. Como pano de fundo, revela as transformações do mercado de jornais.

Dois trailers já foram divulgados – um em janeiro e outro no começo de maio.

Um trecho do documentário segue logo abaixo.

Veja também: Quando a vida profissional começa num blog coletivo

Publicado por Tiago Dória, em 31 de maio de 2011 (Terça-feira).
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“Inovadores são infelizes”

A revista FastCompany publicou em sua última edição a tradicional lista das 100 pessoas mais criativas na área de negócios.

Sempre é interessante dar uma olhada na lista para saber como anda o mercado de ideias.

Lady Gaga foi o destaque no ano passado. A cantora foi lembrada por construir um “império” em diversas plataformas ao mesmo tempo.

Neste ano, Wadah Khanfar, diretor geral da Al Jazeera, é o destaque. A escolha é reflexo da importância que a emissora teve nas recentes manifestações e quedas de governo no mundo árabe. A estratégia de utilizar o YouTube e o Twitter como canais oficiais de distribuição do sinal da AlJazeera também é lembrada. Hoje, a emissora é a 3ª organização de mídia com mais vídeos vistos no YouTube.

Scott Forstall, arquiteto chefe do iOS, sistema operacional do iPad e iPhone, foi considerado o segundo criativo de 2011.

Interessante foi a escolha em terceiro lugar do russo Yuri Milner, fundador da empresa de investimentos Digital Sky Technologies. É visto como uma pessoa que sabe onde estão as ideias criativas. Milner é um dos principais investidores da Zynga, do Facebook e Groupon.

Jack Dorsey, criador do Square, sistema que permite utlizar o iPhone como cartão de crédito, garantiu o 4º lugar na lista.

E, uma vez mais, um profissional da Google ficou em destaque na seleção. – Sebastian Thrun, responsável pela criação do “carro sem motorista” da Google, controlado por inteligência artificial (AI).

Segundo Thrun, “inovadores são infelizes” – estão sempre angustiados em busca de soluções que podem melhorar a vida das pessoas.

Veja também: Fernanda Viégas é eleita uma das mulheres mais influentes

Publicado por Tiago Dória, em 22 de maio de 2011 (domingo).
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Drudge Report ainda é rei

Outra pesquisa que repercutiu nos últimos dias foi a do Pew Project for Excellence in Journalism, que analisou os 25 principais sites de notícias nos EUA.

A pesquisa revela algumas coisas que, para quem acompanha este blog, não chegam a ser exatamente grandes novidades. Exemplo – o Facebook tem se tornado uma importante fonte de tráfego para os sites americanos de notícias. Leitores casuais trazem mais tráfego que leitores fiéis…

Daí, o mais interessante deste estudo está na revelação de que o Drudge Report continua a ser um grande redirecionador de tráfego. Dependendo do site de notícias, redireciona mais que o Google e o Facebook, chegando a ser responsável por mais de 30% do tráfego.

O Drudge Report é um dos sites pioneiros da web. Foi criado por Matt Drudge em 1997.

E, desde então, mantém o mesmo layout, pouco se importando com a moda de colocar botões para plataformas de redes sociais. Assim como o email, teve a sua morte anunciada inúmeras vezes.

A importância do The Drudge Report reside no fato de que, ainda no começo da internet comercial, foi um dos primeiros sites de notícias a demonstrar que a web pode furar e pautar a chamada grande mídia. Foi o primeiro a publicar informações sobre o escândalo entre Bill Clinton e Monica Lewinsky, além dos celulares hackeados de diversas celebridades americanas.

Muito antes do tema virar moda, era um “agregador/curador de conteúdo”.

E até hoje é uma referência.

Veja também: Google e uma das coisas mais íntimas que temos online

Publicado por Tiago Dória, em 10 de maio de 2011 (Terça-feira).
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