Apps do Guardian Hack Day

O Guardian promoveu recentemente um hack day. É o terceiro, portanto, realizado pelo “jornal que não quer ser mais jornal“.

Como manda a tradição neste tipo de evento, diversos aplicativos/hacks foram criados em 24h. Teve aplicativo para Android, sistema operacional da Google para celulares, que funciona como guia para a prática de ciclismo, e outro que analisa as palavras utilizadas nos comentários dos artigos de economia do Guardian (a intenção é descobrir tendências)…

Dois “hacks” chamaram a minha atenção, o TV And The News, que indica programas de TV com base na notícia que você está lendo online e o Mood Ring, capaz de classificar matérias com critérios de “estado de espírito” (positivas ou negativas), o que é bem subjetivo, mas interessante.

Veja também: Como hackear um portal de notícias

Publicado por Tiago Dória, em 27 de maio de 2010 (Quinta-feira).
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Guerra de APIs de jornais

Essa entrevista com Chris Thorpe, um dos evangelistas da plataforma aberta do Guardian, é uma boa amostra do quanto a publicação vem adotando uma postura diferente em relação ao uso das APIs, um dos aspectos que permite transformar um jornal em uma plataforma.

Enquanto o NYTimes adota uma postura mais restritiva, impedindo o seu uso comercial; em sua API, o Guardian fornece acesso a todo o seu conteúdo, inclusive para uso comercial.

Diferente do NYTimes, o Guardian já promoveu dois “hack days” e mais de 2.000 desenvolvedores se cadastraram para utilizar a API da publicação, sendo que 200 aplicativos foram criados em torno do conteúdo do jornal. Uma parte deles está reunida numa “galeria de aplicativos” no próprio site do Guardian.

Com esse posicionamento, a ideia é transformar o Guardian em uma plataforma aberta, com um ecossistema de aplicativos em seu entorno. Ou seja, a publicação pretende criar valor em torno da circulação e não do controle de informação.

É lógico que adotar essa postura tem vantagens e desvantagens, conforme ficou evidente no recente atrito entre o Twitter e desenvolvedores externos.

No entanto, esse mesmo posicionamento é uma boa amostra de dois aspectos:

1) Do quanto uma publicação pode se autoquestionar profundamente, com consequências que vão muito além de “integração de redações” e mudanças de layout em seus sites.

2) De que a disputa das publicações por leitores, atenção e tráfego pode se dar em um outro nível – no uso de suas APIs.

Veja também: Comentários para quem precisa de comentários

Publicado por Tiago Dória, em 19 de maio de 2010 (Quarta-feira).
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Chatroulette do Guardian

Enquanto alguns se estapeiam discutindo a decisão mais do que esperada do TimesOnline de cobrar por acesso ao seu site, o Guardian lançou a sua versão do Chatroulette (em fase de testes).

Não tem nada a ver com videochat, mas com aleatoriedade no consumo de informação. Você entra no GuardianRoulette e ele recomenda a esmo uma matéria do site do jornal. Não gostou? Clique em “play again” que ele indica outra reportagem.

Tudo aleatório. É a mesma dinâmica do Chatroulette (no caso, uma “roleta russa” de matérias).

Enfim, mais um post para a minha série sobre “firulas” em sites de notícias.

Veja também: Cinco “firulas” em sites de notícias em 2009

Crédito da foto: Cry2

Publicado por Tiago Dória, em 26 de março de 2010 (sexta-feira).
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Semelhante ao Google, o Guardian tem um “Zeitgeist”

Google Zeitgeist é aquela lista de termos mais buscados que a empresa de busca divulga todo final de ano. Muito longe de ser uma simples lista de final de ano, o Google Zeitgeist serve de parâmetro para saber tendências – quais assuntos foram mais comentados no ano, estão começando a gerar interesse ou começaram a ser esquecidos.

John Battelle, autor do livro A Busca, um dos primeiros sobre a Google, chama a lista de “Base de Dados de Intenções”. Lá estão evidentes desejos, necessidades, vontades e preferências que podem ser descobertas, citadas, arquivadas, seguidas e exploradas.

A novidade é que o site do jornal britânico Guardian lançou um “zeitgeist”, o Guardian Zeitgeist. Não de termos mais buscados, mas de notícias que mais chamam a atenção – recebem links de outros sites, são compartilhadas em redes sociais, tem mais comentários e tempo de leitura.

Tipo de ferramenta que será bem útil internamente para os editores, para se guiar/pautar pelos assuntos. Servir de termômetro. Ser mais preciso na escolha de pautas. É diferente do ranking de “notícias mais lidas”, que muitas vezes leva em conta apenas a quantidade de cliques.

Porém, como quase tudo que parece genial, a ideia não é nova. O site Newsmap já faz isso há um tempo e com uma quantidade bem maior de fontes, não apenas o conteúdo do Guardian.

O tamanho da fonte indica o quanto o assunto está chamando a atenção e sendo comentado na web e, da mesma forma que a ferramenta do Guardian, as cores indicam a editoria da notícia. Inclusive, o Newsmap conta com uma versão somente com o noticiário brasileiro.

É o “Zeitgeist dos sites brasileiros de notícias”.

Veja também:
Comentários para quem precisa de comentários

Publicado por Tiago Dória, em 4 de fevereiro de 2010 (Quinta-feira).
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A “loja de aplicativos” do Guardian

Guardian aplicativos

O Open Plataform, do Guardian, colocou no ar uma galeria que reúne todos os aplicativos feitos em torno do conteúdo do jornal. Funciona, mais ou menos, como as lojas de aplicativos da Apple e da RIM (BlackBerry). A diferença é que todos os aplicativos são fornecidos de graça e nem todos são voltados para uso exclusivo no celular.

Entre os disponíveis, o “Guardian Anywhere“, feito para o Android, sistema operacional da Google para celular, e outro que rastreia as despesas de viagens dos políticos britânicos, o MPs Travel Expenses Map. Na área de música, um que mescla a tradicional lista de “1.000 músicas que todo mundo tem que ouvir” com dados do Last.fm e links para sites de letras de músicas.

Graças ao uso de APIs públicas e padrões abertos por parte do Guardian, hoje é possível fazer esses mashups e aplicativos com base em informações e dados da publicação. Algo que, claro, enriquece o conteúdo do jornal e o transforma em uma plataforma online de conteúdo (o site torna-se um meio e não um fim em si mesmo).

Vale lembrar que um dos assuntos deste ano do seminário sobre mídia na Cásper foi justamente sobre o uso de banco de dados e APIs no jornalismo.

Veja também:
Como hackear um portal de notícias

Publicado por Tiago Dória, em 2 de outubro de 2009 (sexta-feira).
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The Guardian libera o acesso público a API (mais um)

guardianapi09

Saiu no Techcrunch. Mais um jornal de peso liberou o acesso a sua API, o The Guardian. Junto entrou no ar a seção The Open Plataform, que reúne as informações sobre a API e o projeto de abertura e transformação do jornal impresso em uma plataforma online de conteúdo.

Antes mesmo de liberar a API que permite interagir com todo o seu conteúdo (vídeos, artigos, imagens), em novembro do ano passado, o jornal promoveu um Hack Day, uma competição para incentivar estudantes e desenvolvedores a criar aplicativos em torno do conteúdo e dos serviços do site do jornal.

Em março do ano passado, o The Guardian havia contratado Matt McAlister, ex-Yahoo! para ser diretor da rede de desenvolvedores do jornal.

Veja também:
Oportunidade para os peixes pequenos

Publicado por Tiago Dória, em 10 de março de 2009 (Terça-feira).
Categoria: guardian

Como hackear um portal de notícias


Encontro aconteceu na redação do jornal

O The Guardian, outro “jornal que não se vê mais como um jornal, mas uma plataforma de conteúdo”, promoveu recentemente o seu primeiro Hack Day.

É um evento de 24 horas com palestras e uma competição para incentivar estudantes e desenvolvedores a criar aplicativos em torno do conteúdo e dos serviços do site do jornal. É semelhante ao Open Hack Day, que o Yahoo! promoveu há duas semanas por aqui, no Brasil.

A competição foi comandada por Matt McAlister, ex-Yahoo! e atualmente diretor da rede de desenvolvedores do site do jornal britânico. McAlister foi contratado neste ano para acelerar a transformação do The Guardian em uma plataforma online (aberta) de conteúdo.

Diversos aplicativos foram criados, todos para serem utilizados dentro do contexto do jornal. Entre eles, os que chamaram mais a minha atenção:

=> um “hack” que permite bloquear certos comentaristas de matérias do jornal. Por exemplo, você pode bloquear aquele cara que sempre faz comentários nos artigos, mas que você não gosta muito.

=> jornalistas adoram citar números – 1 bilhão de reais, 100 mil carros – mas normalmente sem contexto. Um dos participantes criou um menu que aparece toda vez que esses números grandiosos são citados em uma matéria. O menu indica uma proporção e ajuda a dar uma noção melhor dos valores. Por exemplo, “50 mil reais, o que equivale ao salário de não sei quantos meses de um professor”.

=> um outro aplicativo que completa frases, do tipo “Chinese Democracy é…” e ele completa a frase com diversas citações já feitas no jornal em relação ao Chinese Democracy, disco do Guns and Roses.

Por fim, o vencedor foi um “aplicativo de tags” que permite brincar com palavras-chaves de matérias diferentes do jornal. Por exemplo, você pode arrastar a palavra-chave “economia” em cima de “Brasil”, e o aplicativo retorna a você todas as matérias relacionadas.

As fotos do post são de Matt McAlister

Post relacionado:
Como são os melhores jornais do mundo

Publicado por Tiago Dória, em 18 de novembro de 2008 (Terça-feira).
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Leitores dão conselhos à jornalista que se tornou blogueira fulltime

Charlotte Higgins, jornalista há vários anos da seção de cultura da versão impressa do The Guardian, foi convidada a ser blogueira fulltime do site do jornal.

A jornalista escreveu uma matéria sobre a mudança. Vale a leitura, apesar de achar que não existe muita diferença substancial, jornalismo é jornalismo em qualquer formato e ambiente.

Pelo visto, ela está bem empolgada com as possibilidades de produzir as informações de qualquer lugar e sem intermediários [um editor para revisar e cortar texto] e de poder trocar idéias mais diretamente com os leitores.

O seu blog já está no ar aqui. Interessante é ler os comentários de seu post de apresentação. Alguns de seus novíssimos leitores, assíduos consumidores de outros blogs, aproveitam para dar alguns conselhos a ela.

“Tenha um bom conteúdo. Envolva-se nos debates nos comentários. Modere os comentários na hora certa e arranque e jogue fora os trolls. Boa sorte!”, diz um dos leitores.

Post relacionado:
Dicas para blogueiros não ficarem perdidos em eventos

Publicado por Tiago Dória, em 24 de julho de 2008 (Quinta-feira).
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Mais um jornal que não quer ser mais jornal

No final de semana, a notícia que mais circulou nos blogs gringos foi a de que a Guardian Media Group, empresa por trás do jornal britânico de mesmo nome, comprou o blog Paid Content.

Não é dos mais visitados, no entanto, um dos mais influentes e relevantes na área de cobertura de negócios em meios digitais.

Até aí nenhuma novidade. É uma forma que os blogs com dinâmica mais profissional estão encontrando para manter o seu negócio a longo prazo. Por sua vez, é uma forma do jornal atrair mais conteúdo vertical e comprar novos ativos.

Mas o que chamou a minha atenção foi outra informação. A de que a Guardian Media contratou Matt McAlister, que até abril era diretor da rede de desenvolvedores da Yahoo!.

Sua missão? Transformar o jornal The Guardian em uma plataforma de conteúdo. Se você pensou em API`s, permitir e incentivar a criação de aplicativos em torno de seu conteúdo e, com isso, a criação de um “ecossistema de informação” em torno do Guardian, é mais ou menos por aí.

A idéia é que o site do jornal deixe de ser apenas um “atravessador de informação” – pego o que as agências ou os leitores enviam, vejo o que serve para minha linha editorial e publico – para se tornar um serviço, uma plataforma de conteúdo, que ajude informação a encontrar informação.

Espero em breve escrever um post do tipo – Fim de uma era: The Guardian não é mais um jornal.

Post relacionado:
Fim de uma era: The New York Times não é mais um jornal

Publicado por Tiago Dória, em 14 de julho de 2008 (Segunda-feira).
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